Notas iniciais
Olá galera! como vão vocês? Finalmente consegui postar direitinho hoje. Estão gostando, só passei pra avisar que essa história está com mais de trezentas visualizações... E é por isso que estou pensando em porta-la para o Wattpad... Mas não se preocupem, vou continuar a história aqui até o final (Mas lá vai ficar atrasada, porque vou continuar com os posts semanais)... Não sei exatamente quantos capítulos serão, mais saibam que está em noventa e cinco páginas no Microsoft Word... Isso etá longo demais, então, vamos ao capítulo! Bom Proveito!

Expliquei os detalhes do sonho, cada animal, e seus olhos que lembravam meus amigos… Uma associação que eu descobri agora. Eles analisavam cada detalhe que eu falava. Depois que eu terminei de falar, um silencio se instalou entre nós, alguns segundos se passaram até que – Para minha surpresa – Quem proferiu uma explicação para sanar meus anseios foi meu pai... Lento e controladamente ele disse:

–Acho que você pode ter clarividência... É um poder de visualização do futuro baseado nas decisões atuais... porém as visões são como sonhos, e tem que ser interpretadas. As vezes surgem em pessoas do reino Energético, mas é muito mais comum entre habitantes do reino Natural. É um poder muito apreciado durante batalhas longas, mas é menos evoluído que seu estágio final, a verdadeira Visão do Futuro, aquela que pode ver claramente o que vai acontecer em um tempo próximo, mas isso, no entanto, é muito raro, e é um poder que só se desenvolveu pouquíssimas vezes na história.

–Ele tem razão – Minha mãe completou – Clarividência é um dom básico, mas raro, que quando refinado se transforma na Visão do Futuro, mas isso só aconteceu raríssimas vezes, e em todas elas foram em feiticeiros muito poderosos. O estranho é que clarividência é um poder que só amadurece depois de anos... Não é nem um pouco comum em se desenvolver em tão pouco tempo – Ela fez uma pausa – Mas voltando ao seu sonho... De acordo com suas descrições, posso dar uma definição aproximada dos reinos de cada um... Por exemplo, Christina é uma Natural, como eu disse antes, Junto com Paul e Katherine. O Namorado de Christina, Raphael, é um ser de energia e os outros três, Ellena, Seth e Jacob, são do Submundo, e tenho quase certeza que os dois irmãos são Licantropos. Mas antes que comesse a se preocupar, pessoas do submundo não são todas maléficas, mas algumas realmente acabam ficando por influência, ou até um certo preconceito que o resto dos reinos tem com para eles... Infelizmente, isso tambem acontece no nosso mundo.

Fiquei pensativo, assimilando tudo o que tinha acontecido até agora. Todas as minhas novas descobertas feitas até agora. Pessoas que me querem morto, ou os amigos que não são tão humanos assim quanto eu imaginei. Mas eu não ligava muito, até porque eu mesmo nem sou tão humano assim como eu imaginei. Pelo que minha mãe disse em uma de suas explicações sobre os acontecimentos recentes: Quem nascesse no mundo Transversal, independentemente de seu reino, já nascia preparado, nasciam e eram ensinados desde criança. Poderes se desenvolviam naturalmente e progressivamente, enquanto nós, Transversais que nasceram no mundo humano, tinham que passar por essas mudanças bruscamente, as vezes nem faziam ideia do que eram.

Pelo menos sempre que um infortunado que perdera os pais ou outra coisa que impedisse que alguém viesse explicar a ele de uma forma mais tranquila, alguém era convocado direto do mundo transversal, para buscar aquela pessoa, conhecidos como Guardiões de Corpos. Aqui no nosso mundo, você só desaparecia misteriosamente, sendo incluído numa lista de desaparecidos.

–Filho – chamou minha mãe – Acho que devemos dar o próximo passo no seu treinamento, Vamos te ensinar a lutar, se defender, a usar amuletos, runas, artefatos. – Ela falou com alegria. – Defesa pessoal, entre outras coisas – Meu pai completou.

–Todos os dias depois da escoa – ela Adicionou.

–Tudo bem... acho que eu posso me virar, mas se eu tiver alguma coisa para fazer depois da aula? Por exemplo... caso eu tenha que fazer um trabalho depois da escola?

–Acho que podemos pular um dia ou outro, mas que isso não vire rotina, por favor.

Acenei coma cabeça e ponderei o que eu faria agora. Não consegui evitar o comentário

–Vamos aprender Mágica!

[...]

Já se tinha passado alguns dias e eu já tinha sido liberado do hospital. Eu realmente fiz amizades com algumas enfermeiras e um ou outro médico, meu favorito era Dr. Fernandes... ele era amigável, sereno e muito paciente. Ele me deu alta.

Estava sentado em baixo de uma arvore grande no campus da escola... era espaçoso e silencioso. A maioria dos alunos usavam para estudar ou ler algum livro. O que era o meu caso. Mais especificamente falando: O segundo livro da saga Acampamento Shadow Falls, Desperta ao Amanhecer, livros realmente apaixonantes.

Não tendo mais tempo para ler porque o sinal tocou, avisando aos alunos pra retornarem as suas aulas. Eu me levantei, sacudir a poeira da minha calça jeans acinzentada, e olhei o resto dos alunos se levantando para ir até o edifício, até que eu olhei para trás, onde misteriosamente via uma criança alegre pulando atrás das arvores, rindo e cantarolando. Achei estranho, Não faço ideia do que ela está fazendo aqui.

Me aproximei da garotinha que tinha no máximo cinco anos, com um vestido azul celeste que ia até o chão e se arrastava um pouco enquanto ela caminhava. Seus cabelos loiros pareciam brilhar feito fios de ouro na luz resplandecente do sol e brotavam em cachos perfeitamente formados, iam até o peito que estava decorado com um colar de pedras coloridas e brilhantes que vinha de trás de seu pescoço, formando a moldura perfeita para se rosto pequeno, com traços finos e angelicais. Seus olhos brilhavam em um turquesa tão intenso que evidenciava o fato que eu já desconfiava desde que a vira: Essa garotinha não é humana.

–Olá, o que faz aqui criança? Onde estão seus pais? – perguntei calmamente.

Ela deu um risinho angelical, depois olhou nos meus olhos e disse antes de desaparecer lentamente

–Tomé cuidado, o mal quer você – enquanto ela sumia eu tentei gritar ‘espere’, mas já era tarde demais, ela já havia partido.

Olhei novamente parar os portões da escola e me fui naquela direção, sem deixar de pensar no que a menininha havia dito.

[...]

Eu estava quase no meu armário quando eu repentinamente fui agarrado por trás e se não tivesse reconhecido o toque quase que instantaneamente eu com certeza teria usado um golpe que... como posso dizer? Deixaria qualquer homem incapacitado.

–Oi – Ele falou

–Oi – Falei virando a cabeça para o lado e alcançando seus lábios para um selinho rápido.

–Tem aula de que agora? – Ele me perguntou me soltando.

–História – Falei fazendo uma careta e virando para encarar ele.

–Então acho melhor se apressar... Ele me deu um outro selinho e eu sorri, sai correndo para minha sala. Mas quando estava quase lá descobri que a pequena distração me fez esquecer que eu tinha que pegar meus livros. Voltei apressado.

Quando abri meu armário e agarrei o livro percebi uma movimentação estranha na minha visão periférica. Quando minha cabeça se vira ver o que tinha no corredor, percebi que estava vazio, exceto pelas figuras que se aproximavam, acho que eu tinha me atrasado um pouco.

As figuras chegavam pelos dois lados do corredor. Me cercando. Alguns brutamontes de alguns times de esportes aleatórios da escola, ou só outro gigante aleatório. Acho que eu estava definitivamente encrencado.

–Olha o que temos aqui – Falou um cara que se aproximava sorrateiramente, como se fosse um predador prestes a dar o bote – Sé não é aquela bixa que anda por ai se exibindo com o namoradinho – Agora tinha entendido tudo. Isso aqui é um rebanho de homofóbicos anônimos.

–Que coincidência, não? Acho que nós podíamos dar uma lição que esse viado nunca mais vai esquecer – Falou outro, acho que seu nome era Harry, mas realmente isso não é importante.

–O que vocês querem? – Decidi que era hora de confirmar minhas preocupações. Eu acho que eles não estão aqui para conversar. Mas eu acho muito bom eles não tentarem nada.

Esse último pensamento me surpreendeu, ele veio carregado de veneno e ódio.

–Não está obvio? Nós vamos te ensinar que não são permitidos viados na nossa escola! – Retestei meu corpo com essa afirmação.

–Por favor, não façam nada que possam se arrepender depois – Fiz uma última tentativa diplomática. Mas outa frase veio de minha garganta, algo que eu realmente nem estava pensando

–Ou podem acabar machucados – Saiu com um timbre diferente, um som que me assustou um pouco, soou como um psicopata. Minha cabeça se inclinou um pouco lateralmente, como se eu estivesse analisando quem seria o primeiro a morrer.

–Ah, esse viadinho agora acha que pode nos assustar... Que pena, acho que não funcionou.

Alguém da multidão que tinha me cercado veio em minha direção bruscamente, mas me virei com uma velocidade sobrenatural para ele e segurei seu punho que era endereçado a meu rosto. Meu corpo estava fazendo tudo por conta própria. Estralei a língua em tom de reprovação, e empurrei o cara, fazendo ele cair no chão com força. Todos me olharam com medo, mas furiosos. Um sorriso demoníaco brotou no meu rosto e outras palavras foram proferidas da minha boca

–Eu avisei.

Outro alguém pulo pra cima de mim mas minha consciência já tinha ido, com um último sussurro na minha cabeça: “Eu Cuido Disso”.

[...]

Para mim só se passou alguns segundos, mas acho que deve se ter passado mas tempo, porque ao meu redor estava um bando de corpos gemendo ou inconscientes. Sangue saia de alguns narizes quebrados, ou de alguns ferimentos superficiais. Pequenos respingos de sangue cobriam minha camisa branca com gola em “v”

–O que aconteceu aqui? – Perguntei para ninguém em especial.

Olhei para baixo a tempo de notar uma sombra saindo de alguns garotos no chão, saia da boca e tinha um aspecto enevoado, se juntando para formar um corpo maior.

Instintivamente avancei para a sombra humanoide e agarrei-a pelo pescoço, fazendo se materializar imediatamente com isso. O Homem que apareceu tina o corpo repleto de tatuagens estranhas e adereços na pele bastante esquisitos, estava com uma calça preta de um tecido grosso e uma camisa sem mangas. Seu olhar parecia surpreso e assustado. O que realmente era difícil de crer, por causa de seus olhos pretos com íris laranja-avermelhada.

–O que é você? – O Mesmo medo e a curiosidade enfatizados em sua voz.

–Simples: Um Estudante! – Respondi secamente.

Notas finais
Gente, 1666 palavras (No Word) não é sinal de satanás viu? é mera coincidência! Mais coisas vão ser explicadas nos próximos capítulos, fiquem atentos as pistas! Duvidas? Criticas? Reclamações? Deixem nos comentários, ou me mandem PM se estiverem com vergonha... Mas não deixem de se mostrar! Vocês faze meu dia feliz! Song: What Now - Rihanna Ps: Caso eu decida postar no Wattpad, colocarei o link no próximo capitulo, pra vocês que preferirem ler lá ou sei lá!