Notas iniciais
Capítulo passado sem Sandy, Danii e Ariadna? Fujam para as colinas é o fim do mundo mesmo. Quero vocês de volta. Meninas, último capítulo do ano. Como a maioria sabe, sou comerciante e fim de ano é crucial e trabalhoso para nós. Espero que me compreendam e entendam. Então, um abençoado Natal a todas e um Ano Novo com tudo de melhor que exista no mundo. Janeiro estarei de volta. Boas Festas!

Bella

Alisei, pela última vez, a camisa branca e dei outra passada de mão nos cabelos soltos e enormes, precisando imediatamente de um corte moderno e um tanto exagerado.

Eu estava nervosa...

— Você tem certeza de que quer ficar aqui, Bella? Podemos esperar até que fale com Edward. E depois te levamos para casa.

— Não precisa, Sam. Está tudo bem.

Respondi assim que o elevador privado parou no andar restrito e bem decorado do palácio Celestial.

— Esme, mais uma vez deve ter novidades, porque quer todos na hora certa para o jantar. Edward não vai querer frustrar a mãe. Eu voltarei com ele para casa. Podem ficar tranquilos.

Passamos em frente a algumas salas e cruzamos com algumas pessoas que, interessantemente, me olhavam com um sorriso no rosto ou com certo assombro.

Quem poderia julgá-las?

Esta era a segunda ou terceira vez que eu aparecia por aqui. Diferente de Edward que sempre estava no hospital, tornando sua presença algo rotineiro por lá.

— Aliás, vocês não precisam nem me flanquear até a sala de meu marido. Eu sei o caminho e estou bem segura aqui. Por Deus! Vão para casa descansar. Minha rotina tem atribulado a vida de vocês também. Eu sei disso.

O que era uma verdade. Sam e Zafrina “não arredaram pé” de perto de mim, desde os últimos e fatídicos acontecimentos. Viramos três noites, só pausando rapidamente para o banho, comida e talvez umas duas horas de sono, por noite.

— Nosso trabalho consiste em ficar parados ou te acompanhar de porta em porta de vez em quando. Grande coisa, Bella! O trabalho pesado é você quem faz, se é que ainda não percebeu isso.

Fechei a expressão e a fulminei com o olhar. Eu odiava quando eram irônicos comigo.

— Isso não é verdade, Zafrina. Vocês estão mais concentrados e atentos do que nunca. Não menospreze seus trabalhos. Eles são de grande valia para nós.

— Se você diz...

Ela, como sempre fazia quando recebia um elogio, deu de ombros e olhou para longe de mim.

Zafrina, era sempre assim. Séria, centrada, sistemática, tranquila. Não gostava de muita conversa, nem de receber agrados. Apesar de não ser tão mais velha assim do que eu, sempre me tratou como uma filha. Não tinha família. Não tirava férias e nem me perdia de vista, a menos que eu ordenasse por isso, é claro.

Sam, era mais aberto. Sorria mais, conversava mais e se estressava mais também. Forte, bonito, provavelmente, da idade de Emmett. Ele sempre se irritava quando Leah me falava ou fazia alguma coisa. Tinha horror a Jacob e sempre dava um jeito de me afastar das investidas dele.

Lembro, que quando descobriu que eu o havia beijado, meu primeiro beijo na verdade, se irritou tanto que quis tirar satisfações. E depois ficou pelo menos um mês mudo, sem me dar confiança.

Mais tarde descobri que ele reclamou com Zafrina que Jacob não me merecia. Sam era como um irmão mais velho. Um irmão que sempre sonhei.

Pelo que papai conta, os dois foram retirados de um orfanato em Forkian ainda bem pequenos, pois, se destacavam pela sua personalidade e porte físico. Receberam estudo, alimentação, educação e muito treinamento em troca de lealdade, dedicação e retorno. E principalmente cuidado, porque papai me entregara totalmente nas mãos deles.

Os dois não namoravam ou se envolviam seriamente com ninguém. Tinham lá seus rolos, mas nada a se levar em consideração. Sempre que eu tocava no assunto desconversavam e diziam que viviam para seu trabalho, para mim.

Eu achava o cúmulo do absurdo. Ninguém devia ter uma vida planejada totalmente em torno de outra. Porém, eles refutavam dizendo que papai os dera uma chance de um futuro e que eles sempre souberam o preço.

Minha vida, minha segurança era o preço.

— Você pelo menos sabe se Edward está aí?

Saí de meus devaneios e voltei ao presente quando paramos em frente à mesa de Scott, secretário de Edward. Sam ainda não estava convencido a me deixar.

— Boa tarde, Scott. Meu marido está?

Perguntei olhando para Sam com as sobrancelhas arqueadas e sorrindo de lado.

Ele era um chato quando não concordava com minhas decisões.

— Está sim, alteza. Só um minuto que vou avisá-lo de que está aqui para vê-lo e...

Antes que ele tirasse o telefone do gancho pressionei minha mão sobre a dele o impedindo. Eu queria fazer uma surpresa a Edward e não precisava que ninguém atrapalhasse isso.

— Não precisa, Scott. Nós combinamos ele está me esperando.

Menti, sem nem ficar vermelha.

— Pronto! Estou entregue. Podem ir agora.

Dispensei, displicentemente, meus seguranças.

— Entre!

Zafrina foi categórica, sem deixar brechas para discussões. Por isso, só lhes acenei um “tchauzinho tímido” e rapidamente me dirigi à sala de Edward.

Hoje as coisas haviam sido mais tranquilas no hospital. Conseguimos estabilizar todos os casos de mais gravidade. E se Deus quisesse, não perderíamos mais nenhum paciente ferido naquele maldito atentado.

E como minha agenda ainda estava mais ou menos livre por causa do “bendito” tempo que Edward e eu demos, consegui terminar meus atendimentos mais cedo, liberei Bree e corri para cá.

Edward estava se sobressaindo, se controlando e sendo um perfeito príncipe. Era minha hora de retribuir, de presenteá-lo.

— Coragem, Isabella. Você é uma mulher. A mulher desse homem. Não tenha medinhos como uma adolescente.

Murmurei baixo, enquanto abria a porta e entrava, sem avisar.

— Ah, Edward! Você é uma graça. Não mudou nada. Continua o mesmo bobo paquerador de sempre.

Porém, eu não estava preparada para ver uma loira, tão bonita quanto Rosie, sentada ao lado de Edward, no sofá.

Eles estavam tão perto, mais tão perto, que seus ombros se tocavam. E só para completar a cena de horrores, a mulherzinha ainda tinha uma mão sobre a perna de meu marido.

— Atrapalho?

Falei sem pensar, os pegando de surpresa.

Edward pulou de pé e perdeu a cor ao me notar, diferente da mulher, que me olhou de cima a baixo e por fim, esboçou um sorriso estranho, ao perceber que era eu ali.

— Bella? O que faz aqui, amor? Eu não sabia que viria. Marcamos alguma coisa? Está tudo bem?

A antiga Bella cheia de insegurança e de baixa autoestima quis correr para casa e chorar, ao se comparar àquela mulher.

Porém, a nova Isabella sabia que Edward a amava e que poderia confiar nele de olhos fechados.

Contudo, a nova Bella poderia sentir ciúmes, não poderia? Porque, se fosse proibido que se danasse, porque eu estava me corroendo.

Edward

Sem me responder e muito menos me olhar, ela terminou de entrar, foi até minha mesa, colocou sua bolsa lá e só então se virou para nós. Numa frieza e postura que gritavam como fora educada, quem era e o que poderia fazer. Nunca Bella me pareceu tanto com uma nobre.

Putz!

E porra! Ela estava de branco e completamente corada. Furiosa, como uma leoa, porém, contida como uma lady.

Altiva. Com aquele “narizinho arrebitado”, como se soubesse exatamente o poder que tem nas mãos. O poder que tem sobre mim.

Bella estava com ciúmes. E “porra” isso insanamente me deixou duro, cheio de tesão por ela e completamente feliz.

— Vim te buscar. Está na nossa hora e tenho bons planos para você e eu nesta noite, em nosso quarto...

Deus! Ela estava demarcando território.

Stayce, nos observava divertida e com uma expressão que me fez revirar os olhos em compreensão.

— É?

— É. Alguma objeção?

Me surpreendendo mais ainda, ela parou bem a minha frente, abraçou minha cintura, colou nossos corpos, me olhou profundamente, como quem vai exigir uma explicação mais tarde, e por fim, trouxe sua boca para a minha.

Não foi calmo, não foi contido como só ela costuma ser, na frente de outras pessoas. Foi possessivo, luxurioso e muito, muito bom.

— Hum! Que delícia de você.

— Hã? Casal? Eu ainda estou aqui.

Incontrolavelmente, gemi na boca dela, sendo atrapalhado logo em seguida por Stayce que eu nem lembrava que permanecia aqui.

Bella ainda foi capaz de murmurar um “infelizmente” o que me fez querer gargalhar.

Não o fiz. Eu não precisava alimentar a fera. Eu conhecia minha esposa chateada, não era uma visão bonita.

— Perdão, Stayce. Nos empolgamos uma pouquinho.

Ela levantou as sobrancelhas e me dispensou aquele sorriso irônico, de lado, que eu bem sabia o que significava. E que agora me incomodava incontrolavelmente.

— Amor, essa é Stayce, ela é arquiteta e filha de amigos de nossa família. Apesar deu ter me esquecido completamente disso, estudamos juntos no colegial.

Omiti a parte que, era ela a responsável pelo projeto de nossa casa.

Virei Bella em meus braços, de maneira que ela ficasse de frente para minha amiga e ainda sim escondesse minha excitação gigante.

Ela estava de branco... Delícia...

— Stayce, essa é minha Bella. Minha princesa, meu amor e razão de minha vida.

— Mais específico impossível. Eu já entendi, Edward. É um prazer conhecê-la, princesa. Eu ansiava por esse momento, mas Edward sempre me barrava.

— Hum. Então isso significa que vocês se vêm com frequência?

Bella olhou de mim para minha amiga, por no mínimo, três vezes.

O sorriso da loira aumentou. Merda! Ela estava adorando me ver em maus lençóis. Eu havia me esquecido do quanto ela sabe ser má.

— Stayce está cuidando de uns projetos do reino, princesa. Por isso, estamos nos vendo com frequência.

Meias verdades, mas que serviram para acalmar Bella, que só então estendeu a mão e cumprimentou a outra mulher.

Ela disfarçando o ciúme era uma gracinha.

— O prazer é todo meu.

E quando ela parou a cordialidade por aí, percebi que era hora de acabar com aquela situação constrangedora. Minha mulher havia vindo ao meu encontro, de branco, e eu queria mais era ficar sozinho com ela nessa sala.

— Bom Stayce, já que resolvemos todos os pormenores, você pode ir. Me mantenha informado quanto ao progresso e finalização do projeto.

Peguei a pasta que ela havia colocado em cima da mesa de centro, a entreguei e com muita pressa e falta de educação, coloquei a mão em suas costas e a guiei para perto da porta.

Bella estava de branco... Porra!

— Eu te atualizo. Mas, se tudo correr como planejamos na próxima quarta feira te entregamos o projeto completamente finalizado.

Não pude evitar um grande sorriso em meus lábios. Nossa casa estava sendo finalizada, graças a Deus.

— Foi um prazer te conhecer Bella. Espero que possamos almoçar juntas, algum dia desses. Edward tem meu número pegue com ele.

— Não conte com isso.

— O quê? Isso tudo é medinho? Não confia no seu taco?

Sussurramos, enquanto Bella estendia a mão e acenava ainda tentando entender aquela situação.

— Confio demais. Tanto que vou mostrá-lo a minha esposa neste instante. Agora suma daqui.

Ela gargalhou e graças a Deus se afastou.

— Seu safado de merda, só pra me deixar com inveja você fica falando umas coisas dessas.

Fingi que não a ouvi e logo mudei meu foco para meu secretário. Bella estava de branco...

— Scott, não passe telefone e não deixe qualquer pessoa entrar. Não estou para ninguém.

— Sim, senhor.

Ele parecia ansioso e receoso com algo. Creio que a aparição repentina de Bella no momento em que eu estava com minha amiga, o tenha deixado, no mínimo, preocupado.

— Bom, agora somos nós, senhor meu marido.

Pronto para afastar qualquer dúvida dela e mais pronto ainda para realizar uma de minhas fantasias, caminhei até a frente de minha mesa e me encostei.

— Só nós, minha rainha. Venha cá...

Cruzei as pernas, sorri de lado e apreciei o andar felino vindo até mim.

O ciúme ainda estava ali, na borda, mas não a desconfiança. E ela não se renderia a ele, isso era óbvio.

Bella era melhor do que eu até naquele quesito. Eu tinha muito que aprender ainda.

Porém, não seria naquele momento.

Afinal, Bella estava de branco...

Bella

Olhos nos olhos. O amor e o desejo transbordando, se sobrepondo a minha vontade louca de saber mais sobre a tal “fulaninha” tão íntima de meu amor.

— Você veio só me ver ou devo me preocupar? Não é comum ter você por aqui.

— Ah! Você deve se preocupar. E deve se preocupar demais...

Parei a frente dele, tracei a lapela do paletó com as pontas dos dedos e então, puxei sua boca para minha.

— Estamos meio saudosos ou sedentos hoje, princesa?

O clima estava carregado de malícia e muita brincadeira. A sintonia e o desejo eram palpáveis.

— As duas coisas, meu rei. As duas coisas...

Cedendo a minhas investidas, Edward levou a mão a meus cabelos e voltou a me beijar com muita vontade.

— Se suas intenções não eram essas, me perdoe, princesa. Porém, não resisto a você de surpresa em minha sala. Ainda mais vestida assim. Branco, Bella?

— O quê? Meu uniforme anda te incomodando outra vez?

Perguntei enquanto a boca dele esquadrinhava meu pescoço, beijando, marcando, devorando.

Estávamos loucos de vontade de nos amar, porém, eu não perderia a chance de descobrir como sua mente andava levando seus ciúmes infundados.

— Não. Muito pelo contrário. Seus novos e indecentes uniformes andam poluindo meus pensamentos em todos os momentos do dia. Eles são adoráveis, me lembre de dar uma grande gratificação a Alice por isso, se bem que, o preço que ela me cobrou por eles, deixou a herança de nossos filhos um tanto quanto desfalcada.

Muito boa resposta príncipe.

— Hum! É uma grande pena que você tenha gostado tanto deles. Eu vim totalmente disposta a tirá-los para você.

Com um rugido alto, Edward nos virou, me pegou pelos braços e me colocou sentada sobre a mesa, com ele entre minhas pernas.

— Isso seria uma fantasia, doutora Cullen?

As mãos dele já estavam nos botões de minha camisa. Por impulso fiz o mesmo com seu paletó. Não precisávamos de roupas para o que eu tinha em mente.

— Talvez... Acho que “o CEO ousado e a Médica safada” soa como um bom título para nos dois.

— É?

— É. Tem dúvida?

Seu paletó acompanhou minha camisa em algum canto no chão. Fiz meu caminho para a gravata e logo em seguida para a maldita camisa azul, que me impedia de degustar do peitoral definido de meu amor.

Edward estava ocupado demais encarando o sexy sutiã de renda, também branco, que Rosie me obrigou a comprar em uma de nossas tantas visitas ao shopping.

— Nenhuma dúvida, princesa. Aliás, arrancar essas roupinhas de você, foi meu primeiro desejo quando a vi em uma de nossas primeiras visitas a Forkian. Você faz muito o gênero Doutora Safada, que desperta os sonhos pervertidos de muitos pacientes e colegas de profissão. Mostre para mim que ela vive aí em você, mostre.

Pingando, ofegando e sem poder mais conter a vontade intensa de agarrá-lo, o puxei de volta para meus braços, o beijei com força e tratei de livrá-lo de suas incomodas calças.

Edward não ficou atrás, passou a mão por debaixo de mim e começou a puxar para baixo minha calça que ele, não me lembro de quando, já havia desabotoado.

— Ah, princesa...

Gemeu alto quando se afastou minimamente, para retirar meus sapatos e acabar de me livrar da calça.

— Bella, Bella, essas suas lingeries me deixam em desespero. Como ousa vestir uma coisinha mínima dessas?

— Eu saí de casa de plano traçado, amor...

O que era uma verdade. Fio dental não estava na minha lista principal de roupas apropriadas para se trabalhar. Sem falar que me deixaria exposta demais com as benditas calças brancas. Foi por isso que só vesti esse conjunto, assim que terminei meus atendimentos e tomei um banho. O uniforme também era um limpo. Levar para Edward o cheiro do hospital não era uma alternativa.

— Você é má, princesa. Acho que terei de castigá-la por isso.

Sorri e inclinei a cabeça para o lado o desafiando a cumprir essa tal promessa.

— Sua provocadorazinha de uma figa...

Edward voltou a se aproximar e me encarou de uma maneira muito intensa e cheia significados.

— Você é linda, Bella. A mulher mais linda que já tive o prazer e o orgulho de conhecer. Sou completamente louco por você, princesa.

Meu ego estava inflado e não havia mais brincadeiras, nem insinuações no ar. Era amor e desejo puro, entre duas pessoas que se amavam na mesma quantidade.

— Então estamos em pé de igualdade, meu amor. Porque, você é o melhor e mais bonito homem que meus olhos já contemplaram.

Edward

Deliciado com as palavras e atitudes ousadas dela, voltei a devorá-la com minha boca e mãos.

Mordi e chupei o lábio inferior, depois o superior, só para depois devastar a língua dela com a minha.

Eu queria tudo daquela minha mulher.

— Delícia, Edward.

Ela não ficava atrás. As mãozinhas puxavam meus cabelos, apertavam meus músculos e arranhavam minhas costas.

Nos devoramos com muita ânsia.

— Você é gostosa demais para seu próprio bem, princesa.

Gemi incontrolável. Minhas mãos, com vidas próprias, já tratavam de arrancar o sutiã dela.

— Por Deus, Edward!

Minha linda, lamuriava em algum ponto. Porém, eu estava ocupado demais dando a devida atenção, com minha boca, àqueles seios perfeitos e empinados.

Bella era toda perfeita.

— Amor... Por favor, por favor...

Minha excitação era gritante e doía como o inferno, clamando por atenção. Sem piedade, a ignorei.

Bella merecia ser recompensada por suas ações de hoje.

— Coloque as mãos na mesa, princesa. Vou levar você ao delírio agora e não quero que caia ou se machuque.

Obediente, ela levou as mãos um pouco para trás e as firmou no tampo do móvel. O corpo todo arqueado em minha direção. Os seios bem ao alcance de minha boca.

Melhor visão? Impossível.

— Podemos considerar a hipótese de você deixar o hospital e se tornar minha secretária em tempo integral?

Ansiosamente e rapidamente nos livrei das últimas peças que nos cobriam.

O desejo dela escorria por minha mesa. Eu teria problemas em voltar a trabalhar ali amanhã.

— Talvez... Se a recompensa for boa...

As palavras dela morreram quando voltei a grudar minha boca na sua. Degustando-a inteira. Se eu não desse um jeito de deixá-la ocupada era bem provável que gozaria como um adolescente, só de ouvir aquelas insinuações.

— Deliciosa, gostosa e toda minha... só minha.

Minhas mãos passeavam por cada curva, apertavam os seios e brincavam com os bicos túrgidos. Não podendo ficar atrás, minha boca seguia o mesmo trajeto deixando estrago por onde passava.

— Por favor, por favor. Mais, Edward. Eu preciso de mais.

Ah! Eu também precisava e como precisava.

— Para você, princesa. Somente para você.

Voltei a dar atenção aos seios. Minha boca estava viciada em tê-los a seu alcance.

Sem conseguir esperar mais, passei o braço esquerdo por baixo de sua coluna, a abraçando completamente. E por fim, minha mão direita e meus sedentos dedos foram de encontro ao meu paraíso particular.

— Ah!!!

Estimular Bella era algo surreal.

Primeiro, porque ela respondia imediatamente e inteiramente. Baixo, delicado, sentido. Como se colocasse o corpo, a mente e o coração em simples sussurros e gemidos. Nada de escândalos ou gritos. Uma verdadeira dama.

E segundo, porque ela era pequena e muito apertada. Sugava e mastigava meus dedos a ponto de quase me fazer vir antes dela.

Perfeita! Totalmente desenhada para mim.

— Hum! Que delícia, linda! Você está ensopada. E tudo para mim e por mim. Quero mais e quero agora. Venha! Me dê o que é meu.

Exigi já acrescentando mais um dedo dentro dela, enquanto friccionava com mais intensidade o clitóris.

— Ah! Deus, Edward!

Mordi o bico completamente estimulado e estoquei, uma última vez, com mais força. Atingindo, de propósito, o ponto que a deixava louca de desejo.

— Ah!!

E foi com todo gosto do mundo, que a vi perder o foco e convulsionar para frente, vindo de encontro a meu peito, totalmente entregue ao orgasmo.

— Isso, minha delícia. Perfeita como sempre.

Beijei carinhosamente sua testa molhada de suor, enquanto a segurava nos últimos espasmos de prazer.

Contudo, não retirei meus dedos de dentro dela. Continuei a estocar e estimular de leve.

Eu queria mais, necessitava de mais.

— Quero tocar você, Edward. Espere só eu parar de tremer um porquinho.

Rindo, dei dois passos para longe dela, empurrei seu corpo para trás no intuito que ela voltasse a se deitar na mesa e por fim, plantei seus dois pés em cima da mesa também.

Aberta, exposta e totalmente a minha mercê.

— Ah, meu anjo! Dessa vez será impossível. Quero terminar dentro de você. E se esses dedinhos ousarem me tocar, será meu fim, amor. Fica para uma próxima visita, princesa.

Como uma deusa, ela se sustentou nos cotovelos e sorriu de meu desespero.

Os cabelos, agora revoltos, caiam sobre o peito e ombros nus.

Eu poderia ficar aqui contemplando essa visão para sempre.

— Você sabe que esse rompante de submissão é passageiro, não sabe? Se eu fosse você aproveitaria, amor. Porque vai ter volta.

Gargalhei para a doce ameaça e também para o momento maravilhoso que vivíamos.

— Se segure, anjo. Porque, será profundo, rápido, nada gentil e muito, mas muito gostoso.

E, como “promessa é dívida”, foi...

Bella

— Cabelos molhados, hein? Safadinhos...

Totalmente corada de vergonha. Uma hora depois de minha segunda rodada de orgasmos brilhantes e um “meio” banho no pequeno banheiro do escritório de Edward, rumávamos para casa.

E, óbvio, Stephan não ia deixar essa passar.

— Então Bella, quer dizer que você chegou quando Edward ainda estava com a gata da Stay? Você o pegou no flagrante? Teve briga, não é? Vocês rolaram no chão? O que eu não daria para ter visto isso. Scott deve ter gravado os áudios. Preciso atualizar Emmett imediatamente.

O amigo de Edward claramente queria nos provocar.

Por outro lado, o novo segurança, Demetri, permanecia em silêncio e muito concentrado na direção.

— Stephan, Stephan...

— O quê? Duas mulheres bonitas brigando por um homem é sexy, chefe.

Sorri alto e encostei mais meu corpo ao de Edward.

Estávamos felizes e, por hora, saciados.

— Só em sua imaginação, retardado. Bella é uma princesa. Ela não se mete em brigas. E eu não acho isso nada bonito ou estimulante.

— Rá! Não seja puritano só porque Bella está conosco, Edward. Stayce e bem gata e gostosa, você já admitiu isso outro dia. E sua mulher também não fica atrás. Seria uma visão e tanto.

Protetoramente, levantei mais o nariz e crispei meus olhos para Stephan e Edward.

Ele queria mesmo me tirar do sério?

— Obrigado pela parte que me toca, Stephan...

Murmurei com uma carranca.

— Pare de brincar, Stephan...

Edward puxou meu rosto para seu lado e beijou meu nariz empinado.

— Stayce deve estar, neste momento, contando a Clair o quanto minha Bella é linda. Quase tive que cobri-la com meu paletó de tanto que Stay a secou.

— Como?

— Rá! Te pegamos! É ótimo te ver com ciúmes, Bella.

Olhei confusa para os dois, mas Edward destinou um olhar duro ao amigo.

— Isso que ouviu, linda. Stayce e Clair, nossa melhor engenheira, são um casal.

— Ou seja, “da fruta que nós gostamos, elas chupam até o caroço”.

Abri mais a boca em incredulidade. Eu tive ciúmes dela e...

— Stephan, agora chega. Você está passando dos limites.

—Ok, chefe. Eu já calei. Mas que eu pegava as duas de boa, ah eu pegava... Aliás, as três...

O olhar dele veio para mim, se insinuando, de brincadeira lógico.

— Stephan!

O tom de Edward aumentou. Precisei agir e aliviar o clima. Brincadeiras também tinham limites.

— Tive ciúmes dela, amor. E isso não é legal porque, estou me sentindo uma idiota agora.

Chamei sua atenção acariciando seu rosto e beijando seus lábios.

— Você sabe que não precisa, não sabe? Sou louco por você princesa. Nunca te magoaria desse jeito. Pode ficar tranquila, sou impulsivo, mas não sou maluco. E, aliás, eu é que fiquei com ciúmes. Stay estava babando e devorando você às claras, quando somente eu posso fazer isso.

E para comprovar sua teoria, ele me pressionou mais e me beijou intensamente. Mordendo e sugando enquanto podia.

Merda! Estávamos dando um show para nossos seguranças.

— Bom, casal. Sei que está maravilhoso aí, Mas, nós chegamos. E só para constar, vocês estão muito atrasados.

Sem muita vontade, nos separamos e descemos do carro. Stephan estava certo.

— Bella...

Eu conhecia aquele tom, era agora que ele pedia desculpas e dizia que estava só brincando.

Como se eu não o conhecesse.

— Tá, Stephan. Eu sei que é brincadeira. Pode dormir tranquilo.

Ele sorriu e me abraçou de lado, enquanto nos guiava até a porta.

Edward ficou para trás conversando com Demetri e gargalhando de nós dois.

— Então tá. Tenham uma boa noite, sonhem comigo e não sejam engolidos pelas víboras.

Voltei a olhá-lo com incredulidade. Ele nunca mudaria ou se cansaria de ser tão moleque? O que Bree viu nele?

— Está certo, Stephan. Nos cuidaremos. Você e Demetri estão dispensados agora. Bella e eu não sairemos. Por isso, até amanhã.

Edward

Agarrei Bella pela mão e a afastei daquele maluco.

Entramos, passamos pelo lavabo, lavamos as mãos e nos dirigimos para a sala de jantar. Que era o local onde todos já estavam reunidos.

— Nossa! Que bom que resolveram nos agraciar com a presença de vocês. Desculpem-nos se já começamos a comer, mas estávamos famintos.

Jasper nos recepcionou com ironia. Era impressão minha ou ele parecia mais alegre que o normal?

— Jasper, minha casa, meus horários. Seu irmão e a esposa devem ter as justificativas deles. Deixe que eu cobre quando precisar.

Arqueei uma sobrancelha e dei um sorriso torto para Jasper. Infantil, eu sei. Mas Jasper era um criança birrenta mesmo.

E por enquanto, nós tínhamos papai sobre o controle de mamãe. Então estávamos seguros.

— Mãe, pai, boa noite.

Bella e eu nos aproximamos e beijamos a linda rainha de Ângelus.

— Que bom que chegaram, amores. Charlote acabou de servir. Sentem-se. Donna traga o suco de Bella, por favor.

Sentei ao lado de minha mãe e Bella ao meu lado. Algo estava muito estranho. Alice não nos cumprimentou, nem ousou a olhar para a irmã.

— Então Jasper, todos já estão aqui. O que tem de tão importante para nos dizer que não podia esperar até amanhã.

— Carl, não podemos terminar o jantar?

— Não, mãezinha. Não podemos. Alice e eu temos uma notícia para dar e tem que ser agora. Porque queremos comemorar. Traga nosso melhor champanhe, Chay.

Ele estava eufórico e refutara Esme... Isso não era bom.

— Deixe que eles falem de uma vez, Esme. Quanto mais rápido isso acabar, mais rápido poderemos jantar. Fale, Jasper.

Com toda pompa e muito teatro barato, Jasper se levantou e puxou Alice para cima também. Ela parecia constrangida, confusa, mas muito feliz.

— Bom família, nos deem os parabéns. Porque o herdeiro de Ângelus está a caminho. Alice e eu estamos grávidos.

Um silêncio sepulcral se espalhou pela sala e ele só foi quebrado quando mamãe deixou os talheres baterem no prato.

Meus pais pareciam atônitos. Bella e eu estávamos confusos por causa das reações deles.

O que estava acontecendo?

— Ah! Hã! Filho, parabéns. Parabéns, Alice. Vocês queriam tanto esse bebê.

Carlisle se levantou e cumprimentou os dois. Ele tentava quebrar o clima ruim, mas seus olhos estavam pesarosos e aflitos em direção a nossa mãe.

— Obrigado, pai. Seu neto está a caminho. O futuro rei de Ângelus já reina na barriga de Alice.

Jasper se vangloriava e encarava minha esposa. Eu poderia quebrá-lo em dois num dia “tão especial”?

— Ou neta, Jas. Pode ser uma menininha.

Alice falou, pela primeira vez naquela noite. Os olhos dela ainda não tinham passado por Bella.

— Neto. Será um garoto. Eu sei o que digo, Alice.

Jasper, para não perder o costume, a destratou rigidamente.

Eles estavam imersos em seu mundo, enquanto assimilávamos aquela informação.

— Ah! Parabéns, irmã. Precisamos fazer um exame para saber se é verídica essa gravidez ou se você só está ansiosa e muito estressada.

Bella foi a próxima a tentar aliviar a tensão. Mesmo com a indiferença da irmã, minha mulher estendeu a mão, por cima mesa, e acariciou a barriga da outra.

— Já fizemos o exame, Isabella. E Alice está muito grávida.

Bella como se tivesse queimado a mão, a afastou de Alice.

— Você fez um exame sem ir até mim?

Alice corou e fechou os olhos, constrangida. Algo me dizia que isso fazia parte das tramoias de meu irmão.

— Você não é especialista, Isabella. Nós queríamos o melhor para nosso filho. O doutro Riley é ótimo.

Bella se assustou com a resposta, porém logo se recuperou. A nova Bella não abaixava a cabeça na frente de qualquer um.

— Está certo. Eu só pensei que como sempre, seria eu a acompanhar a saúde de nossa família e...

— Pensou errado. Com Alice não será assim. Afinal, ela está grávida do futuro rei de Forkian. Merece um especialista em volta dela.

—Está certo.

Bella fechou a expressão e não olhou mais na direção deles. Agarrei sua mão, por debaixo da mesa, a afagando e passando confiança para que ignorasse o casal.

— Bells...

— Tudo bem, Alice. Seu marido tem razão. Podemos continuar a jantar agora? Estou faminta.

Alice não concordava com aquilo. Era nítido. Jasper havia colocado a esposa numa “saia justa” com a irmã. Isso era inaceitável. Não tínhamos o direito de interferir na amizade e ligação delas.

— E você mamãe? Não vai nos dar os parabéns?

Esme parecia petrificada em seu lugar. Seu olhar estava vago e ela parecia que iria desmaiar.

— Eu... eu vou... Claro. Parabéns filho e Alice. Espero que vocês sejam bons pais.

— Nos seremos mesmo.

Jasper puxou Alice para seus braços, mas, seus olhos continuavam em minha mulher. A situação era constrangedora.

— Me perdoem. Não estou passando muito bem. Vou me retirar. Continuem a jantar, por favor...

Sem mais explicações, Esme se levantou da mesa, colocou uma mão na cabeça e outra sobre a boca e saiu a passos trôpegos e rápidos dali.

Mamãe estava passando mal.

— Esme? Querida?

— Com licença. Eu vou com ela. Sua mãe não parece bem.

Papai e Bella se levantaram e seguiram atrás de mamãe. Não pude fazer nada a não ser observá-los partir.

Tudo estava meio confuso e cheio de um clima que eu não entendia. Quando Emmett e Rosie anunciaram sua gravidez o clima foi alegre, comemoramos.

Agora tudo parecia falso e maquiado. Somente Jasper e Alice conseguiam sorrir um para o outro.

Eu também não entendia a reação de mamãe, ela parecia quase que decepcionada. Mas, por quê?

— Me perdoem, mas também vou ver como mamãe está. Tenham uma boa noite e parabéns pela gravidez.

Sai dali sem esperar pelas respostas deles. Porque, as respostas que eu queria estavam bem guardadas com meus pais, no andar de cima.

Rumei para lá...