Notas iniciais
Inspirado em um sonho.

Eu não sei nada sobre viver, e essas emoções estão me punindo, eu me sinto cada vez mais recluso e fraco.

Essa falta do melhor que um dia eu pude ser, é a mesma falta do melhor que um dia eu poderia ser. No fim eu nunca sou o melhor, apenas me entrego a essas emoções melancólicas acompanhadas pelo vazio.

Vazio, aquele que não há nada, a ausência de matéria. O nada, infinito.

Tudo aqui parece um sonho. Quando sonho, tudo que reside lá é uma porta, uma única porta que ao observar, sinto que vai além da minha compreensão.

A porta do vazio está aberta.

É uma visão, uma visão do fim.

O fim está tão perto.

Pecado. É o pecado de me sentir primitivo, fracassado, depressivo e triste. A preguiça sempre me faz procrastinar minhas pendências, sempre me fazendo achar que tudo que acontece de ruim é minha culpa.

Eu me sinto cansado, como se meu quarto fosse meu único refúgio, não quero conflitos, não quero ver ninguém.

Estou ácido demais pro meu gosto, sabia baby?

Pecado e Punição.

São os dois lados da mesma moeda.

Minhas emoções me jogam em um ciclo infinito de tristezas e decepções, me criando traumas insolúveis, que não permitem resistência.

Se resistir é inútil, realmente pode fazer um humano desistir. Eu sou diferente? Diferente de quem e em quê?

Eu só consigo ver o fim se aproximando, e esse meu estado emocional parece bem como um vazio completo e nada prematuro. Indiferença, confusão, preguiça, tristeza… essas combinações de emoções depressivas. Isso se chama Acídia.

É o meu mórbido estado desde que me entendo por gente.

Sempre me senti diferente de todos, de qualquer maneira. Sinto que não posso sorrir como eles. Nós não estamos no mesmo lugar.

Quem é que vai me ajudar agora? Tenta me entender… por mais complicado que seja. Do que adianta ter tantas emoções, se a minha alma indaga-se sobre o sentido das coisas, sobre mim, sobre a existência. Essa consciência é tão horrível que até mesmo pareço tentar fugir dela inconscientemente.

Essa indiferença e preguiça, é como se eu simplesmente não achasse que as coisas pudessem dar certo, e está tudo bem. Sem contestação, apenas sigo refletindo e escrevendo, mesmo sabendo que nunca vou chegar em algum destino.