Traídos Pelo Desejo.
2 Capítulo 2
Notas iniciais
mais esta ai, tenham uma boa leitura.
Kiki
Ps (Nota Tiih).Este capítulo é dedicado a leitora Misslany, que além de ser minha amiga pessoal foi quem deu a ideia para a fic.
Tiih
PDV Narrador.
Bella acordou desorientada e com dor de cabeça. Seu corpo estava dolorido e plenamente satisfeito. Olhou em torno da sala. Estava deitada sobre o tapete em frente à lareira nua, coberta com uma grossa manta de tricô. Sorriu suspirando lembrando os tórridos momentos vividos com Edward durante todo o fim de semana e suspirou enrolando-se na manta. Minutos depois ouviu a porta do chalé sendo aberta e seus olhos voltaram-se para lá. Edward entrou carregando um pouco mais de lenha e ao vê-la acordada sorriu amplamente, seguindo até a lareira e reavivando o fogo. Ela observou-o sentindo o coração apertar, pois sabia que a hora de se despedirem havia chegado.
–Bom dia.
–Bom dia, respondeu espreguiçando-se.
–Dormiu bem? Perguntou sorrindo lascivamente. Eles haviam se amado praticamente a noite inteira vindo apenas cochilar nas primeiras horas da manhã.
–Não, mas, estou bem, respondeu corando levemente. Ele sorriu surpreso e admirado.
–Bom, o dia já amanheceu e eu preciso ir.
–Tudo bem. Obrigado por... Tudo. Foi um dos melhores finais de semana que eu já tive.
–Por nada. E posso dizer a mesma coisa. Serei eternamente grato pela sua... Hospitalidade.
Seus olhares se cruzaram tristes, mas antes que ela pudesse dizer algo ele pediu:
–Será que poderia me dar o telefone de um mecânico? O meu carro está quebrado a alguns quilômetros daqui, na estrada principal...
–Claro que sim, respondeu pondo-se de pé. A manta escorregou e ela ficou nua na frente dele que engoliu em seco apreciando o corpo feminino macio e cheio de curvas.
–Devia ser um pecado uma mulher ser tão linda como você. Corando até a alma, ela sorriu brevemente e caminhou até o banheiro, vestindo apressadamente um roupão atoalhado e curto, voltando para sala. Ao passar por ele foi puxada para um longo beijo ao qual correspondeu vorazmente. Se ele iria sair de sua vida para sempre, por que não aproveitar um pouco mais?!
–Edward... Sibilou suspirando. Ele afastou-a e deixou suas testas se tocarem, gemendo interiormente por ter que ir embora, mas o dever o chamava e Edward Cullen jamais fugira de suas responsabilidades.
–Odeio interromper e se dependesse de mim passaria mais um dia inteiro na cama com você, mas...
–Você tem que ir, ela respondeu resignada. Ele assentiu sentindo sua garganta apertar. -Dê-me apenas um minuto, disse saindo da sala em direção ao quarto onde pegou o celular e ligou, indo para a agenda e encontrando o número do celular de Jacob, seu grande amigo e o melhor mecânico que já conhecera. Voltou para sala e disse o número a ele que gravou no seu celular.
–Bella, o meu número é... E falou o número do celular pessoal dele para ela. Ela anotou no mesmo instante e em seguida deu um toque com o seu parelho para que ele também pudesse registrar o número de seu celular. Seus olhares se cruzaram mais uma vez e ele sorriu com um brilho estranho no olhar.
–Bom, se precisar de qualquer coisa... Digo se acontecer alguma coisa... Por favor, me ligue ok?
–Tudo bem, respondeu sentindo o coração pesado dentro do peito. Ele caminhou até ela deu um breve beijo em seus lábios e saiu sem olhar para trás. Ela sentiu as pernas fraquejarem e desabou sobre o sofá, agradecendo mentalmente a Deus porque só precisaria estar no fórum hoje à tarde, às catorze horas, para uma audiência.
–--
Edward olhou com estranheza o rapaz musculoso guiando uma motocicleta aproximar-se e esperou. Fazia vinte minutos que havia ligado para o número que Bella tinha lhe dado antes que saísse da sua propriedade e apesar de ouvir uma voz jovem do outro lado do telefone, nunca imaginou que o tal Jacob Black seria assim, moreno, sarado de academia, cabelos pretos e muito curtos, trajando uma calça jeans, camisa de malha justa preta e botas. Seu estômago revirou ao cogitar que tipo de relação ele e Bella poderiam ter.
–Bom dia. Edward?
–Sim, obrigada por vir.
Sem demore Jacob ergue o capô do veículo e deu uma olhada, pedindo para Edward ligar o motor em seguida. Os ruídos que o carro emitia assemelhavam-se mais aos de uma locomotiva do que aos de um automóvel. Edward revirou os olhos enquanto Jacob mexia habilmente no motor. Duvidando que o volvo tornasse a funcionar, Edward desligou o motor, saindo do veículo.
–Como você pode ver, eu estou com um grande problema, falou.
–Sim, você está.
–O que acha que pode ser?
–Sinceramente não sei. Nunca mexi num carro sofisticado desses, mas acho que deve ser como qualquer outro. Vou dar uma olhada no capô de baixo. Não quer pegar uma carona até a cidade enquanto isso?
Edward mal conseguiu conter um calafrio quando ouviu tais palavras. A ideia desse mecânico de beira de estrada tocando seu carro deixava-o arrepiado, os cabelos de sua nuca em pé, mas que escolha tinha afinal?!
–E como faço para pegar uma carona por aqui?
O rapaz sorriu amplamente.
–Daqui a alguns minutos o xerife passa aqui. É o caminho diário dele até a delegacia de Forks. Vou dar um jeito de rebocar seu carro até a minha oficina na cidade. Bem, não exatamente na cidade, na verdade fica na entrada da praia de La Push. É onde nos moramos.
–Ok, respondeu memorizando cada detalhe mentalmente. – E a que horas devo ir buscar o carro?
–Está de passagem ou vai visitar alguém em Forks?
–Perguntou fechando o capô e limpando as mãos sujas de graxa num trapo velho.
–Vou para Forks a trabalho, retrucou tranqüilo vendo as imagens do fim de semana espetacular de desenrolando em sua mente.
–Ah é? E vai fazer o que por aqui? A cidade é muito pacata... Respondeu afável. Edward ajeitou sua postura e encarou-o o rapaz medindo-o de cima a baixo.
–Sou o novo Promotor Público. Edward Cullen, respondeu vendo a surpresa tomar conta do rosto do outro.
–Nossa! Por essa eu não esperava. Sabia que tinham solicitado alguém, mas nunca imaginei que uma pessoa tão jovem quanto você viria para ocupar o cargo.
Edward assentiu, mas nada disse. Tinha vinte e nove anos bem vividos, sete dedicados com afinco a profissão que amava.
–A propósito, como conseguiu o meu telefone?
Questionou curioso. Ponderando se deveria ser sincero ou não achou melhor contar a verdade, afinal numa cidade pequena às notícias logo logo se espalhariam e Bella descobriria quem era ela. Isso é claro se ela morasse nas redondezas.
–Bella.
Os olhos de Jacob iluminaram-se ao ouvir seu nome. Edward trincou os dentes cerrando o maxilar imaginado se o mecânico já havia desfrutado de momentos tão especiais como ele nos braços dela.
–Onde ela está?
Questionou Jacob olhando para os lados, os olhos escuros ansiosos à procura de mulher querida. Esforçando-se para não perder a paciência e mandar o garoto à merda, respondeu a contragosto:
–Bem... Ela ficou... No chalé, respondeu dando o assunto por encerrado enquanto ouvia o ronco do motor de um carro aproximando-se. Os dois voltaram-se para a estrada e a viatura da polícia surgiu depois da curva.
Horas depois...
–PUHHH!!!
Alice cuspiu seu café para fora olhando estarrecida para sua amiga e chefe com os olhos arregalados, quase saltando das órbitas.
–Você o quê?!
Perguntou com os olhos quase saltando fora das órbitas. Bella olhou em volta, preocupada em estarem atraindo a atenção e os olhares dos outros.
–Shh... Fale baixo, criatura! Quer que a cidade inteira escute?!
–Céus... Acho que eu estou com um grave problema de audição, ou então, Bella, você enlouqueceu de vez! O sorriso da amiga sentada à sua frente não poderia ser maior.
–Se você o visse, Alice... Hum... Suspirou longamente.
–Bella! Onde está a advogada recatada, desconfiada e sempre alerta que eu conheço?!
–Tirou férias, respondeu divertida.
–Bella, isso é sério! Como pôde ser tão inconsequente ! Você nunca viu esse homem antes, ele pode ter alguma doença ou até mesmo várias doenças. Vocês não usaram preservativos e transaram meia dúzia de vezes! Você tem que ir a um médico com urgência! Hoje de preferência.
–Não era você quem vivia dizendo que eu precisava sair da minha redoma e encontrar alguém? Que precisava me arriscar mais?!
–Sim, mas não com um completo estranho! Essa idéia maluca nunca passou pela minha cabeça! E se ele fosse um serial killer?! Há esta hora nos estaríamos todos aqui na cidade a procura do seu cadáver!
Exclamou entre dentes desejando que a amiga recuperasse o bom senso que havia perdido sabe-se lá onde
–Você pode estar certa, Alice, mas essa foi a única loucura que fiz em toda a minha vida. A única coisa fora dos eixos que eu me permiti fazer e cada minuto valeu à pena. Então...
Alice crispou os lábios numa linha fina, visivelmente contrariada. Bella não estava realmente enxergando o perigo que correra no fim de semana. Ignorando as caras e bocas de sua melhor amiga, ela prosseguiu:
Além disso, ele me deu o número do seu celular para o caso de haver alguma emergência, falou abrindo aspas no ar com os dedos. Alice rolou os olhos, abismada demais para retrucar. Ela com certeza estava completamente fora de si!
–Mas tudo bem, eu vou ao médico sim, mas não hoje. Esqueceu que o promotor novo vai chegar à cidade hoje?! Tenho que estar lá no fórum para ver a cara do velho. E ele que se prepare porque vou defender os meus clientes com a mesma determinação ferrenha de sempre.
–Quando então? Espere. Deixe-me resolver isso por você. Ligo para o consultório assim que chegarmos ao escritório e marco uma consulta de urgência. E por que acha que ele é velho?
–Quem em são consciência deixaria um emprego tão bom numa cidade grande e viria se enterrar aqui em Forks?! É velho com certeza.
–Não sei não... De repente ele gosta da vida numa cidade mais calma...
–Alice, não delire. Nem todos os homens são iguais ao meu irmão e por falar nisso... Bella sabia que a amiga e seu irmão já haviam saído juntos algumas vezes e que Alice era completamente apaixonada por Jasper, que teimoso como uma mula empacada não assumia nenhum relacionamento mais sério.
–Não vamos falar nisso ok?
A amiga cortou-lhe.
–Temos que pensar em você e nessa loucura que aprontou com esse Dom Juan de meia tigela.
–Meia tigela?! Há! Bote um milhão de tigelas nisso, Allie e só para esclarecer, não foram seis, mas sete vezes. Nós fizemos amor sete vezes durante o fim de semana. Edward Thomas é uma máquina humana de fazer sexo, lindo e sexy como o inferno, concluiu encantada. Alice sorriu sem querer.
–Cuidado ou vai acabar entrando para o livro do recordes, Bella. As duas sorriram e saíram da lanchonete dos Newton em direção ao fórum da cidade.
No Fórum...
PDV Bella.
–Boa tarde senhorita Swan. Boa tarde senhorita Brandon, disse o auxiliar de serviços gerais quando nos avistou. Ele parara de passar o esfregão no chão e esperou que nós passássemos.
–Boa tarde, Demetri.
–Boa tarde, meu anjo lindo, disse Alice fazendo com que o homem mais velho ficasse ruborizado.
–Assim a senhorita me deixa sem jeito, respondeu corado.
–Eu já lhe disse antes, Demetri. Se a Jane não fosse sua esposa eu me candidataria na hora, respondeu brincando. Ele e a esposa sempre trataram a Alice com um carinho especial uma vez que seus pais haviam morrido anos atrás e Jane trabalhava na casa dos Brandon.
–E o Promotor novo? Já chegou?
Perguntei sentindo uma pontinha de curiosidade.
–Sim, respondeu abrindo um largo sorriso que fez duas covinhas parecerem nas faces enrugadas de bochechas proeminentes.
–Sim?!
Alice e eu dissemos em uníssono.
–Como ele é? Simpático? Velho? Feio? Mandão? Arrogante e insuportável?!
Revirei os olhos com impaciência. Quando a Alice desandava a falar daquele jeito, era um verdadeiro desastre. Ninguém mais abria a boca, portanto tratei de contê-la.
–Alice, acalme-se! Desse jeito você não deixa que Demetri ao menos articule uma palavra quanto mais abrir a boca!
Ela respirou fundo algumas vezes, buscando controlar-se.
–Ok, desculpem-me, Acho que me empolguei um pouco ok?! Vamos lá Demetri, pode dizer...
Ergui a mão pedindo que ela parasse. Ela o fez e me fitou confusa, seu olhar alternando entre minha pessoa e o zelador.
–Não precisa dizer nada, Demetri. Sou capaz de apostar um dos meus braços que o novo Promotor é um velho gagá metido a besta, boçal, arrogante, metido, prepotente, antipático e muito, muito estúpido. E vocês têm de concordar comigo. Ou não?
–Bella...
Alice disse mordendo os lábios e olhando por sobre o meu ombro. Ignorei-a daquela vez dando um longo suspiro. Demetri pigarreou visivelmente constrangido com o meu discurso, mas eu juro que naquela hora não notei.
–Será que eu sou a única aqui a pensar desta forma? Ele não deve ter o mínimo de competência para exercer um cargo como este, ou então está envolvido em alguma história podre de corrupção. E se digo isso, digo por experiência, afinal de contas quem em sã consciência sairia de um emprego reconhecido como este numa cidade grande ganhando um salário exorbitante e viria se esconder aqui neste fim de mundo?! Escutem o que eu estou dizendo, aí tem coisa!
Exclamei triunfante virando-me e ficando congelada, paralisada no lugar. Edward Thomas estava ali, bem atrás de mim acompanhado pelo pai de Jacob, o juiz aposentado Billy Black, que me fitava com incredulidade e pela senhorita Coop, uma senhora que trabalhava desde sempre ali no Fórum como secretária.
Busquei o ar que me faltava ainda em choque com aquela visão do homem maravilhoso que havia estado no meu chalé durante o fim de semana. Engoli em seco e consegui balbuciar:
–Você!
–Sim, senhorita...
Seus olhos vagaram a procura do meu nome no crachá de identificação. Sua postura era de tensão, os olhos em fenda, as narinas dilatadas, braços cruzados sob o peito e as pernas ligeiramente separadas. Seu maxilar estava trincado e a rosto apresentava uma expressão de profundo desagrado. As mãos abriam e fechavam bem devagar. Sim, ele estava com raiva, com muita raiva.
–Swan. Senhorita Isabella Marie Swan. Sim, sou eu mesmo, Edward Thomas Cullen o novo Promotor Público da cidade, falou enfatizando cada palavra. Não pude responder nada, eu estava em choque. Ele continuou:
–E pelo que vejo a senhorita parece saber tudo ao meu respeito, concluiu irritado. Engoli em seco clamando para que o chão se abrisse e que eu pudesse enfiar minha cabeça nele como um maldito avestruz. O meu Edward era o novo promotor público de Forks?! E eu o tinha chamado de velho, corrupto e incompetente?! OMG! OMG! Que DEUS me ajudasse porque eu estava muito, muito ferrada!
O silêncio era total, opressivo e absoluto. Senti as borboletas saltando em meu estômago e vi que precisava fazer alguma coisa rapidamente para ao menos tentar amenizar aquela horrível situação.
–Er... Eu... Senhor Cullen, eu...
–Já chega Bella!
Interferiu o juiz Billy Black com os olhos soltando faíscas em minha direção. Se um olhar fosse capaz de matar alguém, com toda certeza eu estaria mortinha agora mesmo, estirada naquele corredor na frente deles. Billy respirou profundamente e eu estremeci interiormente.
–Você deve desculpar-se imediatamente com o Dr. Edward! E torça para que ele não lhe dê uma advertência por portar-se de maneira imprópria e antiética! E saiba que temos muita sorte em tê-lo aqui na cidade.
Disse com rispidez. Ergui minha cabeça, ajeitei minha postura e fitei Edward diretamente nos olhos.
–Desculpe-me, Sim? Eu falei sem pensar e juro que não tive a real intenção de ofendê-lo.
Ele me avaliou por longos segundos, assim como os outros. Me senti como um germe exposto a luz poderosa de um microscópio potente, louca para sair dali o mais depressa possível. Edward assentiu com a cabeça fazendo e saiu andando em direção a sua nova sala sem ao menos olhar em minha direção. Alice, Demetri, Billy e a senhorita Coop respiraram aliviados.
Dei um sorriso amarelo e saí apressada, seguida por Alice. Assim que entramos na minha sala...
–O que foi aquilo?! Mãe do céu, que homem!
Exclamou encantada enquanto me via desabar na cadeira como um saco de batatas.
–Nem me fale... Acho que agora consegui estragar tudo, gemi baixinho. -Eu e minha boca grande. Lá se foi um final de semana perfeito...
Alice arregalou os olhos, enquanto eu amargava e tentava engolir o sabor de derrota
–Vai me dizer que o tal homem misterioso que passou o fim de semana com você é o novo Promotor Público de Forks?!
–Eu não sabia. Juro. Sequer imaginei tal possibilidade, Allie...
–Esqueça tudo o que eu disse. Você foi descuidada, sim, mas nem uma freira conseguiria resistir a tanto sexy appeal...
–Não me faça sentir pior do que já estou! Ele me disse que se chamava Edward Thomas e que estava de passagem.
–E estava, Bella. O destino dele era Forks. Seu chalé fica na floresta a mais de quarenta minutos da civilização... Meu Deus!
–O que vou fazer agora?!
Murmurei apertando as mãos.
–Preparar-se.
–O que?
–Preparar-se para uma boa briga, porque depois dessa minha amiga, eu acho ele não vai facilitar a sua vida em nada...
Fechei os olhos sentindo um misto de irritação e frustração. Ela tinha toda razão. Edward Thomas Cullen com certeza seria de agora em diante como uma pedra no meu sapato.
Notas finais
Beijosssssss
Kiki
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