Três Príncipes, Três Princesas

93 Extra II- É assim que formamos nossa família


Notas iniciais
Segundo extra. Agora faltam dois...

Bella

— Isso! Agora você puxa devagar para que os pontos não repuxem demais e...

Quebrando todo silêncio e concentração, de seis internos que acompanhavam um procedimento cirúrgico raro que Jacob e eu realizávamos em uma menininha de três anos, um “maldito telefone” começou a tocar.

— Preciso dizer que telefones são terminantemente proibidos nas salas de cirurgia? Isso já foi pauta de muitas reuniões. Eles atrapalham a concentração e colocam em risco o paciente e...

— Doutora, é o seu.

Imediatamente calei e senti minhas orelhas e bochechas esquentarem. Eu tinha certeza de que estava corada. Afinal, devia ser o exemplo ali.

— Ah! Perdoem-me.

Franzi a expressão e ignorei a vontade louca de acertar o olho de Jacob, com o bisturi, quando ele mal-disfarçou uma risada para meu constrangimento total.

— Se concentre e mantenha as mãos firmes, doutor Black. Não queremos uma cicatriz horrorosa nessa criança, não é?... Senhora Jhones, por favor, atenda meu telefone.

Jacob sorriu mais e, irritantemente, deu uma “piscadinha safada”.

Por que mesmo eu o aturava?

Ah! Lembrei! Ele era muito bom no que fazia.

— É da escola dos seus filhos, doutora. A secretária está informando que a diretora a aguarda imediatamente. E que seus filhos só saem de lá na presença dos responsáveis. O que respondo?

Putz!

Dessa vez meu amigo não se segurou, gargalhou escandalosamente, influenciando toda sala a fazer o mesmo. Elevando meu nível de irritação a índices elevadíssimos.

Andrew e Liam...

— Silêncio! Ou se comportam, ou estão banidos de minhas cirurgias até o próximo século e isso serve principalmente para você, doutor Black.

Prontamente fez-se silêncio. Menos Jacob, é óbvio...

— Senhora Jhones, por favor, peça que liguem para meu marido e...

— Lamento, minha vida...

Mais uma vez um barulho irritante fez-se ouvir e quando me virei para cima, para ver quem batia no vidro da lotada galeria, a voz de Edward invadiu o lugar.

Ele apontava para o celular e também tinha um “maldito sorrisinho” nos lábios.

O que deu nesse povo hoje? Era oficialmente o dia de irritar a Bella?

— Também recebi esse telefonema. A diretora quer nos dois lá. Vim te buscar.

— Aconteceu algo? Eles estão bem?

Senti um pouquinho de pânico. E se tivesse acontecido alguma coisa? E se estivesse julgando meus pequenos e dessa vez não fosse só as traquinagens?

— Se acalme, meu amor. É o de sempre. Todos estão bem.

Foi possível ouvir os “oohhss” baixinhos quando o “meu amor” dele ecoou.

Edward não escondia de ninguém o que sentíamos e suas demonstrações de amor e carinho não escolhiam hora nem lugar.

Os protocolos que se danassem. Nos amávamos mesmo, e daí?

— Tudo bem. Dê-me um minuto, vou finalizar aqui e...

— Pode deixar, doutora Cullen. Só falta fechar. Assumo daqui. É meu plantão mesmo. O pós-operatório fica por minha conta. Vá descobrir o que os “pestinhas” dos meus sobrinhos aprontaram.

— Tem certeza?

— Tenho sim. Seth e Leah não vieram. Amber está gripadinha demais. Hoje sou só eu e preciso ocupar a cabeça.

— Ela está bem? Posso dar um jeito no seu plantão.

— Não se preocupe. Só está manhosa e querendo a mãe e o peito a cada minuto. Sou um inútil preocupado lá. Leah dá conta. Deixe me trabalhar.

Jacob não mudava, mas se tem uma coisa que o dobrou, foi o nascimento de sua filha Amber. Ele morria de amores por ela. E tenho que confessar, a menininha era muito, mais muito mesmo, parecida com Leah, meu pai e comigo.

Falando em pai, até Charlie já estava se desdobrando a garotinha. Porque, graças a ela, Leah e Charlie estavam se aproximando aos poucos.

Para descontentamento de Renée e meu desgosto total. Eu ainda a queria longe de nós.

— Ok. Obrigada a todos por nos auxiliarem. O doutor Black assumirá e prestem atenção nele. Porque ele sabe o que faz. Aprendam!

Sem ficar para escutar os comentários posteriores, beijei Jacob, no rosto. Passei pela sala de descontaminação e já sem o jaleco e a touca, saia para o corredor.

Stephan, Sam e Edward me aguardavam.

— Oi...

Fui até ele e o abracei, ignorando tudo e a todos. Eu também não via problemas em demonstra-lo minha saudade e amor.

Ainda mais depois dele presenciar minha interação com Jacob, algo que, mesmo que não dissesse, eu sabia que ainda o perturbava.

— Oi. Já disse que você fica linda de branco? E que eu te amo mais do que tudo?

— Hoje não. Um erro enorme. Acho que precisarei ser recompensada.

Respondi em sua boca já aceitando seu abraço e buscando mais intensamente os lábios dele.

— Quer sair para jantar mais tarde? Só você e eu. Depois podemos dar uma passadinha no nosso apartamento do centro.

— Noite a dois, senhor Cullen? Acho que posso concordar com isso. Só temos que colocar as crianças na cama primeiro e depois...

Falei baixo em seu ouvido.

— Ei, casal, lamento interromper. Mas, temos assuntos mais importantes no momento.

E Stephan estava certo. E não pensem que ele nos atrapalhava por diversão. A expressão sisuda deixava claro, o quão preocupado estava com o chamado da escola.

— Certo! Vamos lá.

Sem demora, nos dirigimos ao estacionamento e logo nos encaminhávamos à escola, que, aliás, era a mesma que Edward e os irmãos estudaram quando criança. E que, graças a Deus não ficava muito longe do hospital nem do palácio. O que facilitava a nossa vida, porque, infelizmente, nossas visitas à instituição eram constantes, graças a Andrew e Liam, porque Lindsay, apesar de muito inteligente também, não dava a metade da metade do trabalho dos irmãos.

Meus filhos eram minha perdição. Falando em perdição, preciso todos os dias, me controlar para não gritar com Emmett, Jasper e Jacob pelo tamanho da audácia em quererem negociar meus pequenos.

Ainda me lembro, como se fosse hoje de manhã, como me contaram o que pretendiam.

Lembranças on

Bella

— Princesa, como está? Tudo bem?

Abri os olhos lentamente e acenei afirmativamente para Edward.

Eu havia acabado de chegar ao quarto. Lindsay ainda não havia sido trazida. Meu corpo clamava por alguns minutos para se recuperar. Porém algo oculto na expressão dele, me fez ficar mais atenta.

— O que aconteceu? É Lindsay? Quero vê-la. Onde está Jacob? Chamem-no. É grave.

Sentei-me e já ia colocando os pés para fora da cama pronta para ir ao encontro de minha pequena, quando as mãos fortes dele me prenderam de volta ao leito.

— Se acalme. Nossa filha está perfeitamente bem. A vi antes de vir para cá. Está tomando um banho gostoso e logo será trazida. Fique calma. Não confia em mim?

O olhei mais atentamente e mesmo que meus instintitos gritassem para ir ao encontro dela, me reconstei na cama, afinal, eu confiava plenamente nele.

— Os meninos?

— Também estão bem. Andrew chorou mais um pouco depois que saímos. Mas, agora já estão entretidos. Annie e Lizzie estão ajudando nessa missão.

— Então o que é, Edward? Por que está claro que tem algo errado, o incomodando.

Ainda estava na beirada da cama me avaliando e esfregando o cabelo de tanto nervoso, parecia em dúvida se aquele era o momento certo para falar sobre o que o atormentava.

Será que se eu o acertasse com alguns dos copos da bandeja de cabeceira, causaria um grande estrago?

Huumm! Melhor não.

— Fale, homem! Ou vou me levantar e ir em busca de resposta e...

— Tá bom, tá bom! Eu falo. Se acalme.

Voltou a me empurrar de volta para cama de onde ameacei, mais uma vez sair.

— Vou te contar o que aconteceu comigo assim que sai da sala de parto, mas quero que mantenha a calma. Lembre-se de que não pode se zangar, temos um bebê para amamentar. Precisamos do seu leite e...

Fomos interrompidos com o bater, impaciente, na porta.

— Só um minuto.

Aliviado pela interrupção, ele foi até a porta e a escancarou, creio eu, que achando que já era a enfermeira trazendo nosso bebê. Porém...

— O que fazem aqui?

Jasper, Emmett e Jacob, sem cerimônia nenhuma, entraram e se espalharam pelo quarto.

— Ora, Ed! Já deu tempo de Bella e você chagarem a uma conclusão. Queremos nossa resposta e queremos agora. Aliás, oi Bells...

— Oi...

Respondi a Emmett, no mesmo instante que aceitava de Jasper um lindo buquê de rosas brancas.

Jacob se recostou na parede de frente a cama, colocou um pé na parede e ficou me olhando com cara de brincalhão.

O que estava acontecendo com esses três?

— Não é um bom momento, Emm. Saiam daqui. Bella não pode ter fortes emoções, quanto mais contrariedades. Saiam e...

— Ele não contou. Está com medinho.

Jacob, divertindo-se, interrompeu Edward e ganhou minha total atenção. Eu sabia que Edward estava escondendo algo.

— O que Edward não me contou? Medo de quê? O que aprontaram?

Coloquei as rosas na mesinha ao lado da cama e me sentei mais ereta. O assunto era sério.

— Falem! O que está acontecendo?

— Não! Eles não.

Imediatamente Edward veio para perto de mim, se sentou a minha frente e segurou meu rosto impedindo que eu visse mais alguma coisa naquele quarto além dele.

Edward tremia...

— Não tenho nada haver com isso. Não aceitei e não quero que se irrite. É só dizer não e colocaremos esses malucos para fora daqui e...

— Protelando...

— Medinho...

— Respire, irmão.

Edward rosnou para nossas companhias. Somente Jasper parecia entender o que acontecia com ele, de verdade.

— Calados! Minha vida...

Forçou mais as mãos quando Jacob riu e quase atraiu minha atenção.

— Eu e você... Você e eu... Nossa família... Nossos filhos...

— Fale, Edward! Está me deixando nervosa. O que está acontecendo? É alguma coisa com as crianças? Porque se for eu...

— Um acordo. Esses malucos querem um acordo.

Soltou de uma vez, quando ameacei me exaltar.

— Como? Não estou entendendo.

Meu marido respirou fundo, me olhos nos olhos e rendido começou a falar o que o atormentava.

— Assim que saí da sala de parto fui surpreendido por esses três. Eles estão delirando e propondo um acordo com nossos filhos. Do tipo do nosso. Lizzie, Annie e Seth para Andrew, Liam e Lindsay. Eu nem levei isso em consideração, e disse não. Mas, parece que acham que você pensa diferente e se dizer sim, terei que concordar e...

Um contrato? Um contrato? Eu estava ouvindo bem? Aqueles “três bastardos” propunham que negociássemos nossos filhos como gado. Assim como aconteceu conosco?

— Stephan!

Chamei baixo, ao mesmo tempo em que sacudia a cabeça em negativa para clarear as ideias, fechava as mãos em punho e cruzava os braços impedindo que meus instintos protetores de mãe, arremessasse algo pesado, quebrável, cortante e muito perigoso, em direção de cada um deles.

— Alteza!

Respondeu nosso chefe de segurança, entrando no quarto assim que ouviu seu nome. Sua expressão era séria e formal. Era evidente que lia em meu semblante a gravidade da situação.

— Por favor, acompanhe esses senhores até a porta. Depois se certifique de que a entrada deles em meu quarto seja proibida até segunda ordem.

— Quê?

— Bells, você não pode. Eu sou médico da sua filha e...

Emmett e Jacob se exaltaram. Por outro lado, Jasper e Edward trocaram um olhar conciliador e abriram seus maiores sorrisos.

Eles me conheciam...

— Chega! Meus filhos não estão em negociação. Se quando crescerem decidirem que, tem o mau gosto, de gostar de algum dos filhos de vocês, terão nosso total apoio. Mas, no momento, nada nem ninguém imporá isso a eles. Vocês não aprendem, não é? Acho que somente eu dei sorte nisso tudo. Porque Rosie, Alice e Leah... Só lamento pelas minhas irmãs. Agora, por favor, saiam!

— Senhores, minha rainha deu uma ordem.

Stephan apontou para a porta. Emmett e Jacob não se intimidaram e estavam prontos para tentarem me dissuadir quando Edward colocou um fim naquilo.

— Não! Chega! Bella precisa descansar. Vocês queriam uma resposta. Têm duas. A minha e a dela. Não! Nossos filhos terão livre arbítrio para escolherem tudo em suas vidas. Isso que nos diferenciará dos nossos pais, a vontade de fazer certo. Agora saiam...

Apontou para a porta, então não restou alternativa a eles a não ser sair.

— Eu não esperava menos de vocês. Altezas...

Jasper nos reverenciou e saiu sorrindo do quarto.

Edward não perguntou nada, só veio até mim e beijou-me intensamente.

Era a resposta de que tínhamos o mesmo pensamento.

Nossos filhos teriam direito a escolha e que Deus os ajudasse para que dessem tanta sorte como o pai e eu.

Lembranças off

— Princesa, não se preocupe. Está tudo bem.

Ele soltou a direção e segurou meus dedos enquanto esperava que Stephan e Sam estacionassem os outros carros.

Divaguei tanto nas lembranças que nem percebi que já havíamos chagado.

— Eles vão me deixar de cabelos brancos, Edward.

— Não vão. Vamos lá ver o que aconteceu.

Descemos e logo os flashes dispararam. Os malditos paparazzi tinham, praticamente, um acampamento montado na porta da escola de meus filhos.

Todo dia tinha uma fofoca ou uma invenção nova.

— Benj...

— Edward, Bella...

O principal segurança das crianças estava parado diante da porta fechada da diretoria.

— Podem entrar. Eles estão bem. Acalme seu coração princesa. Eu nunca deixaria que nada, de grave, os acontecesse.

— Obrigada!

— Sabemos disso, amigo.

Edward e eu apertamos seu ombro o certificando de que confiávamos totalmente nele e sua equipe.

— Mamãe!

— Mãe!

Soltei a mão de Edward e abri os braços para abriga-los. Não obstante me abaixei e os encarei nos olhos.

— Problemas? Encrenca?

Liam abaixou a cabeça, tímido e talvez, e olha que eu disse talvez, um tanto arrependido.

Já Andrew... O afilhado de Stephan...

— Um pouquinho assim.

Esticou a mão e mostrou a quantidade bem pequena, diga-se de passagem, com o indicador e o polegar.

Segurei imensamente a vontade louca de mordê-lo. Era lindeza demais da mamãe.

— Andrew, não é bonito isso, filho. Há uma semana estávamos nessa mesma situação. Sua mãe e eu deixamos compromissos importantes. Acho que tem alguém merecendo um castigo.

Edward foi enérgico.

— Não, papai. O Drew não pode levar castigo sozinho. Eu também aprontei.

Liam veio para perto do irmão e passou o braço por seu ombro.

Quantos anos eles tinham mesmo? Ahhh, seis.

— Castigo duplo, como sempre. Não é, Liam?

A parte dos castigos duplos, apesar de doerem em meu coração, era a mais pura verdade. Andrew e Liam não aprontavam individualmente e, apesar de, eu achar lindo o companheirismo, a criatividade e a união deles, os castigos eram necessários.

E os títulos de príncipes, ou de netos de dois reis, ou de filhos de futuros reis, não aliviava em nada “a barra deles”. Antes de qualquer coisa eram filhos de Edward e Bella e seriam educados para serem pessoas de bem: amáveis, respeitosas e humildes.

Então, tinha castigo sim... E Lindsay, com seus três anos, não escapava disso também. Apesar de Edward sofrer horrores quando isso acontecia, ela também tinha suas cotas de traquinagens.

— Ah não, papai. Dessa vez nem foi culpa nossa. A professora é que...

— Senhor e senhora Cullen, a diretora os aguarda.

Fomos interrompidos pela secretária que sabiamente percebendo que eles contariam sua versão do que quer que tenha acontecido, nos interrompeu.

— A sós...

Esclareceu quando viu que eu me levantava e pegava a mão dos dois.

— Ok. Esperem aqui.

Liam ameaçou discutir, porém Edward segurou seu ombro.

— Obedeça a sua mãe, rapazinho. Conversaremos melhor depois. Ouviremos o que os dois têm a dizer, prometo.

— Esse é meu pai! Te amo.

Sorriu lindamente e foi impossível Edward não se abaixar e beija-los na testa.

Justo e um pai encantador. Esse era meu marido.

— Senhor e senhora Cullen, é um prazer recebê-los outra vez. Por favor, sentem-se.

A diretora Makenna, apontou para as, conhecidas, duas cadeiras a sua frente. O “outra vez” não passou despercebido.

Eu a achava intragável. Ela achava que seu uniforme, das forças armadas, a patente que ostentava e as cirurgias reparadoras que escondia, eram o bastante para me intimidar quando reclamava dos meninos.

— Lamento tira-los de seus afazeres. Mas, hoje o problema foi maior e uma ligação já não está sendo eficiente mais.

Edward segurou minha mão quando ameacei interrompe-la.

— Você acertou diretora. Tive que desmarcar uma reunião e minha esposa deixou um paciente em cirurgia. Então se não for muito incomodo. Poderíamos ir direto ao assunto. Temos compromisso daqui a pouco.

— Oh sim. Perdoem-me.

Respondeu sorrindo para meu marido. E eu quis demais acerta-la com o grampeador que estava a minha frente. Por Deus, ela o conhecia desde... Desde que ele estudou aqui.

— Então vamos direto ao ponto. A professora regente do 5º ano está irada e fez uma reclamação formal de Andrew e Liam. Depois os trouxe até aqui dizendo que não é obrigada a aturar a petulância de ninguém.

É, isso mesmo, vocês não leram errado. Andrew e Liam tinham acabado de completar seis anos, comemorados em uma festa grandiosa dos Vingadores, de novo, e já cursavam o quinto ano, ou seja, quatro anos adiantado dos demais alunos de sua idade.

E Lindsay? Bom, ela não ficava atrás. Estava com três anos e já juntava as letrinhas e soletrava palavras pequenas.

— Como?

Sobressaltei-me.

— Baixe o tom, senhora. Conhecemos nossos filhos. “Petulância” não é um dos defeitos deles.

Edward estava coberto de razão, não era.

Nossa “prole” poderia ser rotulada de “mimados, sapecas além da conta, curiosos e até faladores demais”, coisas de crianças.

Contudo, nada que desrespeitasse ou ofendesse qualquer pessoa que fosse. Prezamos o respeito acima de tudo.

— Perdão, senhor Cullen, não foi minha intenção choca-los. Só que não estamos sabendo lidar com as “peculiaridades” das crianças nesta fase, principalmente dos meninos. Já o avançamos de série esse ano e pelo jeito, teremos que fazer de novo agora. Porque eles, simplesmente, resolveram questionar a professora quanto suas fontes. A pobre mulher teve uma grande crise, porque os meninos são grandes influenciadores e fizeram com que os outros 15 alunos também a indagassem. E agora, com toda razão, ela se recusa a tê-los em sua sala de aula. Como faremos?

— Qual o conteúdo?

— O quê?

Assustou-se com minha postura e pergunta.

Eu odiava quando ela, erroneamente, denominava o intelecto de meus filhos como uma “peculiaridade”. Como se fosse algo errado, tipo uma aberração.

— Minha esposa quer saber qual era o assunto discutido em sala de aula no momento do ocorrido.

— Ciências, mais especificamente, o corpo humano. Mas, não sei qual a relevância disso já que...

— Ciências, amor. Eu sabia que aquela curiosidade toda com seus livros não eram em vão. E depois as pessoas dizem que se parecem comigo.

— Não se esqueça da matemática, minha vida. Os números são especialidades deles também.

— É verdade. Se bem que em História e Geografia também dão um show. Lembra-se daquela vez quando...

— Hã...

A mulher a nossa frente raspou a garganta interrompendo o nosso momento de pais orgulhosos.

— Ok. Perdoe-nos. Divagamos aqui. A senhora está certa, eles não deviam ter incitado os colegas de classe. Vamos nos certificar de que isso não se repita. Contudo, ouso discordar da senhora quanto às indagações. Bella e eu sempre os influenciamos a ter senso crítico em qualquer questão. Queremos que sejam adultos que discordam do que é errado e lutam pelo certo e justo. Precisamos prepara-los para o que os espera.

Makenna pensou por um momento, depois cruzou os braços, em forma de proteção, e fechou mais ainda a expressão.

A resposta de Edward não era o que esperava ouvir.

— Isso significa que teremos um problema constante, senhor Cullen. Somos uma instituição militar, treinamos muito bem nosso corpo docente, o senhor sabe disso, estudou aqui. Prezamos a ordem e o respeito acima de qualquer coisa. E creio que não estejamos preparados para a educação na qual estão sujeitando seus filhos.

— Espere aí, minha senhora! Por um acaso está criticando a forma como meu marido e eu criamos nossos filhos?

Impetuosamente, me coloquei de pé, assustando-a e levando Edward a segurar minha mão para me manter calma.

— Não, senhora Cullen! Não foi uma crítica. Eu só acho que nem nossa escola nem qualquer outra de Ângelus estejam aptas, ao intelecto de Andrew, Liam e Lindsay. Eu aconselharia o ensino domiciliar, já que a senhora compartilha da mesma “peculiaridade” deles. Ou então, algum colégio especializado. Ouvi dizer que na Suíça tem uns ótimos.

Senti o exato momento em que a cor deixou meu rosto e que o ar ficou mais pesado.

Suíça?

Ela estava sugerindo que mandássemos nossos bebês para outro país? Longe de mim e do pai?

Porque sim, as regras do reinado Cullen exigiam que tivéssemos residência fixa em Ângeles.

— Creio que nossa conversa tenha terminado. Está nos ensinando a educar nossos filhos, Makenna? Como ousa?

Ela não respondeu, somente nos olhou de cima abaixo com um ar de deboche. O que foi o bastante para Edward reagir, se levantar, retirar o celular do bolso e começar a ligar para alguém.

— Edward, para quem está ligando? Vamos para casa.

— Para Jasper. Vou informar que estamos levando Annie para casa. Pode, por favor, pega-la, juntamente com Lindsay, na sala de aula? Vou só esperar que essa senhora me dê às transferências deles e já encontro vocês no carro.

— Transferência? Da Annie? O senhor não pode fazer isso. Ela será a futura rainha. Um orgulho para nossa instituição, assim como o pai. A queremos aqui.

Foi de imediato, Edward e eu paramos, nos olhamos e logo um sorriso perverso despontava de seus lábios.

— Sabe, Makenna, você está certa. Não falarei nada a Jasper. Até porque não haveria motivo para isso. Pode só providenciar a documentação dos nossos filhos, porque assim que os tirarmos daqui, Jasper fará o mesmo.

O alívio dela foi óbvio, porém Edward não havia terminado.

— Como você disse agora a pouco, o intelecto de meus filhos são genéticos de minha esposa. E, tenho certeza, de que a instituição que a recebeu há anos atrás não estava preparada para ela, porém eles investiram e se adaptaram. E foram recompensados, meu sogro é muito generoso com quem trata bem os seus. Contudo, o que me deixa preocupado é que não sei como você fará mês que vem, quando perder uns 60% ou mais de seus alunos. Já que o aumento de seu corpo dicente, se deve a presença da família real aqui. Uma perda dessas não fará bem para qualquer finança.

— Isso sem falar, Edward, do incentivo que Alice e repassamos todo mês e...

— Vocês disseram que não envolveriam a futura rainha nisso.

Makenna voltou a ficar tensa.

— Claro que não envolveremos. Porém, algo me diz, que meu irmão e a irmã de Bella, quando souberem que seus sobrinhos, os filhos de seus reis, não estudam mais na instituição que não influência o senso crítico, será questão de horas para retirar Annie e nos seguir aonde formos.

E de repente a mulher ficou pálida.

E quem poderia culpa-la? Poucas pessoas já sabiam que o reino seria de Edward e meu. Óbvio que havia especulações, mas nunca uma confirmação direta sobre aquilo.

— O que está dizendo, Edward?

— É majestade, para você. Já que o reino é meu e de minha esposa. Sabe por que ainda não me sentei no trono e tomei posse da coroa?

Sem palavras, ela somente fez um gesto simples de negação.

— Porque minha esposa e eu resolvemos que queríamos cuidar mais de perto da educação e do cuidado com nossos filhos. E é exatamente isso que estamos fazendo. Por favor, ajeite a documentação. Tem uma instituição perto do palácio, que também é militar, como exige o regimento da coroa, que sempre me manda folders e mais folders, é hora de dar-lhes uma chance. Agora vamos, amor? Já perdemos tempo demais aqui.

Sem mais, ele abotoou o último botão do paletó e estendeu a mão para mim.

— Senhor Cullen, não! Por favor, me desculpe, me excedi. Posso dar um jeito. Vou trazer uma profissional especializada para nos auxiliar com a educação dos seus filhos e...

— Da Suíça?

Perguntei eu, agora usando o deboche dela. Que somente fez um gesto de concordância.

Ela parecia atônita.

Edward e eu trocamos um olhar...

— Não! Muito obrigada.

— Cuide-se, Makenna. O conselho escolar virá para cima de você com tudo. Passe bem.

— Senhor Cullen...

Mas era tarde demais. Edward e eu já saíamos e fechávamos a porta atrás de nós.

Andrew e Liam nos esperavam ansiosos.

— Peguem as mochilas e acompanhem sua mãe até o carro. Vou buscar Lindsay. Benj, espere e pegue a documentação que a diretora providenciará.

Saímos da sala e caminhamos pelo corredor até o ponto em que ele seguiria pelo outro lado em busca de nossa filha.

— Pai...

— Conversamos em casa, Liam.

Cortou a conversa, porém, passou a mão pelos cabelos deles e me beijou na testa, antes de se afastar.

— O papai está chateado, não é, mamãe? Dessa vez acho que exageramos

Eu segurava a mão de cada um, enquanto eles arrastavam as mochilas pela outra mão. Era complicado conversar com aquele barulho irritante do atrito das rodinhas com o piso. Por isso, assim que estávamos do lado do carro, parei e me abaixei para poder olha-los nos olhos.

— “N” coisas deixaram o papai chateado. A conversa será longa.

— Mas, mamãe, foi só por causa das perguntas? Aquela professora é uma ignorante, mal educada, fofoqueira e muito estúp...

— Chega, Andrew!

Fui ríspida, porém sem alterar o tom de voz.

— Não foi essa a educação que demos a vocês. Inteligência e esperteza não são sinônimos de arrogância. A chateação maior de seu pai e minha, é porque incitaram seus colegas e isso soou desrespeitosamente. Deixou um profissional em uma posição ruim. É humilhante, filho. Pensa em como ficamos envergonhados escutando a diretora dizendo coisas que não condizem com os meninos que criamos?

— Desculpa, mamãe.

— Mas, mamãe, ela também não agiu certo. E o Drew não fez nada sozinho.

— Sabemos disso, Liam. E continua errado. Duas vezes pior, filho.

— Mamãe!

Conhecendo aquele gritinho e já sabendo o que viria, me virei e abri bem os braços.

Um furacão chocolate se sacudiu dos braços de Edward e veio correndo se chocando em meus braços e só não me levando ao chão, porque Stephan, que já sabia o que me esperava, segurou meus ombros.

— Oi, Linda! Como foi seu dia?

— Foi legal. “Eu apendi um tantão de coisa assim”.

Abriu os braços e forçou o corpinho para trás expondo o pescoço, pronta para que eu afundasse o nariz ali, fazendo-a gargalhar de cócegas.

— Ahh, que cheirinho ruim. Precisando de banho urgente!!!

— “Não tô nada! O papai disse que tou cheilosa”. “Num tô, papai”?

Coloquei-me de pé com ela nos braços.

Edward chegou por trás e cheirou o pescoço dela, mais uma vez, fazendo-a rir alto.

— A mais cheirosa do papai. A mamãe está com nariz entupido, certeza!

— “Bem tupido, mamãe”. “Vô dá beijo pala melholar”.

Colocou as mãozinhas gordinhas em meu rosto e beijou meu nariz.

— Nossa! Já melhorou.

— Ei família feliz, podemos sair daqui? Vocês já deram demonstrações de afeto o bastante para uma semana.

— “Titio Steph bobo, mamãe. Só posque titia Blee tá caquele baligão, ele fica quelendo ir pla casa toda hola”.

É, Lindsay ainda trocava muitas letras. E eu até tentava ensina-la, inclusive já havia marcado uma consulta com uma fonoaudióloga. Porém, fui persuadida por Edward depois de uma noite muito proveitosa e gostosa. Ele insistia que o “jeitinho dela falar” era lindo e que não precisava perdê-lo tão cedo.

— É, filha. Titio Stephan está um papai babão. Mas, ele tem razão. Vamos para casa agora.

Nosso amigo e Edward foram até a traseira do carro e guardaram os materiais das crianças.

Andrew já havia entrado no carro e estava de cabeça baixa, totalmente chateado, com o que o aguardava.

Liam esperava que colocássemos Lindsay na cadeirinha antes de ir para seu assento.

— Bobo é você que desistiu de ter mais filhos. Mandado da mulherzinha! Eu estou é eufórico.

Edward me olhou com intensidade já abrindo a porta para mim.

Stephan, em termos, não estava errado. Edward havia desistido da ideia de outro filho. Até se submetera a uma vasectomia.

Porém, não era por ser um “mandado meu”, pelo contrário. Ele sempre ficava tão apavorado com cirurgia, exames, sangue, morte... Que jurara, que não conseguiria passar por aquilo mais uma vez. Então, fabrica de Cullen-Swan fechada para sempre.

— Conversamos melhor sobre isso, daqui a dois meses, Stephan. Depois que se sentir impotente e sem controle da vida do que mais ama no mundo.

E sim... Bree estava grávida, para desespero total de Stephan. Pelo que percebemos não foi algo planejado, porque o casamento ainda seria na primavera do ano que vem.

Contudo os planos mudaram de um dia para o outro quando Bree estava conversando comigo e simplesmente desmaiara, quase me matando de susto.

Minutos depois, eis a surpresa... Grávida.

— Deixe o carro de Benj, ele vai depois. Vamos direto para casa.

Stephan concordou e Edward esperou que ele se ajeitasse no carro e saísse a nossa frente antes de fazermos o mesmo.

Sam estava no carro detrás.

— “Papai, vamos pla bisvovó Malie hoje”?

Edward segurou minha mão enquanto manobrava nossa saída do estacionamento da escola.

— Não, princesa. Nada de vovó Marie, nem vovô Charlie, nem vovó Esme esse fim de semana. Andrew e Liam se comportaram mal. Estão de castigo e ninguém sai de casa. Nem Annie e Lizzie entram.

— “Ah, não papai! Isso não é zusto”!

Edward apertou mais minha mão olhando para o retrovisor interno.

Lindsay havia cruzado os bracinhos gordinhos e fazia caretinhas e um “bico enorme” de frustração.

— Eu sei, princesa. Diga a seus irmãos isso. É regra de casa, se um não viaja, ninguém viaja. Você sabe disso.

— “Niam e Dlew, são bonzinhos. Indsey ama eles”.

Pegou a mão de cada um dos irmãos e encostou-se ao rosto.

Isso eu tinha que agradecer a Deus, ele eram cúmplices.

— São bonzinhos, que exageraram e desrespeitaram a professora. Estão de castigo o final de semana. E sem futebol e hípica durante um mês.

— Ah, não, papai! O campeonato é daqui a um mês. Como vamos nos preparar?

— Mamãe, vovô John vai ficar chateado. Nós treinamos tanto.

— Pensem nisso da próxima vez que se exibirem.

Olhei para o outro lado para que não percebessem como o castigo de Edward me afetou.

A paixão deles por cavalos, saltos e competições, era mais uma característica minha, para desgosto total de Charlie. E tanto John quanto eu havíamos ansiado por vê-los em mais uma competição.

No entanto, era um acordo meu e de Edward, os castigos sempre vinham em forma de se tirar o que mais gostavam.

— Por favor, papai...

— Por favor, mamãe.

— “Pô vavô, papai”.

Lindsay, que nem sabia o que se passava, os imitou colocando as mãozinhas juntas e implorando.

— Seu pai decidiu. Não interferimos nos castigos uns dos outros sabem disso.

Respondi.

Edward acariciou meu cabelo, entendendo meu coração dolorido em negar-lhes algo.

Depois voltou a mão para trás e tocou as perninhas de nossa caçula.

— Você não, princesa. O castigo é de seus irmãos. Andrew e Liam fizeram coisa feia hoje.

As lágrimas e os soluços eram ouvidos. Mais uma vez, me virei para o outro lado evitando contato. Eu odiava fazer aquilo.

Eles eram bons! Quase nunca chegava a ponto de castigo, mas quando era necessário...

— Esse mês, fomos chamados à escola três vezes. Na maioria das ocasiões sua mãe teve que deixar o trabalho dela, que vocês sabem, é importantíssimo, para ouvir reclamações de vocês.

Encarou Andrew e Liam pelo espelho interno. Lindsay já encostava-se a cadeirinha pronta para cochilar no trajeto, como sempre fazia. A escola a cansava demais.

— Somos pacientes. Conversamos e damos razão quando estão certos. E dessa vez sabemos que têm razão em certa parte do ocorrido. Apreciamos e influenciamos que queiram saber mais. Entendemos que a curiosidade é maior do que qualquer coisa. Porém, não aceitamos que causem o caos. Uma mulher ficou chateada hoje. Ela, provavelmente, perderá o emprego, porque vocês não voltarão àquela escola. Agora pensem em como sua mãe e eu nos sentiremos quando abrirmos o jornal amanhã de manhã e nos depararmos com a seguinte notícia: “Futuros reis de Ângeles não ensinam os filhos a respeitarem as pessoas”.

— Desculpa, mamãe. Desculpa papai.

— Não era nossa intenção que fossem, mais uma vez, julgados pela imprensa por nossa culpa.

— Rá! E acham que é isso que nos incomoda?

Eles acenaram em uníssono e em concordância.

— Não, meus filhos. “As favas com a imprensa”! O que incomoda e nos apavora, é pensarmos que, apesar de todos os esforços, não estamos fazendo um bom trabalho com vocês.

—É sabermos que o que diferencia seu pai e eu de nossos irmãos, é que prezamos as pessoas e não estamos conseguindo passar isso para vocês. A dor e os problemas delas são nossos também. Por que acham que ficamos até de madrugada, quase todos os dias, estudando na biblioteca?

Me meti na conversa.

— Edward e eu estudamos estratégias e soluções para os principais problemas do nosso povo. É nosso dever, nossa responsabilidade. Eles contam e confiam em nós. E será assim com vocês também.

— Agora pensem em como a professora de vocês se sentiu quando formaram um motim contra ela?

— Então devemos ficar em silêncio quando não concordarmos com algo?

— Ou tivermos dúvidas?

Um completava a fala do outro.

Mas, era lindo de se ver que prestavam atenção em nossas palavras, sugando o máximo do que ensinávamos.

Não havia discussão, nem escândalo. Só uma conversa de pais e filhos.

— Não! Vocês devem, educadamente e com muito respeito, se manifestarem. E se, por acaso, a professora ou qualquer pessoa que seja que estiverem indagando, não souber a resposta, esperem. Porque é bem provável que ela pesquisará e dará uma resposta satisfatória na próxima vez que se encontrarem. Caso isso não aconteça, levem a dúvida para casa. Sua mãe e eu sempre daremos um jeito de suprir as incertezas de vocês. Só prometam que não desrespeitarão mais as pessoas.

— Eu prometo. Desculpa, papai. Desculpa, mamãe. Eu não queria ter colocado vocês nessa situação.

— Eu também não. Desculpa, mamãe. Desculpa, papai.

Edward puxou o freio de mão e logo dois corpinhos passavam para o banco da frente e se jogavam sobre ele e eu em busca de abraços, beijos e muito perdão.

— Tudo bem. Estão desculpados. Só não deixem que isso se repita.

— Nunca mais.

— Nunca mais.

Prometeram.

— Agora desçam. Vou pegar Lindsay, porque ela está pesadinha demais para a coluna de sua mãe.

Logo eles desciam e vinham para meu lado. Sam se encarregaria dos materiais.

— Mamãe, o que acha de comprarmos umas flores bem bonitas pra professora? Aí podemos escrever um cartão e pedir desculpas e...

— Isso, Drew. Podemos comprar uns chocolates também. Acho que ela gosta daqueles de pasta de amendoim que a Lizzie sempre come e...

— Vamos pensar em algo. Ela precisa mesmo de um pedido especial de desculpas e um carinho para saber que é importante.

Com as mãos deles presas nas minhas, olhei para trás percebendo que Edward nos seguia com Lindsay no colo.

Os lábios dele estavam na testinha de nossa pequena, que dormia tranquilamente.

Dei meu maior sorriso para ele que o entendeu e retribuiu sem precisar de palavras.

Não! Não estávamos fazendo um mau trabalho.

Valores era o que mais nos preocupava e isso era o que de mais valioso que deixaríamos como herança para nossos filhos.

Notas finais
Só mais dois agora... Nos encontramos na fic nova. Beijinhos e boa noite, Lindas!