Notas iniciais
Olá! Espero que curtam este capítulo, está com tudo muito misturado, mas tá legal! E espero que curtam o nome do mesmo!
Bom a música para o momento inicial pode ser: One and Only - Adele, acho que casou muito legal com o momento.
Boa leitura! *-*

Deixei Scott para trás e fui a caminho do quarto 336. Segui pelos corredores virando em uns e outros e cheguei àquela porta negra. Dei alguns toques a porta e Cameron abriu a mesma.

— Vou sair e deixar vocês a sós. – Disse ele deixando-me para trás, como se sentisse que era aquilo mesmo o que eu queria.

— Patch? – O mesmo estava de costas e virou-se para me encarar. Seus olhos me atingiram em cheio e a tristeza; dor; aflição aumentou. – Está sentindo isso? – Sussurrei indagando, olhando diretamente para seus olhos negros brilhantes.

Ele confirmou com um meneio de cabeça. – Estou anjo. – Sussurrou ainda me encarando ao longe. Minhas lágrimas escorreram mais depressa. Porque eu estava tão desesperada assim? É claro que nada aconteceria com Patch ou comigo, muito menos com Vee. Os três Trevas estavam indo busca-la, nada poderia dar errado.

Patch abriu os braços levemente e me chamou com os dedos. Seu sorriso sexy pendurado em seus finos lábios. Sem hesitar fui a sua direção e encostei meu rosto em seu peito. As mãos de Patch abraçaram minha cintura e a aflição de algum modo diminuiu. Como era possível? Sentir tão repentinamente e deixar de sentir da mesma maneira.

— Não posso ir, não é? Os caídos vão ficar tomando conta do campus? – Indaguei repentinamente.

— Sim anjo. – Enquanto Patch falava sentia seu peito descer e subir sobre meu ouvido. – Vai dar tudo certo, vamos trazê-la de volta. E você... decidiu? – Como ele sabia? Indaguei para mim mesma internamente. – Eu estava na árvore mais próxima escutando tudo. Achou mesmo que te deixaria sozinha? – Indagou com um sorriso alto fazendo com que seu peito subisse mais depressa com a alteração na respiração.

Levantei meu rosto apoiando meu queixo em sua pele e fitando seus olhos. – Você estava lá. – Sorri mais largamente. – Decidi sim Patch. Eu vou fazer a jaula. – Disse mais decidida do que esperava. – Se algo der errado, vou fazer dar certo.

— Assim que se fala tigresa. – Disse e alargou mais o sorriso. Seu rosto abaixou em minha direção e seus lábios pousaram sobre os meus e no instante em que abri meus lábios aguardando sua língua, a aflição diminuiu. Patch estava ali, o calor de seu corpo estava contra o meu e ele traria minha melhor amiga para mim. Ele a traria sã e salva. Ele parou o beijo abruptamente e tocou sua testa na minha sorrindo largamente.

“Água, venha cá.” Sussurrei mentalmente. Logo foi possível sentir um odor marítimo tomando conta de minhas narinas. “Mande desculpas para Vee” Sussurrei novamente. Logo senti um último rodopio com a água em torno de mim e a água se foi, levando minha mensagem mental para minha melhor amiga. Que desse tudo certo Deusa e que ela recebesse minha mensagem.

— Rixon vai ficar no campus com outros caídos. Então não se preocupe caso sinta ou veja algo de diferente tá bom? – Disse fazendo com que sua respiração batesse contra meu rosto. Estávamos tão próximos.

— Tudo bem. – Respondi. Aproximei meu rosto do seu e lhe dei alguns selinhos em despedida. – Volte logo. – Sussurrei.

— Claro anjo. – Respondeu-me.

Ele depositou um beijo ardente em minha testa e eu lhe dei as costas seguindo em direção ao meu quarto. Minha aflição havia diminuído. Graças à Deusa! E à Patch, é claro.

Entrei em meu quarto e bati a porta atrás de mim. Antes mesmo de dar três passos para dentro vi a figura de uma ruiva sentada levemente na cama de Vee. Suas pernas estavam cruzadas, uma sobre a outra enquanto um pé ia e vinha suspenso no ar.

— Olá querida. – Disse a doce voz de Laurel. – A Deusa, realmente faz milagres. – Continuou. – Você voltou e está viva. – Seu sorriso se alargou, ameaçador. Eu estava imóvel na porta. Laurel poderia tentar algo contra mim naquele instante. Afinal, não havia ninguém ali para sequer tentar impedir. – Só vim aqui para saber a sua resposta. Queria saber se já havia pensado se quer ou não montar a jaula e pegar o mau que está se abatendo sobre esta Morada. – Continuou olhando-me profundamente nos olhos. Eu sabia o que ela estava tentando, ela estava tentando ler meus pensamentos. Mas, não conseguiria usar seu poder de telepata comigo. Eu não era legível.

— Sim Laurel, eu aceito montar a jaula com você. Agora só precisamos marcar, quando, como e onde. – Disse com a voz menos trêmula do que esperava que fosse sair. Graças a Minha Deusa, minha voz saiu grave e forte não demonstrando o medo que eu sentia em minhas veias. Os elementos estavam ao meu redor, mesmo sem clamar pela presença de cada um deles.

— Fico feliz com sua resposta. Eu venho lhe buscar quando estiver com tudo pronto. – Terminou levantando-se da cama e seguindo com passos firmes até a porta. Na verdade parecia que ela estava flutuando. – Concentre seus poderes até lá. – Disse a mesma olhando-me profundamente nos olhos. Eu respondi com um leve aceno de cabeça. Ela passou por mim indo em direção à porta, para enfim fechá-la atrás de si e partir. Só então notei que estava segurando a respiração, soltei a mesma com força em um suspiro.

— O que eu faço. – Sussurrei para mim mesma. “Aphrodite” uma voz interna respondeu, uma voz interna e forte. Sem pestanejar girei sobre os calcanhares e segui a caminho do quarto de Aphrodite. Estranhamente eu sabia onde seu quarto ficava mesmo sem nunca ter ido até lá.

Cheguei à porta e a abri com força. O quarto era divino, havia apenas uma cama com cabeceira dourada; lençóis de vários tons sobre a cama; carpete creme; papel de parede com estampas florais; um closet enorme; um frigobar ao pé da cama. Como um frigobar? Eu precisava de um desses no meu quarto! Pensei comigo, mas um grito abafado pela porta do banheiro interrompeu meus devaneios mentais. Fui até a porta do banheiro, pé ante pé e abri a mesma. Aphrodite estava caída no chão; seu corpo imóvel. Ela berrava e suas mãos socavam o chão, como se não houvesse gostado de algo que viu ou ocorreu. Eu escutava seus soluços e sabia que ela estava chorando desesperada.

— Aphrodite. – Sussurrei o mais delicadamente possível.

— O que é? – Gritou ríspida.

— O que está acontecendo? – Perguntei novamente agora me agachando ao lado do seu corpo imóvel e de olhos fechados. Sua face estava pálida, bastante branca para ser sincera. – Você está... pálida. – Sussurrei a última palavra.

— Estou pálida porque acabei de ter uma visão. Se esqueceu? Sou profetisa garota! – Disse com seu tom desinibido de sempre, voltando a ser a Aphrodite que todos conheciam. – Agora, me ajude a levantar. – Disse de modo autoritário. Peguei em sua mão e puxei seu corpo que levantou com um pouco de dificuldade. Ela se apoiou em um dos lados do meu corpo e nós caminhamos juntas até sua cama onde a pus sentada, enquanto arrumava os travesseiros para que enfim, ela deitasse seu corpo. Ela abriu os olhos me encarando. Sentei-me na beirada da cama.

— O que viu? – Indaguei abruptamente. De alguma forma sabia que a voz havia sussurrado comigo para que eu pudesse saber a visão que havia tido.

— Vi você e a horda de nerds. – Respondeu rapidamente. – Vocês estavam no muro leste da morada, tentando traçar um círculo. Não sei para que, pois não sinto as emoções, apenas vejo vocês lá. Só sei que do nada, aparecia um cara se sentindo o dono do Mundo e dizia que não queria que você traçasse aquele círculo. Ele queria outra pessoa. – Terminou ela. Mas, faltava algo ali. Eu sabia disto. Ela sabia quem o tal cara queria que fosse.

— Termine a história.

— Que história? É uma visão, toupeira. – Disse ríspida.

— Que seja! Apenas termine.

— O cara dono do Mundo queria que a... – Ela hesitou durante alguns instantes, enquanto me olhava intensamente nos olhos. — ...caipirona traçasse o círculo e então repentinamente tudo desmoronou ao meu redor e eu comecei a gritar, como se aquilo fosse desesperador para mim. Mas, não é. É como se eu tivesse sentido as emoções de alguém naquela visão. Sinistro demais. – Disse com os olhos focados em algo distante.

— Quer dizer que eu não pude traçar o círculo? – Indaguei e Aphrodite correspondeu com um aceno de cabeça em positivo. – Tinha de ser Stevie?

— Tá surda, por acaso? – Ironizou. – Cadê sua amiguinha rechonchuda? – Perguntou repentinamente.

— Viu algo sobre ela?

— Claro que não.

— Foram tentar buscar ela agora. Estamos vigiados por caídos.

— Por isso estou com uma sensação esquisita. – Confessou.

— Deve ser mesmo. O que será que essa visão representa? – Perguntei repentinamente.

— No momento da visão Stevie Caipirona tinha mais valor do que você. Pelo menos para o que quer que fosse fazer naquele círculo. É como se... ela tivesse uma qualificação ainda desconhecida por todos. – Disse levantando os olhos para mim.

Poderia ser verdade. Eu nunca havia visto Aphrodite depois de uma visão e nem escutado sobre uma. Agora saber de uma que envolvia eu e meus amigos. Era impressionante e ao mesmo instante assustador.

— Sei que está pensando que estou mentindo, ou algo do tipo. Mas, não posso mentir. Se minto para você, uma Grande Sacerdotisa em treinamento, estarei mentindo para Nossa Deusa. Não faço isso, não minto para Ela. – Disse de um modo doce completamente devastador. Acenei positivamente com a cabeça.

— Eu disse sim para Laurel. – Confessei.

— Sabe que algo pode dar errado né? – Confirmei. – Mas, sinto que se você não aceitasse algo mudaria de um modo pior.

— Sinto que estou me descobrindo, cada vez mais.

— Você está se descobrindo Nora. E nós sabemos muito bem disto. – Disse com um sorriso encantador pendendo em seus lábios. Naquele momento eu senti verdade nas palavras de Aphrodite. Também senti companheirismo e senti que aquele poderia ser um segredo só nosso. Como grandes amigas fazem.

Notas finais
Acharam superficial demais? Contem-me o que não gostaram e os trechos favoritos! Beijos meus amores e até o próximo.
Ah! Façam pedidos do que querem ver! O que acham de uma terceira temporada? Longo demais? Beijones babys *-*