Notas iniciais
Boa noite, meninas. Bom, obrigada a todas pelos comentários e pelo carinho de todas as semanas. Infelizmente, esse capítulo não terminou como eu queria, mas minha falta de tempo me obrigou a corta- lô aí. Espero que entendam, final de ano é muito corrido pra comerciante. Tenham paciência comigo. Espero que gostem. Beijos e boa semana a todas.

Edward

Já se passavam das seis e meia da tarde, quando o avião taxiou na pista de pouso particular, da casa de Charlie.

O tempo estava fechado e grossas nuvens de chuva tornavam o final de tarde carregado e coberto de promessas de tempestade, exatamente como meu humor.

Bella e eu havíamos feito uma viagem agradável. Só nos dois, no fundo da aeronave, eu deitado de lado na poltrona, com a cabeça descansando em seu colo, enquanto ela se mantinha entretida com o “bendito” livro de medicina em uma mão, enquanto a outra fazia um delicioso carinho em minha cabeça.

Graças a Deus, não tivemos a companhia e nem fomos incomodados por nenhum de nossos familiares, eles se mantiveram na parte da frente da aeronave. Creio, que por querer nos dar os últimos minutos para desfrutarmos da companhia um do outro.

Na verdade o domingo havia sido todo assim. Logo de manhã Esme e Renée perceberam que nosso tempo estava escasso e que nós começávamos a nos dar conta disso, a angústia estava a ponto de me dominar, igual a agora. Por isso, minha sogra e minha mãe, fizeram o favor, de conterem nossos familiares e o resultado disso, foi um domingo meu e de minha princesa, onde pudemos aproveitar ao máximo um ao outro.

No entanto, o tempo não havia sido camarada, passou muito rápido e agora estávamos aqui, a ponto de nos despedir, porque as bagagens de minha família já estavam todas acomodadas neste avião, então somente desembarcaríamos a parte fragmentada dos Swans e depois rumaríamos para Angelus.

– Por favor, princesa, venha comigo?

Bella fechou o livro e me olhou nos olhos. Eu não estava sendo justo, mas quem se importava? Eu só precisava dela amanhã, em casa.

– Não faça isso comigo, Edward. Eu preciso terminar meus estudos. Falta tão pouco agora.

Fechei os olhos frustrado e voltei a observar pela janela, o veículo parava agora.

– Eu não quero voltar a falar com você só na sexta. Tenho medo de que no momento em que colocarmos uma distância em nosso meio, todo o final de semana seja esquecido e você volte a me castigar com sua ausência e seu silêncio. Eu vou ficar louco se isso acontecer.

Com doces toques, Bella trouxe meus olhos para o seu. Ela parecia, também, acometida por uma amargura enorme.

– Amor, eu prometo que não será assim. Não tenho motivos para estar chateada. Nosso final de semana foi lindo e vou contar os segundos pra que sexta chegue logo.

Depressa, me sentei e trouxe sua boca para a minha. Eu já estava “doente”, de saudades.

– É que parece tão fácil pra você. Estou aqui me corroendo, enquanto você estuda tranquilamente. E só de pensar que amanhã você estará, de novo, a mercê daquele... daquele... eu fico louco.

Bella se aproximou com urgência e fechou minha boca com a sua.

– Filha, nós já chegamos. Se apresse.

– Tudo bem, papai. Estou indo.

Voltei à segura- la bem junto a mim. Eu ainda não estava pronto para deixa-la partir.

– Não pense besteira, Edward. Não está sendo fácil, é só que eu não posso, neste momento, me abrir inteiramente. Eu sei as consequências. Já vou ter problemas pela nossa pequena exibição do final de semana. Só pense, que na sexta eu estarei em seus braços, e dessa vez Charlie não estará por perto. Prometo te compensar por cada dia tortuoso a qual passaremos.

Maldito Charlie e seu amor doentio.

– Okay, princesa. Mas eu vou cobrar.

Puxei- a mais uma vez e me afundei em seu doce cheiro e sabor. Bella era doce, suave e trazia a tona a melhor sensação que eu já pude sentir em minha vida. Como, sorvete no verão e chocolate quente no inverno. Eu precisava dessa mulher pra sempre, urgentemente.

– Isabella!!!

Gemi de desgosto. Charlie gritava do lado de fora.

– Eu preciso ir. Ligue-me assim que chegar.

Bella se levantou e a acompanhei.

– Irmã, reserve sua quarta para nós. Papai vai mandar o avião. Então à noite estaremos em casa para decidirmos o que for importante, na semana, sobre a cerimônia. Faça sua lista de convidados, para adiantar nossa vida.

– Posso convidar quem eu quiser, Alice?

Mamãe se ajustou na cadeira e eu encarei minha cunhada. Todos queriam saber sua resposta.

Alice nos olhou por um segundo e só então respondeu.

– Claro que pode. O casamento também é seu.

Acenei positivamente. Mesmo que fosse por medo ou receio, Alice havia dado a resposta correta.

– Tudo bem, Lice. Terei a lista pronta, na quarta.

Bella beijou a irmã no rosto e se despediu. Repetiu o gesto com Rose, que a agraciou com uma brincadeirinha.

– Passe no ateliê e faça a primeira prova do vestido. É bem capaz, de que vovó a tenha engordado, com todas aquelas gostosuras.

– Isso aí. Mostre o dedinho, cunhada. Vamos comparar os estragos.

– Muito encorajadores vocês. Obrigada!

Sorrimos para a ilusão a “João e Maria” que Emmett fez.

– Edward se comportará, filha. Pode deixar que estarei de olho nele.

– Conto com isso, minha rainha.

Mamãe estreitou minha namorada, nos braços e beijou-a delicadamente no rosto.

– Tenha uma boa semana, querida.

– Boa noite, Bella.

As despedidas de papai e Jasper foram mais contidas, na verdade, a de papai sim, já a de meu irmão foi barrada, por minha carranca, quando ele fez menção de abraçar minha Bella.

– Se cuide. E me ligue. Seus horários são malucos. Então me ajuste a eles. Estarei disponível, a qualquer momento, para você.

– Eu ligarei. Se cuide também. Sentirei sua falta.

Aproximei-nos mais uma vez e ali, na frente de Charlie, beijei-a com todo fervor que eu podia. E que as consequências viessem depois.

– Também sentirei saudades. Até sexta.

E com um aceno discreto ela se separou de mim, desceu os degraus da aeronave e rumou para a Blazer que já abrigava seus pais e somente a esperava.

Voltei para onde estávamos e me joguei nas poltronas, inspirei profundamente e me deixei preencher pela fragrância dela.

Seria uma grande semana.

Isabella

Na segunda feira, ainda era cedo quando desci as escadas e me dirigi à mesa de café. Graças a Deus tive uma noite agradável em que, inexplicavelmente, dormi muito.

– Bom dia, Báh, bom dia papai, bom dia mamãe.

Beijei minha mãe e minha, eterna, babá no rosto. Papai baixou o jornal que lia e me avaliou de cima a baixo. Charlie parecia muito mais sério e nervoso essa manhã.

– Você não estudou essa noite. Está se tornando uma irresponsável, agora?

Ele dobrou o jornal jogou-o, em cima da mesa, abruptamente. Suspirei fundo me preparando para a tormenta.

– Responda a minha pergunta, Isabella. Vai viver de romantismo agora e deixar os estudos de lado?

– Charlie...

– Cale-se, Renée. Dos estudos e da educação de Bella cuido eu, esqueceu? Responda, Isabella?

Minha mãe e Báh me obsevavam com pesar. Vovó já havia me preparado para essa provável atitude. Charlie estava expondo suas frustrações e seu ciúme desmedido.

– Me perdoe, paizinho.

Levantei- me e fui para o lado dele. Sentei- me em seu colo e acariciei seu rosto, bajuladora.

–Eu estava exausta. Tomei um banho e quando comecei a ler minhas anotações, caí no sono e só acordei hoje. Para o senhor ter uma ideia, nem atendi as chamadas de Edward, pois já havia dormido.

Menti a última informação, no entanto era preciso. Para conter os ataques de meu pai, só o certificando que Edward não era tão importante assim.

– Tudo bem, filha. Você merece um descanso depois de todo o estresse do final de semana. Só não deixe que esse relacionamento interfira em seus estudos e costumes.

Beijou minha testa e trouxe um morango a minha boca. “Interferir” para ele, significava, não me deixar envolver mais do que o necessário. Eu começava a crer que meu pai se arrependia do contrato com Carlisle. Pena, para ele, que já era tarde demais.

– Agora sente-se em seu lugar e tome seu café. Vou te deixar na universidade.

Voltei para meu lugar e Báh me serviu uma grande xícara de café, para me acordar, de verdade. Instintivamente aceitei o aceno e o sorriso dela e de mamãe. Eu havia me saído bem.

– Quais são seus horários hoje? Você quer que eu te pegue no hospital?

– Huum! Não precisa, pai. De manhã vou pra universidade, à tarde tenho a visita semanal na Casa de repouso e depois estarei na emergência do hospital até as dez. Zafrina e Sam, já estão a par. Eu sei que a semana do senhor será corrida.

E sabia mesmo, meus pais só estariam em casa até a quarta, depois, viajariam para a Tunísia, numa viagem oficial.

– Você está certa, mas me espere de manhã, até quarta. Quero te levar todos os dias.

– Sim, senhor.

Estiquei minha mão e toquei a dele. Eu só precisava demonstrar o tamanho do meu amor.

– O que você quer da Tunísia, amor? Mamãe trará o que você quiser.

– Nada, mamãe. Só quero que voltem bem e rápido. Eu ficarei sozinha, de novo, e odeio isso.

– Será por pouco tempo, Bella. Logo estaremos de volta. Charlie e eu precisamos aproveitar você em casa.

O clima bom se dissipou. Charlie fechou e expressão e levantou-se altivo.

– Se apresse, Bella. Espero-te no carro.

Despedi-me, rapidamente, das duas, corri para o quarto, escovei os dentes, peguei minha bolsa e minha maleta e fui ao encontro de papai e meus seguranças.

– Estamos prontos, Sam.

Nossa viagem foi curta e sem problemas. O assunto Edward, casamento e mudança foi evitado. Somente discutimos a respeito da saúde pública em Forkian e das mudanças que eu sonhava conseguir para meu povo.

– Pronto. Está entregue. Zafrina ficará aqui e logo que Sam me deixar no palácio, também se juntará a vocês. Se cuide, princesa.

– Tenha um bom dia, pai.

Beijei seu rosto e sai do carro. Zafrina me acompanhou de perto.

Dirigi-me aos armários e fechei minha expressão quando notei alguém escorado no escaninho ao qual me pertencia.

– O dia já começou bem. Se prepare, princesa.

Fiz que sim, para Zafrina.

– Vamos acabar logo com isso.

Apressei-me e logo já estava no meu destino.

– Com licença, você está atrapalhando.

Jacob “desencostou” do meu lugar.

O olhei de esguelha, meu amigo era terrivelmente bonito e eu o amava com todas as minhas forças, pena que não era o tipo de amor que ele queria.

– Bom dia pra você também, Isabella.

O ignorei e passei a pegar o matérial que usaria nas minhas aulas de hoje.

– Seu final de semana deve ter sido maravilhoso, já que voltou cheia de pompa. Porque Zafrina a segue como uma sombra? Seu “noivinho” não confia em você perto de mim?

Fechei a porta do armário com força. Minha raiva começava a tomar conta. Eu perderia a paciência rapidinho e ele sabia que isso nos levaria a um afastamento e a um silêncio de dias.

– Meu noivo e eu não perdemos nosso tempo falando você, Jacob. Aliás, perdemos uns segundos sim e por isso, só por isso eu te darei a chance de falar comigo na hora do almoço, no entanto deixe suas ferraduras no armário ou essa pode ser a última vez que nos encontraremos. Eu não admitirei mais, seus ataques, Jacob. E sim, respondendo a sua pergunta, Zafrina e Sam, estão aqui pra garantir que eu não me aborreça nas provas finais.

Dei- lhe as costas e me dirigi à sala de aula. De longe ainda o ouvi socar o armário. Contudo, não me importei, hoje eu resolveria essa situação. E por mais que eu tentasse...Eu não estava feliz por isso. Ferir nunca seria de minha índole.

Contudo, quando coloquei os pés na sala de aula, forcei minha mente a se desligar. Era hora da responsabilidade falar primeiro.

Por isso, prestei atenção, indaguei, anotei, discuti e fiz tudo que podia na discussão do meu primeiro módulo e mesmo que Edward tenha me impedido de estudar os capítulos exigidos para aquela aula, eu sabia que havia me saído bem.

Acredito que quando gostamos ou dominamos certos assuntos tudo se torna prazeroso e fácil.

Então, depois de toda essa maratona, eu estava pronta para dialogar e chegar a um denominador comum com meu amigo.

E finalmente quando o relógio marcou meio dia, fomos dispensados e pude me encaminhar para o refeitório. Jacob, com uma carranca de dar medo, me esperava na nossa mesa de sempre.

Todavia, assim que me aproximei ele se levantou.

– Me acompanhe.

O segui em silêncio. Caminhamos por alguns minutos e logo me vi no estacionamento, para ser mais específica, ao lado de seu carro, um belo esportivo do ano, de cor preta.

– Dispense seus “cachorrinhos” e entre no carro. Diga a eles que vamos almoçar. Levo-te para o seu destino assim que nossa conversa terminar.

Zafrina e Sam, que já havia chegado do palácio, nos seguiam a uma distância segura. Pensei nas possibilidades...

– Está com medo de mim, Bella? Até isso Edward conseguiu implantar em sua mente? Medo de mim? Quantas vezes almoçamos juntos durante todos esses anos? Eu só quero conversar.

Uma pontada de culpa tomou meu ser. Olhei pra ele, olhei de novo e tomei a decisão.

– Zafrina, Sam, me esperem na Casa de Repouso. Vou almoçar e depois vou direto para lá.

– Princesa, eu não acho que isso seja certo...

– Siga as ordens, Zafrina. Eu vou para o mesmo lugar que Bella e posso lhe dar uma carona.

Zafrina fechou a expressão. Sam, nos estudou por um minuto e depois acenou afirmativamente.

– Vamos, Zafrina. O príncipe Jacob, sabe quem é, e de quem a princesa é filha. Ele não cometerá uma loucura.

Zafrina ainda resoluta, se virou e entrou bufando no carro. Dei-lhes as costas, abri a porta do passageiro e me sentei. Jacob acompanhou meus atos.

Andamos por cerca de uma hora, até chegarmos a um restaurante conhecido por nós, e meio afastado da cidade.

O Bon Appétit servia a melhor comida Italiana da nossa região. E Jacob e eu a amávamos.

– Mesa para dois e em um lugar tranquilo.

A garçonete solícita, de sempre, nos levou até o andar superior. Ali estava completamente vazio.

– Muito bom! Obrigado.

Agraciou-a Jacob.

– Desejam tomar algo enquanto o garçom os traz o cardápio e os pedidos.

– Um uísque com gelo, por favor.

Ele beberia àquela hora. Isso não era bom.

– E pra senhorita?

– Um suco de laranja, com gelo e açúcar.

– Okay. Em um minuto estarei de volta.

Jacob deu a volta e se sentou de frente para mim. Respirei fundo e segui seu exemplo.

– Pronto, Isabella. Agora já estamos sozinhos o bastante. Pode começar a falar e partir meu coração...

O olhei intensamente, eu precisava encontrar uma maneira de ter os dois em minha vida. Edward já havia aceitado isso.

– Eu não vou partir seu coração. Não faço ideia de onde tirou isso. Eu somente estou tendo um tempo agradável com meu melhor amigo. Eu gostaria muito de deixa- ló a par de como foi meu final de semana e de como estão os preparativos para o casamento. Aliás, eu já lhe disse que você será meu padrinho?

– Padrinho? Eu?

Perguntou com desdém.

– Ora Isabella, se isso é um prêmio de consolação, eu dispenso, você pode “enfia- lô no nariz”. Deixe de ser cínica e vá direto ao ponto. Ou você acha que toda essa “balela” de amigo me convencera? Eu não sou seu amigo, Bella. Nunca fui e nunca serei.

A garçonete trouxe nossas bebidas e interrompeu o discurso acalorado dele. Eu já sentia o aperto no peito. Eu nunca poderia ter os dois. Jacob nunca me presentearia com isso.

Tomei um gole de meu suco. Enquanto ele dispensava e garota dizendo que escolheríamos os pratos mais tarde.

– Sabe Bella, eu achei que você fosse mais esperta. Todo esse seu “QI” na verdade não lhe servem pra nada, quando o assunto é manipulação. Você caiu direitinho “na lábia” no principezinho.

– Jake, eu... por favor...

– Por favor, o quê? Agora você vai me ouvir. Eu desejo tudo de ruim pra vocês, Isabella. Que seu casamento seja um fracasso, que Edward te faça sofrer e que seus filhos nasçam mortos, tudo isso ainda é pouco, tamanho o ódio que estou sentindo de você agora.

Abruptamente levantei os olhos e o encarei. Jacob estava me amaldiçoando. Eu sentia a dor dominar e o ar faltar a meus pulmões. Resignada e afetada com tanta amargura me coloquei de pé e comecei a me afastar.

– Se você já falou o que tinha pra falar, eu vou embora. E eu espero, Jacob, de verdade, que você encontre uma mulher boa, que lhe ame e que faça por você tudo que eu não pude fazer.

– Espere aí, Isabella. Eu não terminei.

– Pra mim já foi o suficiente. Passe bem.

Sem esperar por mais, desci correndo as escadas e logo me vi do lado de fora. Comecei a caminhar a esmo, as lágrimas desciam e eu não conseguia raciocinar direito.

– Entre no carro.

Ele parou ao meu lado e se debruçando sobre o banco, abriu a porta do passageiro, para mim.

Ignorei seu chamado.

– Que porra, Isabella. Entre nessa “merda” de carro.

Continuei andando em silêncio. No entanto, Jacob não se deu por satisfeito. Acelerou o carro, me ultrapassou e logo o freou bruscamente, fritando os pneus e parando o veículo a força.

– Se você não vem por bem, vem por mal.

E com uma força excessiva e muito violentamente, ele me agarrou pelo braço, abriu a porta e me jogou bruscamente lá dentro.

– Aí...

Gemi ao sentir minha cabeça bater no painel.

– Droga, Bella. Olha o que você me fez fazer.

Ele se sentou ao meu lado e deu partida. Minha cabeça doía e eu estava meio zonza.

– Eu perdi o controle. Eu não posso te perder, Bella. Não posso... você é minha. Sempre foi.

O motor do carro rangia e Jacob exigia cada vez mais do veículo. Nós estávamos indo muito rápido.

– Pare. Eu quero descer. Pare.

Ordenei, já sentindo minhas forças de volta.

– Você só pode estar maluca. Estamos no meio do nada. Eu vou te deixar aonde prometi.

– Você já fez o bastante por hoje. Edward estava certo, esse tempo todo. Nós nunca poderemos levar isso adiante. Você não sabe diferenciar as coisas. Cresça e depois conversamos, Jacob Black. Agora pare esse carro, você está em meu reino e eu exijo que me obedeça.

Rangendo os dentes e esmurrando o volante, ele fez o que pedi.

– Okay, majestade. Espero que a “bola de cristal” do seu noivinho esteja funcionando bem. Ou então, será uma longa caminhada até a cidade.

Ignorando o aviso nas entrelinhas, saí do carro e comecei a caminhar. Ele logo passou por mim, buzinou e acenou fazendo chacota.

Dei alguns passos, e fui surpreendida por um trovão. O céu estava muito fechado e logo cairia um temporal.

Tirei o celular da bolsa.

– Sem sinal.

Oh Deus! Clamei alto. Eu estava perdida, completamente perdida...

Notas finais
Ah! Só mais um e então, daremos uma corridinha no tempo. Quero saber o que vocês acharam. E agora? O que acontecerá? Beijos e boa semana a todas.