Transformações e Responsabilidades
4 Capítulo 4 - O que diabos está acontecendo ?
Narrador:
Peter dormia no banco do metrô, sua bolsa e seu skate estavam em cima de seu corpo estirado.Ele estava com um pouco de tontura, simplesmente esqueceu da possibilidade de alguém roubar seus pertences.
Já eram oito horas da noite, tia May já devia estar preocupada, pois seu sobrinho disse que só iria passar na casa de um amigo.
Ao lado de Peter havia uma roda de cinco pessoas: três homens mal encarados que usavam jaquetas de motoqueiro e mais duas mulheres. Os cinco portavam uma garrafa de cerveja em suas mãos.
Um dos homens, um gordo e careca, com uma grande tatuagem tribal em seu braço esquerdo, se aproximou de Peter e o observou dormindo. Um sorriso sacana se formou na boca do homem, que se agachou e ficou encarando Peter dormir.
O homem colocou sua garrafa de cerveja sobre a testa do garoto, a soltou e ela ficou equilibrada. As outras pessoas acharam engraçada a brincadeira, estavam todos bêbados.
Uma gota percorreu a superfície úmida e gelada da garrafa, até chegar na testa de Peter. Quando isso aconteceu, ele despertou e em um piscar de olhos estava pendurado no teto, com as mãos e os pés grudados.
As cinco pessoas o encaravam impressionadas.
Peter se soltou e caiu de costas no chão.
–Você molhou minha roupa toda !-uma moça morena disse furiosa. Quando Peter se jogou para o teto, a garrafa que estava em sua testa voou jogando bebida por todos os lados.
O rapaz se levantou e colocou a mão no ombro da mulher, que o olhou assustada.
–Me de-desculpa. -Peter disse um pouco nervoso.-Não sei o que deu em mim!
Um homem alto e loiro, surgiu de trás da mulher e empurrou os ombros do garoto.
–Tira a mão da minha mulher! — O mal encarado disse furioso.
Peter até tentou tirar a mão do ombro dela, mas era como se tivesse super bonder em sua mão, ela não desgrudava de jeito nenhum.
–Tira agora !-o homem o empurrou com muito mais violência dessa vez.
Peter ficou aliviado quando conseguiu soltar a mão do ombro da morena, mas seu alivio desapareceu totalmente quando se deparou com ela de sutiã, cobrindo os seios com os braços, envergonhada. Ele logo entendeu quando olhou sua mão, a blusa dela estava colada em seus dedos.
O homem loiro o olhou com um olhar furioso, Peter chacoalhou a mão e a peça de roupa se soltou, caindo no chão.
O garoto ignorou o que estava acontecendo e observou atentamente a ponta dos dedos de sua mão, porém não viu nada de anormal.
Ele rapidamente acordou de um transe quando se deparou com o grande homem loiro vindo rapidamente em sua direção, e levantando o braço como se estivesse se posicionando para um soco.
Peter tem um reflexo não humano, então abaixa a cabeça fazendo com que o homem loiro erre o soco e perca o equilíbrio, caindo.
A queda foi feia. Como ele era muito grande e alto, fez um grande barulho e ele ficou alí mesmo, no chão.
Os outros dois homens olharam para Peter furiosos. Um dos homens pegou o skate de Peter, que estava em cima do banco. O levantou com os dois braços, dando a impressão de que o jogaria no chão, quebrando-o.
Peter ficou desesperado com essa possibilidade, aquele skate era muito querido, era o seu skate favorito.
–Meu skate não, por favor! — Peter implorava enquanto se aproximava do homem.
O homem pareceu não ouvir, Peter em uma tentativa desesperada para salvar seu skate, da um chute nas partes baixas do homem, que solta o skate, e cai de joelhos no chão, gemendo de dor.
Para a sorte de Peter, o trem chega na estação e abre suas portas. O garoto pega sua mochila e seu skate e corre dalí o mais rápido possível.
Corria rapidamente pelas calçadas, ele estava com medo de ser perseguido por aqueles homens ou até mesmo pela polícia, por causa da confusão no metrô.
Finalmente chegou em casa.
Peter:
Destraquei a porta com minha chave e me deparei com tio Ben e tia May sentados no sofá assistindo.
–Por onde esteve todo esse tempo? Estávamos preocupados.-May me perguntava enquanto se levantava do sofá, ficando de frente pra mim e cruzava os braços.
–Eu tava na casa de um amigo, estudando.-menti.
–Meu Deus Peter, você precisa se comunicar com seus tios, eu liguei pra você um milhão de vezes! Já são nove e meia e você está por aí desde que voltou da escola...-ela falava de mais, fazia tempo que eu não levava uma bronca.
–Desculpa tia May, eu não vou fazer isso de novo.-eu respondi enquanto me dirigia a cozinha.
Tio Ben apenas observava sentado no sofá.
Abri a geladeira e peguei uma tigela com bolo de carne e outra com um hamburguer.
–Da aqui, eu esquento pra você.-sugeriu tia May.
–Não precisa tia May, obrigado.- eu disse fechando a porta da geladeira e segurando os alimentos com a outra.
Tio Ben apareceu do lado dela e os dois se olharam não entendendo o que estava acontecendo.
–Olha desculpa eu ter deixado vocês preocupados, eu perdi a noção da hora mesmo e...-uma mosca voou na minha frente e eu segurei com as pontas dos dedos.-Que isso?
–É uma mosca Peter...-May disse com uma cara de quem não estava entendendo nada.
Soltei a mosca e ela voltou a voar.
–Eu vou subir agora, estou morrendo de fome e de sono. Desculpa de novo e boa noite.-eu disse pegando o bolo de carne e o hambúrguer e subia a escada que dava pro meu quarto.
Ben e May se olharam.
–Ele bebeu? — May perguntou com uma expressão de preocupada.
Depois de fazer minha refeição, tomei um banho e fiz algumas tarefas da escola.
Senti uma cosquinha no meu pescoço e fiquei na frente do espelho, passei a mão sobre o local onde a aranha havia mordido mais cedo e senti algo como se fosse uma linha.
Segui a linha até o seu fim, e encontrei a aranha, dura, com as patas atrofiadas, provavelmente estava morta. A linha era sua teia e ela entrava na cavidade do ferimento provocado pela mordida, eu puxei essa linha e senti uma dor muito forte que durou muito pouco tempo. Eu guardei a aranha em um vidro.
Me joguei na cama e desmaiei, hoje foi um dia cheio.
Gwen:
Eu estava sentada em um banco, mexendo no celular enquanto a minha primeira aula.
Fiquei contente quando vi quem estava entrando pela porta: Peter Parker
É, parece que ele conseguiu chegar em casa vivo ontem.
Acenei para ele de longe e andei até perto dele, ele estava com uma cara de sono, mas retribuiu o sorriso, mas sem mostrar os dentes.
–Oi.-ele disse com seu jeito simpátivo e tímido.
–Oi Peter...Você melhorou?-eu perguntei arqueando minhas sobrancelhas.
–Si-sim, só tinha caído minha pressão, eu fiquei bem rápido.
–Que bom. -eu fiquei um pouco frustrada quando o assunto havia acabado.
–Hey Pete! -disse a ruiva enquanto se aproximava de nós.
–Oi Mary Jane.- Peter disse sorrindo pra ela.
–Oi, prazer eu sou a Gwen.-eu disse e levantei minha mão para que ela apertasse.
–Oi, eu sou a Mary Jane.-ela apertou minha mão e eu sorri.-Você é amiga do Peter ?
Eu fiquei um pouco surpresa com a pergunta dela. Normalmente as pessoas não perguntam essas coisas.
–Sou sim, eu estudo com ele faz muito tempo! — respondi e Peter concordou com a cabeça.
Mary Jane era realmente muito linda, seu cabelo vermelho ondulado acompanhava seus movimentos. Ela era muito carismática e tinha uma voz muito linda.
As meninas da minha escola falam mal dela desde que ela pisou aqui pelo primeiro dia, talvez seja inveja, ouvi histórias dela ser oferecida e já ter dado em cima de vários garotos aqui da escola, até para Peter. Eu sinceramente não acredito que seja verdade, Mary Jane era bem legal, falava pelos cutuvelos e era linda. Eu realmente não acredito que ela tenha algo com Peter, ele já me disse que eles só são vizinhos.
O sinal tocou e todos foram para suas aulas. Eu teria essa aula com a Mary Jane, que era de física, e Peter teria aula de educação física.
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