Notas iniciais
gente, mil desculpas pela super demora (Não foi Hiatus, porque eu estava meio que desesperado para continuar, então...) prometo que não vai mais acontecer (Ou não, depende... mais vou evitar) meu computador parou de funcionar ([arqueios de sombracelha são permitidos] sério mesmo, meio que pifou, e ficou inutilizável por um bom tempo) e só agora (Depois que eu tive a brilhante ideia de formatar ([risos] sim, mas eu precisava de um teclado, já que caiu água em cima do notebook... o teclado ficou todo "bugado" e vocês sabem...)) eu resolvi o problema... Me empolguei na escrita, e... bem, feitas as desculpas... Let's Go! Song: From The Inside - Linkin Park

Acordei nem sabendo em que planeta eu estava. Minha cabeça girava como se alguém tivesse aberto meu crânio e batido meu cérebro com uma batedeira. Imagens realmente não faziam sentido. Mas meus outros sentidos decidiram cooperar.

Tentei me levantar, mas não tinha forças para realizar tal tarefa. Além disso, tinha uma impressão de que não conseguiria ficar de pé por muito tempo. Na verdade, nem sei se conseguiria ficar de pé. Mas quando o resto dos sentidos começaram a afinar, percebi que estava deitado em algo um pouco fofo, como pele. Era melhor do que metal frio, ao menos.

O próximo sentido Utilizável que voltou foi a audição. Realmente, estava ouvindo algo que me provocou um arrepio, percorrendo por toda a minha coluna e chamando um dos instintos mais Básicos do ser humano: O Medo.

Estava lá, bem perto, uma respiração, pesada. Uma respiração alta que minha visão nublada não permitia enxergar o dono. Fechei os olhos rapidamente, mas não fazia muita diferença, não conseguia enxergar sequer uma silhueta. Tentei fazer com que minha cabeça parasse de rodopiar tanto, mas realmente estava difícil com aquele som.

Mas fiquei tentando. Não iria desistir tão facilmente. Queria saber porque estou aqui. E quem está me mantendo aqui.

Abri os olhos de novo, e agora as formar e contornos faziam mais sentido. Estava desfocado, mas a silhueta preta, a mesma de onde vinha a respiração, era inconfundível. Realmente era bem grande, como um animal... Não, melhor: Um Lobo. Não exatamente um como, mas era mais como uma criatura antropozoomórfica. Tinha traços lupinos, mas também havia traços humanos. Era confuso, mas não era tão assustador quanto eu pensava.

O foco, foi se ajustando lentamente, e a imagem se tornava cada vez mais nítida.

Realmente era como eu pensava, era realmente diferente de um lobo comum. Era corpulento, grande, pelos por toda parte, presas afiadas, pelo negro, braços grossos, peito largo, e eu suponho que tenha garras também. Os olhos Carmim eram inconfundíveis: Era a mesma criatura que me atacou.

Se eu fosse uma pessoa normal, estaria desesperado, berrando feito uma criança, e morrendo de medo. Mas, novamente, como eu não sou normal, só tive curiosidade com para a criatura.

Decidi testar minha garganta.

–Quem é você? – Fracasso total, realmente minha garganta estava num estado de calamidade. A rouquidão severa, deixara minha voz irreconhecível. Uma tosse seca acompanhou a minha tentativa fracassada. Estava com a garganta muito seca, então eu supus que não me hidratei por um período de no mínimo dois dias.

Minha nossa! Quanto tempo eu fiquei apagado?

Sem a menor cerimônia, a criatura saiu do ambiente, por uma porta grande e pesada que eu mal notara segundos atrás. O ambiente era grande, mais como um cômodo esculpido dentro de uma pedra. Além da porta, e da cama, que ficava do lado oposto à porta, tinha uma lâmpada mal pendurada no teto. O interruptor estava longe de ser visto. O quarto era bem simples...

Aí a realização me bateu. Isso aqui era um quarto. Rústico, mas um quarto.

Enquanto ficava vagando, perdido em meus pensamentos, nem tinha notado que a criatura havia voltado. E em suas mãos estava algo parecido com um copo, feito de barro. Aparentemente, ele estava me oferecendo.

Minhas mãos pesavam feito chumbo, mas ergui meus braços e peguei das mãos dele o copo. Sem deixar de notar o quanto o pelo dele era macio.

Havia um líquido no copo, cheirei-o, por costume. Foi rápido, mas vi as orelhas dele se animarem na minha visão periférica. Com cuidado, confirmei que o líquido não passava de água. E coloquei nos lábios o copo, sentindo o líquido passar por minha garganta, levando consigo parte da aspereza que se encontrava ali.

Quando terminei, fiquei com o copo em mãos. Abri um pequeno sorriso quando passou pela minha cabeça o pensamento de que o grandão ali, era gentil. Assustador, mas gentil. Agora eu quero saber porque ele me sequestrou pra início de conversa.

Entregando-lhe o copo, eu lhe agradeci:

–Obrigado – Fiz uma pausa – agora você pode, por favor, responder quem é você e o que estou fazendo aqui?

Ele abriu a boca, cheia de dentes afiados, como se fosse pra responder, mas só saiu um sou sufocado e depois ele fechou-a, rosnando. Fez de novo, mas acabou do mesmo jeito. Foi então que eu notei

–Você não pode falar, pode? – ele fez que não com a cabeça.

–Mas pode me entender, não é? – ele acenou

–vou tentar uma coisa, talvez possa dar certo. Fique parado – Comecei a levantar, mesmo com meus membros pesando uma tonelada, e lentamente coloquei a palma da minha mão na testa dele.

Ele recuou um pouco com meu toque, mas eu o reconfortei

–Calma, não vai doer, mas preciso que você me deixe entrar – ele se acalmou e eu coloquei minha mão em sua cabeça. Seu pelo era realmente fofo, mas ignorei isso, e comecei a me concentrar.

Se você está pensando em Comunicação Telepática de Curto Alcance, acertou. Infelizmente só tive tempo de aprender com toque. Mas l processo é como entrar em uma rede Wi-Fi com senha, o que significa que quanto mais fácil o alvo me deixar entrar, mais rápido eu entro. De um jeito ou de outro precisarei da "senha".

Depois de desbloquear algumas portas mentais, finalmente consegui acessar o córtex. Agora eu poderia falar.

–Porque eu estou aqui?

–Eu estava correndo na floresta, até que algo me atraiu, me puxou feito magnetismo, irresistível. Quando cheguei ao final, fiquei espreitando atrás das arvores, e vi você no lado de fora daquele prédio. Você olhou pra mim e eu meio que me desesperei e o resto você sabe. Acho que quando pulei em você, você deve ter desmaiado, então peço desculpas adiantado por isso.

–OK, mas porque me trouxe pra cá? E onde é aqui exatamente? – Perguntei, ainda confuso

–No meu desespero, não sabia onde te deixar. E achei que não deveria te deixar lá desmaiado. Então te trouxe para minha casa....

–Sua casa? Então sua família deve estar aqui?! Ou seu Pack?

–Não, sou só eu. Você pode ver pela minha aparência que não sou um lobisomem normal... Bem, pelo cheiro em seu corpo, você deve ter se encontrado com pelo menos um... e no meu caso, fui amaldiçoado a viver nessa forma durante toda a minha existência. Pode supor que com meu rosto, não sou o que se pode chamar de popular... Minha família me deixou a séculos atrás... E de acordo com as lendas sobre mim, sou conhecido como Lobo Demoníaco...

–Sinto muito por isso. Mas porque você simplesmente não falou comigo em vez de pular em cima de mim?

–Além do motivo obvio? Bem... acho que você deve ter ouvido falar sobre histórias sobre pessoas vendo monstros, ou sobre monstros embaixo da cama ou até monstros no armário... bem, geralmente somos nós, submundanos que simplesmente se apaixonaram, ou viraram amigos, de alguém no seu mundo. Mas vocês nos temem. Vocês correm. Então ficamos lá, só observando...

–Ok, entendo seu ponto, mas não custava tentar.... Mas você sabe que eu tenho que voltar, não é?

–Sim, eu sei, mas não pode ser depois? Você transmite uma paz para meu lobo, uma qual eu não sentia a muito tempo....

–Posso ficar mais algumas horas, mas se quiser, posso te visitar depois, isso não tem que ser um adeus, talvez só um até mais.

–Se você diz, está tudo bem.

–Além disso, também concordei com um Alpha de voltar a encontra-lo, tenho quase certeza que eu ia fazer isso hoje.

–Um Alpha pode ser volátil, e perigoso.

–Eu sei, e ao que parece, você também pode ser descrito assim.... Mas aqui estamos nós!

–Aqui estamos nós – Ele repetiu, suspirando.

–Mas não se preocupe, eu sei me defender.

–De um Alpha? Duvido muito.

–Na verdade, consigo me defender de um ser Da Realeza...

–O QUE? Isso é impossível!

–Vai por mim, a família dele achava tão impossível quanto você.

–Você estava na casa deles?

–Conhecendo a família do meu namorado, na verdade.

–O que aconteceu?

Eu lhe contei um resumo da história.

–Estou de fato surpreso com isso.

–OK, agora vamos lá, quero te mostrar uma coisinha.... sei que você está curioso. Então vou te mostrar o que eu faço.

Me desconecte, fazendo o processo inverso e tirei minhas mãos da cabeça dele.

–OK, certo, vamos começar com o básico. Vai ser bem simples, mas acho que é o mais seguro a fazer.

Comecei a me concentrar e senti o meu poder flúor através de minhas veias, a essa hora meus olhos provavelmente passaram a ser brancos, Senti os pequenos filetes de magia tocar meus dedos, e comecei a segurar o ar a minha volta. Puxando, moldando, comprimindo, girando, adicionando água, resfriamdo. Logo, a agua estava congelada rodando a altíssimas velocidades e se desintegrado. Quando chegou a uma certa velocidade, estava pronto. Simplesmente joguei no ar. Estagnandoa velocidade bruscamente. Causando o efeito que eu queria. Uma micro nevasca. Logo uma fina camada de branco cobriu o quarto. Estava coberto de uma camada branca e fria de neve. Foi divertido ver o olhar dele.

Deitei no chão e assisti ele pegar um ou outro floco de neve que caiam de seu pelo, ou flutuava pelo ar. Dei uma risada quando ele seguiu com os olhos um floco que caiu na ponta de seu focinho... ele olhou para baixo, para mim, e eu estendi meus braços para ele disse:

–Venha aqui, seu grande lobo de pelúcia.

E ele veio, deitou-se ao meu lado, colocou a sua grande cabeça em meu peito e eu comecei a afaga-lo atrás das orelhas, passando as mãos pelo seu pelo surpreendentemente macio. Ele fez um som, como se estivesse ronronando, e fechou os olhos. Logo depois senti sua respiração se abrandar. Ele adormeceu, e de repente me senti cansado também. Fechei meus olhos, e adormeci. Mas não antes de sentir minha magia reagir a algo, e o peso no meu peito mudar. Fui transportado para o reino dos sonhos.

Notas finais
ok, como foi? espero algum comentário... já se passaram de 700 visualizações... estou indo rumo a 1000... então ali terá um capítulo especial, ou evento especial... vocês decidem... então esse negócio de criaturas chegando perto dele será abordado nos próximo capítulos... então... adieu!