Notas iniciais
Em cima da hora, Novo capítulo, com uma mudança de rumo mencionada no capítulo anterior. Boa leitura.

Eu simplesmente fiquei quieto, sem falar mais nada, apenas viajando em meus devaneios, desejando saber se alguém veio me visitar. Acho que sim, porque se passou um mês, e alguém deve ter vindo me ver, saber como eu estou, se eu estou vivo...

*Toc-Toc* Alguém bate na porta.

–Entre! – falei em resposta. E assim que a porta se abre, vejo Chris colocando a cabeça pra dentro do quarto, abrindo um sorriso largo assim que me vê, sentado no leito do hospital.

–Oi Bela Adormecida! – e eu apenas não consegui conter o sorriso que apareceu no meu rosto.

–Oi Chris!

–Finalmente acordou! Pensei que passaria o resto da vida dormindo, até o beijo do príncipe encantado – Falou num tom meio debochado – Sério, já estava mesmo preocupada de você não acordar mais, na verdade todos nós estávamos.

Nós? – Perguntei erguendo a sobrancelha

–Sim, Eu, o Paul, Rapha, Os Gêmeos, A Kate e até a Ellena! E as vezes nós, ou até mesmo o Luke aparecíamos por aqui. A gente estava revezando para ver que estaria com você quando acordar. E ao que parece, ninguém ganhou, mas me dou por vitoriosa!” Ela riu, se vangloriando, e eu só pude acompanha-la rindo também.

–Ah... John, duas pessoas vieram também... – ela parecia meio contrariada a dizer

–Quem? – perguntei com curiosidade

–Seus Pais

Fiquei muito surpreso com o que ela disse, porque faz um tempo que eu não vejo eles, porque eles viviam fazendo viagens pelo mundo, e via apenas um por vez, a cada seis meses, e eles me deixavam com babás até os meus quinze anos, quando eu demonstrei habilidade suficiente de me cuidar sozinho, e uma responsabilidade incomum para minha idade. Eles ainda vieram mais duas vezes, e depois que completei dezesseis anos, pararam de vir, Às vezes me chamavam por Skype, mas não mais do que cinco minutos, e não mais de um de cada vez, eles só davam autorizações por escrito de vez em quando, quando eu precisava, por não ser legalmente maior de idade.

–Eles estão aí? Os Dois? – Perguntei meio desesperado

–Sim... – respondeu calmamente

–Como você sabia que eram eles? – curiosidade batendo à porta de novo

–Eu já fui na sua casa, e vi alguns quadros de vocês, E também eles se declararam seus pais – Respondeu normalmente

–Certo, eles já entraram, ou qualquer coisa assim?

–Não, eles estavam aguardando você acordar

–Eles já estão aí?

–Sim, me pediram pra vir primeiramente, quando eu sair, eles vão entrar

–Entendo... Então, tem mais alguma coisa pra me contar?

–Não, EU tenho que ir, te vejo amanhã

–Até Amanhã então... – Ela se vira, e sai do quarto, deixando a porta aberta. E segundo se passam até que minha mãe e meu pai entram... Esther e Michael Black.

Ambos se sentam nas cadeiras ao lado da minha cama.

–Não sei como começar a explicar isso, porque talvez você não esteja preparado, mas aconteceu e não tem mais volta – Minha mãe fala

–O que aconteceu? – Perguntei olhando pra ela

–A Mudança – Ela fala e eu fico com cara de quem não entendeu nada.

–O que é isso – perguntei indiferente

–Algo que acontece com a sua espécie, não sei explicar exatamente, mas posso te mostrar – e ao finalizar a fala ela estende o braço, e levanta a mão em direção a porta, pequenas faíscas azuis, como estática, saem da palma da mão dela, e como se fosse um jato de energia, se direcionam a porta, atravessando o quanto, e fechando a porta. Ela vira pra mim e fala – Filho, Você é Um Sparker.

–Um o que? – Perguntem com a descrença e espanto escorrendo pelos meus lábios.

–Um ser sobrenatural híbrido – explicou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

–Hibrido do que? – Perguntei com um pouco de curiosidade, afinal, se eu fosse pirar, eu muito bem poderia ter um motivo bem completo pra isso.

–Um híbrido de Uma Feiticeira Elemental, e um Lorde do Trovão – Sinceramente, ela estava falando como se tivesse crachás nas roupas deles om esses nomes.

–Não sei você, mais eu me sinto bastante humano – retruquei, com esperança infundada que tudo aquilo fosse só uma elaborada brincadeira.

–Tecnicamente, você era um humano, essa condição só muda depois de um estágio que nós chamamos de Convergência, que dura aproximadamente um mês, onde seu corpo passa por mudanças internas e, as vezes, externas. Mais isso só acontece ao Décimo Oitavo aniversário, e durante esse período o corpo fica por um estado de animação suspensa. Uma coisa boa e que as mudanças externas só podem ser vistas por seres do nosso mundo – dei um olhar assustado, pensando que talvez eu deva ter uma aparência desfigurada agora, e ao que parece minha mãe deve ter percebido que eu estava pensando isso – E não se preocupe, você não mudou nada, o que é surpreendente

–Você disse que essa mudança só acontece aos dezoito anos, então porque já aconteceu comigo?

–Acho que depois que você teve um AVC, e depois a cabeça aberta, seu corpo deve ter achado que estava em perigo, e acelerado a Convergência para Sparker, pelo menos essa é a minha Teoria

–Essa deveria ser minha deixa para começar a pirar, porque eu não estou pirando? – perguntei num tom afiado, mais pra mim do que outra pessoa.

E depois dessa pergunta o silêncio reinou no quarto.

Após um tempo, minha curiosidade estava me corroendo, e se eu não vou pirar de qualquer jeito, eu poderia matar essa curiosidade de vez!

–Eh... – Chamei a tenção deles – Vocês disseram que as vezes ocorrem mudanças físicas, como assim

–Bem... – Minha mãe começou – No nosso mundo as formas ficam um pouco diferentes, as roupas também. Sua aparência muda completamente dependendo da espécie. A aparência humana não é apenas visual, é física, o que nos propicia uma certa camuflagem perfeita

–Camuflagem física, significa que mesmo que alguém toque em vocês, não vão sentir a textura real? – Pergunto

–Exatamente isso! – Respondeu ela com um sorriso

–Posso ver? – Perguntei com certa ingenuidade na voz

–Ver o que? – Pergunta ela com certo divertimento

–Como vocês são de verdade! – perguntei com minhas bochechas começando a corar

–Claro! – ambos respondem ao mesmo tempo, dando um olhar um ao outro acompanhado de um sorriso.

Minha mãe faz levanta a mão e faz um movimento circular com os dedos, e as janelas ficam escuras, e a porta tranca, a única iluminação proveniente da lâmpada acima de nós.

Eles fecham os olhos, e minha mãe fala – Não se assuste, ainda seremos nós – e eu respondi – Você pareceu o Monroe de Grimm agora – e ela apenas soltou um risinho. De repente ela começa a se transformar, da cabeça aos pés, Adquirindo um tom de pele puramente branco, e o cabelo mudando para um tom de roxo e ficando até a altura dos ombros, aliás, as roupas começaram a mudar também, sendo substituídas, por apenas faixas roxas de algo que lembrava couro, que deixavam quadrados entre o cruzamento de uma com outra, lembrando algo parecido com um tabuleiro de xadrez. Os braços eram cobertos por mais tiras trançadas, até o cotovelo, que a partir daí eram substituídas por uma espécie de tecido de cor roxa que lembrava seda, que cobriam até a ponta dos dedos, em formato de cone. Depois, apareceu uma saia com o mesmo tecido, coberta por mais tranças. Depois apenas um par de botas roxas.

Mas a transformação do meu pai que foi realmente surpreendente. Do nada, o corpo dele começou a mudar drasticamente, em todo o corpo, ao mesmo tempo começou a brotar placas de cor amarelo ouro, nos braços elas se projetavam em espinhos apontados para baixo, até a ponta dos dedos ficaram pontiagudas, Na cabeça em vez de cabelos, apenas mais espinhos apontados para cima, rosto coberto também, As pernas seguiam o mesmo padrão dos braços, exceto os pés, que assumiram um formato parecido com uma pata de elefante, proporcional ao corpo. O Peito Também era coberto de placas só que num formato mais familiar, Duas placas maiores formavam o peitoral, e outras mais abaixo formavam a barriga, que realmente se assemelhava a uma barriga tanquinho, porque Literalmente Eram oito placas maiores em relevo, e o resto pareciam mais escamas cobrindo o resto da pele. Na cintura, Placas Enormes, e um pouco mais final (O que as tornavam flexíveis) Que se projetavam para baixo, em algo que me lembrava um Kilt escocês, só que não dobrado.

Finalizada ambas as transformações, eles abriram os olhos. Ela com um olho com a íris branca. Ele com a íris Amarelo Ouro.

A única coisa que saiu da minha boca, foi meu pensamento mais superficial:

–Caramba, Agora eu estou me sentindo em Grimm!

Minha mãe ri, e fala:

–De onde você acha que eles tiraram a inspiração?

Notas finais
E ai, Gostaram? Quero as opiniões de quem quiser se expressar. Criticas são sempre boas de ouvir! Ps: Grimm não me pertence (Obviamente) Song: Try - P!nk