Notas iniciais
Vou tentar postar assim. Um dia sim, um dia não. Tem leitoras minhas que não comentaram no capítulo anterior. Cadê vocês? Viih Salvatore, Siquinha, Stella e KamilaPaes Leme? Saudades de suas palavras.
Boa leitura s2

Era tão bom ter tudo de novo. Ouvir o pessoal tagarelando no refeitório ou o som de pratos batendo uns aos outros. Estávamos no refeitório, fazendo nossa refeição habitual. O braço de Patch se apoiava nos meus ombros, inclinado sobre meu corpo enquanto eu comia arduamente. Cam estava ao lado de Stevie. Ok! Estava rolando um clima aqui. Primeiro: Eu chego e ela está nos braços de Cameron e agora isto? Cameron é realmente rápido demais! Eu precisava conversar com Stevie o mais rápido possível. Então Patch deveria estar animado, pois Cam supostamente desistira de mim. Stevie se deu muito bem.

— Eu fiquei sabendo! – Fomos interrompidos por uma voz ronronante.

— Ainda não me acostumei com ela. – Disse Stevie com os olhos semicerrados.

— Não tem que se acostumar mesmo Senhora Caipira Teen! – Disse Aphrodite.

— Maldita dos infernos. – Começou Stevie entre os dentes. Cam não se importava, então não dirigia olhares raivosos à Aphrodite ou a Stevie, continuando a comer despreocupadamente.

— Enfim Nora. Como a conversa estava reta e não dirigida à roça, podemos continuar.

— Pare de falar assim com ela! – Despejei. – Se acha que vai andar conosco terá que aceitar todos aqui Aphrodite. E você também Stevie. – Disse dirigindo meu olhar para minha irmã que estava com a cabeça baixa. Ligadíssima à comida. – Terá de aceitar ela. – Terminei.

— Enfim. – Continuou Aphrodite sentando-se ao meu lado esquerdo oposto ao de Patch. – Fiquei sabendo que Laurel ficou babando feito uma louca! Imagino a raiva que ela deve ter sentido! Nossa, eu daria tudo para estar naquela sala. Bem longe de gente como ela. – Disse a mesma apontando para Stevie. – Mas, mesmo assim, gostaria de estar. – Terminou e passou a comer a refeição a sua frente.

— Não sei se notaram. – Começou Damien de uma das pontas da mesa. – Mas, ninguém veio ao menos perguntar sobre Vee. Nem a nossa suposta Grande Sacerdotisa e nenhum professor. Isso não é esquisito? – Indagou surpreso.

— Olha só o gay fez uma observação e tanto, não acham? – Disse Aphrodite. Seria complicadíssimo de tentar colocar ordem naquele local. Aphrodite poderia ter melhorado por ter sido despejada por suas amigas antigas, mas eu a aceitei, a aceitei por ela ter me oferecido alguma ajuda, mas ela continuava a mesma cadela de sempre. Ela foi a novata poderosa que me tirou dos túneis. Eu fui um teste, mas um teste que deu muito certo por final. Damien – como sempre – não se ofendeu com a suposta ofensa de Aphrodite dirigida a ele.

— É, fiz sim. Você que é cega o suficiente para não ter notado isso.

— Acho que a palavra correta seria surda ou algo do tipo Damien. – Sussurrou Shaunee. Sorri com tudo aquilo. Era uma discussão entre pessoas que supostamente se gostavam e eu senti tantas saudades disso. Examinei cada um da mesa. Cam ao lado de Stevie enquanto a mesma não tirava os olhos de seu prato. Scott ao lado e um espaço vazio. O espaço de minha melhor amiga. Ah Deusa! Que não tenha ocorrido nada com ela por minha culpa, que esteja tudo bem e que consigamos trazer ela de volta! Ao meu lado Patch e depois Aphrodite. A maldita do inferno que ninguém gostava, mas que eu aceitei muito bem dentre nosso grupo. Ou seja, todos teriam de aceita-la gostando ou não, afinal ela me ajudou, por mais incrível que isso tudo possa parecer.

— É mesmo. O garoto tem razão Cameron. Não ouviu? – Indagou Patch.

— Ouvi sim, mas estava esperando a discussão patética terminar. – Disse ele. Eu sorri com seu modo grosseiro de ser. – Enfim, o garoto tem razão mesmo. Alguém mexeu com a mente dos professores e responsáveis da escola... Alguém telepata. E só há um telepata nesta escola...

-... Laurel. – Interferiu Aphrodite em um sussurro. – A cretina está usando seus poderes para que ninguém repare no sumiço da gorducha. – Que apelido ridículo! Pensei comigo mesma.

— Vee não é gorda, só é mais desenvolvida que você anoréxica! – Esbravejou Scott.

— Olá Sr. Trevas, ninguém te convidou a participar das conversas!

— Calados! Eu não consigo pensar deste jeito. – Esbravejei por fim. – Eu senti saudades de tudo, mas acho que já foi o suficiente para matar. Ok? – Disse por fim. — Todos vocês tem razão. Ninguém falou nada sobre o provável desaparecimento de Vee, nem mesmo Laurel. Ok, ela pode ter usado algo contra os professores e responsáveis, mas e nós? Porque não usou contra nós?

— Fazemos parte do círculo. Patch, Cameron, Scott, Aphrodite e você não podem ter mentes lidas. Esqueceram-se? – Disse Shaunee.

— Exato! Somos do círculo e de algum modo não conseguem mexer em nossas mentes. – Pensou Damien.

— São os elementos, toupeira. – Sussurrou Aphrodite.

— Que seja! Continuando... E vocês não podem ser lidos. Ela sente algo interrompendo, pode até ter jogado algo sobre vocês, mas não tem certeza se funcionou ou não. Está explicado agora. – Disse Damien com um sorriso no rosto arredondado que obtinha.

— A parte de dopar mentes está explicada. – Disse Scott repentinamente. – Mas, algo não se encaixa aí. Falta uma peça neste quebra-cabeça todo.

— Vee foi sequestrada. Todos supõe que foi Mão Negra, certo? – Disse Stevie rapidamente. Todos respondemos com um aceno de cabeça.

— Só pode ter sido ele Stevie. – Disse Patch com uma certeza absoluta. – Nenhuma outra pessoa sequestraria Vee, pois eles não teriam motivos. Os motivos deles nos levam a Nora. Eles querem chegar até Nora, mas não fizeram isso sem ajuda de alguém aqui de dentro. Concorda Scott?

— Plenamente. Mas, como já havia dito não tenho nada haver com tudo isso. – Respondeu com um sorriso debochado no rosto. A cara do Scottie o Mijão de antigamente.

— Laurel está com Mão Negra. – Sussurrou Stevie. – Só pode ser isso. Essa é a única explicação. Mas, se ela está do lado de alguém muito do mal como esse tal de Mão Negra...

— Ela abandonou Nyx? – Pensou Aphrodite. Neste ponto da conversa já estávamos todos sussurrando. Minha mente quase entraria em combustão se eu continuasse pensando deste jeito. As peças estão se unindo rápido demais. Uma coisa se ligando a outra rápido demais. Realmente havia algo ali e eu supostamente estava assustada em descobrir rápido demais.

— Mão Negra pode ter entrado na mente de Laurel. Ele tem poderes suficientes para que prevaleçam por tempo indeterminado. Poderes usados de mau jeito, mas tem estes poderes. Ele pode ter sequestrado Vee e depois colocado na mente de Laurel para que todos se esquecessem, ou não notassem sua falta. – Pensou Cameron.

— A ideia de Cameron também faz sentido. Tudo bem que Laurel poderia muito bem ter abandonado Nyx de alguma forma, mas acho que se isso tivesse ocorrido Laurel já não estaria mais nesta Morada. Não com Deusa no comando.

— É, mas ainda continuo com a ideia inicial. Duas opções então: Laurel está ao lado de Mão Negra ou o próprio usou poderes para afetar a mente da cretina. Com o tempo nós vamos descobrir a verdade. Tenho certeza disso. – Interveio Aphrodite enquanto tomava um refrigerante cola diet em um canudinho, fazendo soar um barulho irritante. Ignorei.

— Eu e Scott vamos sair agora. Para ver se encontramos onde Vee está. – Disse Cam, enquanto me olhava profundamente.

— Tudo bem então. Avisem se encontrarem algo. – Disse relembrando-me do fato de que minha melhor amiga de infância está sequestrada. Aquilo era horrível. E, tudo por minha causa.

— Patch fique aqui. Qualquer coisa eu falo com Rixon para nos acompanhar. Mas, você tem que ficar com o resto das garotas, caso aconteça algo. – Disse Scott.

— Não atendo ordens de mestiços, Scott. É bom ficar sabendo disto. Se vou ficar, vai ser por conta própria e não porque você está mandando. – Disse Patch entredentes.

— Pelo menos vai ficar. – Disse Scott enquanto se levantava abruptamente.

Cam encostou seus lábios na testa de Stevie que fechou os olhos com o beijo suave e levantou-se saindo porta afora daquele refeitório. “Que dê tudo certo, Deusa” sussurrei para mim mesma.

“Nora Redbird, favor comparecer à diretoria o mais breve possível.” Soou repentinamente a voz de Laurel em uma daquelas caixas suspensas no refeitório.

— O que ela quer agora? – Exclamou Aphrodite.

— Se fosse do seu interesse teriam dito seu nome. – Shaunee logo respondeu.

“Patch? O que faço?” Perguntei em seus pensamentos. “Vá anjo. Estarei por perto.” Sussurrou de volta.

— Vou lá. Não deve ser nada demais mesmo. – Menti para as pessoas sentadas em volta da mesa. Me levantei e sai do refeitório. Eu sentia os olhos de Patch sobre mim. O medo estava em minhas veias. Será que Laurel me obrigaria a retornar aos túneis? Será que ela me sequestraria me obrigando a voltar? Será que ela me xingaria? Ou algo do tipo.

Atravessei o corredor e avistei a porta dupla de vidro onde ficava a suposta diretoria. Dei dois toques na porta e abri, entrando.

— Sim Laurel? – Indaguei enquanto olhava sua figura entretida em vários papéis e montanhas de livros. Laurel levantou os olhos analisando-me. Será que ela diria algo sobre eu ter voltado? Será que ela teria tamanha cara-de-pau?

— Nossa Deusa realmente faz milagres, não é querida? – Perguntou em seu tom de voz mais doce. Então ela pensava que eu não sabia sobre ser ela quem mandava nos túneis. Ou provavelmente queria que eu pensasse assim.

— Realmente Laurel. – Disse enquanto sorria e me sentava. Eu iria entrar no seu jogo, vamos ver quem ganha.

— Te chamei para lhe perguntar se você – desde que chegou é claro – vem sentindo algo diferente nos arredores da Morada? Escutado algo diferente? – Indagou.

— Não, não venho sentindo nada demais. – Respondi sinceramente.

— Mas eu venho sentindo algo de muito ruim prevalecendo por esta escola. Nenhuma outra Morada do Mundo está com esta névoa negra em volta, entende? Estou preocupada e ontem tivemos uma reunião no Conselho Supremo e eles concordaram com minha ideia inicial. – Disse ela com suas mãos unidas como se estivesse preparando-se para rezar.

— Qual a ideia? – E porque você me chamou aqui? Foi a minha vontade de perguntar.

— Nós iremos montar uma jaula. Sei que parece besteira a princípio, mas a ideia surgiu como uma luz, entende? Sei que a Deusa concorda comigo também. Iremos montar uma jaula para capturar qualquer que seja o mal instalado nesta Morada e é aí que você entra Querida.

— Eu? – Perguntei incrédula.

— Sim. Você; Você é a única que pode montar a jaula conosco. Nós precisaremos dos cinco elementos e não só dos poderes que eu e o restante dos professores obtemos. Precisamos de você Nora Passarinha. – Terminou Laurel com o apelido que Vovó Redbird me dera. – Você não precisa decidir agora. Pode ir pensar e quando estiver realmente pronta para me responder, você me dê sua resposta. – Disse de um modo doce apoiada contra a mesa e olhando-me profundamente nos olhos. Apenas concordei com a cabeça, me levantei e sai daquela sala.

Notícias demais. Tarefas demais. Tristeza e surpresas demais. O que mais poderia acontecer agora?

Notas finais
Eaí? Vocês gostaram? Comentem, me contando tudo! Aguardo ansiosamente, tá? E ah! Não houve nenhuma música de inspiração! Beijinhos e até depois de amanhã. s2