Notas iniciais
Mais um capítulo, mais um trecho da história, divirtam-se e boa leitura!

Como posso me explicar... Isso não é uma casa, é um castelo disfarçado de casa... Ou mansão disfarçada de castelo, mas só sei que isso ocupa quase o quarteirão inteiro!

–Em que sua família trabalha, assaltando bancos!? – Perguntei impressionado

–Não... Venda de diamantes e outras pedras preciosas – falou um pouco orgulhosos.

Claro! Não poderia ser mais pomposo!

–Então, o que raios estão fazendo nessa cidade? –

–Bem, teve um dia que minha mãe estava passando um tempo aqui, para resolver alguns negócios, e gostou da cidade, achou tranquila, então começou a convencer a família de que deveríamos nos mudar para cá – Parou por um tempo, como se relembrando – Não é necessário dizer que ela é muito persuasiva quando quer, então viemos para cá!

–A quanto tempo? – Perguntei.

–Acho que foi a dois anos atrás, a minha família veio primeiro, fiquei pra traz, porque estava fazendo treinos e preparações, então tive que ficar na outra escola.

Ok, eu realmente tinha me esquecido que ele lutava... oque? Não me culpem! É fácil esquecer as coisas perto dele!

–Então vamos logo, se não é capaz de nós não fazermos nada! – virei pra ele e perguntei – Vamos entrar?

Assim, nós entramos novamente nos carros e passamos pelo portão externo. Quando entramos pra dentro, reparei em alguns seguranças, alguns armados, e a “pista” feita para os carros para o estacionamento eu acho, era feita de pequenas pedrinhas cinzas. Ao redor era verde, e... Uma obra prima que provavelmente foi feita por um paisagista japonês!

Quando finalmente chegamos na porta da mansão, Luke dirigiu para o estacionamento e... espera! Aquilo é um manobrista!

–Sua casa tem um manobrista!? – quase gritei e olhei para ele através do para-brisa como se eu tivesse acabado de ver uma hidra de sete cabeças.

Entramos no estacionamento subterrâneo e saímos dos carros. Ele colocando a chave no bolso e eu também, mas não antes de puxar meu material do banco traseiro. Olhei pra ele, que não segurava nada em mãos com um olhar um pouco curioso.

–Que foi? – ele finalmente perguntou

–Se não vai levar o material, o que acha que vamos fazer lá em cima?

–Ah, isso! – ele falou abrindo o carro e puxando o material. Trancando-o logo em seguida.

–Vamos? – Perguntei um pouco nervoso.

–Claro! – E assim ele me guiou para o quarto dele.

[...]

–Então, o que achou do livro? – Perguntei sentando na beira da cama dele.

–Foi bom, e comparado com o filme, foi muito melhor. Ao que parece, há uma hegemonia em favor dos livros. Porque quando você compara um com o outro, você percebe vários detalhes que favorecem o livro – falou ele de cima do Puff que tinha no canto do quarto. Ele estava olhando para a tela do celular, e falando comigo como se eu estivesse conversando com ele por mensagem.

–Certo, vamos largar os celulares por enquanto, senão você não vai nem saber sobre o que estamos falando e... Meu deus! estou falando feito um professor.

–Nessa eu concordo com você, você soou como um professor mesmo – Ele falou indiferente e eu arremessei um livro nele.

–Ei! – gritou largando o celular – certo! vamos logo com isso, não queremos passar a noite toda, não é mesmo? – brincou.

[…]

Eu realmente pensei que foi uma brincadeira... mas acabamos realmente passando toda a noite mesmo. e quando olhei para o relógio eram mais de doze da noite.

–Ai caramba – Exclamei quase saltando da cama. Sou só eu, ou você também não percebeu o tempo passar? – falei meio desesperado.

–Calma, não é o fim do mundo, só está um pouco tarde, e não, também não percebi o tempo passar – Falou ele como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Tipo, você está ciente que nós passamos seis horas praticamente conversando?!

–Bem, agora que você falou, essas horas todas me deram fome, quer comer algo? – Perguntou até um pouco inocente.

–Quer saber, vou aceitar, não tenho mais nada a perder mesmo – levantei e perguntei:

–Vamos?

Descemos as escadas e... o que veio a seguir foi estranho, porque a casa é meio sinistra e tem um clima meio aterrorizador. Como aqueles filmes de terror, quando a próxima vítima está perto de morrer.

–Deveria ter ficado no quarto – Murmurei silenciosamente e ininteligivelmente.

Continuamos andando até a cozinha até que ele parou rapidamente e acendeu e eu não pude evitar um suspiro de alívio. Ele olhou para mim com um sorriso meio torto. Depois que comemos algumas torradas subimos de volta ao quarto.

–Você vai pra casa, ou vai ficar por aqui? – ele perguntou.

–Como assim, ficar aqui? – Perguntei como se ele fosse o diabo falando de salvação

–Dormir aqui! – falou debochando da minha reação coo se ela fosse exagerada – pode ser num dos vários quartos de hóspedes...

–Eu me perderia nessa casa assim que você virasse de costas – cortei-o

–...Ou pode dormir nesse quarto – Completou como se não tivesse sido interrompido

Olhei pra ele como se estivesse crescendo uma outra cabeça nele.

–O que foi? – Ele perguntou se divertindo um pouco das minhas reações e expressões

–Você acabou de fazer um convite para eu dormir no seu quarto, Onde só existe Uma cama. Só eu acho isso um pouco estranho?

–Não vejo problema nisso... Eu posso dormir no chão, e estou me acostumei a compartilhar o quarto e, as vezes, até a cama e não é como se você fosse me atacar enquanto eu durmo

Eu não teria tanta certeza disso

–Seria impossível pra mim deixar você dormir no chão, então eu durmo no chão – falei com convicção

–Mas chega na hora de eu te dizer que eu não deixaria você dormir no chão – rebateu

–Isso vai gerar um loop infinito, onde só nos deixa duas possibilidades: Ou os dois dormem o chão ou os dois na cama – finalizei

–Dormir no chão pode causar dores quando você acorda – ele comentou

–Já dormi no chão algumas vezes... – também comentei

–Cama! – Falamos em uníssono e eu desviei o olhar.

–Então... venha, vamos dormir, amanhã tem aula – Falamos e ele se deitou na cama, retirando as meias, e eu retirei os tênis e as meias, e me deitei para o outro lado, entrando debaixo do edredom, virando para o outro lado, Dormindo quase imediatamente.

E assim eu tive uma noite sem sonhos.

Notas finais
E fim, espero que tenham gostado, comentários sempre são bem-vindos e até próxima. Song: Royals - Lord