Transcendental
2 Leave Out All The Rest
Notas iniciais
Passei a noite com raiva da Chris, ai que ódio, o Boy é gato, e ela me engana dizendo que ele é comprometido... E agora eu nem tenho certeza se ele é mesmo Hetero (o que? Eu posso sonhar!).
Cheguei na escola bufando fumaça, meus olhos com grandes olheiras por causa de ontem, porque além do próprio ódio, eu fique remoendo por causa daquele livro... Já tinha assistido ao filme, e precisava ler o livro, para grau de comparação. Lembrei também que chorei rios de lágrimas durante o filme... mas isso não importa.
Assim que estacionei o carro fui de encontro a Chris, que já me esperava. Ah, se tivesse dado ouvido a um conselho muito bom que tinha ouvido antes – não faça nada enquanto não estiver em seu estado normal – teria me poupado um enorme sermão.
–Chris, posso perguntar porque mentiu pra mim?
–Como assim menti? Do que você está falando? – Falou Ela sem entender nada.
–Sobre o porquê de que me disse que o Luke Namorava! Ontem descobri que a “namorada” –falei fazendo as aspas no ar – Era a Irmã dele, que por acaso também é gêmea! – Falei subindo o tom a uma oitava.
–Ok, primeiro de tudo, abaixa esse tom quando fala comigo! – falou com voz autoritária – Segundo, eu não falei que ela era namorada dele, só que ela vivia rodeando ele, você que interpretou mal! – E com as palavras dela me encolhi visivelmente — E terceiro, esse não é o jeito de se dizer um Bom Dia a sua melhor amiga! – Falou abrindo aquele sorriso dela – Vem Cá!
E ela se aproximou de mim e deu aquele abraço. Bem apertado, do jeito que eu gosto. Eu abracei ela de volta e coloquei a cabeça no ombro dela, Murmurando um “me Desculpa” no ouvido dela. Depois que eu levantei a cabeça, ela colocou a cabeça no meu peito – que era a altura dela – E murmurou om “Desculpado”.
Ficamos assim uns minutinhos, só nos separando porque o sino tocou! Fomos em direção aos armários. Eu tive um pequeno probleminha com a tranca, então me atrasei.
Correndo pra sala, que era de História, o professor, o Sr. Louis, me deu um sermão de que eu não deveria chegar atrasado, e me deixou entrar. E, assim que entrei, adivinha que único canto estava vago? – quem respondeu que ao lado do Luke ganhou um prêmio!
Sentei, com a cara muito cansada, por causa da noite mal dormida. Coloquei a cabeça apoiada sobre os braços cruzados em cima da mesa.
–Oi Luke, como vai? – falei logo antes de um enorme bocejo.
–Oi John, Tudo bem, Como vai você? E que cara é essa, noite mal dormida?
–Vou bem, Apenas a cabeça cheia que não me deixou dormir – Falei prosseguido de mais um bocejo.
–Ah, então... Bom dia! – Falou ele fitando os meus olhos. E eu olhava também aqueles olhos cor de avelã meio esverdeados. Eram brilhantes e hipnotizantes.
Depois de um tempinho quebrei o olhar, e ele olhou para a frente, direcionando a sua atenção para o professor. Analisei ele um pouco, ele estava vestido com uma jaqueta de couro, com uma camisa branca simples por baixo. Estava com uma calça Jeans Azul, e uma bota preta, um pouco no estilo militar.
Coloquei minha atenção no professor, mas estava com tanto sono que não entendia uma palavra do que ele falava. Decidi me ajeitar na cadeira, mantendo a compostura para disfarçar.
[...]
Confesso que eu acho que eu devo ter cochilado una ou duas vezes durante a — entediante — aula de história. Quando o sinal tocou quase agradeci alto demais aos céus por isso.
Saindo para a minha aula do dia, fui ao meu armário novamente, peguei o material e fui pra minha próxima aula. Aula de Física. Essa aula pelo menos eu não tenho com o Luke, porque bem, se eu tivesse mais uma aula com ele, com certeza acharia que alguém quer mesmo nós juntos... Essa aula eu tinha com os gêmeos e Ellena. Por mais que eu não seja um dos alunos "crânios" da escola, eu praticamente sabia quase toda a matéria que ele passava. Fazendo apenas algumas anotações.
Assim que eu sentei na cadeira o professor começou a aula, parecia que ele estava me esperando. Sentei numa das cadeiras próximas ao professor, ele me olhava com uma cara de dizia “te peguei!” E anunciou a turma um trabalho surpresa, que logo foi seguido por um gemido coletivo da turma. Ele disse que seria em duplas, e ele quem escolheria (o que foi seguido por mais um gemido de todo mundo) e olhei pra ele com um olhar que dizia “só isso?” até que ele anunciou meu nome, e o de Ellena. Eu fiz uma cara de incrédulo e olhei lentamente para trás, até que vi ela se aproximando com uma cara te tédio. Me endireitei imediatamente e ouvi ela se aproximar. Assim que o professor separou toda a sala ele depositou o papel em cada mesa. Assim que li as respostas, fiz um lembrete mental de que esse professor deve estar facilitando muito. Assim que o professor se sentou eu olhei pra ele com um sorriso vitorioso e uma cara de “Eu sei todas as respostas” e olhe para o lado e questionei:
–Como vai ser? Cada um faz metade?
–Pode ser – Ela falou bufando e com um tom entediado.
Terminei a minha parte em uns dois minutos, e passei o papel para ela, que estava olhando para as unhas. Ela não estava tendo a menor dificuldade em nada, e fiquei me perguntando se ela era tão inteligente assim. Depois que ela assinou a folha voltou a olhar para as unhas. Entreguei o papel para o professor e posso até dizer que acho que eu ouvi ele bufar quando leu as respostas. Agora só tenho que esperar a aula terminar.
[...]
Sentei na cadeira ao lado de Kate comecei a ouvir as conversas.
–Como assim querem que eu traga ele aqui!? – Seth perguntou incrédulo
–SIM! – Chris quase gritou – Você começou a namorar com esse cara a três meses e é como se vocês estivessem se escondendo! Nós nunca vimos ele! – Todos concordaram e eu ri um pouco. Todos olharam pra mim com um olhar assassino, exceto Seth, que corou um pouco.
–John Black, Você nos deve explicações! Por que está rindo? – Chris perguntou
–Porque, minha cara Chris, vocês podem não ter visto ele, mas eu sim! – Dei um sorriso esnobe – E podem acreditar, o Jake fez um ótimo negócio ao dividir ele com o irmão! – Dei uma piscadinha pra Seth e ele ruborizou ainda mais.
Assim que terminei de falar, fui atingido por uma enxurrada de perguntas como: “Ele é Gato?”, “Onde Ele Estuda?”, “Onde você viu ele?”, etc.
Olhei para Seth pedindo permissão para falar a todos e ele acenou com a cabeça, então prossegui:
–Posso dizer que eu vi eles dois no cinema. Estava assistindo Divergent até que de repente vejo o casal de pombinhos apaixonados. Foi uma melosa, se não cômica... posso dizer que foi lindo e me deu um pouco de inveja... Parecia aqueles casais de filme de comédia romântica... Estavam rindo uma hora, um chorando no ombro do outro em outra... o mais engraçado foi que eles não me notaram no banco atrás deles até que o filme acabou e eles estavam se beijando, depois que eu fiz um barulho chamando a atenção dele. O que seguiu foi tão hilário que eu fiquei rindo por semanas... Tipo ele jogando o namorado no chão de susto, engasgando tanto que eu achei que ele iria morrer sufocado e balbuciando tantas coisas que achei que ele deveria estar falando outro idioma. Quando o namorado dele levantou ele acabou levando uma cotovelada do Seth que quase o deixou nocauteado, e quando ele estava caindo puxou o braço dele e acabou levando os dois ao chão, e depois eles levantaram tão rápido que eu achei que eles caíram numa cama-elástica e terminou com um Seth tão corado quanto um camarão e um Sam coçando a parte de trás da cabeça. Logo depois da ceninha eu falei um oi e começaram as apresentações – Terminei de falar ainda rindo um pouco com as lembranças.
–Ele é da escola, então porque não vai chama-lo Seth? Acho que eles querem conhece-lo.
Perguntei a ele e ele deu-me um olhar suplicante, então mexi os lábios sem fazer som perguntando se ele queria que eu fosse com ele, e ele acenou a cabeça afirmativamente então nós nos levantamos e eu segui ele até a parte do estacionamento da escola, onde ele estava sentado no capô do carro, falando com alguns amigos.
Quando nós fomos nos aproximando, vi que Luke também estava na roda de amigos, então congelei no lugar, e com muita dificuldade voltei a andar. Assim que ele nos viu, levantou do carro, e veio até nós, dizendo aos amigos pra esperarem.
–Hey! – ele falou
–Oi – nós dois respondemos
–O que foi, algo aconteceu? – perguntou preocupado
–Não, nad... – Seth começou a falar mas eu cortei ele – Sim, a pior coisa que poderia acontecer, aconteceu! – falei dramaticamente – os amigos dele querem te conhecer! – finalizei.
–Então, O que estamos esperando? Vamos lá – Ele falou animadamente
Então fomos em direção ao refeitório, mas antes eu dei um olhar rápido na direção onde Luke estava, e vejo que ele estava olhando pra mim, então nossos olhares se cruzaram. Em seguida veio a lembrança que eu devo passar na casa dele para resolver assuntos sobre o trabalho. Me viro e sigo em frente.
[...]
Dizer que a reação de todos ao ver Sam foi surpresa é apenas um enorme eufemismo, eles passaram a realmente me preocupar e até começar a me arrepender de tê-lo trazido. O rosto de Seth estava ficando tão corado que eu realmente pensei que era impossível conseguir aquela cor, e que se ficasse mais achei que era possível que começasse a sair sangue dos poros, então decidi que era hora de intervir:
–Gente, a cessão de interrogatórios já acabou!
–Não acabou mesmo John, nem tente nos impedir! – Kate exclamou
–Acabou sim! E está quase na hora de voltarmos pra sala! – e o sinal toca exatamente assim que eu termino de falar – viu, agora parem com isso, e deixem os garotos em paz!
Todos pararam de falar, com bufos de raiva, gemidos de protesto e olhares ameaçadores, mas eu não dei a mínima.
–Agora vamos, se não nos atrasamos – falei já levantando. Sendo seguido pelos outros lentamente.
[...]
As aulas terminaram e eu fui, receoso, ao estacionamento. Lá, quando cheguei, encontrei Luke já esperando por mim, na frente do seu carro. Quando me aproximei o suficiente perguntei se ele já estava pronto. Ele respondeu afirmativamente, se virando para entrar no carro. Fui na vaga que eu parei meu carro, destravei, entrei e dei partida, já começando a segui-lo.
Demorou uns dez minutos para chegar na casa dele. Estava tão distraído que quando eu saí do carro e olhei para a casa quase caí pra traz.
–Essa é a sua casa!? – Gritei com um pouco de Incredulidade na voz.
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