Notas iniciais
Olá gente, Mais uma vez aqui! espero que gostem do que eu escrevi, vejo vocês lá em baixo!

Passou-se uma semana, e o temido sábado chegou e nervoso era apenas eufemismo se comparado ao estado físico em que eu me apresento atualmente, se você olhar direito é muito capaz de eu estar me transformando em vapor... E o frio na barriga parecia uma estrela fria: Congelada e superpesada.

Normalmente, conhecer os pais do seu namorado ou namorada é uma experiência assustadora... Mas o meu caso é especial! Por que? Porque provavelmente vou ter que enfrentar uma família de transversais submundanos altamente poderosos, e vocês sabem: Primeira impressão é tudo.

Depois que meus pais descobriram do meu encontro com a família do meu namorado, eles intensificaram os treinamentos exponencialmente, o que significa que eu estava detonado.

O pior que eles sequer tremeram quando eu disse que estava namorando um homem, porque, de acordo com eles, casais do mesmo sexo são bem mais comuns no mundo transversal, e dependendo da espécie, podem gerar filhos... O que além de ser bizarro por si só, me deixou numa encrenca ainda maior, porque algumas espécies... digamos “Dominantes” tem a capacidade de engravidar espécies que não podem fazer isso por si só.

Confuso, não? Bem, eu também achei isso, mas obviamente meu azar era que esse tipo de espécie era especificamente proveniente dos submundanos de “Alta Patente” ou seja: A Realeza.

Onde eu me encaixo no meio de toda essa esquisitice biológica? Obviamente, no olho do furacão! Porque aparentemente minha mãe tem quase certeza que a família do Luke é da realeza.... O que para mim, é algo como ser jogado numa cova de leões... com a roupa de carne da Lady gaga... E os felinos sem comer durante três semanas... O que não deixava em nada melhor a minha condição atual.

Ok, nem é preciso dizer que meus pais surtaram e que praticamente me prepararam para uma guerra. Me ensinaram defesa pessoal corpo-a-corpo, alguns feitiços, outro elemento aprendido, comecei meu trabalho de controlar cargas elétricas, Aprendi a invocar minha espada, e obviamente, a usa-la.

[...]

Tinha escolhido roupas na filosofia do simples e objetivo: Camisa azul cobalto com gola polo, calça jeans preta e um tênis preto com detalhes azuis. Estava pronto pra guerra, mas preferia não ter que esperar por ela.

Estava na varanda da casa, sentado num balanço, olhando pro vazio e esperando Luke chegar.

O carro dele se aproxima, e eu fecho meus olhos e encosto minha cabeça na corrente que segura o balanço e deixo minha mente desvanecer em pensamentos, e me acalmo. Sinto ele se sentar ao meu lado e colar ao meu corpo, passando o braço por trás do meu corpo e beijando minha bochecha, algo meio inocente, mas o suficiente para me dar força para encarar o que estaria por vir.

Abri os olhos e olhei para os olhos dele e sorri. Murmurei um “vamos” e nos levantamos. Fomos ao carro dele e ele dirigiu até a casa dele.

[...]

Chegamos a casa dele, adentramos pelo portão, passamos pelo jardim paradisíaco, paramos em frente a porta principal da casa e saímos do carro, ele deu a chave ao manobrista de prontidão na porta.

Passamos pelo Hall, ou sala de estar, depois partimos em direção a sala de jantar, que era igualmente pomposa. Um Lustre belíssimo pendurado sobre a mesa longa. Sobre a mesa, um banquete com praticamente tudo que se pode pensar. Nas cadeiras, Muita gente. Presumi que fossem a família de Luke, e quando eu sussurrei no ouvido dele, questionando isso, ele confirmou.

Na extremidade da mesa estava sentado um homem de meia idade, com alguns fios grisalhos que davam um pouco de charme a sua aparência séria. Olhos pretos, roupa elegante. Aparência igualmente imponente da mulher sentada a direita dele, Olhos castanhos cor-de-avelã, iguais ao do Luke, Estava num vestido branco de seda, elegante. Deslumbrante. Estava usando um par de brincos argola dourados, um pouco discretos, e o cabelo armado num coque grosso com algumas mechas soltas, dando um grau de... digamos “Realeza”. Aliás, todos estavam vestidos impecavelmente bem. Por um momento me senti num restaurante luxuoso em qual eu entrei de penetra, mas eu olhei para o lado e vi Luke com uma roupa simples, Jeans Azul com uma camiseta branca e o cabelo naturalmente espetado.

Caminhamos para os dois únicos espaços disponíveis, lado-a-lado, a esquerda do que eu presumi ser o pai dele. Nos aproximamos das cadeiras, e Luke puxou uma cadeira para que eu sentasse. Tecnicamente falando, aquilo seria considerado cavalheirismo se eu fosse mulher, mas considerei cavalheirismo do mesmo jeito. Todos estavam observando atentamente as nossas ações, então me vigiei constantemente para que eu não cometesse nenhum erro... Sei que errar é humano, mas não tem nenhum humano aqui.

Luke se sentou ao meu lado e o senhor se levantou junto com sua taça em mãos e bateu delicadamente com o garfo nela, produzindo um tintilar que ecoou feito uma explosão nos meus ouvidos – não pude evitar de me encolher – e eu estava com um grande pressentimento que algo iria dar errado.

Algo feito magnetismo fez o meu rosto ser puxado para o lado oposto ao homem, onde estavam os demais presentes, onde estava o lugar que chamou minha atenção. Uma cadeira vazia. Tenho a impressão de o que seja que vai dar errado tem a ver com aquela solitária cadeira.

Minha atenção retornou ao homem que estava iniciando uma pronunciação.

–A todos aqui presentes, quero lhes apesentar John Black, companheiro do meu filho Luke Hunter. – Seu tom de voz grosso carregado de imponência gigantesca me anunciou, todos os olhares se viraram diretamente pra mim, realmente pensei que essa seria a hora que eu ia ser atacado por leões raivosos.

–Bem Vindo a família – Falou, e levantou mais a taça, em sinal de reconhecimento, e todos assim fizeram, incluindo Luke.

Um estrondo vindo da porta me fez estremecer e perder a pouca autoconfiança que eu havia adquirido. Virando a cabeça para a porta da sala de jantar vejo um cara, um pouco semelhante ao Luke. O Detalhe era que ele estava com olhos pretos com a íris amarelada. Quando ele piscou algumas vezes, seus olhos foram substituídos por um par bem parecido com os do pai de Luke, acho que ele estava tentando esconder sua natureza, mas falhou miseravelmente quando pronunciou sua sentença:

–Então essa é a putinha que meu irmão está comendo? Demônio bastardo! Esqueceu que só podemos nos casar entre a mesma espécie para manter nossa pureza?! Espero que tenha comido bastante esse viadinho, porque eu vou arrancar a cabeça dele.

Ótimo! Nada como intriga familiar para animar as coisas. Gay enrustido: Confere. Decidi não fazer barraco, não era tipo essa primeira impressão que eu queria passar.

–Pode até tentar querido, mas não vai conseguir – Murmurei por sob minha respiração. Olhei de lado e vi que Luke também está com dificuldade de controlar a mudança, seus olhos ficavam alternando entre o tom normal e um vermelho carmim, aproximei meus lábios do ouvido dele, e sussurrei:

–Se acalme, você não vai querer realizar a mudança aqui, vai? – Me afastei e dei um sorriso cumplice. Ele me olhou como se um terceiro olho tivesse brotado na minha testa.

Me sentei normalmente na cadeira, ignorando totalmente o irmão dele. Escutei um rugido e um rápido movimento de passos. Balancei a cabeça e estralei a língua em decepção. Ele cruzou os trinta metros da porta até mesa em dois segundos, e tentou me acertar com um soco, e eu sequer precisei olhar para desviar. Simplesmente deslizei um pouco a cabeça para o lado, o braço dele passou a alguns centímetros do meu crânio.

Agarrei o pulso dele em uma fração de centésimo de segundo e girei até que o ponto que ele começou a se curvar de dor. Levantei da cadeira graciosamente e agarrei o outro pulso dele. Forcei o braço que estava segurando anteriormente contra as costas dele, empurrando e forçando até onde a junta permitia, provocando mais dor ainda. Me aproximei dele e disse tranquilamente:

–Não tente me atacar novamente, caso contrário, vou acabar quebrando algo mais importante do que seu ego em pedaços. – E soltei-o.

Virei de costas e encontrei todos a olhar pra mim como se eu tivesse vinte olhos na cara e vinte sete cabeças, pele roxa e escamosa e um rabo. Em resumo: Me olhavam como se eu fosse uma aberração! Como eu disse: Nada melhor do que um drama familiar para aquecer o dia.

–Desculpem-me por isso! –Foi a única coisa que eu disse antes que a discussão começasse a eclodir, e as perguntas voarem para mim.

Notas finais
Obviamente, Eu estava precisando escrever um drama familiar, então descontei aqui. Estou iniciando um projeto em estado Alpha de desenvolvimento, quando entrar em Beta, vou mandar informações sobre esse projeto aqui. Vejo vocês próxima semana!! Song: Whispers In The Dark - Skillet