Traga-me Para A Vida

23 Capítulo 22 - De volta ao passado (part.2)


Notas iniciais
Olá meninas!!!
Mais um capitulo que segue...
Meninas um aviso: Nesse capitulo terá fatos do passado e do presente de nossa querida Malu, então leia com atenção para não se perderem.
E me mandem comentarios!!! Quero chegar aos 170 nesse capitulo.
Bjs...
Nos vemos lá embaixo
Boa Leitura!!!

Abri meus olhos e vi que já era dia, porém meu corpo pedia para continuar deitada. Mas eu não podia, pois acabaria chegando atrasada para o colégio. Levantei da cama lentamente ainda sonolenta, enquanto meus olhos iam se acostumavam com a claridade. Caminhei até a janela, abrindo-a como fazia todos os dias pela manhã, e um vento úmido e gélido bateu em meu rosto me causando arrepio. Estava chovendo, e a chuva caia em pancadas fortes.

Era mais uma manhã de outono fria e chuvosa como havia sido durante todo o resto da semana. E eu odiava dias de chuva, eles eram tristonhos e me mantinham afastada de Mike. A minha felicidade era quando o dia amanhecia, porque eu sabia que o encontraria novamente no colégio.

Fiquei por alguns segundos observando a chuva cair, até que escutei a voz de minha mãe me chamando para o café da manhã, e foi quando eu percebi que já estava atrasada. Entrei no banheiro correndo, tomei banho e me vesti as presas, colocando uma calça jeans escura, um all star, a blusa do colégio e um casaco branco por cima. Penteei meu cabelo o deixando em ondas, passei uma maquiagem clara, peguei minha mochila e desci as escadas correndo, pois já estava mais do que atrasada. Peguei um copo de suco de laranja que estava sobre a mesa de jantar, um pedaço de pão que eu comia as presas porque meu pai e minha mãe já estavam dentro do carro buzinando, aflitos.

Adentrei no carro sentando no banco de trás. Dei um beijo em meu pai e em minha mãe, os cumprimentando, e coloquei os fones de ouvido. O único momento em que eu gostava da chuva era esse, quando eu estava com os fones de ouvido, dentro do carro, a caminho de algum lugar. Eu amava me perder em pensamentos que eu no fim saberia a onde me levariam. Ao Mike, meu namorado perfeito, que a essa altura já deveria estar me esperando em frente ao colégio com um guarda-chuva em mãos, como sempre fazia. E mais uma vez eu não estava errada. Assim que meu pai parou o carro em frente ao colégio, Mike veio com seu guarda-chuva preto em mãos para me buscar. Desci do carro as presas, pois agora havia chegado à parte do dia que eu mais gostava, e quando eu falava isso, não era na parte do colégio que eu dizia, e sim a parte em que eu poderia ficar ao lado de Mike sem que ninguém atrapalhasse, quer dizer, isso sem contar com as aulas.

O sinal do colégio já havia tocado, anunciando que as aulas começariam. Infelizmente Mike era mais velho um ano que eu, e por causa da nossa diferença de idade não éramos da mesma turma. Despedi-me dele dando-lhe um beijo em seus lábios e adentrei na sala, onde o professor de português entregava as provas. Hoje seria mais um dia insuportável no colégio, como o segundo bimestre estava acabando estávamos em semana de prova, e eu sabia que iria me dar mal.

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–Acorda! – Senti a água fria banhar meu corpo e a voz da mulher que eu temia ao longe.

Acordei de meus devaneios quando senti a água gelada chocar o meu corpo, minha cabeça doía, latejava, enquanto eu ainda tonta percebia que aquilo era real. Tentei levantar, mais foi ai que percebi que me encontrava amarrada em uma cama de madeira. Olhei para tudo ao meu redor, averiguando o lugar, e meu coração acelerou quando percebi a onde estava. Eu não sabia minha localidade, mais estava em algum cômodo de uma casa de paredes de tijolos não embolsada. A casa cheirava a mofo, e a umidade estava bem visível. Lágrimas desciam de meus olhos desesperadamente, enquanto o medo me dominava. A onde eu estava? E o que seria de mim? – Perguntava para mim mesma.

–Está com medo Maria Luiza? – Escutei aquela voz familiar que vinha da porta.

– O que você quer comigo? –Gritava. –Me tira daqui! – Gritei novamente antes das lagrimas me sufocarem, afundando minha cabeça no travesseiro.

– Sair? – Escutei a porta se abrindo, e quando levantei a cabeça, vi o meu pesadelo em pessoa.

Sarah Black uma mulher morena de cabelos negros e olhos negros como a noite que por alguma razão me odiava. Sarah nunca gostou muito de mim, principalmente depois de saber que eu tinha família em Forks. Eu nunca entendi muito bem o porquê, até que conheci o seu passado obscuro, o passado que ela mantivera guardado por tanto tempo. Agora eu entendia o porquê dela me odiar. Eu havia acabado e desvendado toda a mentira que ela mantinha em segredo. Ela sabia desde o começo que eu era uma ameaça para ela, e fazia de tudo para que eu ficasse longe de seu filho. Só de pensar que antes eu admirava aquela mulher, pela sua postura firme, pelo seu caráter, me dava ódio de mim mesma. Tudo aquilo era uma fachada, uma pintura para esconder o que realmente ela fora, e o que ela era.

–Sair... – Repetia agora para si mesma pensativa, andando de um lado para o outro no quarto.

– Me deixe ir embora, por favor... – Eu pedia.

–Ir embora? Você quer ir embora?! – Gritava agora em meu rosto, segurando meu cabelo. – Já que você quer ir embora então vá. – Falou calma, pegando um bolo de chaves que havia em seu bolso e abrindo as algemas que me mantinham presa a cama.

Assim que ela me soltou, eu fiquei com medo do que ela poderia fazer, então corri até a porta do quarto, que para o meu desespero estava trancada.

–Você achou mesmo que eu iria deixar você sair assim facilmente? – Falou puxando o meu cabelo e me jogando no chão.

–Por que você está fazendo isso? – Gritei caída ainda no chão, sem forças para levantar.

–Por quê?! – Gritou. – Você matou o meu filho, colocou minha filha contra mim, e isso sem falar que está tentando destruir tudo o que eu consegui!

– Eu não matei o Mike... – Soprei as palavras, pois as lagrimas me sufocavam. – E sua filha e seu passado quem está destruindo é você, ao longo dos anos, mentindo.

– Você matou sim! – Insistiu, naquele assunto que ela sabia que me machucava. – Você matou o meu bebê, e agora quem irá te matar sou eu. – Gritou sacando a arma de sua cintura.

–Não! –Gritei, e logo depois tudo se apagou novamente.

~#~#~#~#~

O tempo havia passado e o sinal da escola tocou novamente anunciando agora que as aulas haviam acabado. Coloquei os livros dentro de minha mochila, despedi-me de todos que ainda se encontravam na sala e sai. Estranhei pelo fato de Michael ainda não estar na minha sala ainda a essa altura, pois ele sempre aparecia para me buscar. Caminhei pelos corredores do colégio até sua sala, mais ele já havia saído. Olhei o pátio, escadas, e nem sinal de meu namorado. Sai do colégio e a chuva caia agora mais forte. Avistei alguns de seus amigos e perguntei por ele, e eles me disseram que o virão sair debaixo da chuva com Paola, o que eu estranhei. Paola era o tipo de menina que todos os meninos queriam. Branca com o corpo escultural, de cabelos pretos brilhantes, bonita, a verdadeira patricinha do colégio. Mike nunca gostou dela, ele sempre dizia que a achava fútil demais, então por que agora ele teria saído da escola com ela e não havia me esperado?

Nós estudávamos em um colégio integral, e agora a noite já havia caído. Fiquei o esperando durante um tempo para ver se ele retornava, porém nada. Resolvi ir procura-lo, saindo debaixo da chuva que agora havia apertado. Caminhei até uma rua isolada atrás do colégio e meu coração gelou quando eu vi Mike e Paola aos beijos embaixo de uma marquise. Lágrimas brotavam de meus olhos e rolavam em meu rosto rasgando tudo por dentro. Por alguns segundos eu achei que estivesse enganada, que não era o meu Mike nos braços de outra, mais os seus cabelos grandes e negros não enganavam. Ver aquela cena só me deu raiva, um ódio desconhecido crescia por dentro de mim, e sem perceber eu corri na direção em que os dois se encontravam...

~#~#~#~#~

Senti outro jato de água gelada em meu corpo, o que me fez acordar novamente. Eu estava caída no chão, completamente sem forças para levantar, sentindo minha cabeça martelar cada vez mais. Meu corpo estava dolorido, mas eu tinha que ser forte, eu teria que aguentar toda aquela tortura, todo aquele sofrimento, pelo filho que eu carregava em meu ventre e por Jake... Jake, pensar em Jacob fez com que meu coração batesse descompassado, e raiva de mim mesma por não ter o ouvido ontem à noite, quando ele disse que já era tarde demais. Por que eu tinha que ser tão teimosa para não ouvi-lo? Por que eu não o escutei?

Pensei a onde ele poderia estar agora, e de como ele me fazia falta. Eu só queria sentir seu corpo envolvendo o meu agora e arrancando toda a dor que eu estava sentindo...

Pov. – Jacob.

Acordei pela manhã sentindo um vazio ao lado da cama. Eu já havia me acostumado a dormir ao seu lado as noites, e sentia a sua falta, quando não a via dormindo ao meu lado pela manhã.

Levantei da cama em um pulo, parecia estranho mais eu sentia um pressentimento ruim. Eu deveria só estar preocupado por Malu ter ido embora tarde ontem. Peguei a toalha para tomar um banho, acabei de tomar meu banho, coloquei uma calça jeans, uma blusa preta e tênis e já ia descer para tomar o meu café da manhã, quando o telefone do hotel tocou. Estranhei, pois o telefone nunca havia tocado antes, e atendi... Desliguei o telefone, depois do cara da recepção dizer que tinha um casal, me esperando no hall, e quase congelei quando ele pronunciou seus nomes; Sr. Robert e Sra. Samantha; pais de Malu. Respirei fundo e desci até o Hall de entrada onde eles me esperavam, e meu coração acelerou; agora o pai dela iria me matar.

Assim que cheguei ao Hall, Samantha e Robert vieram ao meu encontro, e pela cara dos dois algo havia acontecido.

– A onde está minha filha? – Perguntou Robert, com uma expressão de raiva, segurando minha blusa.

–Robert, calma. – Pediu Samantha. – Jacob onde está a Malu? – Perguntou, enquanto eu a olhava sem entender nada.

– A Malu foi para a casa dos seus avós. – Respondi.

– Para de mentir garoto, nós sabemos que a Malu está com você! – Robert quase gritou.

– O que está acontecendo? O que aconteceu com a Malu? – Perguntei, sentindo meu coração acelerar.

– Jacob, a Malu não está com você? – Perguntou Samantha preocupada.

– Não. –Respondi. – Ela foi para a casa ontem à noite. – Falei, me sentindo perdido. – Por quê? Ela não está lá? – Agora quem quase gritou foi eu.

–Não... – Disse Samantha com lagrimas nos olhos, enquanto eu tentava digerir suas palavras.

Meu coração batia acelerado agora mais do que o normal, enquanto meus olhos se enchiam de lagrimas. O que será que havia acontecido com minha Malu? Onde será que ela estava? Perguntas sem respostas se formavam em minha cabeça, me deixando ainda mais nervoso. Eu me sentia culpado agora por ter a deixado ir embora sozinha quase de madrugada ontem à noite. E a culpa que eu sentia dentro de mim, agora quase me matava. Eu pensava para onde Malu poderia ter ido, mais a única coisa que vinha em minha mente agora era Sarah Black, minha mãe. Malu no dia em que me contou sobre a gravidez havia dito que havia encontrado minha mãe, e disse que ela havia dito para ela não se meter em seu caminho.

– Sarah Black! – Quase gritei. – Lógico, ela, só pode ter sido ela! – Falava desesperado, andando para um lado e outro.

– Sarah Black? – Samantha perguntou. – O que tem Sarah Black?

–É o que tem Sarah Black? – Robert repetiu.

– Tudo! – Falei tremendo. – Ela deve ter descoberto que Malu me apresentou para Rachel e... – Não conseguia dizer, era doloroso demais.

– A Malu te apresentou para a Rachel? Omg! – Samantha falou atônita. – Robert minha filha... – Falou chorando desesperada.

– Vamos até a casa de Sarah... – Falou Robert.

Pegamos um táxi para ir até a casa de Sarah e assim que chegamos à porta do prédio onde Sarah morava encontramos Rachel com um homem branco de cabelos grisalhos que se espantou quando me viu. Rachel tinha o olhar cansado como se tivesse chorado a noite inteira, e uma expressão preocupada em seu rosto.

Assim que Rachel me viu correu ao me encontro, dando-me um abraço forte, que nem mesmo eu esperava. Seu abraço foi carinhoso, forte e desesperado.

– Jacob... – Chorava. – Me desculpa. – Falou afundando seu rosto em meu peito.

–Porque está me pedindo desculpa? – Perguntei.

– Eu falei com minha mãe, eu não aguentei... – As lágrimas a calaram.

– Tudo bem. – Falei a consolando, quando o que eu queria, era ser consolado.

Pov. – Malu.

–Acordou dorminhoca? –Sarah falava sarcástica, sentada em uma cadeira de maneira, me observando. –Você é tão burra. – Falou. – Eu te dei tantas chances para sumir. Eu te avisei tanto para não se meter em meu caminho... Mas mesmo assim você voltou, mesmo assim você se meteu em minha vida, querendo me afundar.

–Você não vê que é você mesma que está se afundando? – Perguntei. – O seu mal não afetou somente a você, afetou seus filhos também... Rachel, Mike e Jacob foram vitimas; todos eles sofreram porque você não pôde aguentar...

–Cala a boca! –Gritou.

–O que eu mais peço e que quando meu filho nascer, eu não seja nem um pouco parecida com você. Porque uma pessoa como você não merece ser chamada de mãe.

–Cala a boca! – Gritou novamente. – Você por acaso falou quando meu filho nascer?

–Sim Sarah! –Gritei. –Eu estou esperando um filho de Jacob! Nós teremos um filho... O seu neto! – Cuspi as palavras.

–Neto não! Eu não serei avó de um bastardo! O Jacob não é meu filho! – Gritou.

–Por que não? – Perguntei chorando. – Só porque você não o quis como filho? –Cuspia as palavras com nojo.

– Chega! –Gritou me assustando. –Já escutei coisas demais de você!

–Isso te incomoda Sarah? – Continuei. – Você não gosta de falar sobre isso? Então vamos falar. –Provoquei.

–Cala a boca garota irritante, ou eu te mato! – Gritou apontando a arma para mim.

–Então me mata! – Gritei levantando, ficando de pé a sua frente. – Me mata! Por sua causa eu já morri diversas vezes antes, por sua causa eu passei meses sem sorrir, por sua causa eu me torturei! Por sua causa eu cai em um abismo, que somente o seu filho bastardo me tirou. – Gritei. – Então se você quiser me matar, estará fazendo um enorme favor a mim.

– Se você acha que eu estou te torturando, você ainda não viu nada. – Falou. – Você pagará muito caro por ter tirado o meu Mike de mim. Você ficará presa aqui até eu enjoar de ver a sua cara.

–Eles irão me achar Sarah, você já está em uma rua sem saída, todos já viraram as costas para você. Primeiro foi Mike, depois Jacob, Rachel e seu marido Bernard, que a essa altura já deve estar sabendo de todo o seu passado podre.

–Cala a boca!

–Não! Não! Não! – Gritei, enquanto a via sair do quarto, e cai fraca sobre a cama.

Lagrimas caiam descontroladamente sobre o meu rosto, eu estava trancafiada naquele quarto, perdida em um passado e um presente doloroso. Perdida em sentimentos que me levavam de volta ao passado que com muito custo eu tentava esquecer.

Dizem que quando se esta perto da morte, quando sua vida está por um fio, você vê toda a sua vida diante de seus olhos, passando de maneira acelerada. Era isso que eu via e presenciava agora, minha vida passada se misturando com o meu presente. Será que eu estava perto do fim?

Notas finais
Meninas o que acharam?
Existe muita coisa do passado de Malu a ser relevado.
E o Mike? Realmente ele traiu Malu?
Sarah a cada dia que passa fica mais louca... Será que ela irá parar?
E Jacob, Samantha, e Robert, acharam onde Malu está?
Como sempre deixarei duvidas na cabecinha de vocês kkk
Aguardem o próximo capitulo... Tudo lá irá ser esclarecido.
COMENTÁRIOS???!!!
Beijinhos amore...
By: Milleyd ♥