Trash And Lovely

1 Welcome to School


Notas iniciais

Minha primeira fanfic yuri e do exist†trace -q

Espero que gostem, capítulo curto e tals.

Eu os odeio.

Odeio ainda mais o fato de só agora tomarem uma ação. Obrigada, pai e obrigada mãe por me colocarem nessa merda de mundo.

-Você está indo longe demais. Só tem dezesseis anos, Miko!– disse minha mãe, fingindo estar preocupada.

-Vá para o inferno- repliquei, irritada.

Eu deveria ter suplicado e jurado que me comportaria melhor. Agora era tarde, eu estava na porta do James Taylor High School, me sentindo completamente perdida. Minhas farras e escândalos haviam ultrapassado o tal do “limite.’’. Fui flagrada bêbada e usando drogas mais uma vez; claro que isso saiu em todas as revistas e jornais, mas eu não imaginava que meus pais seriam tão drásticos.

Era óbvio que eu iria me vingar.

Meu guarda-costas murmurou que iria se ausentar enquanto eu estivesse na aula. Ótimo, pelo menos ficaria longe da maldita proteção o tempo todo. Eu não era de porcelana.

Entrei no colégio, ainda me sentindo perdida. Nunca gostara e nem tinha uma boa idéia dos colégios ingleses. Embora me sentisse perdida, entrei altiva, porém já ouvia os comentários a meu respeito:

-É ela. A herdeira milionária e escandalosa. Nem acredito que teve coragem de vir estudar aqui.

-A herdeira de Ellemorten. Sempre está nas colunas sociais, bêbada e fazendo o que não presta.

Encarei os outros como se fossem vermes miseráveis. Eu tinha que ir embora dali, mal chegara e já me sentia sufocado. Mas era uma questão de tempo para ser expulso de mais um colégio e voltar tudo a ser como era.Dois garotos sorriram para mim e os ignorei.

Eu odiava aquela escola. Me sentia uma retardada ali, junto com todos aqueles estudantes tontos. A aula se passava, mas o tempo parecia ser contra mim. Daria tudo por uma garrafa de uísque e estar com Omi ao invés naquela merda de colégio.

-É uma das melhores escolas do mundo. Deveria estar contente e deveria ter ido estudar lá antes de conhecer aqueles maus-elementos que você chama de amigos. – Minha mãe dissera, antes que eu embarcasse.

Maus elementos. Eu sentia falta dos meus amigos, em especial, a Omi. Não me despedi dela, porque ela sempre me disse que detestava despedidas melosas e choronas.

No refeitório, todas as mesas estavam ocupadas.Alguns me convidaram para me juntar a eles, mas recusei, preferindo uma mesa vazia no fundo. Aquela comida deveria ser horrível, não a comida que eu, Miko, a herdeira de uma das famílias mais ricas do mundo, deveria comer. Era uma questão de tempo para ir embora dali e era o único pensamento que me acalmava. Não era concebível a idéia de estudar muito tempo em um colégio que parecia me aprisionar. Me sentei na última mesa, segurando a bandeja, desajeitado, como um completo idiota. Até eu, se fosse outra pessoa daria risada de mim mesmo por estar naquela situação.

Não reparei na outra garota que também que também estava sentada ali, olhando sem parar para o centro do refeitório, como se procurasse alguém com os olhos.Me sentei em sua frente, sem olhá-la e ele começou a erguer a cabeça e a olhar para os lados como se eu estivesse atrapalhando a visão dele.

- Algum problema? – indaguei, irritada.

A garota tinha cabelos escuros, e uma aparência diferente, cheia de piercings pelo rosto e usava lentes de contato um tanto estranhas.

- Você está na minha frente. – ela disse, calmamente.

-E o que tem demais nisso? – repliquei, sem entender.

-Está fazendo com que eu não enxergue as pessoas. – Ela explicou calmamente. – Se importaria de ir para a esquerda?

Sem entender, o olhei, como se ele estivesse falando grego. Quem ele pensava que era para me mandar fazer alguma coisa?

-Me sento aonde eu quero. Sabe com quem está falando, por acaso?

A garota deu uma risada, como se eu estivesse contando alguma piada.

-Sempre isso. “Você sabe com quem está falando”? “Você sabe quem é meu pai?” Eu deveria saber por acaso? – ela deu um sorriso arrogante, enquanto comia uma batata frita,indiferente.

-Eu sou Miko. Herdeira de um dos conglomerados empresariais mais importantes do mundo. – falei, imponente.

-Aqui está sempre cheio de herdeiros mimados, príncipes e princesas. Mas agora que mencionou,sei quem é. É aquela garotinha escandalosa que sempre sai bêbada nos tablóides envolvida em algum escândalo. – Ela sorriu de novo. – Você parece muito nova pra fazer essas coisas.

Sentia meu rosto arder de ódio, ainda em choque. Vi o desdém e o riso no rosto dela, que ainda comia suas batatas fritas, olhando para o centro da mesa, como se procurasse por alguém, despreocupada.

- Qual é o seu nome? – indaguei, e ela me encarou, surpresa.

-Naoto. – respondeu.

-Quando eu sair dessa escola, providenciarei que seja expulsa daqui. – retruquei furiosa. – Você é muito insolente.

-Se sou insolente, porque não sai daqui? – Naoto respondeu, parecendo irritada.

-Porque eu me sento aonde eu quero – repliquei, já irritada com a impertinência de Naoto. – Mas eu não quero ficar perto de alguém como você – murmurei.

-Sinto muito se não gosta da minha presença. É mútuo.

Saí dali, irritada com Naoto. Percebi que não gostavam de mim naquela escola, a julgar por uma garota como aquela.

PLAFT

Só percebi o estrago quando estava feito, eu havia jogado minha bandeja sobre uma garota, completamente suja de maionese e iogurte, que olhava para mim com instinto assassino nos olhos.

-Desculpe. – murmurei, sem saber o que dizer.

-Porque não olha por onde anda, sua vadia esnobe? – a garota me encarava como se fosse me bater. – Idiota, olha só o que fez com a minha roupa!

-Desculpe. – disse novamente, quase suplicante e assustada, tentando ajudá-la. O estrago era mais do que visível, um copo inteiro de refrigerante caíra nela por minha culpa.

-Não sei quem você pensa que é. Só vejo uma vadia nojenta e estúpida – murmurou a garota, me olhando com desprezo.

Deixei o resto da bandeja cair no chão. Lágrimas rolavam pelo meu rosto.

-Você é muito estressada, Jyou.

Naoto estava ali, e colocou seu braço em minha cintura.

-Ninguém te chamou aqui, Naoto. Cale a boca e saia daqui.

-Dê um desconto. Aluna nova. Ninguém teve culpa, Jyou.

Jyou, a garota loira em que eu havia derrubado minha bandeja suspirou, nervosa, enquanto outra a ajudava. Saíram, furiosas, olhando para Naoto, agressivas.

-Preste atenção, idiota. – Naoto retrucou, acendendo um cigarro , antes de ir embora do refeitório, me deixando sozinha. – Nem todos nessa escola são muito amáveis.

Olhei-a sem dizer nada. Quando voltei a sala, todos me encaravam de um jeito esquisito, acho que apenas porque eu derrubei a bandeja em Jyou. Eu estava nervosa, odiava aquela escola de gente estranha com todas as minhas forças. Queria voltar para casa, para minha vida. Abaixei a cabeça na carteira.

Notas finais

Acho que tá uma merda, mas deixem reviews.