Trials

3 O que não sabemos


Notas iniciais
Só para constar, a revelação desse capítulo é só o começo da história. Não, a Sakura não está grávida. Espero que gostem!

Foram minutos longos até ele se recuperar e ir atrás da filha. A encontrou sentada num banco no corredor com um livro nas mãos, ela o olhou e voltou atenção a leitura, ou ao fingir que lia. Sentou com ela esperando que talvez ela tomasse a iniciativa de começar a falar.


Só que Sarada era tão Uchiha quanto ele e o silêncio podia fazer parte de sua natureza mais profunda. Suspirou e tentou achar as melhores palavras para falar com ela.


– Você não quer ir para casa?


– Não, vou ficar até a okaa-chan acordar.


– Tudo bem, então nós dois vamos ficar... Não quer me dizer nada?


– Okaa-chan disse para não dizer nada. Desculpe.


Notou que ela baixou os olhos e suspirou.


– Sarada, seja lá o que estiver acontecendo, você pode me contar. Lembra o que eu disse sobre confiar?


A menina virou o rosto e o encarou longamente, ajeitou os óculos e depois baixou o rosto novamente.


– Não, não posso.
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Já era quase noite quando ele notou que estavam de fato na porta do quarto de sakura, notou ao ver uma enfermeira entrar e sair rapidamente. Logo depois Shizune apareceu com o que provavelmente era o jantar de Sarada. Ela guiou a menina até a sala dos médicos e depois voltou.


– Você devia levá-la embora, Sasuke-san.


– Ela não quer ir e eu quero saber o que está acontecendo. Estou sendo paciente Shizune.


– Não posso quebrar o sigilo médico-paciente só porque você acha que devo. Apenas tente a levar embora ou vou ligar para Mebuki-san vir fazer isso. Hospital não é lugar de criança.


– Foi você quem a trouxe para cá. — disse sério -


– Não, isso foi uma falha de comunicação. Ela vem quando Sakura e ela estão sozinhas, com você na vila ela deveria ter ficado em casa.


– Isso quer dizer que acontece com frequencia? Ou que pelo menos mais de uma vez?


Antes de Shizune pensar em responder, a menina estava ao lado deles e chamou puxando de leve a roupa escura.


– Shizune, eu posso deitar lá com a Okaa-chan?


A morena olhou dela a sasuke esperando que ele falasse algo, mas não aconteceu. Se virou pegando a prancheta no apoio do lado da porta e depois de ler rapidamente sorriu a menina.


– Tudo bem, mas é para ficar quietinha. Sua mãe está dormindo.


Sasuke viu a filha concordar e entrar quando a morena abriu porta. Ela entrou, tirou as sandálias e subiu na cama entrando debaixo da coberta e deitando com a mãe. Quando ia dar um passo para entrar a morena fechou a porta.


– Não torne as coisas mais difíceis, Sasuke-san.


– Não sou eu quem está fazendo isso, por que ninguém me fala nada se parece que todo mundo sabe de alguma coisa?


– Pergunte a ela. Eu já disse.


– Eu perguntaria se ela não estivesse sedada lá dentro. — tentou conter o tom de voz por causa da filha — Pode ao menos me falar qual o estado dela?


Viu que a mulher o encarou longamente antes de soltar a maçaneta, não podia ficar a noite toda vigiando e Sasuke ia entrar assim que desse as costas.


– Bem, se recuperando, ela vai acordar um pouco nauseada, mas está bem.


– Alguém que aparentemente fica internada com frequência não está nem perto de bem.


– Só por favor, não a acorde. — disse se virando e saindo.


Estava prestes a ameaçar alguém que pudesse falar ou simplesmente invadir o arquivo e pegar a ficha dela, já que a morena levou o prontuário. Entretanto ponderou e entrou no quarto, a filha o encarou e depois voltou a se deitar. Chegou perto da cama e tocou de leve o rosto da Haruno... Virou e sentou no sofá cruzando os braços.


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Abriu os olhos no meio da noite e só com muito auto-controle não tinha uma kunai apontada a testa da própria filha. Respirou tentando se mostrar calmo e notou que ela estava sem óculos e descalça. Ela o ficou encarando e saiu dando a entender que deveria segui-la. Olhou ao redor e tudo parecia calmo.


Já no corredor, não havia mais ninguém ali e uma luz fraca o iluminava, demorou até que os sensores dessem pela presença deles e se acendessem. Se abaixou numa tentativa de parecer mais amigável.


– Precisa de algo, filha?


– Quando vai embora?


Ela tinha aquela intensidade de olhar de um portador do Sharingan.


– Sarada isso não é realmente hora...


– Nunca é uma boa hora para nenhum de vocês me falar nada...


Ela devia estar irritada e confusa por causa da mãe, precisava ter calma.


– Você não quer ir pra casa, dormir em sua cama e amanhã cedinho voltamos para trazer o café? — disse segurando os ombros dela.


– Okaa-chan está doente, sempre esteve e você nunca soube disso porque simplesmente nunca ficou tempo suficiente com a gente. Ela fala pra todo mundo que é nada, mas eu sei que é mentira... Eu li a pasta que ela escondeu na caixa no alto da estante.


– Como?


– Eu não entendi um monte de termos, mas o que aconteceu na guerra... é...como é a palavra... degenerativo. Ela só tem ficado mais doente e não vai parar... E a gente vai ter que ir embora... Tem uma moça que está pesquisando algo que parece que vai ajudar. Eu ouvi ela conversando com a Shizune... Eu li a carta que a moça mandou... E a culpa é sua!! Sua porque nunca está com a gente.


Sentiu as mãos pequenas dela batendo em seu ombro e viu como ela estava segurando o choro antes de entrar correndo no quarto e fechar a porta deixando claro que ele não era bem vindo.


Enfiou um soco na outra parede irritado por estar ainda sabendo tão pouco e porque a filha dele simplesmente acabou de dar um golpe pior que ser atravessado por uma katana. Era assim que ela se sentia? Assim que Sakura se Sentia?

Continua...

Notas finais
É gente, prevejo DRs no futuro!