Traídos Pelo Desejo.
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Cap. 18
PDV Narrador.
Edward levou um tempo para perceber que a gravidez de sua amiga o afetara de um modo difícil de admitir. A novidade lhe provocou uma espécie de arrependimento por viver fugindo da felicidade. Ele já estava beirando os trinta e a maior parte de seus amigos da faculdade já se encontravam casados e com filhos. Por mais que a natureza e a arrogância masculinas teimassem em dizer o contrário, os homens não eram diferentes das mulheres naquele aspecto. Casamento era um marco de referência na vida. Com o término do almoço, Kate despediu-se dele carinhosamente. Depois de vê-la entrar no veículo e partir, ele então retornou ao escritório, sem conseguir por mais uma tarde inteira trabalhar direito. Quando menos esperava o rosto de Bella preenchia sua mente e a saudade apertava em seu peito. Incapaz de se concentrar realmente no trabalho olhou para o relógio em seu pulso pela milionésima vez e viu que já passava das cinco. Fechou as pastas e ignorou o olhar interrogativo de sua secretária saindo do escritório angustiado. Sentado ao volante do Volvo Prateado parou para observar o sol que estava se pondo atrás das montanhas e o movimento das pessoas que saíam de seus trabalhos e começavam a se dirigir para suas casas, para os seus lares. O único lugar que tinha para ir era uma casa enorme, vazia e muito solitária. Encontrara a mulher de sua vida, mas estava deixando que escapasse por entre os seus dedos.
Ligou o motor do carro e saiu passando a rodar pela cidade sem destino certo, relutando firmemente em ir para casa. Horas se passaram. A noite caiu e sem se dar conta entrou no caminho que levava a casa de Bella, a antiga mansão Swan, hoje o lar de Jasper e Alice Whitlock. Tenso desceu do carro soltando um gemido de resignação andando pela entrada fracamente iluminada. O próprio Jasper abriu a porta e ao vê-lo, lançou-lhe um olhar ferino e atravessado.
—O que faz aqui?! Esbravejou.
Edward sorriu irônico.
—Boa noite para você também, Jasper.
—Edward?! Como vai? Deixe-o entrar Jasper, disse Alice aproximando-se. Edward ignorou a expressão tensa do loiro e adentrou no ambiente. Alice o recebeu com um grande sorriso e o ventre já saliente.
—Você está linda Alice, disse com sinceridade e admiração.
—Estou começando a parecer uma baleia, mas obrigada mesmo assim. Sente-se e fique à vontade. O que o traz aqui?!
—Bella é claro! Resmungou Jasper mal humorado e ainda de pé, estudando Edward como um predador avalia sua presa. Alice revirou os olhos contando mentalmente até vinte.
—Deixe-o falar Jasper!
—Humpf!
—Obrigado, Alice, mas ele está certo. Vim até aqui conversar sobre Isabella.
—Então não perca tempo e comece a falar de uma vez. Não sou nada paciente e você, Cullen, magoou a minha irmã! Grunhiu irritado.
—Eu a amo, Edward respondeu encarando-o firmemente.
—Eu também! Cuspiu Jasper, irritado.
—Olhem que tal um uísque para acalmar os ânimos?!
—Não quero nada, Alice, obrigada.
—Uma água então?
—Tudo bem, respondeu Edward sorrindo.
—Vou buscar e, por favor, tentem conversar civilizadamente, pediu lançando um olhar explícito para o marido que permanecia de pé junto à porta de entrada. Assim que se viram sozinhos, Jasper disse:
—Fale logo o que quer e depois suma daqui! Esbravejou.
—Já lhe disse uma vez: Quero Isabella Jasper.
—Não me provoque Promotor. Você está em minha casa e eu posso atirar em você alegando invasão de propriedade. Você morre e ninguém aqui na cidade ousaria me questionar. Edward riu da ameaça.
—Muito bom. Esta seria uma ótima solução. Mas saiba que se fizer isso provavelmente o seu sobrinho vai nascer sem pai. Os olhos de Jasper quase saltaram fora das órbitas.
—O que disse?! Como?! Repita porque eu acho que não consegui entender, balbuciou piscando inúmeras vezes tentando assimilar o que Edward lhe dissera um minuto antes. Edward Suspirou longamente.
—Tenho quase certeza de que Bella está grávida, esperando um filho meu. O rosto de Jasper mudou de cor em três segundos.
—Seu maldito, filho da puta! Como você ousa?! Eu...
—Mas que notícia maravilhosa, Edward! Bella está grávida! Que coisa boa, eu estou tão feliz por vocês dois! Exclamou Alice entrando na sala trazendo dois copos de água numa bandeja de prata. Edward abriu um largo e franco sorriso.
—Eu ainda não tenho certeza, Alice, mas acredito que sim.
—Como assim?!
—Ela não me disse nada, mas está abatida, mais magra e eu ouvi Claire dizer que ela tem estado enjoada nesses últimos dias. Alice sorriu com tristeza.
—Vocês brigaram.
—Sim.
—Mas vão fazer as pazes rapidinho e se casar mais depressa ainda! Vociferou Jasper como um leão enjaulado. Alice o fitou interrogativamente.
—Ué?! Mas você não estava quase expulsando o Edward aqui de casa?! Ele cerrou os dentes apertando os punhos com força.
—Isso foi antes de saber que ele mexeu com a minha irmã! Agora vai casar ou morrer. Escolha! Edward pigarreou, tossindo para disfarçar um sorriso.
—Casar é claro. Eu a amo e quero formar uma família assim como vocês. E espero que agora nós possamos nos entender Jasper, afinal seremos parentes e nossos filhos terão quase a mesma idade.
O loiro nada respondeu limitando-se a fitar Edward com os olhos em fenda, sua postura tensa e em alerta. Edward suspirou e prosseguiu:
—Bell me ama, Jasper, assim como também ama você e está dividida. Ela está completamente perdida no meio dessa nossa briga ridícula!
—Ele tem razão, Jazz. Olhando para sua esposa ele finalmente desarmou-se.
—O que eu acho ou não agora não tem mais importância. Você vai casar com a minha irmã e fazer parte da família. Está decidido. Tenho a sua palavra?
—Se ela me quiser de volta... Sim.
Jasper riu com amargura.
—Você não está entendendo Cullen. Bella não tem escolha. Forks é uma cidade pequena e muito tradicional. Mães solteiras não são bem vistas aqui. Por mais que a realidade seja diferente lá fora, aqui é assim que as coisas funcionam. Ela vai casar com você nem que eu precise forçá-la a subir ao altar!
—Tudo bem, mas deixe-me conversar com ela primeiro. Além do mais eu não sei se ela está grávida, eu estou suspeitando, mas não tenho absoluta certeza.
—Está certo. Você quarenta e oito horas para resolver do seu jeito. Se até lá não tiver conseguido nada, então eu farei as coisas à minha maneira, frisou.
—Tenho uma ideia melhor. Vamos esperar até o fim do julgamento. Não deve passar dos próximos dias.
Os dois se entreolharam avaliando-se mutuamente. A tensão começou a diminuir no ambiente.
—Está certo. Até o fim do julgamento e nem um dia mais.
—Combinado. Alice, obrigado por me receber.
—Ora, foi um prazer Edward, venha sempre que quiser. A nossa casa estará sempre de portas abertas para você. Jasper decidido caminhou até ele e estendeu a mão numa oferta de paz. Edward aceitou o cumprimento com prazer e ambos trocaram um forte aperto de mão antes que o Promotor se despedisse e saísse da mansão. O primeiro passo havia sido dado. Agora só faltava conversar com Bella.
—----
Bella leu pela última vez as observações preliminares que faria no julgamento de sua cliente Sue Clearwater na manhã seguinte, constatando satisfeita que mais nada poderia ser feito para aprimorá-las. Suspirando cansada pelo desgaste da semana colocou seu bloco de anotações sobre a pasta de documentos pertencentes ao caso e relaxou na cadeira. Agora poderia arrastar-se até a cama, tomar duas aspirinas para a dor de cabeça irritante que a atormentava e desabar sobre a confortável cama desejando ardentemente dormir como uma pedra até a manhã seguinte.
Com visível esforço levantou pegando um prato que continha o resto de um sanduíche que comprara no caminho de casa e foi para a cozinha, sem esquecer de apagar a luz da sala de estar. Mal colocou o objeto na pia, a campainha tocou e ela gemeu desolada. Balançou a cabeça tentando imaginar quem poderia ser e disposta a despachar fosse quem fosse. Consultando o relógio em seu pulso delicado viu que já era tarde da noite. Quem teria resolvido lhe fazer uma visita tão inesperada?!
Descalça correu até a porta a fim de espiar pelo olho mágico e o seu coração deu um salto. Edward Promotor Delícia Teimoso Cullen estava parado sob as luzes da área externa, aguardando com o olhar fixo em sua porta, como se soubesse que ela estava ali o espreitando.
—Abra essa porta Bella.
Disse num tom firme. Ela suspirou baixinho ainda sem saber ao certo o que fazer. Não queria que ele a visse usando aquele roupão velho aveludado cor de vinho, os olhos avermelhados e os cabelos desgrenhados. Respirou profundamente tentando pensar no que faria. Mas ele não lhe deu tempo:
—Bella, eu juro por tudo que é mais sagrado que se você não abrir esta porta eu vou colocá-la abaixo a pontapés! Eu sei que você está aí! O tom imperativo de sua voz não admitia discussões.
“Educado como sempre” pensou silenciosa abrindo a porta com os dentes cerrados pela raiva súbita.
—Não fale comigo nesse tom, Edward! Quem você pensa que é?! Está na minha casa e não no meio da rua!
Ele encarou-a encantado pela sua beleza. Mesmo estando abatida e com roupas velhas Bella aos seus olhos continuava linda. Ela olhou-o de cima abaixo vendo que ele não estava em melhor forma que ela. Bella compadeceu-se. O rosto de anjo estava marcado pela exaustão, especialmente sob os olhos verde-esmeralda, onde olheiras escuras pareciam gritar. Aquela imagem tocou-a profundamente.
—Você não podia esperar até amanhã, Edward?! Já é tarde e eu estou muito cansada. Ele deu o sorriso torto que tinha o poder de desconcertar as mulheres e ela o fitou com a respiração presa na garganta e o coração disparado.
—Não acho apropriado discutir nosso relacionamento pessoal na frente do tribunal amanhã, Bella. Ela engoliu em seco sentindo um fio de esperança em seu coração, mas evitou demonstrar. Edward tinha ferido-a profundamente na semana anterior. Buscando o ar que subitamente faltara em seus pulmões, retrucou:
—Acho que não temos mais um relacionamento. O nosso namoro acabou. Você mesmo disse isso.
—Eu nunca disse tal coisa. Eu a coloquei contra a parede, mas sei que agi errado. Jasper é sua única família e eu vou ter que aprender a conviver com ele. Gostando ou não.
Ela estreitou os olhos, confusa e intrigada.
—E O que o fez mudar de ideia, Promotor Cullen?! Indagou insegura sentindo suas mãos suadas.
—Estou vindo da sua antiga casa e nós dois tivemos uma longa conversa. Afinal, você vai me deixar ou não?!
Ela suspirou. Edward Cullen era um homem imprevisível. Na cama ou no tribunal e porque não o seria gora também?! Determinada a escutar o que ele tinha a dizer, abriu a porta de uma vez permitindo a sua entrada. Calado ele olhou em volta notando o ambiente na penumbra. Sob a luz escassa seus cabelos acobreados brilhavam mais que nunca. Bella teve que refrear o impulso de estender a mão e tocar os fios sedosos e bagunçados, enfiando as duas mãos nos bolsos do roupão largo e gasto devido ao uso.
—E então?
Edward virou-se em sua direção fitando-a demoradamente dos pés a cabeça. Ela estava a ponto de desmaiar de tão exausta, mas de também defender a causa em que acreditava até sua morte se necessário. Desejou arrancar aquele roupão do corpo macio e cheiroso e puxá-la para os seus braços, confortando-a. Mas não sabia se ela o rejeitaria, então achou melhor ficar quieto.
—Que tal sentarmos para conversar e beber alguma coisa? O que me diz?!
Sugeriu ansioso. Ela baixou a cabeça sentindo uma tristeza enorme, desviando os olhar para seus próprios pés.
—Não obrigada. O que realmente gostaria é de nunca ter...
—Me conhecido. Era isso o que ia dizer?
Ele perguntou sem se dar por vencido. Se a tática da conversa não funcionasse estaria disposto a jogar baixo e pesado e seduzi-la mais uma vez.
—Eu ia dizer que gostaria de nunca ter feito sexo com você, Edward.
—Nós fizemos amor Bella, não sexo. E eu adorei cada minuto em que tive você nos meus braços, sob o meu corpo, gemendo tomada pelo prazer.
—Edward, por favor... Seu constrangimento era enorme. Ela estava corada até a raiz dos cabelos.
—Se eu pudesse passaria o resto da minha vida te dando múltiplos orgasmos, te vendo gozar e gozando logo em seguida.
—Por favor, pare com isso!
—Por quê?! Estou dizendo a mais pura verdade.
—Não. Você deve estar entediado porque sua nova conquista “loira” o dispensou e resolveu se divertir com a advogada mais próxima e disponível! Cuspiu enciumada. Irritado Edward a segurou pelos ombros, sacudindo-a com certa violência.
—Pare de ser sarcástica e olhe para mim, droga! Indefesa e ainda chocada com o comportamento dele, Bella obedeceu expondo os seus olhos castanhos úmidos pelas lágrimas. Edward enterneceu-se e carinhoso afagou-lhe a face esperando que ela se acalmasse.
—Eu te amo, Isabella Marie Swan. Não duvide disso, por favor. Eu te amo e posso repetir isso quantas vezes você quiser. Eu te amo, eu te amo, eu te amo mais do que eu posso suportar, eu te amo mais que a mim mesmo e eu sei que fui um imbecil, que te magoei, que te feri, mas eu estou aqui para pedir desculpas e implorar que me aceite de volta. Por acaso já viu algum Promotor antes de mim sem fôlego?!
Emendou sorrindo amplamente sentindo que ela cedia.
—Procurei seu irmão e abri meu coração para ele, declarando o imenso amor que sinto por você. Achei que se conseguisse fazer o Jasper me escutar, seria mais fácil convencer você depois.
—E ele o escutou?! Perguntou com os olhos arregalados.
—Sim.
—Como você conseguiu convencê-lo, Edward?! O meu irmão é o maior cabeça dura que eu conheço!
Edward não conteve o riso, puxando-a para si. Quando seus corpos se tocaram ambos finalmente puderam relaxar sabendo que estando juntos enfrentariam qualquer coisa que viesse a surgir.
Venha, sente-se e me conte tudo, pediu levando-o até o sofá da sala onde se acomodaram um ao lado do outro.
PDV Edward.
Contei em detalhes tudo que havia conversado com Jasper, admitindo que a presença de Alice tinha sido de fundamental importância. Deixei a suposta gravidez para o final.
—Estou feliz que tenha tomado essa iniciativa. Agora será muito mais fácil, uma vez que o meu irmão resolveu aceitar que estamos juntos, disse contente e sorrindo.
—Er... Tem mais um detalhe.
—Qual?
—Eu falei que você supostamente está grávida. Seus olhos arregalaram-se em choque.
—Você o que?!
Suspirei alto.
—Me perdoe, Mas essa Era a minha última carta escondida na manga Bella. Espero que não fique chateada.
—Edward! Eu... Eu nem sei o que dizer, falou corando.
—Você já menstruou? Perguntou sem esconder a ansiedade.
Ela engoliu em seco.
—Ainda não. O meu ciclo é meio louco mesmo. Já passei 68 dias sem menstruar e depois deste tempo, ela desceu. Meu sorriso ampliou.
—Então pode ser que eu esteja certo não é? Foi à vez de Bella suspirar pesadamente.
—Sim, você pode estar certo. O beijo que eu dei nela foi carregado de promessas. Bella sussurrou o meu nome com a voz tão fraca quanto à luz que iluminava a sala. Quebrei o beijo olhando fixamente. O olhar que ele me deu era repleto de amor e aquele momento ficaria gravado na minha memória para sempre. Carreguei-a no colo até o seu quarto que estava totalmente às escuras, exceto pela luz do banheiro que se encontrava acesa. Aos pés da cama ela me abraçou com força, colando os nossos corpos, acariciando as minhas costas ainda cobertas pela camisa. Baixei a cabeça aninhando-a entre o pescoço e o ombro, sentindo e proporcionando prazer. Minutos depois a ajudei a livrar-se do roupão, rindo do modo como as nossas mãos atrapalhavam-se na pressa de tirar as roupas.
—Pode imaginar a falta que eu senti de você nos últimos dias?! Questionei ofegante. -Durante o sono quando dormia eu procurava por você Bella e como não encontrava acordava suando frio.
—Estou aqui agora, rebateu nua em pêlo, exposta ao meu olhar faminto.
— Como você pode ser tão linda Bella? E como eu consegui aguentar ficar tanto tempo longe de você, carinho?
PDV Bella.
Meu corpo estremecia em antecipação, meu sexo latejava já umedecido, meus seios rijos imploravam pelos toques hábeis e másculos das mãos dele. Eu já não podia mais esperar.
— Edward...
Meu corpo todo clamava por ele. Em dois segundos estávamos um nos braços do outro. Ele me agarrava como se aquela fosse à última vez que me visse. Minhas mãos forma até os cabelos dele. Puxei-o em minha direção. Ele pressionou seus lábios contra os meus e começou a me beijar. Eu gemi em sua boca. Seus lábios eram macios e exigentes. O beijo era forte e apaixonado. Ele tinha um leve sabor de álcool. Uma combinação estranha, mas que me inebriava e entorpecia. E eu amava isso.
Comecei a beijá-lo de volta, sentindo suas mãos em meus seios que reagiram e ficaram ainda mais túrgidos. Eu estava tão tomada por diferentes emoções que comecei a tremer. Sentindo minha reação ele gemeu em minha boca, afastando-se um pouco. Edward estava olhando para mim, sorrindo. Ele permaneceu nessa posição por um longo momento, apenas me fitando sua respiração descompassada. Em seguida fechou os olhos e respirou profundamente. Quando ele abriu os olhos novamente à profundidade verde esmeralda me atingiu em cheio. Prendi minha respiração com o mix de emoções presentes em seus olhos. Eu estava entorpecida com a intensidade sexual que ele exalava e desviei meu olhar por um segundo. Mas ele pegou meu queixo e me fez encará-lo novamente. E beijou meus lábios mais uma vez, doce e suavemente.
— Devia ser um pecado uma mulher ser tão desejável como você. Não consigo manter meus lábios longe de você, muito menos minhas mãos.
Disse com nossos lábios colados. Mexi meu corpo sensualmente, provocando-o. Eu estava nua e ele parcialmente vestido. A camisa desabotoada pendia pelos braços firmes e a calça permanecia intocada. Meus olhos foram imediatamente atraídos pelo caminho de pêlos espessos que desaparecia sob o cós de sua calça social.
— Você me deseja?
Sorrindo ele encostou seu pênis ainda dentro da calça em mim e eu pude sentir toda a rigidez de seu membro, o que fez a umidade entre minhas pernas aumentar.
— Demais. Possua-me Edward, pedi. Ele me beijou novamente com selvageria e voracidade.
— Diga de novo, falou com a voz carregada de tesão.
— Me tome. Faça amor comigo Edward. Agora, supliquei. Ele riu e deitou-me na cama baixando-se até o meio das minhas pernas, abrindo-as, soprando levemente. Em seguida senti sua língua e seus lábios devastando minha intimidade, tocando e lambendo meus recantos mais secretos. Suspirei enlevada. Aquilo era maravilhoso, delicioso e torturante. Ele permaneceu assim por vários minutos, me provando, me degustando como uma fruta suculenta. Céus... Doce dor... Sabendo que o clímax estava perto, puxei-o para cima.
—Me... Possua agora... Estou quase lá...
—Ainda não...
—Você... Oh, céus... Você já fez o bastante...
—Goze Bella. Quero ver e sentir você gozando na minha boca. Quero lamber todo esse mel delicioso, quero sentir sua bucetinha quente se contraindo e ver você dominada pelo orgasmo... Corada, suada, ofegante... Pronto. Era o meu fim. Assim que ele acabou de falar eu senti o orgasmo me rasgando ao meio, de cima a baixo. Meu corpo corcoveou sobre a cama, minhas pernas fecharam batendo contra a cabeça dele, eu gritei enlouquecida e em seguida desabei sobre o macio colchão, trêmula e ofegante. Minutos depois sentis que ele acomodava-se sobre mim e me penetrava com uma forte e vigorosa estocada. Sentir seu membro grosso e duro alargando a minha carne era quase mágico. Edward entrou totalmente e me deu alguns segundos para que eu me acostumasse com a sua presença ali. Suspirei levando a mão aos seus cabelos, puxando com força. Ele retribuiu gemendo alto e beijando-me com violência. Seu corpo começou a ondular e em poucos minutos começávamos juntos a dança mais erótica existente no Planeta. Eu o amava. Ele me amava. Nós estávamos juntos e nesse momento nada mais importava.
PDV Narrador.
A manhã chegou rápida demais, mais precisamente às cinco e meia quando o despertador sobre o criado mudo começou a tocar conforme havia sido programado. Bella gemeu tateando as cegas, encontrando por fim o objeto e silenciando-o, voltando a se aninhar no peito de Edward.
—Não faça isso ou eu juro que vamos passar o dia inteiro na cama, disse abraçando-a pelas costas.
—Me diga que ainda não está na hora de levantar... Pediu sonolenta e levemente dolorida.
—Para você não, amor, mas eu preciso ir até a minha casa, tomar banho e trocar de roupa. A voz sexy e rouca de Edward causou arrepios em sua nuca, fazendo-a despertar subitamente. Bella rolou o corpo, encarando-o.
—Por que não toma banho aqui? Eu posso esfregar as suas costas, ensaboá-lo...
—Convite muito tentador e perigoso, respondeu apertando-a contra si, passando a mão por suas curvas macias e generosas. –Como vou poder trabalhar no tribunal olhando para você e lembrando do que estávamos fazendo poucas horas antes?!
—Tenho uma sugestão.
—Fale.
—Talvez devesse abandonar o caso, sugeriu atrevida. Como castigo ele mordeu-lhe o ombro e deu uma tapa em sua bunda arrebitada.
—Querendo facilitar a sua vida, hein?!
—Você bem que poderia facilitar as coisas para mim de vez em quando.
—Sabia que eu adoro os seus cabelos?! Eles são como uma cascata escura, sedosa e perfumada.
—Prefere as morenas então.
—Nunca tive exatamente uma preferência, mas sou completamente apaixonado por você.
—Então não acha que está na hora de me dizer quem era aquela lambisgóia loira oxigenada e artificial que estava almoçando toda derretida com você ontem?!
—Com ciúmes?! Provocou. –Ai! Exclamou alto quando levou um beliscão seguro na altura das costelas.
—Não se faça de bobo comigo, Edward! Todos no bistrô ontem viram você e aquela loira cochichando. Isso sem falar no beijo que você deu nela! Atitude que o ilustre Promotor Cullen dificilmente teria em publico! Concluiu com sarcasmo.
—Meu amor não é nada do que você está pensando, falou ternamente.
—Então comece a explicar. E logo!
—Você fica linda quando está com raiva.
—E vou começar a chutar o seu traseiro se não abrir a boca agora mesmo! Ele gargalhou pendendo a cabeça para trás e Bella esperou com paciência.
—Aquela é Kate, minha ex-cunhada, irmã da minha falecida noiva que morreu de câncer quase três anos atrás. Ela estava me contando que está grávida. Assim um dos meus melhores amigos, Alec Smith vai ser pai em breve.
Bella suspirou longamente. O que sentia agora era um misto de alívio e vergonha.
—E eu aqui morrendo de ciúmes...
—Você estava com ciúmes desde ontem. Percebi em seus olhos quando me fitou. Kate também notou.
Ela escondeu a cabeça no travesseiro.
—Desejei morrer quando a taça de vinho escapuliu da minha mão e estourou no chão.
—Sou seu, Bella, não precisa ter ciúmes. Nunca. Você é a dona do meu coração. Mas agora eu preciso ir tomar aquele banho...
—Você só precisa é de alguém para tomar a iniciativa, respondeu saindo da cama, levantando-se. Andou até o banheiro languidamente, fazendo questão de rebolar os quadris e parou assim que chegou à soleira da porta, atirando os cabelos para trás, virando-se e sorrindo sedutoramente. Edward ergueu-se extasiado.
—Venha, Edward.
—Iniciativa. Adoro quando toma esse tipo de atitude, minha linda.
—Venha logo. Precisamos nos apressar e eu quero chupar você...
—O que disse?! Perguntou sentindo seu corpo reagir imediatamente.
—Que quero colocar o seu pênis na minha boca e chupá-lo até que você goze. Um presente especial de Bom Dia. Ele respirou profundamente.
—A juíza e os jurados que se danem! Hoje o julgamento com toda certeza vai atrasar, respondeu apressando-se em alcançá-la.
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