Notas iniciais
Vocês são uns amorzinhos ♥ fico muito feliz que estejam gostando ♥ Sem mais delongas o capítulo, espero que gostem hihihi

Acordei deitada sob o peito de Jonatas que ainda dormia serenamente. Ele tinha um sono bem pesado, do tipo que se um terremoto atingisse nossa casa, ele não acordaria. Bem contrário a mim que desde mais nova precisei aprender a permanecer com um olho fechado e outro aberto já que sempre existia a possibilidade do maldito Dino estar por perto.

Aproveitei por um instante admirando a expressão do meu...qual seria expressão adequada? Namorido? Não importava. Ele era simplesmente meu. Ele quase parecia um menino, tranquilo, com um quase sorriso no rosto. Eu caçoei dele uma vez por dormir sorrindo quando ele me respondeu: ''É porque eu sonho com você todas as noites.''

— Acorda belo adormecido. — tentei lhe fazer cócegas na barriga, mas ele sequer se moveu. — ei acorde! — nada — aproveite os sonhos então sapo.

Com certeza eles eram mais agradáveis do que os meus.

Me levantei para tomar um café rápido e me trocar logo já que hoje eu teria uma longa sessão de fotos no estúdio enquanto Jonatas se reuniria com meu pai para colocarem assuntos da empresa em dia. De noite, teríamos um jantar beneficente organizado por Josie. Quando ela descobriu que minha família estava aqui, abriu o convite a todos o que estava ok...desde que Cassandra ficasse longe de lagostas e escargots e comidas complicadas do tipo.

— Você não me acordou — escutei uma voz sonolenta em meu ouvido.

— Aham. Vou sair, ia te deixar dormindo um pouco mais.

— Só vou me encontrar com seu pai daqui a 4 horas! Eu disse que iria com você!

Olhei para ele praticamente inalando uma torrada as pressas enquanto já procurava uma roupa. Era injusto o quanto ele se sacrificou vindo comigo, deixando toda sua família, seu trabalho e sua vida longe, sempre me acompanhando, trabalho após trabalho, muitas vezes em um canto, sequer sendo notado pelos outros, mas sempre esperando por mim.

— Vou demorar demais lá Jonatas, você sabe, olha vai me buscar depois tá bem? — ele começou a sinalizar que não — vai se encontrar com meu pai, e depois eu te ligo. — dei um beijo rápido nele.

Com muito custo deixei-o para trás ligando pra Josie avisando que já estava chegando. Atrasos com ela não eram tolerados.

— Como eles son? — ela me perguntava enquanto eu escolhia o suco que iria tomar

— Quem?

— Sua família clarro!

— Você já os conheceu Josie. No meu aniversário, quando todos vieram me fazer uma surpresa lembra?

Eu fiquei emocionada demais na época ao ver minha mãe, mais radiante do que nunca e meus irmãos. Hugo havia bancado a passagem já que segundo ele não poderíamos passar essa data sozinhos aqui. Meu pai veio também, e ao estar com as pessoas que eu mais amava, tão realizada, me sentia como se todas as coisas ruins da minha vida, tivessem ocorrido apenas para aqueles momentos maravilhosos valerem ainda mais a pena.

— Foi a única vez que estive com eles além do natal quando eu e Jonatas pudemos viajar para o Brasil — fiquei melancólica — mas você os viu aqui naquela vez, só a Lili e o meu irmão que não, além da Cassan...bom deixa ela pra lá.

— Digo no dia a dia

— Uma família normal!

Ela me olhou.

— Já te contei tudo sobre minha vida, não sou eu que tenho segredos — se ela entendeu a indireta fingiu muito bem — Minha mãe e Hugo estão juntos, tanto como eu e Jonatas. Ele a pediu em casamento no natal — sorri, me lembrando do brilho radiante nos olhos dos dois — só que eles ainda estão esperando um pouco. Para que eu volte pro Brasil, e também para meu irmão se acostumar um pouco mais. Ele está aceitando bem apessar de tudo. Infelizmente nenhum deles veio, mais a filha dele sim. Ela transita entre minhas duas famílias — comecei a rir — e pensar que não nos dávamos bem antes. Hugo tem Débora e Cassandra, que é quem você vai conhecer, além da esposa do meu pai e meu outro irmão. Aliás espero não termos comidas trabalhosas na noite de hoje.

— Você sabe muito bem se portar a mesa.

— É, não estava falando de mim não — suspirei

— Gosta de sua pai? Ser feliz com ele?

— Nossa que interrogatório hein! Eu conheci ele bem pouco, mais já o amo. Eu esperei por ele minha vida inteira.

— Pensava muito nele?

— Ugh sim! Qual o seu problema? Gosto dele e da família dele. Eles me aceitaram bem, e já me sinto parte como se sempre tivesse sido assim. Satisfeita? Você está estranha!

— Hoje é um dia emotivo para mim

— E porque?

Ela não respondeu, continuou parada, olhando para o nada

— Josephi...

— Fim da intervalo!! Volte parra a session!

Obedeci confusa. Não era a primeira vez que ela me deixava perdida. Ela disse que o dia era emotivo. Seus pais estavam mortos, disso eu sabia. Talvez fosse o aniversário de morte de um deles. Ela era muito fechada. E sozinha. Na verdade apesar de estar sempre rodeada de pessoas, ela parecia incrivelmente sozinha..

Após o final da sessão, Josie me presenteou com um lindo vestido e um colar de pérolas para hoje a noite. Me atrasei um pouco e me encontrei com Jonatas já em casa se arrumando. Pelo que ele me contou, a tarde foi divertida com Cassandra visitando a Torre Eiffel, e jogando fotos autografadas lá de cima. Meu pai, Fabinho e Lili acabaram expulsos junto com ela, e voltaram para o hotel para se arrumarem e nos encontrarem depois.

— Jonatas me ajuda com esse fecho maldito! — implorei derrotada, enquanto tentava também em vão fechar o colar.

— Espera um pouco ruivinha, porque eu também estou... — me virei e vi ele olhando congelado para mim.

— Que aconteceu?

— Nada — ele sorriu, e droga como ele ficava absurdamente lindo quando sorria desse jeito — as vezes só preciso me convencer de que você é real mesmo de tão linda que é. Parece até uma miragem.

— Seu bobo! Pare agora, nada de me distrair, ainda temos que ir para o hotel buscar os outros.

— Certo então. Vou distrair você mais tarde. — ele fechou o zíper e ajeitou o colar, depositando um beijo quente e demorado em minha nuca, me provocando arrepios.

— Jonatas por favor!

— Mais tarde ruivinha. Mais tarde.

Não consegui fazer mais nada direito depois disso.

Chegamos os seis...e meio se contar com o bebê no colo do meu pai, no salão repleto de antiguidades e obras de artes expostas.

— Não compraria isso nem que eu tivesse dinheiro — Jonatas falou alto demais, por sorte praticamente ninguém além de nós entendia português.

— Jonatas psiu! Josephine te mata! E é por uma boa causa.

A menção de seu nome, fez Josie se materializar em nossa frente.

— Bonsoir! Sou Josephine!

Apresentei rapidamente minha família a ela que parecia animadíssima ao me ver com meus parentes.

— Sua filha é minha melhor modele! Querro que ela fique comigo mais um ano! Ela só recusa!

— Agora não Josie por favor! E ele nunca vai ficar do seu lado, ele me quer de volta — mostrei a lingua pra ela.

— Nesse caso... — Cassandra me empurrou tomando a frente — Eu posso ficar no lugar dela!

— Cassandra!! — meu irmão já tentava puxá-la de volta.

— Oh si? Eliza é insubstituível querrida!

— Sim mais eu já fui duas vezes capa da totalmente demais! DUAS!!

Josephine me olhou confusa.

— Vamos lá, Cassandra, depois discutimos a sua carreira! — Josephine começou a nos mostrar as estatuas e quadros, e bem o Jonatas estava certo quanta coisa horrível e cara! Mas meu pai parecia que compraria alguma coisa.

— Ah vamos lá gente que festa pobre! — Cassandra pegou uma taça do garçom que estava passando e ergueu no alto — Cadê a música?

— Não é festa Cassandra é um jantar pras crianças da África!

— E quando as crianças vão chegar? — Jonatas tentou esconder o riso. Lili começou a sinalizar que ia embora.

— Toda a arrecadacion serrá parra as crianças! Isso aqui é parra elas — ela apontou um vaso enorme exposto.

— E o que as crianças vão fazer com esse vaso velho? — Ela segurou o vaso levantando para ver melhor — Não dá pra colocar nem um buquê nele ó, tá rachado.

— NON PODER TOCAR!! — Josephine começou a praguejar em francês o que assustou Cassandra que recolocou o vaso de volta no lugar.

— Tudo bem dona Josephina! Ó tudo certo!

Quase. Porque o vaso foi colocado na beirada e caiu se espatifando no chão.

— Epa...

A cor sumiu do rosto de Josephine que caiu pra trás sendo amparada por meu pai e Jonatas.

— Oh Non! Erra um vaso da Dinastia Ming!! Foi do Imperador!!!

— Gente, nunca conheci nenhum Imperador. — Cassandra se agachou catando os caquinhos — fala pra ele que eu vou concertar tá bom? Fabinho rápido pega Super Bonder!

E eu estava preocupada com a comida.

Notas finais
Eu disse que Cassandra ainda iria aprontar kkkkk Esse capítulo e o próximo eram um só, mas ficou tão grande que eu precisei dividir! Amanhã se der tudo certo já posto o próximo ok amores? Beijos ^_^