Notas iniciais
Olá de novo! Enfim, este capítulo está um pouco maior do que costumo escrever, mas foi no momento, mas ficou bom, ok? Leiam as notas finais *-*

Patch

Eu nada via. Essa era a realidade a minha volta. Eu não via nem a grade a qual estava trancafiado e isso criava ainda mais raiva a minha volta. Deitei para tentar dormir.
— Você não está entendendo. – Disse a voz de Laurel abrindo a porta e fechando-a logo em seguida. Meus instintos berravam para que eu me calasse e apenas escutasse naquele momento. Eu só precisava escutar, então fingi estar dormindo profundamente.
— A Batalha é amanhã. – Ela continuou. – Vou derrotar aquela Nora. A amada deste trancafiado. – Ela soltou uma gargalhada monstruosa que reverberou pelas quatro paredes do recinto. Ela provavelmente estava ao celular, pois ninguém respondia. Batalha, haveria uma batalha era o que eu sabia, precisava gravar as informações. – Não, não vou mata-lo, não estou louca em fazer isto. Vou transformá-lo em um dos vermelhos. Ele fará parte do meu exército contra os humanos infelizes, que para nada servem. – Soou ríspida. – Ela será destruída perante todos os seus colegas novatos. Eu a retirarei da Arena, antes mesmo que ela possa se transformar ali dentro. – Ela já estava tramando como tiraria Nora e contando para alguém, precisava guardar todas estas informações sem fazer ou provocar um ruído sequer.
— É claro que posso entrar em seus pensamentos. Antes que qualquer movimento venha a ocorrer estarei pronta, imbatível como eu sempre fora. – Ela deixou de falar durante alguns instantes. – Quem lhe contou esta calúnia? – Indagou surpresa. Seu berro reverberou pelas paredes novamente. Provavelmente a pessoa do outro lado do fone estava indagando sobre a vez em que fora derrotada por uma novata insignificante como a própria diria. – É claro que terei forças suficientes para derrota-la. – Parou de falar abruptamente e mesmo sem ver seus olhos ou ao menos seu rosto, pude sentir que estava sorrindo. – Eu derrotarei aquela garota pelo simples fato de que nosso exército necessita desta nova força. A força deste rapaz é enorme, maior do que a de qualquer novato nesta Morada, mas Nora pensa que é o centro do universo.
Este sentimento poderia ser chamado por inveja. Inveja pelo novo status de Nora. Ela era muito poderosa, uma Grande Sacerdotisa em treinamento, que morreu e teve a grande oportunidade de voltar. Voltar como Qualificadora vermelha – uma linhagem criada por Laurel – e azul. Suas marcas misturam-se com as cores. Ela fora a primeira a ser resgatada deste novo Mundo. E este era um dos motivos que deixava os planos de Laurel descendo por ralo a baixo, em direção ao fundo do poço; ao nada.
Nora era poderosa demais. Esperta demais para os planos fajutos de Laurel. Ela conseguiria, pois todos nós confiávamos em sua coragem e força.
— Sim descobri. – Continuou com a conversa. – Sei quem é sim, mas não posso contar aqui. Há ouvidos nas paredes, nunca se esqueça disto, meu amor. – Disse praticamente ronronando como Aphrodite diria em um momento de conquista. – Sim nos falamos depois. – Ela mandou beijos em direção ao bocal do fone e desligou em seguida.
— Senti falta de ver seu corpo meu amor. – Disse Laurel enquanto os saltos que a mesma calçava chegavam cada vez mais próximos da minha jaula. – Nada impedirá nossa parceria, acredite. – Terminou. – Oh! Está dormindo. Que visão do paraíso. – Que nojo, é o que digo. Meu coração tremeu em solavanco por suas palavras carregadas de musgo; de mofo. Sua aproximação de mim envolvia sentimentos; sentimentos prazerosos. E aquilo era nojento para mim pelo simples fato de eu ter olhos somente para Nora; minha Nora.
— Não tem utilidade alguma capotado deste jeito. – Terminou fazendo com que seus saltos soassem mais longe, saindo do recinto. Graças a Deusa disse para eu mesmo.
Após alguns instantes quieto o som da porta soou novamente. Ah merda! Pensei comigo, ela não desistiu, retornou para tentar algo novamente, desta vez eu não me controlaria e diria todo o desprezo que sinto por ela em sua cara. Eu cuspiria as palavras sem pena, como sempre faço com aqueles que não gosto.
Passos soou ao longe. Passos ecoou por todo o recinto. Os passos se aproximavam cada vez mais depressa; apressados.
— Patch. – Disse uma voz grossa que eu conhecia muito bem. – Está dando tudo certo. Nossos planos estão dando certo.
— Como tem tanta certeza? – Indaguei.
— Você sairá daí. Todos nós tiraremos você daí, seu segredo estará a salvo novamente. Ou melhor, um de seus segredos.
— Como joga assim na minha cara. Acha mesmo que só porque estou aqui não faria nenhum mal a você? Pense trilhões de vezes antes de me subestimar novamente. – Disse entredentes.
— Como estava dizendo antes de ser interrompido por seus pedidos. Você estará salvo amanhã, dará tudo certo e seu segredo estará a salvo. Creio que o outro não tem tanta importância como este. Você quer proteger isto mais do que sua própria vida, concorda?
— Mas, é claro. Você não precisa nem perguntar. – Respondi rapidamente.
— Então pronto seu segredo estará guardado. Sabemos que ele está em risco agora, mas assim que vocês se aproximarem – como o esperado – o segredo estará novamente muito bem guardado. – Terminou a voz.
Eu não agradeceria, sei que era isso que a voz tão conhecida aguardava, ele aguardava um agradecimento; um agradecimento provindo de meus lábios, pois ele esperaria e até morreria – se não fosse um ser imortal – aguardando.
— Pode se retirar agora.
— Que seja. – Respondeu-me ríspido.
Seus passos soaram novamente, só que desta vez eles se afastavam e não se aproximavam como minutos atrás.
Daria tudo certo, eu retornaria para onde tenho de retornar e guardaria meu segredo com o meu coração. Eu preciso estar perto para que tudo seja encoberto, meu corpo, meu odor nunca pode ficar distante do que estou protegendo. Eu dou minha vida por isso e sempre darei. Sempre darei minha vida por aquele segredo.

Era o grande dia. O dia em que a decisão e os poderes seriam postos a prova. Hoje era a batalha; a grande Batalha de Retirada de Corpos.
Fiquei em pé no centro da Jaula. De algum modo eu sentia que daqui a alguns instantes eu seria retirado dali e iria para a grande Arena da Morada Sussurrante. O pensamento tornou-se real quando dois rapazes vestidos de negro adentraram o enorme recinto cinzento. Cada um deles se apostou aos lados da Jaula. Nenhum deles pronunciou sequer uma palavra e também não foram arremessados para longe como Nora, eles tinham permissão do toque. Eles começaram a puxar a Jaula que fazia um barulho estridente com o contato contra o chão. Meu novo ponto ardeu. Nora veio aos meus pensamentos e tudo que estava ao meu redor mergulhou em uma escuridão profunda.
Minha Nora estava em pé ajeitando os cabelos e trocando de roupa. Ela vestia um short de lycra; uma blusa branca simples; par de tênis. Pronta para a guerra. Ela sabia que quando entrávamos na Arena nossas roupas eram trocadas para todos que nos viam, mas a roupa que realmente sentíamos em nossos corpos era a que tínhamos vestido antes de entrar ali, sendo assim ela estava confortável para o que viria a seguir.
Sei que aquilo não foi uma memória, eu sabia que ela estava fazendo aquilo naquele instante. Ela estava se arrumando e de algum modo eu pude ver aquilo. A Deusa me proporcionou algo tão grandioso como tal. Tudo a minha volta retornou e eu estava na Arena, posto no canto esquerdo já dentro da área da grande luta.
As cortinas grossas para impedir que alguma luz entrasse estavam fechadas. O chão estava polido que reluzia contra as luzes mais fracas que se possa imaginar que iluminavam o local. As arquibancadas cobertas por carpetes negros estavam sendo ocupadas lentamente por grupos de alunos ali e outros aqui, cada um deles me encaminhavam olhares curiosos. Agora eles provavelmente sabiam contra quem Laurel lutaria hoje e porque eu estava aqui, sendo exposto de tal maneira.
Meu ponto começou a arder novamente enquanto eu olhava ao meu redor.
“Está próximo.” Uma voz distante sussurrou. O que estava próximo? Era a pergunta que estampava meus pensamentos, foi quando notei o que estava próximo. Laurel entrava pela porta dupla do local e vinha para o lado esquerdo da Arena a qual eu tinha uma grande visão panorâmica.
Laurel vestia uma comprida calça de lycra e um top realçando seu tom de pele. Um par de tênis calçava seus pés.
A cena poderia ser considerada engraçada, por se tratar de uma professora naquelas situações. Eu sabia que a roupa mudaria depois, mas nada apagaria aquela ridícula imagem de meus pensamentos.
Meu ponto começou a arder novamente, desta vez de um modo mais forte e foi quando a vi. Realmente a vi. Nora vinha carregada com Aphrodite pelo lado direito enquanto a mesma sussurrava em seu ouvido e do outro lado estava Cameron, encarando-me preso naquela Jaula.
Nora não levantava o rosto, apenas escutando o que Aphrodite tinha para dizer. Ela parecia aflita e ao mesmo instante, pronta. Pronta para o que desse e viesse. Nora se aproximou do lado direito da Arena ainda com a cabeça baixa.
— A Batalha poderá ocorrer por alguns dias. – Começou Laurel enquanto Aphrodite e o restante da turma sentavam-se no degrau da arquibancada mais baixo. – Colocamos os sentimentos de Nora a prova. – Senti meu ponto arder novamente, queimando em direção interna, o que indicava que Nora estava com raiva. – E vamos ver se uma Novata conseguirá derrotar uma Grande Sacerdotisa. – Ao pronunciar aquelas palavras, várias pessoas riram diante da situação de Nora. O que a ajudou, pois senti quando a mesma ficou com mais raiva do que já estava. Então estava formado; a batalha havia começado. Ambas entraram no centro Mágico, enquanto Dragon puxava a alavanca que fazia com que tudo iniciasse.
Laurel foi a primeira a se transformar.
O que entrou em foco primeiramente foi os seus cabelos que cresceram com a fumaça verde que se formou ao redor de seu corpo. Seus fios grossos e ruivos tocaram sua cintura e os mesmos se distanciavam de seu ombro, com uma brisa que só os mesmos obtinham.
Em seguida sua pele se tornou mais clara com uma luz branda vindo do interior de seu corpo. A mesma luz emitia poder. Muito poder.
Depois o que consegui pensar foi que nenhum novato nunca havia visto Laurel com aqueles trajes mínimos, mas mesmo sabendo que estava com roupa de uma guerreira, uma roupa minúscula, um sorriso ainda estampava seus lábios que estavam carnudos e avermelhados, como se houvesse acabado de beijar durante minutos intermináveis.
Seus olhos estavam mais verdes do que de costume e a mesma não tirava seus olhos do corpo imóvel de Nora. A mesma não havia se transformado, pois um corpo aguarda o outro.
Uma fumaça densa percorreu o corpo de Laurel e um top azul claro cobria seus seios, deixando os mesmos mais avantajados, ou seja, maiores. Uma joia dourada estava rodeando o braço direito próximo ao ombro. Sua barriga lisa com uma cintura bem delineada estava à mostra. Uma saia também azul rodeava sua cintura. A mesma era amarrada na parte da frente, o que fazia com que a parte de trás fosse comprida e a parte da frente deixasse as pernas completamente à mostra. As pontas do tecido eram vermelhas.
Mais fivelas douradas rodeavam seu tornozelo e seus pés estavam descalços, seus passos eram marcados por luzes verdes que resplandeciam pelo recinto.
Assim que a transformação de Laurel chegou ao fim o corpo de Nora foi rodeado por fumaça das cores: Amarela representando o ar em seu ser; Vermelho representando o fogo que mantinha a força rodeando em suas veias; Azul representando a água que a acalmava; Verde representando a terra que a mantinha firme sobre seus pés; Roxo representando o espirito que lhe instruía nos momentos de força; Negro representando a Trevas de nefilim puro sangue que agora havia invadido o sangue que transborda por suas veias; Branca representando a qualificação de protetora. Ela se transformaria em uma guerreira.
Seus cabelos entraram em foco. Eles estavam negros inebriantes compridos ao vento de seu elemento. Seus cabelos não tocavam seus ombros, mas rodeavam em torno do mesmo. As pontas de seus fios negros estavam roxas, representando seu espirito. Seus olhos tomaram foco novamente, pois ela levantou a cabeça por completo. Eles estavam negros, haviam perdido o tom de cinza tempestuoso que ele obtinha normalmente. O tom negro tomava conta de seus olhos delicados por completo, ela estava dominada pela raiva.
Um colar pendia em seu pescoço, o mesmo não estava ali antes. Pendurado ao final da corrente do mesmo continha um par de asas negras. Um corpete com decote vermelho profundo realçava seus seios. Os mesmo se ajustavam até a metade do umbigo, deixando-a mais sexy do que já ousava ser. As mangas do mesmo eram caídas até a metade do braço, entre o cotovelo e o ombro. No seu corpete continha costuras ancestrais, demonstrando sua origem antiga.
Abaixo estava um short mínimo em um tom de vermelho mais brando do que o anterior que nem chegava ao início de sua coxa. Uma saia estava pendurada no mesmo, cobrindo-lhe apenas a parte de trás. A mesma era de um tom de vermelho transparente com rendas na ponta roçando-se ao chão.
Em suas mãos continham luvas que deixavam os dedos para fora. As luvas eram de um tom de terra molhada por uma forte chuva, com fitas vermelhas presas aos pulsos atadas em laços bem feitos.
Um par de botas negras cobriam suas pernas até os joelhos.
Laurel encarava Nora com o queixo caído, ela não pôde evitar. Todos encaravam a Qualificadora dos cinco elementos com olhos arregalados. Eles estavam abismados com o poder que Nora emitia apenas com a transformação. A cor de fogo dominava sua roupa. As botas representavam as trevas. O tom brando da saia representava a água. Seus cabelos ao vento representavam o ar, é claro. As pontas de seus cabelos descoloridos representavam seu espírito. E a força tranquila que ela emitia representava a Terra.
A Batalha estava travada, com Laurel de queixo caído e Nora com um sorriso de canto de boca estampando seu rosto. Meu Anjo estava pronto, como sabia que estaria em um momento tão importante para ela. De algo eu tinha certeza, Nora faria dar certo.

Notas finais
Não me matem por ter parado bem aí! Mas gosto de ver vocês aflitos, e aliás quem não curte suspense?!?!?
Contem tipo tudo!!!
Queria me desculpar sobre o lance de links, mas infelizmente vou deixar de postar neste capítulo, não sei se vou colocar no próximo.
Afinal!!! Minha cabeça está cheia! Estou louca para vocês verem o vídeo que estou preparando para a 3ª temp. com a pequenina ajuda de KamilaPaesLeme! E, esqueci de fazê-lo no último capítulo. Adoraria destacar uma das minhas melhores leitoras: Stella, sério! Você tem sido um anjo comigo e fico muito feliz que esteja gostando de tudo e sendo bastante sincera ao final de cada capítulo. Adoro ter você comigo! Até o próximo. ♥