Notas iniciais
Bom, perdoem-me pelo sumiço. Meninas, estou com um probleminha de saúde. Tive uma gripe séria e minha garganta inflamou e não melhora. Estou fazendo uma série de exames e por isso ando sumida. Me perdoem. Prometo que o quanto antes as coisas se controlem aqui volto a postar com normalidade. Ok?

Jasper

Deixei o carro na garagem e segui até a porta da frente a passos lentos e contemplativos.

As imagens de dias passados aqui bombardeando minha mente com força exagerada me deixando sem ar e tonto.

— Grande estúpido você é, Jasper Cullen.

Murmurei ao parar na varanda observando mais de uma dúzia de homens “armados até os dentes”, acompanhando meus atos... Edward não estava para brincadeira mesmo.

Lentamente, bati na porta,... Isso, bati,... porque eu não tinha mais o direito de entrar e sair dali quando bem entendesse.

— Pois não...

Charlote abriu minimamente a porta numa demonstração clara de que eu não era bem vindo.

Como se eu não soubesse...

— Bom dia, Char. Eu...

— Sua mãe não está em casa. Aliás, ninguém está. Todos estão em Forkian.

Curta e grossa, como só ela sabia ser quando a contrariávamos ou aprontávamos.

— Eu sei, Char. Por isso estou aqui. Deixe-me entrar. Mamãe sabia que eu viria, ela deve ter lhe informado.

Ela me olhou de cima a baixo obviamente descontente com aquela informação.

Depois de segundos, por fim, me deixou entrar.

— As refeições serão servidas na mesma hora de sempre. Não espere por regalias, sua mãe deu folga para a maioria dos funcionários. O escritório de seu pai, a biblioteca, o antigo e o novo quarto de Edward estão trancados, ou seja, você não é bem- vindo a nenhum desses lugares. Não quebre nada, não toque em nada que não seja de sua conta e não roube nada, eu saberei que foi você se algo sair da normalidade por aqui. Estarei na cozinha, se precisar de algo é só chamar. Ah! Antes que eu me esqueça, suas coisas voltaram para seu antigo quarto. Alice estava se sentindo enjoadas em vê-las junto às dela.

Embasbacado com tamanha audácia, somente acenei a cabeça, em concordância.

Em outras épocas a teria colocado em seu lugar, mas isso era passado. Mesmo que as palavras queimassem em minha língua, eu as seguraria.

— Entendi, Char.

— Certo! Então, tenha um bom dia.

Antes que ela mudasse de ideia e resolvesse me proibir até de respirar naquela casa, dei-lhe as costas e subi para o único lugar onde eu queria estar.

Afinal, este era o único motivo de minha estadia ali. Esme andara me “aporrinhando” de que eu estava deprimido, isso claro, fora influenciado pelo telefonema de minha psicóloga.

Por isso ela tivera a brilhante ideia de que eu deveria vir para casa quando ninguém estivesse aqui. A ideia delas era de que isso afastaria minha melancolia.

Eu tinha dúvidas de que funcionasse. Mas, me negara a contrariar Esme novamente. Já bastava ter feito ela e Edward se desentenderem.

— Ah, Deus!

Exclamei ao entrar no quarto e ser inundado pelo cheiro de minha mulher. Aquilo era uma tortura.

O quarto parecia o mesmo, mas, ao mesmo tempo estava tão diferente. Algo estava estranho, muito estranho.

Caminhei a ermo por ali, apenas tocando com as pontas dos dedos cada detalhe. Poucas lembranças boas vinham à mente, já as ruins...

Isso era o inferno.

— Uma vida desperdiçada por pura ganância, poder e inveja? Onde eu estava com a cabeça?

Toquei a cama, pensar na mulher que ali dormia era a pior das sensações.

— Eu a quero de volta, Alice.

Não resistindo ao impulso, me deitei e abracei o travesseiro dela querendo e rezando para que aquele ato a alcançasse e mostrasse-a o tamanho de meu arrependimento.

Mas, eu sabia, era em vão.

Alice não me perdoaria. Eu vinha tentando, cercando, presenteando, ligando. Nada surtira efeito ou amolecera, pelo menos um pouquinho, seu coração. Somente o silêncio e a ignorância era o que eu recebia de volta.

E merecido, diga-se de passagem. Eu tinha consciência disso.

— O que faço, Lice? O que eu faço? Dê-me uma luz.

Admirei-a na foto sobre o criado mudo, e foi então que tudo clareou e eu soube o que estava errado no nosso quarto.

— Hã? O quê...

No susto me coloquei de pé e observei o ambiente todo com maior atenção.

— Ah, Jesus! Não pode ser!

Todas as nossas fotos haviam sumido, desde o painel, tirada no dia de nosso casamento, que ficava na parede acima da cabeceira de nossa cama, desde as inúmeras mais simples e corriqueiras que ela espalhara por todo o quarto.

Todas, mas todas mesmo, haviam sumido.

Alice estava disposta a seguir em frente.

Sozinha,... Com nossa filha,... Sem mim...

A percepção disso era dilacerante, mil vezes pior do que cortar a mão no vidro da porta.

Era meu fim...

Bella

— Vocês têm que parar com isso, vocês sabem, não é? Se estou em Forkian me requisitam em Ângelus, se estou em Ângelus me requisitam em Forkian. Isso é excesso de poder. Crime inafiançável. Acho que extorquirei vocês para que não os processe.

— Sabe, Ângela, porque não fazemos de conta que você não tem total interesse nesse Ultrassom e que está sendo uma honra presenciar esse momento? Por que tenho certeza de que se eu der um pequeno telefonema para Jéssica Stanley, em menos de duas horas ela estará aqui e “satisfeitinha” por estar nos atendendo fora de seu domicílio. Quer apostar?

Apertei os lábios um no outro para não rir. Eu assistiria esse embate de camarote. Se bem que na posição em que estava, deitada em uma desconfortável maca e com as pernas para cima, era tudo que eu poderia fazer mesmo.

— Jéssica Stanley, nos hospital de Rosie, Alice e Bella? Ah, Edward! Lamento por sua ignorância, mas você não conhece essas meninas de verdade, se pensa que elas deixariam a doutora Stanley atender aqui.

Alice sorriu, Rosie simplesmente jogou a revista que lia em algum lugar e se levantou.

— Meu hospital? Ninguém te conta as novidades, não é, Weber? Papai passou o hospital para o nome de Bella para o caso dela querer voltar para casa algum dia e não quiser depender do reino. Então, o hospital? É dela. O reino só administra. Por que você acha que a maioria dos atendimentos aqui são “pró- Bono”?

— Rá! Ainda bem que o reino administra, porque se depender da volta de Bella para esse hospital prosperar, vocês estão perdidos, porque isso nunca acontecerá.

— Eu disse que gostei dela, amor.

Continuei quieta só observando o diálogo deles. Eu que não me envolveria em assuntos de disputa de atenção, poder e separação.

— Sabe, Bella, já que você é dona disso tudo, que tal me contratar? Estou trabalhando num “hospitalzinho ralé”, lá no fim do mundo.

— “Hospitalzinho ralé” com um obstetra oriental gostosão, você quer dizer?

Não resisti, ela estava insultando meu hospital só para implicar com Edward.

A sala implodiu em risadas e vi, com orgulho, ela ruborizar.

— Obstetra gostosão? Estou mesmo ouvindo isso de minha esposa grávida, numa cama de hospital pronta para fazer uma ultra?

Dei de ombros e me limitei a sorrir para Edward. Não ia retirar o que disse. Ben era bem bonitinho mesmo. Ele que se acostumasse com isso.

— Ela está grávida, não cega, cunhadinho. Agora vamos com mais ação e menos papo. Temos minha filha para batizar, se não se lembram. A babá não irá conseguir entretê-la muito tempo sem mim por perto.

Era isso, estávamos em Forkian para o batizado da pequena Lizzie e de quebra, Edward e eu resolvemos fazer uma Ultra para ver como estavam os bebês e ainda agradar minha família daqui que ainda não haviam visto os bebês.

Bom, família em parte, porque vovó Elizabeth e vovó Marie os veriam em outra oportunidade ainda, porque apesar delas estarem na cidade, já na igreja mais especificamente, resolvemos que elas teriam sua chance em separado. Não estávamos a fim de mais confusão num simples exame.

— Rósalie está certa, estamos sem tempo e aposto que Carlisle e seu pai acabarão por furar o chão do corredor se não os deixarmos entrar logo.

— Dona Esme está certa. Relaxe, Bella. Vou começar.

Como a gravidez ainda era bem recente, cerca de sete semanas, era necessário uma Ultra endovaginal, e é óbvio que Edward e eu nos recusamos a deixar que nossos pais e Emmett acompanhassem esse feito.

Por isso optamos por fazer o exame somente com as mulheres da família presente, e Edward porque esse não arredaria pé de perto de mim, e depois faríamos uma Ultra normal e chamaríamos meu sogro, papai e Emm para, pelo menos, ouvir os corações dos bebês.

— Renée, Esme, se aproximem, daí não vai dar para ver direito.

Edward apertou minha mão e firmou a postura em sua cadeira. Desde o acontecido com Jasper há dias atrás, ele ainda se recusara a falar com a mãe.

E não era por falta de tentativa, Esme simplesmente andava implorando ao filho para que a desculpasse, porém Edward sabia ser intransigente quando queria.

Deixar que ela estivesse aqui hoje fora um custo, que só por grande insistência e até ameaça minha, fora conseguido. Porque ele estava disposto a castigá-la com as armas que tinha: meus filhos.

E isso, eu não permitiria.

— Vou colocar suas pernas nos estribos, qualquer desconforto me avise. Agora relaxe e se concentre no visor.

— Doutora isso não vai machucá-los?

Edward, em modo pai agora, indagou nossa médica ao vê-la colocar o preservativo no equipamento e levantar minhas pernas.

— Não se preocupe com isso, Edward. Eles são bem pequenos, ainda podemos fazer esse procedimento. Mas, será uma das últimas vezes porque a gestação gemelar peca pelo espaço, logo teremos que ser mais delicados. A briga por um lugar começa cedo aqui.

— Hum... Ai...

Gemi, quando senti a pressão do equipamento.

Edward se levantou e colou a testa na minha, acariciando meu cabelo. Minhas dores o angustiavam.

— Estou aqui, só relaxe. Vamos ver nossos bebês. Só relaxe...

Assenti, fechei os olhos e me deliciei com os suaves beijos que ele me dava na testa tentando me distrair.

— São eles?

Voltei minha atenção para o monitor quando a pergunta de Alice soou alto.

— São sim. Estão vendo. Oh, Bella? Está vendo?

— Ah, Deus!

— O quê? O que foi? Parem com esse mistério. Somos leigos aqui traduzam o que estão vendo.

Edward voltou a ficar ereto. Nervosismo exalava dele.

Esme estendeu a mão para toca-lo, mas desistiu quando ele a encarou com braveza e recuou.

— Se acalme aí, papai de primeira viagem. Não há nada de errado. Só novidades. Belas e boas novidades, não é mamãe?

Suspiros de alívio foram ouvidos.

— Relaxe, relaxe, Bella. Você está retesando.

— Desculpe...

Respirei fundo e apertei mais a mão de Edward na minha.

— Eles estão bem? Por que estão surpresas, Ângela?

— Eles estão mais do que bem. Nossa surpresa se deve ao fato de que estão sendo gerados no mesmo “saco gestacional”, “na mesma placenta”.

— E isso significa quê...

Trouxe sua mão para minha boca e beijei seus dedos fazendo assim com que sua atenção se voltasse para mim.

— Significa que um óvulo foi fecundado por um espermatozoide e que depois as células se dividiram em dois embriões.

O olhar dele permanecia entre confuso, assustado e completamente encantado pelo momento.

— E significa que serão idênticos.

— Ah, Deus!

Uma gota de suor escorreu pela testa dele, e foi preciso que mamãe colocasse a cadeira mais perto de suas pernas para que ele se sentasse antes de passar mal.

— Idênticos?

Respirou fundo algumas vezes.

— Cunhadinho, você está meio lerdo hoje. Idênticos mesmo. Ou seja, dois meninos ou duas meninas completamente iguais. Acho que vou amar vendo-os enlouquecer você. Talvez, eu até os ensine como fazer isso. Já dá para saber o sexo, Ang?

Alice acariciou sua barriga e sorriu para nós.

— Não, Ali. Pequeninos demais. Mas olhem isso...

Ângela virou mais o visor na direção delas. Edward levou minha mão à boca e beijou a palma enquanto se concentrava totalmente nas imagens e fala da doutora.

— Aqui os olhinhos, as orelhas e boquinha. Estão vendo?

Vários “ahs” e “ohs” foram ouvidos. Meus olhos estavam úmidos enquanto ela narrava e mudava de bebê para bebê.

— O cordão umbilical está se desenvolvendo bem e a placenta está pronta. Esperem, esperem... Eles estão se mexendo. Estão vendo?

— Se mexendo? Está sentindo alguma coisa, minha vida?

Sorri e neguei com a cabeça para um Edward também de olhos úmidos.

— Ela ainda não pode senti-los. São pequenos e há espaço demais aqui, por enquanto.

— Aproveitem, bebês, da titia.

Rosie segurou mamãe pelos ombros.

— Eles estão bem, Bella. Vou deixar para ouvir os corações quando os outros entrarem. Querem que eu grave e salve as imagens, não é?

— Por favor...

Ela apertou alguns botões na máquina. Logo depois estava me livrando do aparelho e abaixando minhas pernas.

— Vou pedir mais alguns exames. Quero ver se controlou e anemia. Tem sentido alguma coisa?

Antes que eu pudesse raciocinar, Edward já estava respondendo.

— Os enjoos matinais permanecem, ela também tem tido prisão de ventre e tonturas.

— Bom, isso também é comum, mas não vou descartar nada. Já sabemos que uma gravidez dupla requer maior atenção, porém uma gestação dupla aliada a uma só placenta e a um saco gestacional só, deve triplicar nossa atenção. Por isso, pegue leve com a alimentação. Mais frutas, verduras e menos gordura e fritura. Não quero que você engorde um grama a mais do que o necessário.

Edward me ajudou a sentar e a vestir a bendita calça do hospital. Mas, os olhos dele e de Esme, em momento algum, deixaram Ângela e suas recomendações. Eu estava enrolada.

— Quero que alivie também nos exercícios físicos e no trabalho...

— Ah não, Ângela!

Reclamei quando ela disse isso. Edward já andava me atormentando por causa do hospital. Por ele eu ficaria em casa deitada como uma inválida.

— Eu avisei, eu avisei...

— Você não avisou nada. Ela não está dizendo que não posso trabalhar.

— E não estou mesmo...

Nos cortou, antes que aquilo virasse uma confusão.

Alice e Rosie riram.

— Só estou dizendo que oito horas direto de pé, está fora de cogitação. Cirurgias longas, sem intervalos, estão proibidas. Plantões de 48hs também. Você pensa por três agora.

— Neurocirurgias pediátricas duram em média de cinco a oito horas. Precisarei reavaliar minha agenda. Não posso deixar meus pacientes na mão.

— Explore Jacob. Ele é tão bom quanto você, mas só está onde está graças a você. É sua vez de exigir algo de volta.

— Ang, isso não é verdade.

— O quê? A verdade dói?

— Algumas verdades para minha filha doem, doutora. Ela não acha que alguém pode ser tão bom quanto ela.

— Não é isso, mamãe. Só não quero sobrecarregar o Jake. Ele tem obrigações com a família e o reino também.

— Eu falo com ele. Encontraremos um jeito. Não se preocupe com isso agora.

Edward forçou meu corpo para baixo me fazendo deitar outra vez.

Ângela retirou os estribos da mesa e os guardou depois levantou minha blusa e me empapou de gel frio.

— Podem chamar os outros agora.

Esme foi até a porta e a abriu.

Logo a sala estava lotada com meu pai, ansioso, ao lado de Edward.

— Idênticos, sogro. Dois menininhos ou duas menininhas...

— Eu... Eu não sei o que dizer, querida.

Apertei a mão de Charlie.

— Tomara que se pareçam com você, cunhada. Porque, por Deus, se eles se parecerem com Edward estaremos perdidos. Ele é feio demais!

Gargalhamos para Emmett.

— Escutem...

Ângela deslizou o aparelho por minha barriga e logo foi se ouvido um barulhinho forte e constante.

— Isso. Esse é o bebê 1. Batimentos bons, muito bons. 150 por minuto. Oh bebê, mostre para os vovôs o quanto você é forte...

— Rápido, não é? Lembra-me o seu quando ouvimos pela primeira vez. O médico disse que era o batimento de uma campeã. A minha pequena cirurgiã.

Charlie estava emocionado também.

— Vamos ao bebê 2 agora. Só um minuto... só um minuto... aqui. Isso! Ouçam.

O batimento do segundo bebê estava do mesmo jeito. O que me deixava aliviada e com um sorriso bobo nos lábios.

— Aquilo são eles?

Carlisle, ao lado de Esme, indagou.

— São sim, majestade. Pouco visíveis, mas são eles. Lá pela décima terceira semana poderemos ver melhor. Por enquanto, é isso...

— Olha como eles são lindos, Carl?

— Ah, mãe! Olhe direito. Eles são “feios pra caramba”, parecem peixinhos miúdos com aqueles cabeções.

— Emmett!!

— O quê, pai? Eles podem até ser engraçadinhos, mas bonitos estão longe de ser.

Edward e papai rosnaram e resmungaram em direção a Emm. Eu, assim como o restante das mulheres de nossa família, ficamos quietas. Aquele era Emm, discutir nunca era uma boa opção.

— Espero ansioso a próxima gravidez de Rósalie, Emm. Vou fazer você pagar com juros e comissão.

— Espere sentado, Edward. Lizzie já é o bastante.

Rosie encerrou o assunto deixando Emm e mamãe desconfortáveis. Acho que a experiência de gravidez não fora das melhores para minha irmã.

— Doutora, ela é tão pequena. Dois bebês? Há riscos?

Papai ficou tenso e acariciou meus cabelos. Porém, nem me via. Ele estava longe, muito longe...

— Riscos há sim, majestade, não posso nem vou mentir para vocês. Mas, Bella é saudável e tem consciência de que precisa se cuidar. Além do mais, vou acompanha-la de perto. Podem ficar tranquilos.

Charlie acenou afirmativamente, mas não parecia muito mais seguro. Apertei sua mão o confortando. Ele não precisava temer.

— Bom, acabamos aqui...

Ângela voltou a tirar o aparelho de minha barriga e então passou a me limpar do gel.

— Vou deixar a relação dos exames com sua mãe. Pode se vestir agora.

Charlie me ajudou a sentar e se abaixou para me calçar.

— Já volto.

Tentei descer da maca sozinha, o que foi impossível, porque papai e Edward nunca me deixariam fazer isso.

— Eu te ajudo, querida.

— Não é preciso, sogra. Eu ajudo minha esposa.

Edward pode até ter sido meio rude com mamãe, mas eu não o recriminaria. Ele estava se remoendo por não poder fazer mais por essa gravidez, então se apegava nos mínimos detalhes, e o cumpria com perfeição, ninguém poderia tirar isso dele e eu o entendia.

Alice

— Lizzie vai com vocês, sogra?

— Ela virá conosco sim, querida. Aproveite esse momento com suas irmãs.

— Momento com suas irmãs significa que você vai com elas também, Bells?

— Ah, Edward, dá um tempo. É só o caminho daqui até a igreja. Você não morrerá se afastar-se deles um pouquinho.

— Você é que pensa.

Vi, com certa inveja, meu cunhado abraçar minha irmã e acariciá-la no abdômen ainda liso, a nossos olhos.

— Merda, Alice! Seu telefone está tocando outra vez. Ou atende ou desligue isso de uma vez. Foram quantas ligações até agora? Dez?

— Não sei. Não fico contando.

O que era uma mentira. Jasper já havia ligado oito vezes hoje. E como sempre, eu continuava o ignorando.

— Bella...

— Já vou, já vou...

Com muito custo, Edward a soltou e então pudemos entrar no carro e nos encaminhar para a igreja.

— Nos leve para a catedral, Stephan. Antes que Rosie coloque o reino a baixo.

— Certo. Zafrina, me guie porque ainda estou me acostumando com esse trânsito daqui.

— Ok.

Partimos em uma comitiva de cinco carros, três levando nossas famílias e mais dois dando suporte e segurança.

Hoje era um dia especial, o batizado de Lizzie. Por onde passávamos, pessoas vestidas de branco nos acenavam alegremente.

Nas sacadas das casas, varandas de prédios e entradas de comércios, que traspassavam por nosso trajeto até a igreja, arranjos de flores e balões multicores foram dispostos.

Era a maneira de nosso povo saldar e participar deste grande dia conosco.

E olha que tudo isso era por causa da filha de Rosie e Emm, só fico imaginando o que farão quando os bebês de Bella e Edward nascerem, porque não era segredo para ninguém que eles eram os queridinhos do povo tanto daqui quanto de Ângelus..

— Você precisa dar um jeito nisso, Ali. Jasper precisa parar de te ligar.

— Só se eu enforca-lo. E não me julgue, Bella o deu esperança a culpa é toda dela.

Rosie fechou a expressão e cruzou os braços em desafio a Bella.

— Não dei esperança a ninguém, podem parar com isso. Só não acho que ele deva desistir tão fácil. Ele errou, sabe que errou e quer concertar. Não vejo mal nenhum nisso.

Ela deu de ombros, como se aquilo não fosse nada de importante.

— Ah, santa Isabella! É tão fácil falar. Como se umas flores, uns chocolates e algumas ligações inoportunas fossem me convencer.

Flores, muitas flores, em casa e no ateliê. Eu nem sabia mais o que fazer com elas. O mesmo se podia falar dos chocolates, se eu ousasse comer pelo menos a metade do que já havia ganhado dele, com certeza não estaria mais vendo meus próprios pés.

— Ele não é nada criativo, a meu gosto.

— Claro que não é, Rosie. Alice não dá folga. O homem já tentou falar com ela de todas as maneiras. Fez plantão na porta do ateliê, seguiu-a até o shopping e só não invadiu o palácio porque ela ameaçou se mudar. O garoto está ficando sem opções.

— Que fique. Quantas vezes terei que dizer que não tenho nada para falar com ele.

Bella resignada, jogou as mãos para o alto. Stephan a encarou pelo retrovisor e sorriu já imaginando que ela estava se estressando.

— Ele pode ter passado Esme e você na conversa, mas comigo não será assim. Não o perdoarei pelo que fez conosco...

Alisei minha barriga e encarei a rua pela janela.

— Ele escolheu o que está vivendo. Não fui eu.

— E você sabe como e onde ele está hoje?

— Não faço ideia. Pergunte a Bella. Eles são amiguinhos agora.

Usei o grau máximo de ironia que possuía.

Eu ainda não entendia como ela ousara perdoa-lo.

— Não somos amiguinhos. Eu só o socorri e faria isso por qualquer um que precisasse. Será que dá para mudar de assunto agora? Vocês estão soando repetitivas.

— Papai ainda não engoliu sua atitude impensada. Quando Edward ligou contando, ele quis colocar o avião na pista imediatamente, mamãe que impediu. Acho que se ele te encontrasse naquele dia, uma catástrofe aconteceria. Charlie ficou processo com sua falta de cuidado para com sua vida e dos bebês.

— Charlie precisa aprender a parar de se preocupar e cuidar da própria vida. Droga, Rosie! Será que não podemos mesmo falar de outra coisa? Alice e só ela deve resolver se ama Jasper o bastante para perdoá-lo. Nossa opinião não influirá em nada mesmo, portanto, será que podemos, de verdade falar sobre outra coisa. O presente de Edward, por exemplo, quero saber como anda o projeto. Já estamos perto do aniversário dele.

Ofegante e um pouco alterada, Bella encostou-se ao banco e fechou os olhos buscando controlar a respiração.

Stephan a olhou mais uma vez.

— O presente de Edward está quase pronto, não se preocupe com isso. E não precisa dar chilique, Esme e você agiram por impulso e...

— Ah, não!

Ajeitei melhor minha posição para observar Bella que gemeu baixo e colocou a mão sobre a boca.

Rósalie a ignorou e continuou com seu sermão.

— Bella, você está bem? Precisa de algo? Princesa...?

O segurança de Edward, agora visivelmente preocupado, perguntou percebendo que o humor e a postura dela mudaram consideravelmente.

Rosie se calou e a olhou com atenção.

— Preciso de um pouco de água. Por favor, Stephan, compre para mim.

— Vamos fazer isso. Agora, respire devagar, princesa. Está doendo algum lugar?

— Não, Zafrina. É só mais uma onda de enjoos. Só preciso de água e um pouco de paz.

Era a deixa para que Rosie e eu nos aquietássemos.

Com movimentos circulares e lentos, Bella acariciava a pequena barriga e murmurava algo bem baixinho. Era como se ela conversasse com os bebês. Instintivamente, acariciei a minha.

— Irmã, eu...

— A deixem quieta. Vocês já falaram demais.

Stephan resmungou rudemente para Rósalie.

— Ali, vou parar no posto de gasolina. Zafrina, a loja de conveniência fica do seu lado.

Sem demora ele sinalizou e logo encostou à direita. Zafrina desceu antes que o carro parasse totalmente.

O problema é que não contávamos com o rebuliço que veio a seguir.

— “Merda”! Olhem só para isso.

Outros quatro carros pararam atrás do nosso.

Em menos de dois segundos, Edward já abria a porta do passageiro ao lado de Bella.

— O que aconteceu? Amor, o que está sentindo? O que vocês fizeram?

— Ninguém fez nada, Edward. São só os enjoos. Acho que preciso de ar fresco.

— Venha aqui.

Ele a retirou do carro.

Sam apareceu, de não sei onde, e Stephan se juntou a ele. Os dois ladearam Edward e Bella, tentando ao máximo os esconder das pessoas que já se acumulavam para tentar entender o que se passava ali.

— Quer que eu ligue para Ângela?

— Não, não precisa. Só me abrace e espere alguns segundos para que eu respire.

E, para minha inveja, ela não precisou falar duas vezes. Edward passou os braços pelo corpo dela e a aconchegou junto a seu.

— O que foi? Isso não é só enjoo? Respire, minha vida, respire para mim.

Ele voltou seu olhar para nós. Indagações e raiva eram visíveis ali.

— Venha, vamos no outro carro.

Sam pegou a garrafinha de água das mãos de Zafrina e seguiu para o carro.

— Emmett, venha para cá. Vamos trocar. Bella faz o restante do trajeto comigo agora.

Emm até ia reclamar, porém, ao ver que Edward pegou a mulher no colo, se calou e fez exatamente o que ele pediu.

— Nos vemos na igreja.

Ele, com ela aconchegada a si, entrou no carro e fechou a porta. Sam deu partida e saiu. Outros dois carros o seguiram.

Sabe-se lá como, mamãe conseguiu conter meu pai no carro, mas na igreja seria diferente. Rosie e eu ouviríamos uma vida...

— É melhor irmos. Dona Elizabeth e dona Marie ficarão preocupadas se demorarmos demais.

Assenti para uma contrariada Zafrina.

Emmett sentou ao lado de Rosie e nos encarou carrancudo.

— O que fizeram?

— Não fizemos nada. Só estávamos conversando e ela se estressou.

— Rosie, Edward vai afasta-la de todo mundo se vocês continuarem a irrita-la. Ele não a colocará em risco. Ele está surtando de medo de perdê-la.

— Não a irritamos.

Nos defendi.

— Ah, tenho que discordar. Vocês a irritaram sim.

Stephan se meteu.

— Os hormônios têm acabado com ela. Está mais frágil, mais chorosa, tem passado mal todas as manhãs. Edward tem feito de tudo para deixa-la tranquila, isso ajuda com os enjoos. E vocês fizeram tudo ao contrário do que ele vem fazendo. Se ele imaginar que vocês a pressionaram tanto, podem apostar que ela não volta aqui até os bebês nascerem.

— E o papai nos mata.

Comentei.

— É melhor segurarem as línguas de vocês da próxima vez. Nossa família já está quebrada demais para vocês fazerem Edward se afastar de mim também. Deixem que eu falo com ele. Os problemas de nossas famílias nós resolvemos.

Emmett cruzou os braços e fechou a expressão.

Swan’s vieram ao mundo irritar os Cullen’s isso era fato.

Edward

O batizado de Lizzie foi algo inexplicável. Padre Adam fez questão de frisar o amor em família e a união.

Esme se emocionou demais e chorou alto no ombro de meu pai. O que foi, confesso, um inferno de se ver.

Minha mãe estava sofrendo e parte disso era culpa minha.

Eu tinha consciência de que devia a Esme e que ela não merecia minha ira e meu rancor, porém, só de imaginar que algo poderia ter acontecido a Bella e a nossos filhos, eu ficava louco e perdia total compaixão para com minha mãe.

— Ela não vai fugir, você sabe, não sabe?

Sozinho, encostado na parede oposta à confusão de pessoas reunidas em volta da mesa, eu observava Bella displicentemente.

A cerimônia havia terminado a pouco e agora comemorávamos com um almoço em família.

— Olhe para ela, irmão. Tão delicada, tão pequena, tão frágil.

Peguei o copo, com uísque, que ele me oferecia e dei um gole, ainda admirando a deusa grega de vestido azul claro e trança lateral, que eu milagrosamente podia chamar de esposa.

— Hum! Não estou vendo ninguém com essas características ali, Ed. Porque, se está falando daquela linda garota nos braços de Charlie, lamento te desapontar, mas ela não tem nada de frágil. Delicada e pequena sim, acho que é coisa de família, se bem que de delicada Rosie não tem nada... Mas, enfim, Bella é forte, irmão. Olhe para trás, pense em tudo que ela passou?

Dores, amarguras, obrigações, responsabilidades exageradas...

Isso era minha princesa.

— Cuide dela e dos bebês, mas não a sufoque, irmão.

— Eu não posso perdê-la, Emm. Ando sentindo algumas coisas estranhas. Um pressentimento, não sei...

Ele apontou para meu copo me influenciando a voltar a beber.

— Também senti isso quando Rosie estava grávida. Odiava me sentir incapaz quando ela passava mal ou não dormia por causa dos desconfortos. Acho que por isso não ouso a recrimina-la quando se recusa a engravidar de novo. Sei pelo que passamos e por isso também te entendo, irmão. Só não se deixe enlouquecer. Ela precisa de sua força.

Assenti em concordância no exato instante em que os olhos dela se encontraram com os meus: Linda, grávida e totalmente minha.

— Ótimo, já que chegamos a um acordo sobre esse assunto, podemos falar sobre mamãe e Jasper agora?

Engoli o restante da bebida, de uma vez, e me virei totalmente para ele.

Meu humor saindo de melancólico para o raivoso em questão de segundos.

— Não há o que falar, Emmett. Não estrague o batizado de sua filha.

— Estragar? Eu? Pode ir parando por aí, irmãozinho. Abra bem seus olhos e veja quem está estragando o que por aqui.

Ele olhou na direção de Esme.

— Mamãe está sofrendo, Edward. Ela quase não sorri mais. Não se diverte, parece que vive somente por obrigação.

— Ela quis assim. Não tenho culpa. Não posso fazer nada.

— Ah, pelo amor de Deus! Pare de bancar o inocente, o injustiçado.

Deixando de lado a face tranquila, Emmett aumentou o tom de voz e apontou o dedo para mim.

— Nunca foi segredo para mim e Jasper que você era o preferido de Esme. Fomos obrigados a aceitar e conviver com isso. Edward, o perfeito. Edward, o inteligente. Edward, o que não herdaria um reino. O amor de mamãe por você transborda para todo lado. Não que ela não nos ame com tudo que pode. E agora você vem e diz que “não tem culpa”, “não pode fazer nada”? Ah! Poupe-me! Ela sempre escolheu você. Não peça que faça isso de novo quando Jasper mais precisa.

Fiquei quieto somente deixando que as palavras dele me queimassem por dentro.

O problema é que Emmett ainda não havia terminado.

— Você terá dois filhos, irmão. Será capaz de escolher um deles?

Olhei-o resignado por ele ter jogado tão baixo. Era uma comparação absurda.

— Pois é. E olha que eles ainda nem nasceram... Pense nisso, irmão. Pense nisso... Jasper é um babaca, mas é nosso irmão. Está precisando de nós. Alice não está disposta a perdoa-lo e conhecendo-o como o conheço sei o estrago que isso fará. Pense só por um momento, irmão. Seja capaz de perdoa-lo, Edward. Traga seus filhos a um mundo onde o amor em família seja o maior dos vínculos.

E então ele finalmente partiu, me deixando sozinho com minhas dúvidas e preocupações.

Se o objetivo dele era fazer-me pensar em Esme, pelo menos nela, ele conseguira com êxito.

Bella

— Acha que devemos interferir?

Perguntei a Rosie, vendo Emmett apontar o dedo para Edward.

— Você não vai sair daqui. Se der dois passos naquela direção, a conversa deles terá acabado, porque Edward virá como um imã em sua direção e isso não é recomendado. Deixe que Emmett fale algumas verdades a seu marido.

— Vovó Elizabeth está certa, Bells. Eles precisam acertar os pontos. Não se preocupe. Venha vamos sentar ali.

Rósalie apontou para a mesa perto da piscina onde Alice estava.

— Sem assuntos estressantes, Rósalie Swan. Estamos aqui para comemorar por sua filha. Não precisamos de Charlie ou Edward carregando Bella para algum lugar escondido. Mania mais estranha desses dois não deixarem a menina andar. Eu não sabia que gravidez atacava as pernas.

— Homens, vovó Marie, homens...

Rosie me agarrou pela mão e me arrastou até Alice. Nenhuma palavra, sobre minha crise de mais cedo, foi dita. Creio que papai deva ter soltado sua ira sobre elas antes que nos víssemos outra vez.

— Ei Bells, eu estava pensando...

— Vish! Bem que senti um cheirinho desagradável de miolos fritando.

— Palhaça!

Rosie implicou Alice e em retaliação recebeu um tapa na nuca.

Minhas irmãs se amavam, isso era fato.

— Duas crianças. Ei, tire o pé daí que quero me sentar.

Puxei os pés de Alice de cima da cadeira a sua frente.

Folgada!

— Ah, Bells! Respeite uma grávida.

— Idem! Agora se concentre e volte ao assunto. Você estava pensando...

Rosie tampou o nariz com uma mão e se abanou com a outra.

Foi minha vez de estapeá-la.

— Não, é sério. Se aquiete, Rósalie.

Nossa irmã mais velha assentiu e encheu dois copos com um líquido colorido que estava em uma jarra, na mesa, em frente à Alice.

— Tá, já calei. Continue...

— Então, eu estava pensando, Edward está “cheio de dedos” e muito carinhoso e preocupado com essa gravidez. Ele anda se comportando bem demais e acho que você deveria presenteá-lo com algo especial para ver se os nervos dele se acalmam.

— Ele vai ganhar um carro, Alie. Um carro especial e caro que me deixará alguns milhões mais “apertada”.

Bebi um gole grande da bebida, era suco de abacaxi e hortelã, delicioso.

Nossa! Nem havia percebido o quanto estava com sede.

— Besteira...

— O carro é um presente palpável, concreto. Estou falando de algo mais sentimental. Que irá mexer com o ego e a libido dele.

Fiz careta ao perceber que elas estavam menosprezando meu presente.

Será que imaginavam quantos plantões eu teria que fazer para pagar “aquela besteira”?

Além do mais, será que eu deveria conta-las que não havia nada de errado com o ego de Edward, muito menos com a libido?

Deus! O homem era como um fio desencapado, não se podia nem encostar que ele já estava pronto.

Não! Melhor não contar nada... Elas não precisavam saber disso.

— E o que seria este “algo sentimental”?

Perguntei me preparando para uma loucura quando as duas trocaram um olhar mais do que travesso.

— Só não surte. Abra a mente, irmãzinha.

— Digam de uma vez.

Apontei já começando a ficar ansiosa. Rósalie era pior do que Alice quando queria.

— Que tal um ensaio fotográfico? Uma coisa assim bem trabalhada, com requinte e...

— Nu. Completamente nu.

Senti minha boca se escancarar, meus olhos se arregalarem e minha mão se apertar, exageradamente, em volta do copo.

— Vocês enlouqueceram se acham que vou ficar fazendo poses peladas para um estranho.

— Emmett gostou, na verdade ele amou. Tive foi maior problemão para sossegá-lo depois que ele viu as fotos.

— Ah, pelo amor de qualquer coisa! Eu não quero nem preciso ouvir isso.

Teatralmente, tapei os ouvidos numa atitude infantil que fazia muito quando tinha cinco anos e elas me importunavam dizendo que Jacob era meu namorado.

— Não seja puritana, Isabella. Não finja que fica lendo um livro todas as noites. Essa sua barriguinha aí é prova de que não é isso que faz.

Rosie arrancou minhas mãos dos ouvidos e as segurou junto as suas, por cima da mesa.

Ao longe, Charlie nos olhou com atenção, pronto para vir e nos separar.

— Pensa, irmã, você com um barrigão de uns sete meses, pouca luz, cabelos esvoaçantes e um cenário de tirar o fôlego? Seu marido vai ficar louco.

— Sete meses? Alice, estou com pouco mais de um e meio.

— Eu sei, bobinha. E foi por isso mesmo que resolvi tocar no assunto agora. Te conhecemos e sabemos que precisa de tempo para amadurecer e aceitar a ideia.

Rá, elas eram malucas. Certeza de que eram.

— Não nos olhe assim. Você não está indo para a forca, irmã. São só fotos. Eu já até marquei as minhas.

— As suas? Mas... mas...

Fiquei sem palavras olhando-a como uma boba.

— O quê? Só porque sou quase uma mulher divorciada não posso me presentear? Amor próprio, irmã. Demorou, mas por fim aprendi, amor próprio...

Notas finais
Pra quem me conhece sabe que cada detalhe é uma informação importante. No próximo temos aniversário do Edward... Até lá. Rezem por mim, por favor, porque estou começando a surtar com minha saúde. Beijos a todas.