Traga-me Para A Vida
5 Capítulo 4 - Descobertas.
Notas iniciais
Eu tenho duas noticias para dar para vocês, uma é boa e a outra e ruim. Qual vocês quem primeiro?Vou começar pela ruim.
No ultimo capitulo eu havia prometido que nesse capitulo seria a Malu e o Jacob, só que como o capitulo ficou super grande eu resolvi dividi-lo em duas partes, e o nosso Jacob teve que ficar para o proximo.
E a noticia boa é que esse capitulo ficou demais. Simplesmente o amei, e confesso para voces que quase chorei com o desespero da Malu.
Fortes emoções vem pela frente.
Beijinhos e otima leitura.
Estava quase saindo de casa com os pensamentos a mil por hora, eu não queria mais ficar nenhum segundo dentro daquela casa, tudo ali dentro me sufocava me entristecia. Eu queria sumir, ficar sozinha e, colocar todos os pensamentos no lugar. Não agüentava mais aquela pressão sobre mim, com as pessoais mandando e desmandando em minha vida como se eu precisasse. Elas queriam que eu fosse mais forte, queriam que eu esquecesse, queriam que eu agüentasse a minha dor sozinha e calada e queriam que eu voltasse a ser aquela menininha de antes, feliz e sorridente. Mas isso já era impossível, pois aquela menininha feliz que existia dentro de mim havia morrido, e nunca mais voltaria.
Eram tantos os fardos que eu tinha que carregar que eu tinha que conviver e suportar todos os dias, que às vezes eu preferia estar morta. Eu não merecia continuar vivendo, e isso eu sabia, pelo menos não depois do que eu havia feito. Pensar nisso me dava mais nojo ainda de mim mesma por continuar respirando. Cai de joelhos no chão da sala, tampando meu rosto com as mãos, enquanto lágrimas caiam sobre as minhas pernas, tentando me esconder, me esconder de algo que somente existia dentro de mim, minha culpa, meu passado. Algo tão sujo, tão horrível, um segredo tão obscuro e sombrio que cabia somente a mim suportar. Levantei com dificuldade, pois estava fraca e completamente despedaçada, minha consciência pesava sobre minha cabeça, me deixando totalmente desnorteada. Consegui ficar de pé depois de muito esforço, e já ia saindo pela porta quando escutei a voz de minha mãe me chamando. Eu não estava a fim de vê-la, e muito menos conversar com ela, e já era possível escutar seus passos se aumentando, ficando cada vez mais próximos de mim. Eu tentava caminhar, mais não conseguia, parecia que meus pés haviam fincado no chão, e quando eu menos imaginei, ela já vinha andando em minha direção.
–Filha?! Para onde você está indo? Ta chovendo muito lá fora meu anjo. –Falou, colocando sua mão direita em meu ombro.
–Tira as mãos de mim. –Falei grossa e com nojo dela. Para falar a verdade eu sentia nojo de mim mesma, só não queria admitir. –Vou sair. Por que também não posso? –Perguntei irritada.
–Mas filha ta chovendo e...
–E eu sou de açúcar? –A interrompi gritando e sai batendo a porta com força. –E eu vou pegar seu carro! –Disse a ultima frase já do lado de fora, enquanto caminhava para a garagem.
Entrei no carro sentindo raiva de meus pais por ainda não terem comprado o meu carro. Eu não tinha carteira de habilitação, mas sabia dirigir muito bem, quando não estava a fim de adrenalina.
Fiquei um tempo sentada no carro vendo a chuva cair, enquanto ia colocando os pensamentos no lugar. Não sabia ao certo o que de fato eu fazia ali, mais era bom, ficar ali parada com o carro dentro da garagem estava me relaxando, me aliviando, e ficar ali sentindo o vento frio e vendo a chuva cair estava ótimo, era como se ali fosse o meu lugar, no frio ao relento, sozinha. Depois de ficar quase umas meia hora ali parada, resolvi que já era hora de sair. Dei partida no carro e sai dirigindo pela cidade, não queria ir direto para a casa de minha prima, então resolvi ir conhecer a cidade sozinha, vendo-a do meu ponto de vista. As pessoas naquela cidade eram tão gélidas, tão estranhas. A cidade era fria, cinzenta, que deixava qualquer pessoa feliz; down. Era tudo tão diferente do meu Rio de Janeiro e de La Push... Pensar em La Push, me fez sentir vontade de ir para lá, como se tivesse algo me puxando, me chamando até lá. E já ia fazendo o retorno, quando me lembrei da promessa ridícula que havia feito aos meus pais. Eu não gostava muito de quebrar uma promessa e meus pais sabendo disso, tiraram proveito da situação. Porém se fosse preciso quebrá-la, eu faria com maior gosto.
Dei umas voltas na cidade e parei em uma lanchonete que havia na estrada. Como eu não havia comido direito por causa do suspense ridículo de meu pai, eu já estava cheia de fome e nem o horário de almoço tinha dado ainda. Pedi um hambúrguer com fritas e um refrigerante para uma garçonete ruiva, que aparentava ter mais ou menos uns 18 anos. Minutos depois veio ela com meu pedido em mãos e um sorriso super largo nos lábios.
–Aqui está. –Disse sorrindo enquanto colocava o meu pedido em minha mesa. –Bom apetite. –E já ia se virando para atender os outros clientes, quando voltou em minha direção. – Desculpa te incomodar, mas eu posso te fazer uma pergunta?
–Sim. –Respondi.
–Você é a prima de Bella que chegou esses dias na cidade não é? –Perguntou já se sentando na cadeira que havia a minha frente.
–Sou sim. –Respondi. – Como você sabe?
–Cidade pequena, aqui todo mundo comenta quando chega gente nova. De onde você é?
– Do Brasil, Rio de Janeiro.
–Ai que legal! Lá deve ser o Maximo. –Falou tão animadamente que eu não pude conter o riso. – Me deixa ir lá, quando eu começo a falar eu não paro. Vou embora antes que meu pai comece a chamar minha atenção. ...E alias meu nome é Jessica Stanley.
–Malu. –Respondi me apresentando, enquanto ela se afastava. Ela parecia ser bem legal, e super fofoqueira também, pensei.
Comi o meu delicioso hambúrguer com fritas e sai da lanchonete, voltando para o carrinho da mamãe, quando percebi que aquela chuva forte havia parado de cair. Olhei para o relógio e nele já marcava 11h30min. Entrei no carro correndo, pois já era quase horário de almoço, e eu odiava chegar à casa dos outros nesse horário, ainda mais dia de domingo. Peguei o retorno a caminho para a casa de Bella. Durante o caminho que eu percorria, comecei a pensar nas coisas que perguntaria a minha prima, coisas que eu precisava saber, e comecei a lembrar de ontem no hospital, meu coração a essa altura já disparava, me levando para longe, e tudo que havia acontecido passou como um filme em minha cabeça. E a parte que quase gritava em meus pensamentos, me fazendo focar minha atenção nela, foi à parte de meu pai falando no hospital.
FLASH BACK ON.
...
–E onde está Bella?
–Eu a levei para casa. Eles... Quer dizer, ela. Não, não queriam ir para casa, porém não tinha porque eles... Ela continuar aqui.
FLASH BACK OFF.
Fiquei pensando naquelas palavras e a frase ‘’..., porém não tinha porque ‘’eles’’... ’’ –Eles! –Falei pisando no freio, dando uma freada de emergência. Havia mais alguém com a gente no hospital e na praia. Mas por que todos esconderiam isso de mim? Lógico que havia mais alguém, Bella nunca conseguiria me carregar até o hospital sozinha. –Burra! Burra! Burra! Como eu não havia pensado nisso antes? Mas quem seria essa pessoa? – Fechei meus olhos para tentar lembrar-me de alguma coisa que havia acontecido na praia antes do meu apagão de memória, e uma voz nítida e clara veio em minha cabeça: Jacob! – Abri meus olhos no exato momento que aquela voz, ficava se repetindo em minha mente. E como se estivesse dormindo acordada, consegui visualizar alguns de seus traços, seus cabelos, seus olhos de perola negra, seu corpo moreno escultural e seu sorriso lindo. Senti uma onda elétrica passar pelo meu corpo, e acordei do transe. Senti uma coisa quente em meu rosto, me olhei pelo retrovisor e vi que estava chorando, mas era um choro diferente, ele não doía, só fazia com que meu coração se acelerasse quase saindo pela boca. Apertei o acelerador saindo à quase 100k/h por hora em direção a casa de Bella. Enquanto varias perguntas iam se formando em minha cabeça.
Estacionei o carro ao meio fio e, sai correndo em direção a casa. Toquei a campainha e segundos depois tia Renée atendeu.
–Olá querida. –Disse abrindo a porta e me convidando para entrar.
–Oi tia, Bella está?
–Está lá em cim... –E antes que ela acabasse de terminar a frase, eu sai em disparada ao quarto de minha prima, deixando minha tia parada na sala me observando sumir.
Subi as escadas correndo, quase tropeçando em meus próprios pés. Nesse momento meus pensamentos giravam com tanta rapidez em minha cabeça, que raciocinar já era quase impossível. Sem nem bater eu abri a porta do quarto de Bella, e quando entrei, só deu para ver minha prima dando um enorme pulo da cama. Ela não esta sozinha, estava com um garoto branco, alto, de cabelos acobreados e olhos dourados lindos, com certeza era seu namorado, o garoto que fazia seus olhos brilharem.
–Malu?! O que você está fazendo aqui? –Perguntou perplexa a me ver, enquanto endireitava a sua roupa no corpo.
–Precisamos conversar Bella. –A ultima palavra soou quase sem voz, enquanto lágrimas rolavam sobre o meu rosto. –Eu... Eu preciso. –Bella olhava agora para mim com angustia e medo, sem entender nada do que estava acontecendo, como se minha atitude a assustasse.
–Vou deixar vocês sozinhas. –Disse o namorado de minha prima, que não me interessava no momento. Pra dizer a verdade, eu já havia até esquecido que ele estava ali no quarto com a gente.
–O que houve Malu? –Perguntou minha prima, pegando as minhas mãos enquanto seu namorado saia do quarto.
–Desculpa ter vindo assim,... Mas eu preciso saber, eu preciso que você me conte sobre o que realmente aconteceu na praia, em La Push. –Falei já aos prantos, enquanto sentava ao seu lado na cama.
Percebi que Bella congelou quando eu falei em La Push, e começou a tremer, ficando ainda mais nervosa. Eu sabia que todos eles escondiam algo de mim. Meus pais, Bella e até mesmo tia Renée e tio Charlie, todos, todos eles escondiam algo, no qual eu estava preste a descobrir.
–Ta... Ta bom. –Disse Bella com esforço. –Mas não pode ser outro dia Malu? Você viu a minha condição hoje. –Falou tentando se livrar da conversa, e se referindo ao seu namorado Edward Cullen, lembrei.
–Não, não pode. Juro que não vou demorar. –Falei fazendo cara de pidona.
Dava para ver na cara, que Bella havia ficado super nervosa com a minha aparição. Mas eu tinha que tirar proveito da situação, aproveitar que ela estava nervosa e pressioná-la, e assim eu saberia a verdade. Eu sabia que Bella iria ser a ultima pessoa de toda aquela farsa que mentiria para mim. Não era do feitio de minha prima, mentir, se ela mentisse, eu saberia que ela estaria sendo pressionada pelos meus pais.
–Prima... –Falou Bella, me acordando dos meus pensamentos. –Você estava nadando quando do nada começou a se afogar...
–MENTIRA! –Gritei. –Corta essa de que eu me afoguei porque eu sei que é mentira. Eu sempre fui uma ótima nadadora, e sei muito bem que seria quase impossível eu me afogar naquela praia. –Falei irritada. Agora de pé, andando de um lado para o outro nervosa. Eu odiava quando as pessoas mentiam para mim. Odiava quando tentavam me fazer de babaca.
–Mais é verdade Malu, você realmente se afogou! –Continuou ela com sua mentira.
–PARA DE MENTIR PARA MIM! EU TO CANSADA DE TODOS VOCÊS MENTINDO PARA MIM O TEMPO TODO. –Eu gritava. –Me diga a verdade Bella, por favor! –Bella nesse momento já chorava, enquanto todo o seu corpo estremecia cada vez que eu gritava.
–Meu deus, todos vão me matar. –Disse ela, enquanto buscava em sua alma fôlego e força para me contar a verdade. – Prima... –Engoliu em seco. –De fato você realmente se afogou naquela praia, mas não foi se afogar, de se afogar; você meio que desmaiou dentro da água. – Olhou para meus olhos marejados, enquanto passava a mão em meu rosto. –... Quando você viu o... – Percebendo o que havia acabado de dizer pela impulsivamente colocou as mãos na boca. –Chega Malu, chega!!! –Pediu enquanto soluçava por causa do choro.
–Quem eu vi Bella? – Perguntei a olhando fixamente. –QUEM FOI QUE EU VI? –Cai de joelhos no chão, já exausta sem forças. – Foi aquele seu amigo não foi? O Jacob?!. – Agora sua expressão mudara, ela tremia cada vez mais, enquanto olhava para mim atônita. – Foi ele que te ajudou a me levar até o hospital não foi? NÃO FOI?! –Eu fazia perguntas atrás de perguntas ansiando cada vez mais por respostas.
–Si... Sim. –Respondeu fechando os olhos.
–E por que eu desmaiaria ou me afogaria, sei lá, só de olhar para ele? –Perguntei com duvida, lembrando de seus olhos negros profundos que me faziam estremecer.
–Chega Malu... Já falei demais. –Disse se afastando e indo para um canto do quarto.
–FALA!!! – Levantei a puxando pelo braço, fazendo-a me encarar. –Fala, por favor. – Supliquei, enquanto ela balançava a cabeça negativamente. – Por favor, Bella, eu preciso saber. – Falei as ultimas palavras entre soluços, caindo e de joelhos a sua frente.
–Você desmaiou, porque ele é igual ao seu namorado. O Jacob é igual ao seu namorado Mike, Malu! Como se eles fossem gêmeos. –Falou caindo de joelhos de frente para mim.
Eu não poderia acreditar naquelas palavras que acabara de escutar, como assim ele era igual ao meu Mike? Eu estava completamente zonza, perdida em meus pensamentos. Olhei para o chão, e a imagem dele veio em minha cabeça, provocando uma enorme onda de dor em mim, aumentando ainda mais aquela ferida corrosiva em meu peito. Então era esse o motivo pelo qual meus pais não queriam que eu fosse a La Push. Eles sabiam da verdade e não quiseram me contar. –Minha cabeça já girava, já era quase impossível conseguir respirar, eu via tudo passando rápido demais em minha mente, enquanto aquela dor em meu peito só aumentava.
–E como você tem certeza disso? –Tentei falar alto, mais tudo saiu como um sopro.
–Seu pai me mostrou uma foto de seu namorado...
Bella se levantou, e andou até a sua mesinha de cabeceira, tirando um retrato e colocando em minhas mãos. Quando vi a foto, meu coração gelou as semelhanças entre eles eram enormes. Senti meu coração sangrando, enquanto todo o meu mundinho se desabava, ficando completamente cinza. Aquilo não podia estar acontecendo comigo. Levantei devagar enquanto crescia um enorme turbilhão dentro de mim, como um vulcão pronto para entrar em erupção. E antes que Bella pudesse gritar meu nome, eu sai correndo, eu queria sumir, fugir daquele lugar que o destino havia me colocado. Eu não conseguia mais pensar em nada, apenas no Mike e no Jacob, no meu amor e no meu pesadelo. Sai da casa de Bella, com os batimentos a mil, eu não queria voltar pra casa, não queria ver e nem falar com ninguém naquele momento. Entrei no carro, e pisei fundo no acelerador indo a quase 200k/h. Eu iria para o mais longe possível que eu poderia ir, deixando para trás tudo, sem pensar em ninguém mais. Sem me preocupar com nada, apenas com a minha dor.
Notas finais
E a coitadinha da Malu, como sempre sofrendo. Nao sei se vocês perceberam mais a Malu já está se sentindo estranha com relação ao Jacob, não?
Hum, eu já estou louquinha para saber o que ira sair dessa minha cabeçinha.
Até o proximo capitulo amores!!!!!!
E NÃO ESQUECAM DAS MINHAS REVIEWS, EU QUERO MUITAS, MUITAS REVIEWS!!!
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