Notas iniciais
Boa tarde leitoras e leitores do meu coração.

Cap. 15

Meia hora mais tarde...

-O que foi agora? Perguntou observando que ela o fitava com interesse, uma expressão maliciosa nos olhos castanhos.

-Estou imaginando você usando essa corrente de ouro e nada mais, Bella falou provocando.

Edward sorriu preguiçoso.

-Então acho melhor ligar para a juíza e pedir um novo adiamento, respondeu Edward apoderando-se da boca macia e convidativa, mostrando-lhe tudo o que queria dela se não estivessem com o tempo tão corrido. Bella correspondeu com fervor o que o deixou ainda mais excitado.

-Chega! Vamos parar por aqui ou eu não vou ter nenhuma condição de retornar ao tribunal! Falou apontando para sua enorme ereção gritando dentro da calça do terno escuro. Igualmente abalada, ela deu um passo para trás fitando-o com os olhos semicerrados.

-Qual é o problema agora?

-Você. É só você estalar os dedos que eu já fico de pau duro, disse passando a língua pelo lábio inferior. Bella abriu os olhos com o coração acelerado. Sua respiração alterada.

-Quando eu gozo Bella, é só por você. Por sua causa. Por causa do seu corpo, da sua boca, das suas mãos, da sua bucetinha quente e apertada. A nossa conexão física é uma coisa gigantesca. Meu desejo por você é insaciável. E isso é uma coisa com a qual eu estou tendo que aprender a lidar.

-Eu sinto a mesma coisa, Edward. Um tesão inexplicável, poderoso, muito maior do que eu.

-Eu sei. E é por isso que temos que manter certa distância no trabalho ou não vai prestar.

-Não confia em você mesmo?

-Com você por perto não, respondeu fitando-a diretamente. Bella suspirou. Sabia que ele tinha razão, mas não seria fácil. Só em pensar em ficar distante dele sentia o coração pesar com a tristeza.

-Tudo bem. Você está certo.

-Não faça essa carinha, por favor...

-Que carinha?

-De que está triste, querendo e pedindo por mais.

Ela deu um sorriso forçado, enquanto ele aproximava-se afastando mechas escuras e longas dos cabelos cor de mogno para trás de suas orelhas.

-Meu amor eu quero você demais, falou num sussurro rouco.

“Diga que me ama”, o coração e a mente dela pediam silenciosamente em conjunto. Com a proximidade dele seu corpo inteiro estremeceu.

-Você sabe que mesmo distantes eu estou pensando em você.

-Sempre?

-Claro que sim! Depois de tudo o que passamos você ainda tem dúvidas, Bella?!

Um longo suspiro foi sua resposta.

-Quando estivermos sozinhos quero que os seus olhos se percam que o seu corpo estremeça, que você goze, soluce e sinta um prazer estupendo por minha causa. Quero saber que eu sou o responsável por te deixar completamente fora de si. Eu, Bella. Somente eu.

-E como quer que eu me concentre no trabalho com você falando essas... Essas coisas, Edward?!

-Tudo bem, você está certa. Acho que exagerei, disse olhando para o reluzente relógio de ouro em seu pulso.

-Quanto tempo nós ainda temos?

-Uma hora.

-Ok. Vamos nos esforçar para focar no processo.

-De acordo, respondeu afastando-se e sentando do lado oposto ao que ela estava.

-Foi bem mais agradável do que eu imaginei. Pensei que quisesse me trazer aqui para reclamar sobre a minha postura no tribunal, ela disse assim que retocou o batom.

-Reclamar? Houve momentos em que eu quis fazer muito mais do que reclamar.

Ela sorriu amplamente.

-Imagino. Especialmente quando eu recusei aquele pintor que você já tinha aceitado e ele foi eliminado com razão!

-Razão?! Bella você só faltou compará-lo a um troglodita! O fato dele ser divorciado e preferir freqüentar bares em vez de pagar a hipoteca não o tornam necessariamente um vilão!

-Então concorda que Harry Clearwater era um vilão?!

-Talvez sim, mas isso não justifica o fato da esposa ter atirado nele três vezes seguidas. E já que tocou no assunto, pode desistir de tentar compor o júri com aquele bando de mulheres que trabalham fora e cuidam dos filhos, sozinhas. A maioria delas está tão esgotada e frustrada que com certeza aprovariam a castração de toda a população masculina do Planeta!

-Cuidado para não ficar parecendo um chauvinista, Edward! Ele estreitou o olhar perigosamente. Bella sentiu um arrepio transpassar sua coluna vertebral. Quando assumia aquela postura ele ficava parecendo um felino ágil pronto para dar o bote certeiro.

-Um chauvinista não se envolveria com uma advogada “pé no saco”, por mais que ela fosse linda, sexy, atraente e envolvente. Sorrindo, Bella inclinou-se para frente agarrando-o pela gravata e puxando-a para si até que meio milímetro apenas os separasse. Sutilmente esfregou a ponta de seu nariz no dele, pedindo baixinho:

-Me beije.

Edward não queria apenas beijá-la. Queria possuí-la, preenchê-la, perde-se na maciez do corpo macio e feminino, embriagar-se com seu perfume de morangos selvagens e sua essência poderosa de mulher.

-Beijaria se nós tivéssemos tempo, mas infelizmente não temos. –Quer jantar comigo?

-Acha que devemos? Com toda essa repercussão...

-Caso não tenha notado ainda, minha razão foi para o espaço quando eu disse a insistente repórter local que nós dois estávamos namorando, no dia do casamento do seu irmão.

-Eu adoraria sair um pouco. Temos ficado sempre em casa e...

-Não sabia que a minha presença constante estava lhe causando tédio, mocinha.

-Tédio?! Gracejou. –Jamais. Mesmo assim acho importante um casal sair às vezes para divertir-se. –Mas sinceramente não sei se agora seria o momento apropriado. Edward segurou sua mão, deslizando o polegar sobre a pele alva e cheirosa.

-Não quero viver um relacionamento escondido.

-Também não quero, mas o fato de estarmos namorando e em lados opostos do tribunal torna as coisas um pouco complicadas. -Vamos jantar lá em casa, então.

-Jantamos lá ontem Bella, falou cético.

-E pelo que me lembro você adorou a comida.

-Você cozinha muito bem, mas eu queria fazer uma coisa diferente.

-Já sei! Podemos jantar com o Jasper e a Alice. A Heidi é uma divina cozinheira e eu não estive na mansão desde o dia do casamento. Edward gemeu baixinho pensando na possibilidade de um confronto com o irmão de Isabella.

-Tem certeza disso?

-Claro! Eles vão adorar a idéia!

-A Alice eu aposto que sim, mas o seu irmão... Falou incerto.

-Relaxe Edward. O Jasper grita, mas ele não morde.

-É bom mesmo, porque senão eu serei obrigado a me defender.

-Eu garanto que ele vai se comportar.

-A propósito, como está o Seth? Bella soltou um suspiro.

-Só o tempo dirá. Eu o encaminhei a um grupo especializado em aconselhamento juvenil e desta vez parece que ele está preocupado com a irmã, embora tenha me dito com todas as letras que eu ficasse fora de suas vistas se soubesse o que ara melhor para mim.

-Ele ameaçou você?!

-Literalmente.

-Esse rapaz está merecendo uma boa lição! Esbravejou irritado.

-Não precisa ficar tão preocupado. O Juiz Black mesmo de longe está de olho no sobrinho.

-É bom mesmo!

O telefone tocou, mas ele ignorou a chamada com um gesto impaciente.

-E quanto à reprimenda da juíza agora há pouco? Não acha que seria melhor se fizéssemos um acordo? O telefone voltou a tocar, fazendo com que Bella erguesse uma sobrancelha num questionamento silencioso, mas ele continuou ignorando a ligação. Ela então suspirou resignada e prosseguiu:

-Você está sendo muito condescendente. Estou com medo do que vem por aí.

-Não estou sendo condescendente, Bella, estou sendo realista! Tenho uma proposta para você: pare de tentar introduzir as feministas radicais e eu... Droga! Exclamou ao ser interrompido pelo toque estridente do celular mais uma vez.

-Sim?

Bella sentiu-se tão frustrada quanto ele com a brusca interrupção. Ambos estavam enfrentando muitos obstáculos nos seus momentos de intimidade. Mas ela sabia que ele era um excelente profissional e muito requisitado. Assim decidiu recuperar o bom humor sabendo que aquele era o preço que teriam de pagar. Observou Edward desligar o celular com uma expressão desolada no rosto.

-O que foi agora?

-O prefeito. Arg! Ele que me ver hoje à noite sem falta para discutir um relatório que a imprensa publicou sobre a criminalidade no condado. Quer que eu faça uma declaração no noticiário de manhã pela manhã, falou dando um sorriso desanimado. -Vamos ter que adiar o nosso jantar.

-Claro que não. Vá conversar com ele primeiro e depois vá até a mansão Swan. Eu estarei esperando por você lá.

-Se importa se eu passar em casa ante para tomar um banho e trocar de roupa?

-Não se você me prometer me deixar dar um longo banho de banheira em você depois.

-Negócio fechado!

-Então eu já vou indo.

-Certo. Nós nos vemos no tribunal daqui a pouco e vamos nos esforçar para aplacar a ira da Dra. Sulpícia escolhendo homens e mulheres práticos para serem os jurados. Rindo Bella passou por ele dando-lhe um empurrão de leve.

-Deixe-me ir embora. Preciso passar no escritório primeiro.

-Então até mais tarde?

Ela olhou-o por sobre o ombro e sorriu tranquilamente.

-Até mais tarde, Edward.

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-Alice?

-Estou aqui, ela respondeu saindo do banho enrolada numa toalha felpuda e macia. Os olhos famintos do marido percorrem-na de cima a baixo.

-A Heidi não vai poder vir hoje, ela tem uma consulta médica. Pode fazer o almoço?

-Claro que sim. Assim que trocar de roupa eu vou para a cozinha. Tudo bem?

-Sim.

-Estou preocupada por deixar o escritório justamente agora que a Bella está envolvida num caso tão importante.

-Não se preocupe. A Claire vai dar conta do recado. Ela é uma boa moça, falou referindo-se a uma das moças da reserva, estudante de direito, que durante alguns meses assumiria o lugar da Alice como assistente de sua irmã.

-Espero que sim.

-A propósito, a Bella ligou e disse que vem para o jantar.

-Mas isso é ótimo. O Edward também vem? Jasper fez uma careta engraçada, repuxando um canto de sua boca.

-Espero que não, cuspiu. -Ela não falou nada a respeito dele. Alice revirou os olhos. Como seu marido era cabeça dura...

-Isso porque você não perguntou por ele, é claro.

-Não perguntei mesmo!

-Homens!

-Eu quero frango frito para o almoço.

-Mais alguma ordem, general?!

Ele crispou os lábios e saiu pisando duro. Alice contou mentalmente até vinte, acalmando-se, procurando roupas confortáveis e vestindo em seguida.

-Jasper?

Ela chamou-o parando em frente ao escritório.

-Sim?

-Olhei no refrigerador e no freezer. Não temos frango. Você quer comer bifes ou costelas? Posso preparar uma boa refeição com a carne.

Ele arqueou as sobrancelhas antes de responder.

-Tem mais de vinte galinhas lá trás, Alice. Os olhos da esposa arregalaram-se.

-No galinheiro?!

-Sim, onde mais elas poderiam estar?! Falou irônico.

-O que está sugerindo, Jasper Withlock?! Por acaso você está querendo que eu vá até o galinheiro, pegue uma galinha, mate a pobrezinha e prepare-a para que seja o nosso almoço?! Falou estressada.

-Sim! E qual é o problema nisso?! Papai sempre criou galinhas aqui. É muito mais saudável e elas crescem livres de hormônios!

-Pode esquecer! Eu não mato nem um mosquito quanto mais um pobre animal indefeso! Deus me livre!

-Você não mata uma galinha, mas come as que são vendidas no supermercado entupidas de hormônios! Qual é a diferença, eu posso saber?!

-Elas já estão mortas, embaladas a vácuo e eu só preciso temperar e assar. Mude o cardápio ou vá você mesmo matar a coitada.

-Droga!

Esbravejou empurrando a cadeira para trás, levantando e saindo, passando por ela como um furacão. Alice sentou no sofá e ficou esperando. Instantes depois ela escutou um alvoroço no galinheiro seguido de diversos gargarejos e ganidos. Em seguida ouviu um agonizante e de dar arrepios. Estremeceu. Jasper com certeza havia torcido o pescoço da pobre galinha, descarregando a raiva que sentia dela própria. Ficou sentada mais alguns minutos e levantou-se quando ele abriu a porta que dava para o quintal com um estrondo e depositou o animal morto sobre o balcão da pia.

Ele aproximou-se com os olhos azuis irritados e parou diante dela apontando para a cozinha com o dedo em riste.

-Ali está o seu maldito frango, Alice! Agora vá e prepare o almoço, esbravejou dando-lhe as costas e retornando ao escritório. Desanimada, Alice olhou para o corpo inerte do animal e sacudiu a cabeça engolindo em seco. Nunca havia limpado e destroçado um frango antes. Aquele dia entraria para a história de sua vida.

Quando Jasper apareceu na soleira da porta da cozinha, ela continuou de costas adicionando uma lata de ervilhas à salada de batatas. Ele observou que ela colocava mais força do que era necessário enquanto realizava as tarefas domésticas e pensou que com certeza ela gostaria de usar toda aquela força com ele, talvez no seu próprio pescoço. Ele sabia que ela percebera a sua presença, mas Alice não se virara para vê-lo e não dissera nada. Ele suspirou cansado. Precisavam dar um jeito de começar a se entender o quanto antes.

Pigarreou antes de dizer:

-Vou tomar um banho, mas não demoro mais que dez minutos.

-O almoço estará na mesa em cinco, rebateu com frieza. A frase o fez deduzir que ela não esperaria por ele.

Jasper tomou um banho em tempo recorde, talvez um dos mais rápidos de sua vida. Mal se enxugou e vestiu uma calça de moletom cinza clara e uma camisa de malha branca que delineava os músculos do seu peito e dos seus braços. Passou os dedos por entre os cabelos louro escuros cacheados, dispensando o uso de pente ou escova, coçou a barba por fazer e voltou para a cozinha, descalço.

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Sentou à mesa na hora em que ela colocou a jarra de suco gelado ao lado dos copos. A travessa contendo o frango frito acebolado estava exatamente diante do prato dele que entendeu a gritante mensagem: ENGULA!

Seu estômago roncou e ele apressou-se em servir-se. Colocou vários pedaços de frango, arroz e uma porção generosa de salada temperada com molho de ervas.

-Nossa isso aqui está uma delícia!

Falou apreciando o delicioso tempero, saciando sua grande fome. Alice permaneceu calada, comendo apenas o arroz e a salada. Vendo que ela não experimentara o frango, ele perguntou:

-Por que não está comendo o frango?

-Por que eu limpei e destrocei-o. E essa imagem horrorosa não vai sair da minha cabeça durante um bom tempo.

-Está enjoada?

-Não. Estou enojada. Pode ficar com o frango inteiro para você. Ele sabia que merecia aquilo e continuou comendo. Alice já tivera a sua cota de irritação e estresse por hoje, o que não era nada bom para o bebê.

-Que pedaço é esse?

Perguntou quando apanhou um pedaço inusitado e diferente do frango com o garfo.

-Não tenho a menor idéia. Coma e tente descobrir você mesmo. Fez o que ela dissera para não acabar rindo. Alice era tão turrona quanto ele. Ela não saía correndo cada uma das vezes que se enfrentavam. Pelo contrário. Ela erguia o queixo e era uma adversária a sua altura. Talvez a melhor que já conhecera. Seria isso que o havia encantado?!

A refeição foi pacífica e muito quieta. Ela estava claramente chateada. Se ele falava, ela respondia, mas não se esforçava por manter uma conversa. Alice comeu razoavelmente e assim que terminou, levantou levando o seu prato para a pia. Logo depois ela foi até a geladeira e voltou para a mesa trazendo um pirex com um pavê de biscoitos. Jasper olhava para a sobremesa com água na boca, mas ainda não terminara de comer o frango. Alice serviu-se de um pedaço pequeno da guloseima e começou a degustar.

-Se estiver tão gostoso quanto está bonito...

-Só vai saber se provar, ela retrucou fitando seu próprio prato.

-Você cozinha muito bem, ele elogiou.

-Minha mãe trabalhava os três expedientes para poder nos sustentar, Jasper, então eu precisei aprender a me virar sozinha, desde cedo. Mas isso você está cansado de saber.

Com a resposta atravessada, ele decidiu comer em silêncio. Terminada a refeição ela levantou pegando os pratos, bocejando e levando-os para a lava louças.

-Deixe que eu faço isso. Você está cansada. Vá deitar um pouco.

-Tem certeza?

-Sim. Deite e tente dormir. Mais tarde Quando acordar você vem e prepara o jantar. Bella só deve chegar depois das seis.

Alice concordou e bocejando mais uma vez saiu da cozinha, deixando-o sozinho com os seus pensamentos.

Notas finais
Rssssssss....Espero que tenham gostado do cap. Um ótimo fim de semana para todas(os). Bjs.