Tróia
3 Meu Loiro
Notas iniciais

Assim que chegou ao quarto de Sasuke, Naruto o viu sentado sobre a cama, com as pernas esticadas e as costas apoiadas a parede vermelha-sangue.
– Chamou, Sasuke-sama? – disse Naruto, fechando a porta atrás de si.
– Venha aqui. – o Uchiha ordenou, olhando para o espaço ao seu lado na cama.
O Uzumaki se aproximou do príncipe e sentou-se onde o mesmo indicara, ajeitando a postura e curvando um pouco a cabeça, numa posição submissa.
– O que deseja Sasuke-sama? – perguntou timidamente.
– Você.
Ergueu o braço, levando uma mão até o rosto macio do loiro e fazendo uma caricia no mesmo, parando com o polegar sobre seu lábio inferior, rosado, úmido, o encarando com desejo.,
– Beije-me. – ordenou.
Naruto segurou delicadamente a mão do príncipe que ainda se encontrava em sua face, retirando-a dali lentamente e levou sua boca de encontro a de Sasuke, conectando ambas num beijo calmo e superficial.
O Uchiha levou ambas as mãos a sua cintura, puxando o delicado corpo do menor para seu colo, escorregando a destra pela pele quente das costas delicadas do mesmo e agarrando os fios macios de sua nuca com a outra, o puxando cada vez mais para si.
O contato doce e delicado de Naruto não era o suficiente, Sasuke queria mais.
Muito mais.
Virou-se, empurrando o loiro contra o leito e subindo em cima do mesmo, agarrando as coxas torneadas e abrindo suas pernas, de modo que ele ficasse completamente desejoso e entregue.
– Sasuke-sama... – suspirava melodicamente o Uzumaki, extasiado com os toques afobados do maior.
O moreno observou seu rosto corado, os lábios avermelhados pelo beijo e os olhos úmidos.
Céus. Como o Sabaku ousara se aproximar do que era seu?! Pensar que Gaara havia encostado, ou sequer respirado perto de seu Naruto, o enlouquecia.
Segurara ambos os pulsos do loiro, os prendendo nos braceletes presos as grades desenhadas e esculpidas do espelho da cama, algo que ele já encomendara sob medida com esses tipos de pensamentos.
– Naru... – sussurrou acariciando lhe o rosto. – você sabe o que significa isto? – colocou uma mecha atrás de sua orelha, expondo o belíssimo brinco.
– I-Isto o que, Sasuke-sama? – suspirou.
– Isto. – segurou o brinco no lóbulo do outro.
– Que eu pertenço aos Uchihas...
– Errado.
Agarrou o membro do Uzumaki, apertando-o firmemente por cima da calça clara.
– Ah...! – os orbes cerúleos se arregalaram. – Sasu... ke-sama...
– Isso significa que você me pertence. – sussurrou encarando fixamente o menor com as íris um tanto avermelhadas. – Agora me diga Naru...
Agarrou os fios dourados, enrolando-os em sua mão e forçando o outro a erguer o rosto. Com a mão livre, segurou seu queixo, olhando para Naruto, com os olhos semicerrados, agora completamente escarlates.
– A quem você pertence?
O Uzumaki ruborizou, sentindo os olhos lacrimejarem e a respiração acelerar, tornando-se quente e descompassada.
– A você Mestre... Eu pertenço ao Sasuke-sama. – completou, envergonhado.
– Exato.
E tomou os lábios do outro, num beijo quente e erótico e luxurioso. Enroscava a língua morna e adocicada na sua, apreciando o sabor delicioso e único de Naruto, seu pequeno e precioso loirinho.
Apartou o selo afobado, rompendo um finíssimo filete de saliva, sugando o lábio inferior do loiro e o mordendo, puxando-o até que o mesmo escorregasse entre seus dentes. Viu o rosto banhado de prazer do outro, que detinha as bochechas rubras e as pupilas dilatadas.
– Sasu... – murmurou.
– Adoro quando me chama assim, Naru. – sorriu de canto, deslizando uma mão pela cintura delgada e seguindo para as coxas torneadas, segurando as laterais da calça, adentrando os dedos e puxando-a para baixo, junto a peça intima, revelando o corpo apetitoso de seu loiro.
Passou alguns segundos admirando o belíssimo corpo que lhe pertencia, não importava quantas vezes o tivesse visto, sabia que, se um dia o perde-se, não conseguiria mais viver.
Naruto era seu vício.
E Sasuke sabia, desde a primeira vez que o vira, que o loiro sempre seria seu perfeito defeito.
Seu ponto fraco.
Ergueu a camisa de mangas longas do outro, até a altura da clavícula, revelando a barriga lisa e os mamilos róseos, as pontinhas um tanto avermelhadas e entumecidas. Sasuke viu o membro olhei gotejar em ansiedade, inchado, num tom rosado cor-de-pele. Belíssimo. O Uchiha às vezes se perguntava se Naruto fazia de propósito, se o estava provocando. E, com toda a certeza, se ele estivesse seu trabalho obtinha muito êxito.
Ergueu as mãos as mãos em direção ao corpo do garoto, já sentindo a boca salivar um pouco, seus dedos coçavam para toca-lo, abusar completamente dele e...
– Otouto! – escutaram batidas incessantes na porta. – preciso falar com você!
O rosto de Naruto tomou uma coloração vermelha tão forte que o mesmo poderia entrar em combustão, mas a expressão praticamente assassina de Sasuke o manteve calado e encolhido. O Uchiha mais novo respirou fundo, puxando a camisa do Uzumaki para baixo, jogando a colcha grossa por cima dele, cobrindo sua semi-nudez.
Ando a passos peados em direção a porta, abrindo-a bruscamente, com um olhar ameaçador que fez ambs os guardas engolirem em seco, entretanto, Itachi apenas sorriu
– Que cara é essa, Otouto? – o primeiro Herdeiro do Reino do Fogo ergueu uma sobrancelha, com um sorriso debochado. – está tão feliz assim em me ver?
– O que você quer, Itachi? – o mais novo praticamente rosnou.
– Conversar. –deu os ombros adentrando o quarto sem sequer pedir licença. – ah, olá Naruto-kun – disse com naturalidade, afinal, já estava acostumado a vê-lo daquela forma, sendo tantas inúmeras vezes que flagrara seu irmão em situações sem nenhum pudor com o escravo.
Sasuke fechou a porta com força, causando um alto estrondo e, em seguida, se dirigiu para a cama, sentando-se ao lado de Naruto e cruzando os braços, fuzilando o irmão com o olhar.
– Vamos, fale depressa; — a voz de Sasuke saíra irritada, impaciente. Todo o volume em sua calça havia amolecido com a entrada inconveniente do irmão.
Porra! Eram incontáveis às vezes em que Itachi o atrapalhara em meio a uma foda! Alias, dessa vez havia sido pior, ele sequer chegara a tocar direito em Naruto.
– Controle-se Sasuke – Itachi sentou em uma poltrona, cruxando as pe4rnas e apoiando o rosto na mão a qual o cotovelo que estava encostado ao braço do móvel.
Naruto se encolhia cada vez mais abaixo dos lençóis, tentando cobrir o rosto envergonhado. Sasuke percebeu seu incomodo e suspirou, soltando-lhe os pulsos e o puxando para seu colo, ainda com a colcha o cobrindo, de maneira que o corpo delicioso de seu Naruto não ficasse exposto a Itachi.
– Tsk, fale logo que eu tenho mais o que fazer. – disse o Uchiha mais novo, acariciando os longos cabelos de Naruto.
– Suas coisas podem ser feitas depois. – respondeu-lhe Itachi. – temos assuntos mais importantes para tratar.
Sasuke parou a mão que estava enroscada as mechas loiras do Uzumaki e ergueu o olhar.
– O que está planejando?
Itachi encostou-se ao apoio da poltrona, suspirando pesadamente.
– Esse acordo... Acho que posso me aproveitar da situação. – procurou os olhos do irmão. – posso estuda-los, descobrir suas fraquezas...
– Itachi – Sasuke o interrompeu num tom de incredulidade. – você não está pensando em...
– Nosso pai ordenou. – cortou-o. – foi por isso que ele aceitou essa proposta tão imprudente. Quer que eu estude os Sabakus e depois relate tudo a ele.
– Em outras palavras, será um fantoche.
Itachi riu, levando uma mãos aos cabelos escuros e os desamarrando, os deixando cair sobre o ombro esquerdo.
– Não é como se fosse a primeira vez.
Sasuke mantinha uma expressão impassível, inelegível.
Essa era a vantagem de ser O Outro Príncipe.
Ele não sofria como Itachi.
O mais velho nunca possuía escolha, a palavra de Fugaku era uma obrigação não podendo, de forma alguma ser contestado ou ignorado.
Afinal, não iria arriscar seu futuro trono apenas com isso, certo?
Mas, de que adiantaria um trono, se os Reinos estivessem em guerra?
Era isso que se passava na cabeça de Itachi.
– Quer realmente fazer isso? – a pergunta de Sasuke rompeu seus pensamentos.
– Sabe muito bem que não tenho outra opção. – disse inexpressivamente, mas sua voz poderia muito bem ser confundida com a de um doente em delírio melancólico.
Levantou-se da poltrona, percorrendo o cômodo com os olhos e abrindo um sorriso de canto, típico dos Uchihas.
– Este lugar está precisando de um pouco de cor, não? – sim, ele nunca iria perder a oportunidade de irritar seu pequeno otouto. Lançou um olhar significativo para Naruto, e o rosto do loiro parecia arder em brasas. – seja gentil com o Naru-chan, viu?
Sasuke cerrou os dentes e atirou uma almofada no outro que a segurou e riu, atirando-a de volta e se dirigindo para a porta.
– Boa noite para você também Sasuke. – disse num tom debochado, antes de deixar o cômodo.
Assim que se viu a sós, novamente, com o Uzumaki, Sasuke bufou, o apertando entre seus braços.
– Já é a terceira vez que ele nos interrompe essa semana. – disse num tom aborrecido.
– Itachi-san não faz de propósito Sasuke-sama. – disse o menor tomando coragem para falar, erguendo uma mão e a levando para o rosto leitoso do outro. – tenho certeza de que ele só se importa muito com a vossa opinião.
Sasuke inclinou o rosto para o lado em que Naruto o tocava, apreciando seus dedos carinhosos e quentes, suspirando, beijou-lhe a palma da mão, seguindo para as costas e os dedos dela, dando pequenas mordidas na ponta dos mesmos.
– S-Sasuke... – suspirou melodicamente o menor, fazendo todos os pelos do Uchiha se arrepiarem, na expectativa de logo poder toca-lo mais profundamente.
– Amo a sua voz Naru – disse segurando sua mão e subindo os beijos por toda a extensão de seu braço esquerdo, apenas parando momentaneamente para subir a camisa, desabotoando lentamente cada um de seus pequenos botões brancos, espalhando beijos molhados e demorados na pele recém-exposta de seu pequeno anjo,
E, por todos os deuses, ver novamente os mamilos apetitosos do loiro fez Sasuke perder a cabeça, não hesitando em colocar logo um deles em sua boca faminta e mamando-o avidamente, o deixando escuro e endurecido.
Ele todo era seu. Seu pecado.
Seu Naruto.
♔--- TRÓIA–--♚
Era assim que Itachi estava, realmente, incomodado com tudo aquilo que estava acontecendo justamente a ele.
Despedira-se de Sasuke e Naruto, entretanto, seu pai estava ocupado demais para fazer o mesmo.
O Uzumaki, desta vez, trajava vestes masculinas, os cabelos loiros presos numa trança escama-de-peixe bem feita, camisa branca com gola alta fechada até o pescoço, a calça escura, os sapatos abertos e pequenos como seus delicados pés.
Sasuke fazia questão de não permitir que mais alguém ousasse por olhos desejosos sobre o Uzumaki, sempre o mandando vestir roupas fechadas, que expusessem o mínimo possível de seu corpo. Itachi sempre ria das atitudes de seu otouto, alegando que o mesmo era muito possessivo, chegando a ser doentio.
E Sasuke sempre lhe respondia o mesmo:
“Só estou cuidando do que é meu, nii-san”.
O Uchiha mais velho partira numa luxuosa e protegida carruagem, onde guardas cavalgavam ao redor. Itachi dormira a maior parte o caminho e, dentro de algumas horas, já se encontrava completamente fora dos domínios do Reino do Fogo. Cruzando as Terras Inférteis. Para, enfim, chegar ao Reino da Terra, onde sua entrada era adornada por uma extensa e variada agricultura, eles eram os melhores fornecedores dessa matéria entre os Reinos.
Adentraram por dois portões, por trás do segundo, protegido, havia o belíssimo palácio real.
A carruagem estacionara em frente a um corredor formado por empregados e, quando o Uchiha desceu, foi-se possível ouvir alguns suspiros instintivos, pois, a beleza exótica do Reino do Fogo raramente era encontrada em outros lugares senão no tal Reino.
Uchiha Itachi não era apenas mais uma beleza entre eles.
Juugo aguardava o Uchiha com um mordomo ao lado, sorriu cordialmente, não se cumprimentaram como amigos, mas sim como parceiros políticos.
Não existem amigos na política.
Existem apenas aliados.
O Herdeiro do Reino da Terra guiara Itachi pelo palácio enquanto os empregados punham suas bagagens num dos luxuosíssimos quartos no qual o moreno ficaria hospedado.
– Se não o desagrada – dizia Juugo. – preparamos uma cerimonia de boas vindas para ti, Itachi-san.
– De certo que não, Juugo-san, sinceramente, estou curioso em relação aos seus costumes.
– Sendo assim, certamente ira gostar do que está por vir. – o tom de voz do outro saíra realmente empolgado naquele momento.
Chegando ao saguão principal, Itachi viu músicos com instrumentos os quais desconhecia tocarem as cordas numa melodia única, nunca antes escutada por ele. Algumas batidas ritmadas junto as cordas ecoavam e...
Os dançarinos.
Havia três garotas, e um garoto. Moviam-se com seus corpos repletos por contas barulhentas, dançando numa mesma velocidade e precisão, de modo que as contas batessem ao mesmo tempo, fazendo parte da própria música.
As garotas eram belíssimas, entretanto, para Itachi, nenhuma delas chegava aos pés do garoto.
Ele possuía cabelos loiros e mais longos dos que o do brinquedinho de Sasuke, Naruto, mesmo que seu loiro não fosse tão intenso como os do mesmo. Estavam presos ao topo da cabeça, com uma franja lateral que corbia quase metade do rosto.
O olho azulado que não estava coberto pelos cabelos, apenas de serem observados, causavam extrema melancolia e desejo, junto aos lábios avermelhados e carnudos, da metade do nariz até pouco mais abaixo do queixo estava coberto por um véu branco-avermelhado.
O Torso desnudo, com alguns colares o adornando fizeram Itachi morder o lábio inferior quando um dos pingentes roçou num dos mamilos róseos e apetitosos do dançarino. Seguiu os olhos pelo abdômen levemente definido, e a pele clara sem nenhuma mancha ou imperfeição.
Por um segundo, imaginou-o gemendo em baixo de si.
Nos quadris um tanto largos, havia um cinto de contar que cada vez que o loiro se mexia, elas produziam batidas deliciosas de serem ouvidas. A calça era bem presa nas contas, mas folgava a medida que descia, sendo novamente presa apenas nos tornozelos, onde os pés estavam adornados por joias e seda, e possuía a mesma cor do véu.
Itachi sentiu todo o seu corpo reagir a ele.
E, porra, precisava possuí-lo a qualquer custo. Chegava a ser doentio.
Ao termino da apresentação, Juugo aplaudiu educadamente e Itachi fez o mesmo, sem parar de mirar seu objeto de desejo predatoriamente.
– Quem é ele? – a pergunta não foi contida, a curiosidade era muito maior.
Juugo olhou para Itachi e segurou o riso, lançando a ele um olhar um tanto quanto malicioso.
– Interessado no dançarino, Itachi-san? – perguntou retoricamente, olhando na mesma direção em que Itachi praticamente engolia o outro com os olhos, despindo-o mentalmente. – Deidara. Vê seus cabelos dourados? É um raro descendente dos sobrevivendo do Reino do Trovão.
– Qual o preço dele?
– Não está a venda. – Juugo permitiu-se sorrir. – é um homem livre, sequer se prostitui, mas, se quiser tentar, fique a vontade.
Naquele momento, Itachi decidiu que aquele tal Deidara seria completamente seu.
Ele só não sabia, que não era o único a deseja-lo.
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