Sentado a beira do sofá reclinado um pouco para a frente, ele a olhava intensamente em seus olhos nítidos enquanto ela sorria e o punhado de água que ele acabará de degustar descia gélido pela sua garganta proporcionando uma sensação de saciedade, enquanto ele se auto questionava como era incrível que a mais simples das bebidas também era a mais deliciosa quando se estava ofegante e cansado, ele se deliciava enquanto notava seu sorriso afetuoso e então passara a perceber que ela o fitava atentamente a cada gole que ele dava, em questão de segundos ele estava preso em mais um daqueles seus devaneios no qual ele simplesmente descrevia para si próprio todas as qualidades de sua amada, só que a cada vez com mais intensidade, ele percebia que seu rosto suave estava levemente corado, com uma respiração suave levemente inspirada e expirada, seus cabelos escuros que se estendiam para alem do ombro descendo por suas costas até quase a altura de sua cintura, que agora pelas lembranças que ele tinha era a mais perfeita de todas, ao menos em sua mente , ela tinha curvas de uma ninfa, em seu ver uma deusa ninfa, ou algo do tipo, curvas perfeita. –James! James. Ela o chamava quebrando seu devaneio, e oferecendo-lhe mais um copo d'água, que recusara instantaneamente. novamente ela retornara só que agora eram apenas os dois juntos e suas respirações que os denunciavam, um ardor que denunciava seu querer assim como também o dela, quando ele a acariciou o rosto e seus olhos brilharam de ternura só restava algo a ser feito e em questão de segundos ele a beijou, beijou tão tenro que pode sentir seu calor interno ser transferido em um ciclo de ida e vinda. Novamente foram interrompidos desse momento de fulgor só que desta pela senhora Álvida,– Interrompo algo- dona Álvida caçoava deles. –Jamais. –Mamãeeee!!!! Poxa vida é sempre a mesma coisa,, sempre nos assustando de repente- Falava Suzan sorrindo. Dona Álvida trazia consigo uma bandeja com biscoitos e sucos, acho quer é suco se morango, mas eu detesto morango pensava James, caramba eu não posso fazer feio vou ter que tomar isso tudo. –Você está bem meu filho, parece tenso. Álvida rompia o silêncio, e acordara ele de seu devaneio. –Não, não que isso estou ótimo, é que acordei muito cedo hoje dai estou meio desligado do mundo. Suzan pôs suas mãos e cima das dele, um gesto repentino vindo dela e ela tratou de dispensar sua mãe com o olhar, enquanto ela se ia ver seu programa de jornal favorito ela se despedia afetuosamente e pronunciava o tchau mais carinhoso que ele já ouvira, fato que sempre se repetia, exceto que hoje, apenas hoje ele começara a notar em Suzan atitudes diferentes. Ela estava mais meiga e amável que o normal e tudo isso o deixava confuso, ao mesmo em que excitado com o fulgor do momento, ele se perguntava a medida em que o dia decorria se tudo estava acontecendo daquela forma majestosa ou se eram coisas da sua cabeça em todo caso o dia correu bem até que finda-se e ele retornasse para casa para mais uma noite de sono.
Fale com o autor