Trapalhadas de Um Pai Novato
1 Capítulo 1 - Altas confusões
Notas iniciais
Passaram-se realmente muitos anos. Depois de todo esse tempo que passamos em busca da pedra filosofal, todas as jornadas que eu e o Al fizemos e de ter que finalmente enfrentado e derrotado o pai dos homúnculos, finalmente posso sentar em uma cadeira e relaxar. Posso finalmente ter um lugar pra chamar de lar. Al andou viajando e agora se encontra em Xing, aprendendo mais sobre Rentanjutsu com Mei. Tenho de volta o meu braço direito, apesar que a perna eu não consegui de volta. E nem pretendo, senão poderia prejudicar Winry.
Não, não quero mais me arriscar em missões perigosas nem me meter em brigas. Quero mais é relaxar e curtir a minha paz. Tenho a casa perfeita, a esposa perfeita e os filhos perfeitos. Nunca mais vou arriscar meu pescoço, agora tenho pessoas que precisam de mim. Só preciso relaxar e...
- Ed, vem me ajudar! A Melissa sujou a fralda!
Ai, onde foi parar a minha paz mesmo?
- Winry, amor, você sabe que eu odeio fazer isso! Não poderia fazer isso pra mim? – Eu perguntei, tentando bajulá-lá para ver se ela cedia.
- Não tenho como, amor, vou dar banho no Fernandinho agora – Ela disse, me entregando a Mellie. Eu suspirei e olhei pra Mellie.
- Você dá um trabalho, sabia? – Eu perguntei a ela, e ela riu e balançou as perninhas. Eu ri um pouco.
Minha filha era mesmo uma gracinha. O xodó do papai. Mas ruim mesmo era ter que trocar a fralda dela. Ela tinha apenas 10 meses e já dava um trabalhão *suspiro*. Bom, era uma operação inevitável, por isso o melhor era trocar logo de uma vez. Ouvi Winry correr atrás do Fernandinho pela sala.
- Vem aqui, sapeca! Tá na hora do banho! – Ela disse, correndo atrás dele.
- Não quero! A água é fria! – Ele disse, e começou a correr dela em círculos.
- Ah, é mesmo? – Winry disse, sorrindo. Eu já conhecia aquele sorriso: ela estava tramando alguma coisa.
Ela conseguiu pegá-lo e o levantou de cabeça para baixo, e depois assoprou a barriga dele. Ele gritou e começou a rir. Eu ri alto da situação.
- E agora? Vai tomar? – Ela disse, ainda segurando ele de cabeça para baixo, de um jeito engraçado.
- Vou! Eu me rendo! – Ele disse, rindo, e ela riu também.
Todo dia na hora do banho ela tinha que convencer o Fernandinho de um jeito diferente. Era muito engraçado vê-la criando vários jeitos de convencê-lo a tomar banho sem reclamar. Ela me viu rindo de sua situação, e deu um sorrisinho.
- E o senhor, não tem uma fralda pra trocar? – Ela me perguntou, e eu respondi com um suspiro.
- Tá bom, tá bom... – Olha a minha ansiedade...
Eu deitei a Mellie de barriga para cima na tábua de passar roupa (relaxem, não vou passar a minha filha), e abri a fralda antiga. Ela parecia mais uma bomba tóxica, se quer saber... Estava cheia de cocô e fedendo pra caramba. Porque sempre neném tem o cocô verde? Não podia ser normal? Deve ser por isso que existe a cor “verde cocô de neném”. Mas não estava afim de pensar em cores agora, eu estava em uma missão. Eu VS a fralda. Eu tirei a antiga e a embrulhei direitinho, com todo o cuidado pra não acontecer o azar de eu melar o dedo. Depois de terminar a operação, joguei a bomba na lixeira. Depois eu me livraria daquilo, agora era dar atenção à Mellie. Ela estava rindo e balançando as perninhas, uma gracinha *olhinhos brilhando* Minha filhinha é tão lindinha!
Caham, voltando... Eu peguei alguns lencinhos umedecidos perfumados e comecei a limpar o bumbunzinho dela. Já ouviram a expressão “macio como o bumbum de um bebê”? Bom, depois que tive filhos descobri o que ela significa. Depois de limpá-la, passei talco. Ouvi ela dar um pequeno espirro. Ai, ela fica tão fofa espirrando *olhinhos brilhando*.
Ta, parei... Voltando, depois disso eu peguei a fralda nova, e quando estava colocando, adivinhem: ela começou a fazer xixi. Eu nessa hora dei graças a Deus por ela ser menina, porque ainda me lembro do primeiro “acidente” com o Fernandinho *gota*.
-- FLASHBACK ON –
Eu estava trocando a fralda de Fernandinho, como em qualquer dia normal. A diferença foi que enquanto eu estava trocando a fralda, ele começou a fazer xixi. Aquela mangueirinha ficou se mexendo de um lado pro outro e me molhou todo, e minha única alternativa foi usar a fralda nova como escudo. Ele ria e balançava as perninhas, enquanto continuava a fazer xixi. Eu só podia usar a fralda como escudo e então abafei a fonte com a fralda. Molhou tanto a ele quanto a mim. Esse “acidente” rendeu um bom banho, para ambas as partes.
-- FLASHBACK OFF—
Depois que ela terminou foi só limpá-la de novo e colocar uma fralda nova e pronto! A operação tinha sido concluída com sucesso!
- Essa é a menininha do papai! – Eu disse, sorrindo, e peguei ela em meus braços e beijei a barriguinha dela, e a ouvi rir.
Adoro brincar com ela assim. Às vezes também deito na cama e fico brincando com ela, levantando-a no alto e sacudindo um pouco. Ela adora. Também a coloco pra ninar, e às vezes também durmo com ela! Eu e a Winry precisamos deixar o berço do lado da nossa cama porque ela pula o berço para vir pra nossa cama, e não, não estou brincando. Ela escala mesmo. Fico besta quando vejo. Realmente é uma danada.
Depois de terminar, levei-a até a sala e a coloquei no cercadinho dela. Só ouvi os gritos de Winry vindo do banheiro.
- Fica quieto, Fernando! Ensaboa isso direitinho! Nããão, não aponte esse chuveiro pra mim! – Ela dizia desesperada e eu não consegui segurar a risada.
Com certeza a Mellie dava menos trabalho. Foi tão rápido trocar a fralda dela...
- Unhééééé! Unhéééé! – Eu ouvi a Mellie chorar no cercadinho, e fui correndo. Não posso nem elogiar que já começa a chorar...
- O que foi, querida? Se machucou? Tá com fome? Não me diga que encheu a fralda de novo? – Eu entrei em pânico em imaginar aquela fralda suja de novo ou ela machucada.
Cheirei a fralda, e graças a Deus não estava fedendo, e sim com cheirinho de talco. Fiz um checkup nela inteira e não vi nenhum machucado. Então é claro que ela deveria estar com fome.
- Winry, você já acabou aí? Mellie está com fome! – Eu perguntei. Eu não tinha como dar de mamar a ela, né?
- Não vai dar agora, to secando o Fernandinho! – Eu ouvi ela dizer, saindo do banheiro com Fernandinho enrolado em uma toalha na frente.
- Pode deixar que eu faço isso, vai dar de mamar a Mellie. – Eu disse, entregando Mellie que ainda chorava a ela e levando Fernandinho até o quarto dele.
Fernandinho o tempo todo ficava de um lado pro outro, e quando eu me virei para pegar uma cueca para ele no guarda-roupa, a criança saiu correndo porta afora, nuzinho da silva. Winry estava dando de mamar a Mellie quando ele passou correndo por ela. Eu corri atrás dele.
- Volta aqui, Fernando! – Eu disse, correndo feito louco atrás dele. Winry não pôde deixar de dar uma risada.
- Não é tão fácil quanto parece, não é papai? – Ela me perguntou, e eu nem prestei muita atenção na hora, porque estava mais preocupado em pegar o adãozinho que corria de um lado pro outro.
Quando finalmente o alcancei, segurei-o pelo braço, não dando chances para ele escapar. Ele começou a fazer um chilique e dizer que eu o estava machucando.
- Eddie, querido, não machuca o Fernandinho! – Ouvi a Winry dizer, enquanto dava de mamar a Mellie.
Adoro quando ela me chama assim. Eu sou o Eddie dela e ela é a minha Win-win *olhinhos brilhando de novo*
Ta parei *gota* Voltando... Eu não consegui entender como uma criança poderia ser tão chatinha como o Fernandinho. Ele é meu filho, e eu o amo demais, mas que é chatinho é.
- Mas eu nem apertei o braço dele com força, win-win! – Eu disse, ainda segurando ele.
Aí o danado fez uma coisa que eu não esperava: mordeu o meu braço. Eu gemi de dor, e o soltei, e ele foi correndo pro quarto dele.
Nossa, nunca tive tanta vontade de ter o meu auto-mail de novo. Aí queria ver a cara dele depois de morder um braço de ferro. Mas como meu braço era de carne agora (e eu não me arrependia disso), senti toda a dor que aqueles dentinhos recém-nascidos podiam causar.
- AI! – Eu gritei. – Você viu isso?! Ele me mordeu!
- Aqui, segura a Mellie. Já dei de mamar a ela, só precisa agora fazer ela arrotar. – Winry me deu a Mellie e colocou o seio novamente dentro da blusa. – Fernandinho meu amor vem cá com a mamãe, vem?
Eu não acredito! Ele foi! Sem nenhuma reclamação, nenhum dengo, nenhuma birra, nada! Agora me senti humilhado. Winry leva muito mais jeito com meninos do que eu *chora rios*
- Ed, não precisava correr atrás dele. Era só chamá-lo com carinho – Ela terminou a aula com essa frase. – Vem meu docinho, vamos colocar uma roupa.
Chamá-lo com carinho, chamá-lo com carinho... Tente chamá-lo com carinho quando ele morder o seu braço!
Depois disso ela levou ele até o quarto para vesti-lo, e enquanto isso eu coloquei Mellie no ombro para fazê-la arrotar. Dei uns tapinhas e balancei um pouco, mas em vez de arroto o que ela deu foi uma bela gofada no meu ombro. Que maravilha...
- Mellie! Como pôde? – Eu segurei ela na minha frente, e ela logo depois deu um arroto.
Depois que ela deu o arroto, começou a olhar pra mim.
- E ainda fica me olhando com essa cara de pastel! – Eu disse, olhando para a pequenina.
Ela começou a rir. Não sei se ria da minha cara ou simplesmente ria pra mim, só sei que o riso desse bebezinho é tão puro e contagiante que comecei a rir também. Mas eu ria de mim mesmo, e dela também. Era tão gostoso rir assim, com ela. Depois eu coloquei ela no cercado para tomar um banho, é claro.
Quando saí de toalha amarrada na cintura, fui até o nosso quarto trocar de roupa. Depois disso fui brincar um pouco com Mellie no sofá, claro, com medo de receber outra gofada e ter que tomar outro banho.
Depois Winry saiu do quarto, levando Fernandinho (vestido) para a sala, e me viu brincando com Mellie no sofá. Ela sorriu. Winry gostava de me ver assim brincando com ela.
- Dicupa papai... – Eu vi Fernandinho chegar até mim com um olhar triste. – Eu não devia ter mordido o seu braço...
Ele me pediu desculpas? Owwwwn que gracinha *olhinhos super brilhantes* Meu filhão está aprendendo a se comportar melhor! Espero que ele não puxe o meu comportamento...
- Claro que eu te desculpo campeão! – Eu o peguei no colo e abracei, e ele retribuiu o meu abraço. Ele riu um pouco, feliz. Estava ele em minha perna direita e Mellie na esquerda. Ai, amo meus filhos *olhinhos brilhando de novo*
- Vamos almoçar? – Perguntou Winry, com um sorriso.
- Vamos! – Respondemos eu e Fernando em coro. Ele era chatinho, mas também um fofo *nossa, quantos brilhos nos olhos*
Notas finais
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