Três Mestres para uma escrava
18 Os planos de Hermione
Notas iniciais
Hermione tinha acabado de ouvir do Ministro da Magia que grupo de remanescentes dos adeptos de Voldemort estava tentando reunir forças para reiniciar a guerra. Depois de quase quatro anos de paz, essa era uma notícia que ela detestou ouvir. O fato de estar um pouco afastada de Harry e Ron fez com que ela fosse pega de surpresa com a revelação de Kingsley. Como aurores, seus dois amigos de infância certamente deveriam estar a par do que acontecia e, como acontecia nos velhos tempos, certamente teriam falado com ela. Hermione sentiu um aperto no coração, por ter finalmente constatado o quanto estava apartada de suas mais caras amizades.
– Como foi que o Ministério descobriu esses planos, Kingsley? – Hermione perguntou.
– Foi uma combinação de vigilância, investigação e uma denúncia – respondeu o ministro – não fomos capazes de impedir que alguns dos adeptos de Voldemort escapassem da justiça, mas fizemos questão de mantê-los sobre dura vigilância, em alguns casos até mesmo investigamos a vida deles.
– Conte logo a ela quem fez a denúncia, senhor ministro – Hermione sorriu levemente ao perceber que ninguém seria capaz de convencer Severus Snape a abrir mão do tratamento formal.
– Foi o Lúcio Malfoy – respondeu Kingsley. Hermione não pôde evitar uma expressão de surpresa ao ouvir essa informação.
– E eu que já o imaginava como o chefe dessa conspiração – disse Hermione.
– Ele foi procurado por alguns dos envolvidos e até afetou algum interesse em participar, mas foi apenas para não provocar desconfianças – disse Kingsley – ele procurou o diretor Snape, e com a ajuda dele fez a denuncia do fato ao Ministério.
– Lúcio e sua família passaram por maus bocados nos meses em que Voldemort esteve no poder. Eu mesmo pude presenciar muitos momentos de terror e humilhação que o Lorde das Trevas infligiu a ele e sua família, enquanto estava infiltrado entre os Comensais da Morte – disse Snape – depois da derrota das trevas, ele gastou grande parte da fortuna da família para conseguir escapar de ir para Askabam, já que o seu depoimento, e dos seus amigos Potter e Weasley, apenas livraram a cara da esposa e do filho.
– Nos últimos anos ele tem se dedicado a recuperar a fortuna perdida, bem como o prestígio do sobrenome Malfoy no mundo bruxo – completou Kingsley – a última coisa que ele quer é ver o seu nome envolvido numa nova conspiração com adeptos de Voldemort.
– O que foi que ele descobriu? – pergunta Hermione.
– Algo muito grave – a expressão no rosto do ministro não deixando Hermione duvidar disso – ao que tudo indica, esses adeptos de Voldemort estão deixado de lado o desprezo por tudo que diga respeito aos Trouxas, pelo menos no que se refere a instrumentos de destruição em massa.
– Como assim?
– Eles querem espalhar uma doença, professora Granger – respondeu Snape – e pretendem fazer isso combinando magia com o que os Trouxas chamam de “Armas Biológicas”.
– Eles estão se articulando para consegui uma amostra de uma dessas... “Armas Biológicas”, que utilizarão, através da magia, para criar uma doença que afete apenas aos nascidos trouxas – disse Kingsley – eles pretendem utilizar isso como um sinal de que a guerra será reiniciada.
– Imagino que o que eles querem seja um vírus, do tipo Ebola, ou algum ainda mais perigoso – disse Hermione, um ar pensativo no rosto, indicando que um plano já surgia em sua mente – eu diria que o problema maior deles é que os Trouxas têm uma série de medidas de extremo rigor quando se trata de manter esse material seguro.
– Isso, e o fato deles não transitarem com muita eficiência no mundo dos Trouxas, tem servido para atrasar seus planos, mas eles não pretendem desistir – afirmou Kingsley.
– No que você está pensando, professora Granger? – Snape indagou, ao ver o ar pensativo de Hermione.
– Apenas vigiá-los, esperando até eles tentarem dar um jeito de chegar até esse vírus não me parece uma boa idéia – ela respondeu – o correto é dar um jeito deles acreditarem que encontraram alguém que pudesse conseguir esse vírus para eles. Podemos montar uma armadilha a partir daí.
– Eu sabia que sua ajuda seria preciosa, Hermione – disse Kingsley – afinal, se eles não transitam bem pelo mundo dos Trouxas, também podemos dizemos que temos a mesma dificuldade.
– O senhor não tentou entrar em contato com o primeiro-ministro Trouxa? – uma parte de Hermione sentiu-se estranha ao falar nesses termos.
– Não me parece ser conveniente alertá-lo sobre isso, a não ser que alguma situação excepcional exija – respondeu Kingsley – depois da última guerra bruxa, a nossa relação com os Trouxas ficou um tanto quanto delicada, pois o segredo sobre a existência da magia esteve por um fio.
– O senhor crê que seja sensato manter os Trouxas fora desse problema? – ponderou Hermione.
– Não é uma questão de sensatez, Hermine – Kingsley parecia um pouco desconfortável em responder a essas questões – o fato é que acreditamos que o melhor é não envolver os Trouxas nesse assunto a não ser que não aja outra solução.
– O senhor tem consciência de que isso será inevitável se esses restos de Comensais da Morte puserem as mãos no que estão procurando?
– Sim, Hermione, eu reconheço que isso tornará inevitável envolver os Trouxas. Na verdade, foi essa a razão de termos procurado por você, foi uma sugestão, aliás, dos seus amigos Potter e Weasley – Hermione sorriu ao ouvir isso.
– É sério – o sorriso de Hermione foi acompanhado por um resmungo de Snape.
– Eles disseram que você era a nossa melhor chance de nos anteciparmos aos adeptos de Voldemort – disse Kingsley – normalmente esta não é uma missão onde aceitaríamos o envolvimento de alguém que não é um Auror, mas você é um caso diferente. Até hoje o nosso esquadrão de aurores são muito gratos pela inestimável ajuda que você nos deu com a sua incrível habilidade com poções.
– Eu fico muito feliz por toda essa consideração ministro, mas eu preciso voltar a insistir no fato de que precisamos da ajuda dos Trouxas para lidar com essa situação – disse Hermione – o senhor atuou disfarçado entre eles, conhece a maneira como trabalham. Precisaremos da ajuda deles para montar uma armadilha convincente contra esses comensais – Kingsley ficou algum tempo pensando sobre isso, mas Hermione logo notou que ele tinha ponderado pelo acerto dos argumentos dela.
– Eu entendo Hermione – disse Kingsley – vou me comunicar com o primeiro-ministro Trouxa e ver o tipo de ajuda que podemos conseguir com ele. E você; imagino que já tenha algo em mente.
– Eles não vão acreditar em qualquer Trouxa que apareça dizendo que tem o que precisam – Hermione se mantinha bem pensativa ao dizer isso – vamos precisar de alguém que faça o papel de intermediário, alguém em quem eles possam confiar... vamos precisar de Lúcio Malfoy.
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A coruja chegou até Allison quando ela estava tomando o café da manhã na mesa da Sonserina. Ela abriu a carta, já sabendo instintivamente de quem era. Felizmente os alunos em volta dela estavam ocupados demais com suas próprias mensagens para notar a dela. A letra era inconfundível, assim como a maneira de se dirigir, sempre desconsiderando qualquer problema ou dificuldade que Allison tivesse. Para Rita Skeeter, a única coisa que importava era que a jovem sonserina cumprisse suas ordens, pouco importando o que ela teria de fazer para conseguir isso. As novas instruções lhe diziam para descobrir a razão da visita do Ministro da Magia a Hogwarts, e se Hermione estava de alguma forma envolvida nisso. Em meio à mistura de irritação e desespero com tudo o que estava vivendo, Allison ainda encontrava disposição para tentar entender o porquê dessa obsessão de Rita Skeeter com a sua professora de poções. A jovem aluna da Sonserina olhou para a mesa dos professores e tomou um susto, ao ver Hermione olhando em sua direção. Ela parecia saber exatamente o conteúdo da mensagem que Allison tinha em mãos.
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Da mesa dos professores, Hermione tinha uma ampla visão do salão principal, principalmente das quatro mesas que representavam as casas de Hogwarts. Ela viu claramente quando Allison Yaxley recebeu uma mensagem por coruja, lendo e guardando rapidamente. Acompanhou discretamente a jovem sonserina terminar o seu café da manhã e se dirigir para a primeira aula do dia. Hermione não teve muita dificuldade para chegar a conclusão de que ela era a espiã da Skeeter na escola. O que fazer com essa informação é que demorou um pouco mais para ela decidir. Sua primeira decisão foi garantir para Skeeter que Allison fosse o seu melhor trunfo na verdadeira guerra que estava promovendo contra Hermione, levando um tempo para conceber a melhor maneira de fazer com que isso virasse a seu favor. Agora que tudo estava muito claro na sua mente, Rita Skeeter não perdia por esperar. Neste momento, entretanto, havia outra questão ocupando a sua mente; ela tratou de pôr tudo a limpo ao abordar Sirius no corredor.
– Preciso falar com você – ela disse. Ele assentiu, e ambos se dirigiram a uma sala vazia.
– O que foi Hermione? – perguntou Sirius, ao mesmo tempo em que fazia um feitiço que isolava a sala contra olhos e ouvidos curiosos.
– Eu gostaria de saber como foi que você, Remus e Tonks apareceram tão providencialmente quando o Vitor estava me agredindo – ela procurou encarar Sirius nos olhos, tendo que inclinar muito a cabeça, pois ele era tão alto quanto Snape – não me leve a mal, sou extremamente grata a vocês três por isso, mas estou curiosa.
– É claro que está, você sempre foi muito curiosa, Hermione – ele disse. Hermione ficou surpresa ao notar, pela primeira vez, um dos três Mestres falando com ela, fora da Sala Precisa, como se estivessem numa sessão de adestramento – em primeiro lugar, Tonks desconfiou da história do recado; coisa de quem trabalha como auror, eu creio. Ela foi falar com o garoto que entregou a mensagem e ele confirmou que foi Vitor, em troca de um autógrafo, quem estava por trás de tudo, mas pediu para dizer que foi o Snape.
– Você disse “em primeiro lugar”. O que quer dizer com isso?
– Eu, Remus e Snape a colocamos sobre um feitiço de vigilância – disse Sirius – foi uma forma de garantir que Vitor Krum não pudesse se aproximar de você sem o nosso conhecimento.
– Vocês fizeram o que? – ela grita – como vocês se atreveram a fazer isso sem me consultar?
A exigência contida na voz dela foi totalmente ignorada por Sirius. Em vez disso ele se manteve calado, mas sua expressão mudou. A face amigável e brincalhona com que Hermione se acostumou a lidar em Hogwarts desapareceu. No lugar dela surgiu uma expressão dura e firme. A expressão de alguém que não admitiria a forma como a jovem professora de poções se dirigiu a ele. Sirius aproximou-se dela, invadindo o seu espaço pessoal. Hermione foi obrigada a recuar até ficar encostada na parede. Havia um pouco de medo da parte dela ao encarar essa nova versão de Sirius diante de si, mas, bem ao contrário do que aconteceu em Hogsmead, com Vitor, ela estava excitada também.
– Eu, Remus e Snape decidimos que o melhor a fazer era colocar um feitiço de vigilância em você, Hermione – ele disse – esse é um de nossos deveres contigo, o de protegê-la contra qualquer tipo de perigo. Sua opinião sobre isso não importa, você entendeu? – ele a segura pelo queixo, forçando sua cabeça a ficar ainda mais inclinada para cima – eu perguntei se você entendeu, Hermione.
– Si... sim... sim Senhor, eu entendi Senhor – Hermione não conseguia tirar os olhos dele ao dizer isso.
– Boa menina – ele disse, o sorriso cafajeste deixando Hermione numa mistura de encanto, embaraço e desejo. Sirius quebrou o contato com ela, que suspirou de frustração por conta disso – eu vou sair agora, mas você deve esperar pelo menos cinco minutos antes de sair também.
Ele saiu da sala exibindo uma postura totalmente nova para Hermione, algo que ela não via desde a noite de sua iniciação. Ela ficou os cinco minutos seguintes ainda encostada na mesma parede em que Sirius a deixou. A mistura de sensações dentro dela só aos poucos se dispersando. A jovem professora de poções sabia que aquilo fora apenas uma mostra do que lhe esperava, em sua próxima sessão na Sala Precisa. Essa única mostra, por sua vez, já seria suficiente para preencher os seus sonhos desta noite, tal como aconteceu nas noites seguintes das duas sessões anteriores. Ela já se sentia recuperada, pelo menos externamente, quando saiu daquela sala e se dirigiu para sua primeira aula do dia.
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Allison sabia que poderia ter sérios problemas se fosse pega fora de sua sala comunal àquela hora da noite. Ele sempre teve uma grande habilidade de evitar que isso acontecesse, mas sabia que um dia poderia ser pega no ato por Filch, ou algum professor. A pressão que ela vinha sofrendo, desde que percebeu a bobagem que fez em se envolver com Rita Skeeter, ajudando-a a encontrar algum escândalo contra Hermione Granger, já começava a afetar sua vida escolar. Suas notas caíram, ao mesmo tempo em que estava tendo dificuldades de manter suas amizades, pois não podia confidenciar o dilema que estava vivendo com nenhuma de suas colegas. Ela seguia pelos corredores nos quais sua professora de poções tinha acabado de passar. As suas famosas saídas noturnas, que Rita Skeeter tinha certeza, escondia algo obscuro e escandaloso.
Se havia algo de obscuro e escandaloso nas saídas de Hermione Granger, deveria estar acontecendo na biblioteca. Foi lá que ela entrou, utilizando uma chave que lhe fora dada para isso. Allison se aproximou da porta sem ter certeza se poderia entrar, pois o normal seria Hermione tê-la trancado ao passar, mas esta estava apenas encostada quando ela chegou perto. Um som vindo de perto a deixou assustada, forçando-a a decidir que o melhor era entrar. Allison gostava da biblioteca, apreciava olhar para aquela imensa quantidade de livros, pegá-los nas mãos e lê-los. Ela tomava o cuidado de não enfatizar muito esse seu gosto, pois sabia que seria alvo de gozações de alguns dos sonserinos, e até de amigas suas, por isso. Ela estava atrás de uma estante, observando Hermione, enquanto esta lia um livro gigantesco. Ficou esperando para ver se alguém mais ia aparecer.
– Não fique aí atrás, espiando, Senhorita Yaxley – disse Hermione. Allison tomou um susto ao ouvi-la – aproxime-se de uma vez, seremos apenas nós duas nessa biblioteca hoje à noite.
– Eu não... não queria atrapalhar a sua leitura – Allison se aproximou timidamente, sentando-se em frente a Hermione.
– Não diga bobagem garota, eu só estava dando um tempo até você chegar. Achou por acaso que eu não a percebi me seguindo? – Hermione fechou o livro e inclinou-se para ficar mais perto da aluna no outro lado da mesa – as coisas foram acontecendo uma atrás da outra, nem tivemos tempo de conversar. Como foi o seu encontro com Rita Skeeter em Hogsmead?
– Não foi nada bom, se é o que a senhora quer saber – Allison abaixa a cabeça ao dizer isso, Hermione notou que ela estava corada ao falar.
– Aconteceu tudo do jeito como eu disse que seria, não foi? – Hermione levantou a cabeça dela – ela reagiu da maneira que eu esperava, quando você seguiu a minha instrução de dizer que queria cair fora?
– Sim Senhora – Allison respondeu – ela ameaçou me denunciar e depois disse que ia cavar algum podre da minha família se eu não a ajudasse a conseguir algo comprometedor contra a sua pessoa. Como é que a senhora sabia que ela diria tudo aquilo?
– Rita Skeeter é uma víbora do tipo bem previsível. Além do mais, você se tornou indispensável para ela, principalmente depois da informação que eu mandei que passasse, sobre a saída noturna do Remus – disse Hermione.
– Eu não entendo, aquela reportagem deve ter sido muito desagradável para a senhora, sem falar do professor Lupin e a esposa dele – Allison tinha dificuldade de entender o objetivo de sua professora.
– Não se preocupe com Tonks e Remus – disse Hermione – eles sabiam que a notícia seria divulgada, estavam preparados para lidar com suas conseqüências. Além do mais, aquilo foi só um pequeno petisco, algo para atiçar a fome daquela megera. A próxima informação que você dará a ela será algo muito diferente. Uma iguaria que fará com que a desgraçada venha para cima de mim com toda a voracidade, pode ter certeza.
– Eu estou com muito medo, professora – disse Allison, sua voz confirmando o seu estado de espírito – não quero que ela me denuncie, ou que prejudique a minha família.
– Não se preocupe Allison – Hermione segura a mão de sua aluna, tentando lhe passar alguma tranquilidade – quando eu terminar com Rita Skeeter, ela nunca mais fará mal a ninguém.
Allison ficou um pouco assustada com o que viu nos olhos de sua professora. Eram apenas quatro anos que as distanciavam em idade. No entanto, ela sabia que a jovem mulher diante dela vivenciara situações, que a adolescente sonserina sequer poderia imaginar. Allison sabia que a fama de boazinha e estudiosa, que Hermione Granger tinha na sua época de estudante em Hogwarts, foi temperada pelas muitas histórias que passaram a correr de boca em boca na escola. Eram histórias que partiam dos alunos que conviveram mais próximos com aquela que até hoje é chamada de “Garota de Ouro da Grifinória”. Allison tinha uma clara lembrança dela, embora Hermione nunca tivesse notado a sua existência, no período em que ambas foram alunas. Algumas das histórias que ouvia com freqüência sempre lhe pareceram claramente exageradas, ainda que com um fundo de verdade. A jovem sonserina, no entanto, conheceu alguns alunos do sétimo ano que ainda lembravam de ter sido praticamente coagidos por sua atual professora de poções, a assinar um documento enfeitiçado, sem terem tido a menor idéia do que estavam fazendo. Muitos deles contando como ficaram horrorizados, após terem visto os efeitos desse feitiço numa das alunas que pôs o seu nome em tal documento.
Allison sabia que era um erro se deixar levar pelo aspecto bondoso da mulher diante dela. Tratava-se da aluna que enganou um professor para fazer uma poção Polisuco, quando estava no seu segundo ano. Foi a mesma aluna, que no seu terceiro ano, utilizou-se de um Viratempo, para dar fuga, a quem era considerado na época um perigoso assassino. No seu quarto ano, essa mesma aluna descobriu o grande segredo de Rita Skeeter, justamente a sua condição de animaga clandestina, obrigando, através de chantagem, que esta ficasse um ano sem trabalhar. Com certeza era daí que vinha o ódio que a jornalista tinha dela. Rita Skeeter só voltou a exercer sua profissão depois de fazer uma entrevista bem favorável com Harry Potter, quando este e Hermione estavam no seu quinto ano, mais uma vez por conta da pressão de sua atual professora. Allison sabia que estava diante da verdadeira mentora da famosa Armada Dumbledore. A mesma pessoa que foi capaz de fazer um feitiço que alterou a memória dos próprios pais, para que estes não servissem de instrumento de chantagem nas mãos do Lorde das Trevas. Com todo esse histórico, estava muito claro, para a adolescente sonserina, que Hermione Granger não era o tipo de pessoa que alguém, com um pouco de bom senso, deveria querer como inimiga.
– A senhora tem certeza mesmo que vai dar tudo certo? – foi uma Allison mais tranqüila que perguntou.
– Não se preocupe, Allison – Hermione reafirmou para sua aluna, um sorriso perigoso nos lábios – com a sua ajuda, eu vou acabar de vez com aquela vadia.
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