Notas iniciais
Acho que vocês não vão conseguir entender pelo título do capítulo, mas é só perguntar que eu respondo. Enfim, desculpa a demora, é que eu tive de resolver uns problemas já que estou de férias e a escola anda uma loucura.
Espero que curtam e, acho que não usei nenhuma música em especial. Beijo

Despertei com sons de talheres batendo uns aos outros. Eu estava na cama de Patch de lençóis maravilhosos, sem Patch. Levantei-me de sua maravilhosa cama enquanto enrolava meu corpo em um dos dois lençóis finos e delicados, de seda negra. Segui a passos leves até o batente da porta da cozinha com pisos e azulejos brancos. Um balcão negro nos separava, pois estava no centro da cozinha com eletrodomésticos brancos e móveis negros com hastes douradas. Posso concordar com qualquer um que este anjo caído é completamente louco por tons negros. Patch estava de costas para mim de forma que eu tinha uma visão plena de seu traseiro e as panturrilhas bem delineadas acompanhas por coxas redondas e firmes ao toque, enquanto lavava alguns talheres os colocando no escorredor na pia. Sorri com aquela imagem e sei que adoraria ver isto em algumas das minhas manhãs corriqueiras. Segui com passos delicados até as costas de Patch, que não me notou. Uma tolha negra pendia em sua cintura, deixando-o ainda mais sexy do que já era. Gotículas de água escorriam por suas costas bronzeadas como se tivesse acabado de sair de um banho. Seu cabelo ainda estava úmido e as pontas escuras do mesmo pendiam em gotas minúsculas. Toquei meu lábio em uma das gotas de suas costas e suguei, sorrindo logo após o ato e apoiando minha testa em suas costas úmidas.
— Não pode chegar assim de supetão anjo. – Disse Patch, quase cético.
— Bom dia. – Consegui sussurrar. Patch virou seu torso e ficou de frente para mim. Abracei sua cintura e beijei seu peito nu. Patch depositou um beijo quente e úmido em minha testa.
— Bom dia anjo. – Disse por fim enquanto me olhava nos olhos. Eu sabia no que ele estava pensando. Nossa noite foi a melhor da minha vida. Será que tinha sido para ele? Será que havia sido assim tão perfeita para ele? As provas reacenderam meu sentimento. Eu o amo, mais do que nunca. Mais do que qualquer outra pessoa e sei que faria qualquer coisa para vê-lo bem.
Me sentei em uma das altas banquetas que ficava de frente para o balcão negro. Peguei uma mínima colher e comecei a comer meu pudim com gosto. Patch ficou atrás de mim, com as mãos em meus ombros.
— Está com um cheiro bom e está irresistível enrolada neste lençol. – Sussurrou Patch enquanto passava a ponta gélida de seu nariz pela curva de meu pescoço e meu ombro fazendo com que arrepios de desejo percorressem cada ponto inerte de meu corpo. Dei uma leve risada enquanto terminava de comer o pequeno pudim que ali continha. Patch se sentou ao meu lado enquanto comia algumas frutas junto a mim.
— É tão bom ter você aqui, anjo. – Começou. – Bom te sentir de novo. Sentir seu cheiro. Olhar para você. Eu via seu fantasma em tudo. Eu tentava fugir daquela imagem fantasmagórica, mas... eu não queria realmente fugir... o que eu realmente queria era ter você de volta. Fico feliz que esteja bem... não sei o que seria de mim se algo tivesse acontecido e...
— Shhh. – Cochichei. — Eu estou aqui não estou? – Ele respondeu com um aceno de cabeça em positivo. – Senti saudades. – Disse por fim. – Saudades demais. E, agora tenho algo mais a enfrentar. – Patch levantou seus olhos negros em minha direção, questionando-me. – Laurel. – Sussurrei enquanto encarava seus olhos.
— Vai dar tudo certo. – Aconselhou-me, enquanto tomava uma de minhas mãos nas suas e passava a mesma pela ponta de seu nariz e depois por seus lábios. – Vá pegá-la tigresa. – Não consegui me conter e soltei uma gargalhada diante das palavras de Patch enquanto balançava os ombros com a força do riso. Ele sabia como me divertir e o que dizer no momento certo e mais do que isso, ele sabia parar de falar no momento certo.
— Vamos nos trocar. Está quase na hora de irmos. – Disse Patch enquanto me puxava pela mão em direção ao quarto. Eu sabia o que viria a seguir: queixos caídos com olhares carregados por apenas uma pergunta: Como?

Nos trocamos e chegamos ao estacionamento da Morada, como era é bom estar de volta. Respirando o mesmo ar que todos. Estar com todos de volta. Os pelos de meu corpo levantavam-se em ansiedade pura. Chegamos ao Campus de mãos dadas, sem nada a dizer e a primeira pessoa que vi foi Aphrodite, com o uniforme habitual. Ela chegou rápido à nossa frente com um sorriso em seus lábios.
— Oi! Oh, Deusa! Deu certo mesmo. – Começou. – Gostou do que aprontamos? – Indagou arduamente. Respondi com um aceno de cabeça em vai-e-vem. – Como é estar finalmente de volta? – Indagou novamente.
— Revigorante. Completamente revigorante. – Consegui responder.
— Estão te esperando. – Disse ela diminuindo o sorriso e dirigindo um olhar desesperado para Patch. Encarei Patch e o mesmo não teve nenhuma reação que o entregasse.
Algo estava acontecendo. As batidas de meu coração me diziam isso. Paz? Eu não estava sentindo mais isto e a partir de então tudo aconteceu rápido demais, mas em câmera lenta. Stevie surgiu dos arbustos correndo em minha direção, enquanto suas madeixas curtas batiam contra seus ombros. Soltei minha mão da de Patch e corri com passos largos em sua direção. Eu estava com um par de chinelos de Patch enquanto o mesmo carregava meu par de peep toes. Stevie se chocou contra meu corpo em uma força absurda. Congelamos no abraço. Seus braços apertavam fortemente minha cintura e a mesma soltava lampejos unidos a soluços. Um choro muito desesperado para ser de felicidade. Ela não se controlava mais e seus berros poderiam ser ouvidos a uma distância muito longa. Eu apertava suas costas com meus dedos. Por cima do ombro de Stevie vi Cam surgir com o maxilar travado, em sinal de raiva. Shaunee vinha logo atrás com um roupão vermelho em seu corpo. Seus olhos e seu rosto inchados. Muito inchados. Stevie continuou em meus braços, chorando e molhando meu ombro. Stevie chorava em desespero, mas desespero do que exatamente?
— Você está bem! – Conseguiu dizer entre soluços. – Está viva. Voltou para nós. – Terminou Stevie.
— Estou irmã. Estou melhor do que nunca. – Respondi por fim, apertando mais nosso abraço repleto de saudades.
Stevie se soltou de mim dando alguns passos involuntários para trás, com lágrimas ainda pendendo de seus olhos azuis.
Cam me abraçou arduamente e me ergueu em seus braços. Depositou um leve beijo em uma das minhas bochechas. Senti seu hálito quente roçar minha pele e retribui o abraço.
— Deu tudo certo então. – Disse Cam colocando-me no chão como se eu pesasse o mesmo que uma pena com um sorriso no rosto. Dei um sorriso como resposta. Shaunee me olhou estupefata. Com as feições e os movimentos congelados.
— Você voltou mesmo! – Conseguiu exclamar em um sussurro. – Caceta! Pensei que todos estivessem tirando uma com a minha cara. Principalmente porque a cachorra dos infernos estava envolvida.
Sorri para ela. – Te explico depois essa história toda de Aphrodite querer ser uma amiga nossa. – Terminei com uma piscadela enquanto ia abrindo meus braços, convidativa. Shaunee sem pestanejar veio em minha direção e jogou seus braços em minha cintura. Nos abraçamos por pouco tempo. Ela se soltou e apoiou suas mãos em meus ombros. As lágrimas jorraram mais depressa como se eu a lembrasse de algo. Como se minha chegada lembrasse alguém. Eu sentia sua alma, e podia sentir que algo muito horrível tinha acontecido tanto com ela quanto com Stevie. Havia algo errado e ninguém tratava de me contar sobre o que estava acontecendo. Meu metabolismo trabalhou rápido demais, pensando em uma saída mais concreta.
— O que está acontecendo aqui? – Consegui perguntar por fim. Consegui ouvir os soluços de Stevie e me virei na direção dos mesmos. Ela estava nos braços de Cam que afagava seus cabelos curtos e louros. – O que está havendo? – Perguntei entredentes. – Cadê o Damien? – Consegui indagar por fim. – Onde está Damien? – Perguntei olhando para os olhos inchados de Shaunee.
Vee... Onde estava Vee? Cadê meu ‘baby’ de sempre? Onde está minha melhor amiga? Onde está minha menina depravada? Eu preciso de seu abraço agora. Algo muito grave aconteceu. Algo muito grave... Algo muito grave ocorreu à Vee, por isso as lágrimas de Shaunee e, de Stevie – amiga dela também. Patch não sabia de nada porque estava comigo e, por isso o olhar desesperado de Aphrodite.
— O gay nerd saiu... – Começou a voz de Aphrodite. – Ele saiu para... – Parou por fim.
— Vee... – Sussurrei. — O que fizeram com ela? O que fizeram com Vee? – Ninguém me respondia. E isto me deixava ainda mais nervosa. – Patch. – Virei meu rosto abruptamente em direção ao seu. – Você sabe? – Indaguei com lágrimas de desespero rolando por minhas bochechas inconscientemente. Patch não teve tempo de tomar qualquer atitude, pois uma voz chegou mais rapidamente em meus tímpanos.
— Não. Ninguém fez nada para que Vee sumisse. Vee desapareceu Redbird. – Virei meu corpo em direção àquela voz. Damien estava atrás de seu corpo, imóvel. Era Scottie. O famoso Scottie o Mijão. Só poderia ser ele. Ele sempre fora o único que me chamava por meu sobrenome o que me tirava do sério. Seus cabelos negros cobriam-lhe parte da testa deixando à mostra parte de seus olhos escuros. Sua pele clara contrastava com tudo, e ele era bastante alto. Suas feições não haviam mudado muito e ele era um nefilim, como Cam havia me dito alguns dias atrás. O nefilim que provavelmente estava atrás da nefilim-puro-sangue – eu – por pedido de Mão Negra. Ótimo.
— Vee... Vee... O que? – Indaguei para mim mesma. – Como? Quando? – Ninguém respondeu novamente. – Respondam! – Berrei fortemente.
— Esta tarde. Ela sumiu esta tarde. – Respondeu-me Cam. – Estamos atrás dela e já temos uma ideia de quem pode ter feito uma coisa dessas Nora. Nós iremos atrás de Vee.
— Eu ainda a sinto. Ela não está longe. E está viva Redbird. – Disse Scott. Mas... como? Como Scott poderia saber de algo assim? Os qualificadores só sabem isto quando tem uma relação muito forte para com o outro... Scott e Vee...
— Como diz isto com tanta certeza? – Indaguei por fim de um modo ríspido o qual não consegui controlar.
— Temos uma ligação. Assim como você com Cam e também com Patch, somos ligados de alguma forma. Ainda não entendi como, mas nós somos fortemente ligados Redbird... – Ele hesitou por alguns instantes e pude perceber um sorriso escapando de seus lábios. – É bom te ver de volta. – Como ele poderia dizer algo assim em meio ao turbilhão em que tudo se encontrava? Dirigi meu olhar a Patch que não tirava seu par de olhos negros do corpo de Scott. Ele não gostava nada de ter um nefilim ali e ainda mais um nefilim que já fora um amigo meu. Um amigo com segundas intensões.
Damien saiu de trás de seu corpo correndo em minha direção para logo depois me tomar em seus braços.
— Nós a traremos de volta Nora. Prometo para você. – Jurou Damien com a voz embargada. Logo depois jogou uma de suas mãos sobre meu ombro enquanto a outra afagava minhas madeixas. Lágrimas brotavam de meus olhos. Paz, cadê a paz que eu estou procurando há tanto tempo? Onde está Vee? Quem pode ter feito algo deste tipo?
— Ela foi... sequestrada? – Perguntei por fim, tentando entender. Damien se soltou do abraço e me olhou profundamente nos olhos. Seus cabelos negros estavam um pouco mais compridos, quase cobrindo-lhe os olhos. Sua cabeça foi para frente e para trás, confirmando a minha pergunta.
— Ela estava aqui conosco ontem e... sumiu esta tarde. Repentinamente. – Disse entredentes.
Me virei para Patch olhando em seus olhos com tristeza. Ele não sabia, pois se soubesse teria me contado. Tenho certeza disto. Fui com pressa a sua direção procurando abrigo e joguei meus braços em torno de sua cintura. Meu rosto contra seu peitoral alto. Chorando e soluçando. De desespero; saudades; dor.
— Quem Patch? Quem pode ter feito isso? – Perguntei em voz alta. Talvez tenha sido uma pergunta retórica. Daquelas que perguntamos para nossos devaneios, mas Patch respondeu. E respondeu com dor acumulada de raiva na voz embargada e sexy as seguintes palavras: — Mão Negra. Só pode ter sido ele anjo.

Estávamos no meu quarto habitual. Disseram-me que as minhas coisas que haviam sido retiradas por alguém, retornaram por pedido de Stevie, Vee e Shaunee e, agora elas estão aqui como se nada houvesse mudado.
— Só pode ter sido ele. Stevie disse que Vee escutava conversas minhas com Patch... Ela deve ter descoberto que você estava viva e sabia quem era a nefilim-puro-sangue mais poderosa que o próprio líder dos mestiços. Ele a sequestrou por resposta Nora. Mas, ele não pode ter ouvido isso sozinho. Alguém leu a mente de Vee ou também soube que ela escutava as conversas e contou para Mão Negra. – Informou-me Cam com uma calma que eu gostaria de ter. Todos os olhares do cômodo se voltaram para Scott que nos olhava intrigado.
— O que? Eu? – Disse ele estupefato. – Poupem-me! Se eu quisesse ter entregado sobre Redbird, teria dito que ela voltaria logo e eles a pegariam e não Vee! Pense um pouco, pessoal! Usem a mente que ganharam de seus supostos pais. – Disse em um tom ríspido.
— Ele tem razão. – Disse com um pouco de hesitação. – Agora preciso focar em outra coisa. Preciso voltar para as aulas. Mostrar para Laurel que estou de volta. – Disse entredentes.
— Vista-se e desça para irmos para a aula. O mundo não te espera. – Disse Aphrodite. – Vamos horda de nerds. Vamos deixa-la em paz.
-Olha só! A suja falando dos maus lavados! Não é mesmo maldita dos infernos? – Esbravejou Shaunee enquanto se levantava com hesitação.
Todos os outros se levantaram com um pouco de perturbação com exceção de Patch que ficou sem pestanejar me olhando profundamente nos olhos. Cam foi o último a sair e antes de fechar a porta atrás de si soltou-me um de seus sorrisos mais afetuosos.
— Ele me testa. – Disse Patch voltando seu olhar para mim. – Ele pensa que não tenho coragem de fazer algo contra ele. Agora se eu o machucar não irei te atingir mesmo. Posso quebrar seu maxilar e tudo mais que ele tocar em você. – Continuou com os dentes rangidos.
— Ele só está sendo legal Patch. Tente enxergar. – Disse na defensiva. – Vou me trocar e você vai esperar aqui.
— Não precisa de ajuda? – Perguntou malicioso. Nossa mãe, mas que convite é este? Soltei um sorriso sem graça abrindo meu closet e pegando a primeira peça de uniforme que vi pela frente. Entrei no banheiro e tirei meu vestido preto e os chinelos de Patch. Coloquei a camisa branca com as mangas suspensas até os cotovelos; uma saia cintura alta solta; par de sapatilhas. Saí do banheiro e coloquei o vestido sobre a cama.
— Tenho uma pergunta. – Disse Patch rapidamente. Fiz um sinal com a cabeça para continuar. – Suas marcas? Elas se alteraram?
Oh. Minhas marcas, eu não havia sentido ou ao menos pensado nelas desde que vi Patch novamente.
— No dia que enfrentei os nefilins elas chegaram aos ombros. Mas, não senti mais nada depois.
Patch chegou por trás de mim e com uma delicadeza impressionante puxou minha saia para baixo até os quadris e subiu minha blusa. Pude sentir um lampejo inquieto do corpo de Patch. Fiquei inquieta me remexendo, querendo saber o que ele tinha visto de tão impressionante. Ok, meus ombros estavam com marcas novas e eu tinha seis pontos e não somente cinco como antigamente. Patch veio para a minha frente e tocou minha barriga para levantar a blusa.
— Olhe anjo. – Anunciou repentinamente. Olhei para onde sua mão estava e não teve como não ficar impressionada com o que vi. Havia marcas de rendas turquesa com pequenas flores vermelhas saindo de suas órbitas. Uau. Eram lindas, extremamente lindas e eu sou uma novata superpoderosa, pois isso não aconteceu com nenhuma outra caloura até minha chegada. O que prova que a Deusa está comigo, me protegendo. Senti os dedos de Patch percorrendo os traços da minha tatuagem, deixando um traço de calor provocado apenas pela ponta de seu dedo. Seus dedos começaram a subir, maliciosos procurando segundas intenções. Foi complicado, mas tirei sua mão com pressa.
— Vamos logo Patch. – Sussurrei olhando-o nos olhos. Patch com um sorriso sapeca nos lábios fez um meneio com a cabeça. Arrumei minhas roupas e pegamos nossas coisas para a aula. Era agora, agora Laurel veria parte da verdade.

- Eu entro primeiro. Depois você bate na porta e entra ok? – Comandou ele. Apenas confirmei com a cabeça, nada do que eu dissesse mudaria aquilo mesmo. Patch sempre fora autoritário.
Ele entrou na sala causando um silêncio repentino. Esperei alguns segundos e os murmúrios de alunos contra algum professor se manifestaram. Ninguém sentiu minha presença ali. Me aproximei da porta e dei alguns toques com o indicador curvado.
— Entre. – Gritou a voz ríspida de Laurel parecendo estressada. Abri a porta e a empurrei até a cantoneira. Levantei o queixo e adentrei a sala de aula. Todos estavam boquiabertos, alguns cochichavam entre si. Patch e os outros estavam apenas com admiração pendendo em seus olhos. Stevie havia de algum modo limpado toda a tristeza da face; Ainda podia enxergar um pouco de hesitação nos olhos de Cameron e Scott; Shaunee não estava mais com o roupão; Damien estava com o sorriso fofo de sempre, e eu adoraria ver a cara de Aphrodite neste momento, mas felizmente ou infelizmente ela está um ano à nossa frente. Laurel arrastou a cadeira para trás de si e seu queixo estava caído me olhando com profunda curiosidade.
— Nora. – Começou ela. – V-Você... – Gaguejou tentando parecer surpresa, por eu estar viva e não morta como todos pensavam. E provavelmente estava surpresa, por eu ter escapado da nova linhagem de qualificadores criados por ela. Escapei das Trevas – parcialmente.
— Sim Laurel. – Me aproximei de seu corpo inerte e sussurrei para que somente ela pudesse escutar: — Eu morri, mas voltei. Incrível não é? – Laurel estava deslumbrante como sempre. Seus olhos verdes musgos continuavam amigáveis; sua pele clara com algumas sardas no rosto; seu cabelo ruivo havia passado dos ombros devido ao tempo; uma saia longa cobria-lhe as pernas.
Me afastei de Laurel indo em direção ao meu local habitual e sentei ao lado de Patch. Scott estava sentado ao lado de uma cadeira vazia, a de Vee provavelmente. Vee. Minha melhor amiga agora desaparecida. Me senti fraquejar, mas continuei com o queixo erguido tentando parecer forte ao menos aos olhos de Laurel.
Nenhuma expressão foi legível no rosto de Laurel. Ela sabia que eu conhecia um de seus maiores segredos e ela teria que temer. Por isso não fez um interrogatório infindável e também não teve uma reação amigável. Muitos ainda me olhavam, mas muitos também sabiam que no mundo de nossa Deusa Nyx tudo é possível. Aqui está a prova viva para tal: Nora Redbird.

Notas finais
Ficou um pouco comprido não é? Desculpem!
Curtiram? Espero que sim e me contem tipo TUUUDOOO, ok? Beijos meus amores s2