Transmutador (Hiato)
4 Green Peace
Notas iniciais
Então nós estávamos saindo da Space Needle, quando Tabula acabou tendo uma de suas visões. Ela estava estática e seus olhos subiram para a cabeça e ficaram brancos. Então, de repente, ela apagou no chão.
Eu fui socorrê-la. Ela parecia inconsciente.
"Tabula,você está bem?" eu inquiri.
Sem reposta. Repeti a pergunta.
"Tabula, você está bem?"
Sem resposta.
"Tabula, fale comigo!" eu supliquei.
"Por favor, Tabula! Não faça isso comigo!" eu exclamei.
Eu peguei a mão dela e senti a pulsação dela. Os sinais vitais pareciam normais. Encostei a minha cabeça no peito dela para ouvir o coração dela, ele também parecia normal. Então, o que estava acontecendo com Tabula?
[...]
Algum tempo depois, ela abre os olhos como se tivesse acordado de um sonho, vira a cabeça para a direita e fixa o olhar em mim.
"March?" ela ficou confusa ao me ver.
"Tabula, você está bem?" eu quis saber.
"Sim, eu estou ótima" ela replicou.
"Você desmaiou. Eu fiquei preocupado. Eu não gostaria de perdê-la. Você foi a única garota que me aceitou" eu comentei.
Tabula sorriu para mim. Ela tinha esboçado no semblante, uma expressão de serenidade.
"Está tudo bem, March" Tabula atestou.
"Não, Tabula. Eu me preocupo com você. Meu pai trabalhando para o Rio, e minha mãe está casada com ele...e a única pessoa que eu tenho no momento, é você" eu a lembrei.
"Eu entendo..." Tabula analisou.
Então, Tabula estendeu a mão para mim.
"Me ajude a me levantar" ela pediu.
Eu toquei na mão dela e a puxei. Ela se levantou junto comigo.
"Obrigada, March." ela me agradeceu.
Tabula e eu ficamos olhando um para o outro por um momento. Eu me senti um pouco carente naquele momento, e foi então que ela me abraçou e me colocou perto do peito dela. Eu pude sentir o coração dela pulsando. Era como se fôssemos filho e mãe respectivamente.
Ela então começou a fazer um agrado na minha cabeça.
"Eu te amo, Tabula. E eu não quero te perder..." eu declarei.
"Eu também te amo, March." Tabula declarou.
"Ter te conhecido no distrito da Gula foi muito bom" eu disse com nostalgia.
"Bem, eu não imaginava te encontrar, mas ai o Claude me falou sobre você, e quando ele disse que você era também um Transmutador, eu fiquei tipo assim, muito surpresa. Não é todo dia que você se depara com um colega Transmutador...e então descobrimos que seu pai também é um Transmutador, e ainda por cima, como eu..." Tabula comentou.
"É verdade. Desde que eu deixei a Ira, eu ficava pensando que eu não fosse encontrar uma garota que me aceitasse, depois que a Erin me rejeitou. A verdade é que eu poderia ter tentado namorar a irmã da Erin, Emily, mas...eu fiquei com medo" eu confessei.
"Com medo de quê, March?" Tabula inquiriu.
"Com medo de ela me rejeitar mais tarde, por isso eu deixei a Ira" eu devolvi.
"Entendo...e agora você e eu estamos juntos. Isso é muito bom, cara" Tabula retrucou.
Eu olhei para ela e sorri em resposta.
Em seguida nós nos separamos.
"O seu plano ainda está de pé...nós o executaremos ainda hoje. Talvez seja melhor de noite. Ninguém poderá nos ver..." eu retruquei.
"Sobre o meu plano...eu acabei de ter uma visão sobre isso..." Tabula revelou.
"Então, foi isso que aconteceu com você?" eu estava curioso.
"Sim. Mas, acho que o meu plano não vai dar certo..." ela me avisou.
"Mas, por que? O que você viu?" eu inquiri.
"Eu vi você morrer baleado, March." Tabula me contou.
"Como assim, eu vou morrer?" eu exclamei.
"Sim, se você e eu prosseguirmos com o plano, você vai morrer." ela retrucou.
"Mas, essas suas visões são como profecias, apenas uma forma de ter fé, você pode mudar o destino se tiver fé. Os pecados estão nessa cidade pois a humanidade perdeu a fé." eu contestei.
"É, acho que você tem razão, March" Tabula atestou.
"Eu acho que é por isso que nós Transmutadores existimos, para lembrar a humanidade de que ainda há esperança em meio as trevas e o caos" eu conclui.
"Agora eu estou impressionada. De onde você tirou essas palavras?" Tabula ficou sem entender o que eu havia dito.
"Eu não sei...acho que um passarinho me contou" eu tentei me justificar.
"Hmm...de alguma forma você me fez descobrir o porquê de sermos Transmutadores. E eu tenho orgulho disso" Tabula afirmou.
A roupa de Tabula ficou violeta de repente.
"Nós precisamos arranjar um lugar para passarmos a noite." eu lembrei.
"Sim, alguma sugestão?" Tabula inquiriu.
"Eu acho que eu sei de um lugar aqui perto"
[...]
Nós fomos para esse antigo museu que estava abandonado e aberto, o EMP Museum. Eu acho que eu lembro do meu pai me trazendo aqui, em algum momento já distante. Esse lugar costumava ser bem amplo no quesito de exposições. Aqui costumava ter várias exposições. O museu possuí 3 andares.
Entramos no museu e ficamos olhando ao redor. O museu é gigantesco por dentro.
"Esse lugar parece mesmo abandonado" Tabula reparou.
"Sim, eu acho que eu vim com o meu pai aqui uma vez" eu comentei.
"Entendo. Esse lugar devia ser muito legal no passado".
"Sim, era." eu atestei.
Nós fomos até a escada rolante que mesmo com o lugar todo abandonado, ainda funcionava perfeitamente. Talvez algum Transmutador como o meu pai mantinha ela funcionando, sei lá, e fomos para o andar de baixo.
2º andar
Chegando no piso inferior, nós olhamos ao nosso redor, e parecia não ter ninguém por ali.
"Não tem mesmo ninguém por aqui" Tabula notou.
"Bem, isso significa que nós podemos ficar à sós nesse lugar" eu brinquei.
"É, mas...um lugar desses sem ninguém é muito estranho."
Fomos até a antiga bilheteria do museu.
"Olá! Tem alguém ai?" eu gritei.
Sem resposta.
"Olá! Tem alguém ai?" eu repeti a pergunta.
Foi quando uma garota se levantou de trás do balcão, cabelos loiros, olhos verdes, vestindo uma blusa verde, saia curta da mesma cor, mechas californianas verdes, e calçando sapatos verdes. Ela estava com as mãos afastadas no balcão e sorriu para mim.
"Oi!" eu a comprimentei.
"Oi" ela replicou e voltou a sorrir.
Eu estava um pouco nervoso naquele momento. Eu não sabia o que dizer.
"Então, nós viemos aqui, e...achamos que não tinha ninguém. Nós...estávamos procurando um lugar para passar a noite..." eu balbuciei.
"March, sem balbuciar. Ela é uma garota assim como eu. Finja que você está falando comigo" Tabula ralhou.
Eu engoli seco e voltei a falar com a garota.
"Eu e a minha garota estávamos procurando um lugar para passar a noite..." eu retruquei.
"Desculpa, mas isso aqui não é motel" ela devolveu.
"Não, é claro que não. Mas, aparentemente não tinha ninguém por aqui..." eu justifiquei.
A garota olhou bem pra mim e acho que ela me reconheceu de imediato.
"Mars? É você?" ela inquiriu.
"Ahn...você deve ser a Emily, Emily Harker" eu deduzi.
"Sim, você tinha uma queda pela minha irmã" Emily se lembrou.
"Verdade. Mas, eu deixei a Ira, o que você está fazendo aqui?" eu estranhei.
"Então, depois que você saiu da Ira, eu e a minha irmã Erin brigamos, e fomos para a Inveja" Emily me contou.
"Então, você e a sua irmã foram para a Inveja?"
"Sim, e a nossa líder na verdade comprou esse lugar. Ela fez um acordo com a Avareza, e o lugar acabou sendo vendido para ela" Emily revelou.
Emily se referia a Verbena Holt, líder da Inveja. Então...Inveja agora era parceira da Avareza. Isso me deu até um arrepio agora.
Acho que vamos ter problemas na hora de roubar um banco da Avareza. Prefiro não pensar nisso.
"Então você e sua irmã trabalham para Verbena Holt?"
"Sim. Mas, não foi fácil entrar para a Inveja. Nós tivemos que roubar alguns remédios de uma farmácia, isso sem que os guardas do Orgulho nos pegassem. E agora estamos aqui..." Emily revelou.
"Entendo..." eu comecei a processar aquela informação.
"Mudando de assunto. Quem é essa mulher que está com você? Sua mãe? Sua tia?" Emily se referiu a Tabula.
"Você não acreditaria se eu contasse" eu a avisei.
"Tente, Mars. Além disso, você sabe que eu não gosto de segredos" Emily insistiu.
"Bem, você aceitaria se eu disse que ela é minha nova namorada?" eu a interroguei.
"O quê?! Essa velha é a sua nova namorada, Mars?! Mas, eu te amo muito Mars!" Emily contestou.
"Eu disse que você não iria acreditar se eu te contasse..." eu balbuciei.
"Mas, Mars...nós ainda podemos ficar juntos. Eu ainda te amo" Emily confessou.
"Olha, Emily...não é mesmo? Nada contra você, você é uma garota muito bonita e simpática, mas...o March é meu." Tabula se defendeu.
"March...eu estou muito triste com isso. Você podia ter me procurado." Emily falou aos prantos.
"Me desculpa, Emily. Eu gosto de você, mas...eu fiquei com medo de você acabar terminando comigo depois..." eu me justifiquei.
"Mas, eu nunca terminaria com você, eu te amo muito, March." Emily declarou.
Emily estava com o rosto todo encharcado de lágrimas que caiam como uma cachoeira.
"March, por favor! Fica comigo!" Emily suplicou.
"Sinto muito, Emily..." eu disse com um forte pesar.
Foi então que uma voz ecoou pela sala nos interrompendo.
"O que está acontecendo por aqui?" a voz disse.
Nós olhamos ao nosso redor e então vimos ela, Verbena Holt, junto com a minha antiga paixonite, Erin, a irmã de Emily que estava séria ao lado de Verbena.
"Verbena Holt" eu exclamei.
Verbena vestia um longo vestido verde esmeralda e o seu cabelo loiro era preso por um coque, e ela também vestia salto alto da mesma cor. Ela tinha olhos verdes, mas de um verde intoxicante.
"Em pessoa, garoto. Aliás, o que você e essa mulher estão fazendo aqui. Esse lugar é território da Inveja. Eu comprei ele com a ajuda do meu amigo da Avareza..." Verbena interrompeu.
"Arseus Von Deauville" eu completei.
"Exato. Eu comprei esse lugar para abrigar as minhas garotas. Esse é um espaço apenas para elas." Verbena rebateu.
"Mas, esse lugar é um museu, e um museu é um lugar público" eu contestei.
"Verdade. Mas, eu comprei esse lugar e eu faço o que eu quiser com ele." Verbena insistiu.
"Tudo bem..."
Foi então que Erin deu um passo a frente. Ela também estava vestindo um vestido e um salto alto como os de Verbena.
"Olá, March!" Erin falou com desgosto.
"Olá, Erin!" eu a cumprimentei.
Erin olhou para a irmã que estava chorando no balcão e depois se voltou contra mim.
"O que você fez para a minha irmã, March?" ela exclamou.
"Nada, Erin. Eu não fiz nada. Foi ela que começou" eu me defendi.
"Só porque ela é sensível, você acha que pode tirar proveito disso por ser menino?" Erin disse levantando uma sobrancelha.
"Não, Erin. Calma ai. Eu não fiz nada para ela. Eu só disse a ela que eu estou comprometido no momento."
Então Erin olhou para Tabula.
"E você, por ser mãe do March você acha que o seu filho está certo de ter feito o que ele fez?" Erin retalhou.
"Cara, eu não sou a mãe dele. Eu sou a namorada dele. E francamente, eu não sei o que o March viu em alguém como você, Katniss Evergreen!" Tabula provocou Erin.
"Não mexa comigo, sua aliciadora de menores!" Erin rebateu.
"Eu sou muito melhor que você, representante do Green Peace!" Tabula devolveu.
Então, a roupa de Tabula ficou verde representando que ela estava com Inveja de Erin.
"Tabula, para de ofender a Erin. Isso não leva a nada. Além disso, você é muito mais bonita que a Erin, e mais simpática também" eu denunciei.
"March, você está do lado dessa vadia do Green Peace ou do meu?" Tabula me questionou.
"De nenhuma das duas. Eu só acho que não vale a pena ficar gastando fôlego com uma briga inútil como essa" eu devolvi.
"Mas, foi essa vadia do Green Peace que começou!" Tabula me contestou.
"Eu estou fora disso, Tabula" eu me retirei da briga.
Eu fui tentar animar a Emily, pois eu estava com pena dela. Mas, o que eu podia fazer se eu estava comprometido com a Tabula?
"Olha, Emily. Me desculpa, mas...eu estou namorando a Tabula" eu disse para ela.
"Quem é Tabula?" Emily questionou.
"Tabula Rasa, a mulher que está comigo e que você deduziu que fosse minha mãe, minha tia." eu a lembrei.
"March, é sério esse negócio que ela é sua namorada?" Emily insistiu.
Emily estava muito chorosa depois da revelação.
"É sim, Emily. E...nós temos a aprovação de Rio Salvatore, nosso "Padrinho". Ele deixou eu e Tabula namorarmos" eu explanei para ela.
"Rio Salvatore? Quem é esse?" Emily disse já enxugando as lágrimas do rosto.
"O líder da Luxúria?" eu falei meio com medo.
"Luxúria, March? Você está pecando com a Luxúria?" Emily falou retoricamente.
"Sim, eu estou, Emily" eu confessei.
"Eu também quero pecar com a Luxúria!" Emily falou com inveja.
"Mas, você não é uma Transmutadora" eu retruquei.
"Você só fala isso para se vangloriar de ser um Transmutador como o seu pai" Emily contestou.
"Emily...eu sou um Transmutador, o meu pai, Richard Redpath, que eu encontrei recentemente, também é. Mas, eu não me vangloreio de ser Transmutador. Eu apenas gostaria de entender melhor essa habilidade que eu tenho." eu comentei.
"Tudo bem, tudo bem...o que vocês realmente vieram fazer aqui?" Verbena cortou.
Eu voltei minha atenção para Verbena.
"Nós só estamos procurando um lugar para passar a noite, só isso" eu disse a ela.
"E depois disso vocês vão embora?" Verbena levantou uma sobrancelha.
"Sim. Nós iremos" eu atestei.
"Tudo bem. Vocês podem ficar aqui, mas apenas por essa noite" Verbena consentiu.
"Obrigado" eu agradeci.
"Não precisam me agradecer" Verbena disse como se estivesse nos esnobando.
"Valeu, Bruxa má do Oeste" Tabula rebateu.
Verbena rosnou diante da provocação de Tabula.
[...]
Em algum lugar, na mansão da família Salvatore...
Rio Salvatore estava apenas de cueca boxer preta no seu quarto, quando sua esposa Julie entra. Ela vestia um vestido branco com sapatos cor de pele. Em seguida ela fecha a porta do quarto.
Julie era uma mulher com cerca de 30 — 50 anos, cabelos pretos, olhos castanho — esverdeado.
"Olá, querida esposa!" Rio cumprimenta a esposa.
"Olá, querido esposo!" Julie cumprimenta rio com um ar sério.
"Você está brava comigo hoje, querida?" Rio inquiriu.
"Não, só estou cansada e querendo dormir..." Julie suspirou.
"Tudo bem. Você não vai por uma camisola bem sexy para eu vislumbrar as suas curvas?" Rio balbuciou.
"Rio, eu vou me vestir para dormir, não para você ficar com seus desejos obscenos por mim." Julie falou sem saco.
"Tudo bem, querida. Me desculpa. Pelo menos, nós podemos fazer sexo? Sabe, nós temos dois filhos maravilhosos, Sienna Rose e November Rain, nós poderíamos fazer mais um filho, mais uma garota ou um garotão" Rio sugeriu.
"Rio...você queria filhos, eu te dei. Agora...eu posso dormir ou você ainda quer fazer mais filhos?" Julie falou retoricamente.
"Tudo bem. Me desculpa, querida. Eu sei que você está cansada e quer dormir, eu apenas..." Rio cortou.
"Rio!" Julie exclamou.
Rio ficou em silêncio. Julie foi até o guarda-roupas pegou uma camisola de seda preta rendada e colocou em cima da cama. Em seguida ela se despiu e vestiu a camisola, tirou os sapatos e foi puxar o lençol antes de se deitar.
"Dá licença?" Julie pediu com extrema "delicadeza".
Rio se levantou da cama. Julie puxou o lençol, se deitou de perfil, virada para a direita da cama, se cobriu e apagou. Rio entrou debaixo da coberta e se deitou de lado com o corpo atracado ao da esposa e uma das mãos tocando o braço dela.
"Eu te amo, Julie" Rio fez um agrado na esposa.
"Me deixa dormir, Rio!" Julie balbuciou de olhos fechados.
"Desculpa, querida" Rio se desculpou.
Rio então fechou os olhos e dormiu junto com a esposa. Os corpos de ambos estavam ofegantes.
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