Totalmente Seu...
149 Emoção...
Notas iniciais
Jake a segurou nos braços. Sabia que ela se abalaria se soubesse com certeza o que havia acontecido.
–Jake, leve-a pra dentro, a gente cuida de tudo aqui meu filho, não se preocupe com nada, a doutora Carmen e o doutor Soares estão aí, poderão cuidar dela.
–Obrigado papa, acho que foi demais tudo isso pra ela.
–Com certeza, vá logo Jake.
Jake a levou em direção a casa, daria tudo pra conseguir entrar sem chamar muita atenção, até porque, havia o pessoal da imprensa na festa.
Ao se aproximar da entrada, viu sua mãe, antes que precisasse chama-la, Sarah se aproximou sorrindo, porém, seu sorriso murchou ao ver a expressão tensa nos olhos do filho.
–Filho! O que houve? O que Nessie tem? – Ela perguntou ao perceber que a nora estava desmaiada.
–Me ajude a entrar sem chamar a atenção dos convidados, lá no meu quarto eu contarei o que aconteceu.
Sem mais palavras, Sarah ajudou o filho, entraram por uma porta lateral, que dava direto na cozinha, ao lado da cozinha, outra porta dava para a escada que levava ao piso superior, o burburinho da festa era intenso, mas, estavam todos tão entretidos que nem perceberam Jake subir com a esposa nos braços, também se tivessem percebido, não dariam conta de que algo terrível havia acontecido, só imaginariam que ele a carregava pelo fato da gravidez dificultar pra que ela subisse as escadas.
–Agora conte-me tudo. – Sarah exigiu ao entrar no quarto e ajudar Jake ajeitar Nessie na cama, cobrindo-a, já que ela estava gelada.
Ela se assustou ao ver a roupa dele toda amassada, os nós dos dedos, ralados, sujos de sangue, como se ele tivesse socado alguma coisa.
–Jake, com quem brigou dessa vez? Pelo amor de Deus, não acredito que brigou na frente de Nessie?
–Mamãe, sim eu briguei, com Nahuel e ele está morto, eu o matei, era eu, ou ele, além do mais se eu morresse, ele levaria Nessie com ele e ainda ameaçou matar meus filhos quando nascessem, eu não podia permitir isso.
–Meu Deus! – Sarah exclamou caindo sentada na cama. – Não é à toa que a coitadinha tenha desmaiado, deve ter sido demais pra ela. Eu vou procurar a Carmen, fique com ela.
–Avise o abuelo, meus irmãos e meus primos. Papai, Charlie e Carlisle já sabem e estão lá no jardim perto da fonte, onde aconteceu tudo.
Nessie começou a dar mostras de voltar a si, se remexeu e abriu os olhos.
–Jake!
–Calma meu amor, está tudo bem, estamos em nosso quarto, você desmaiou e eu a trouxe.
–Todos viram?
–Não, só minha mãe, entramos pela cozinha. Como está se sentindo?
Os olhos dela encheram-se de lágrimas.
–Eu matei uma pessoa Jake, mas, o pior é que não estou chocada com a minha atitude, eu peguei aquela arma impulsionada por uma coisa que ficava martelando na minha cabeça, parecia... parecia que alguém, não sei, um mantra ficava falando “pegue a arma, pegue a arma” até a hora em que atirei eu não sabia que realmente teria coragem pra tanto, mas quando eu o vi pegando a arma dentro da meia e vindo atrás de você com a mão erguida pra acertá-lo eu só agi.
–Amor, eu imagino que você deve estar confusa, assustada, talvez em choque até, mas não se preocupe, eu assumi tudo, pra todos os casos fui eu quem atirou, ok?
–Mas, mas Jake, eu não posso deixar você assumir uma culpa que não é sua. Ele ia te matar meu amor eu não podia deixar, eu não ia conseguir viver sem você.
Ele a abraçou comovido, claro que a entendia, afinal, ele também não viveria sem ela.
–Nessie, você está grávida meu anjo, está se aproximando a hora do parto, deixe tudo da maneira que está, por favor eu lhe imploro, não quero ninguém a interrogando, fazendo-a relembrar de todo aquele momento horrível, entenda meu amor, é necessário, deixe assim, eu sei o que estou fazendo.
–Jake! Mas e se você for preso?
–Não vou ser, não se preocupe com isso, eu sou réu primário, fiz isso pra defender minha família e a mim, estou na minha casa, ele era o intruso, invadiu propriedade alheia com motivos que sabemos o qual era, pronto a matar, sem contar que tem a ameaça dele por escrito dizendo que viria atrás de mim pra me matar, eu tenho residência fixa e tudo o mais, não serei preso, meu amor, não pense mais nisso, tire isso da sua cabecinha, hum?
A porta do quarto foi aberta e Edward, Emmet, Jasper e Sam entraram.
–Jake, a mamãe nos contou o que houve, como ele conseguiu entrar? Como ele passou pelos seguranças? – Perguntou Emmet.
–Ele entrou dentro do caminhão do buffet, quando o mesmo parou pra se identificar no portão, ficou escondido, esperando o melhor momento que se apresentou quando eu e Nessie fomos dar uma volta pelo jardim, deixei Nessie sozinha alguns minutos pra pegar água pra ela e ele aproveitou a deixa. Brigamos e ele tentou me atingir com um punhal enfiando-o em minhas costas, Nessie gritou e como ele havia deixado a arma no chão pra um mano a mano comigo, eu peguei a arma e atirei.
–Fez bem mano, nada irá te acontecer, está dentro da sua casa, ele invadiu nossa propriedade com o intuito de te matar. – Disse Edward.
–Nessie, está tudo bem? – Perguntou Sam vendo que ela se arcava.
Novamente aquela dor na barriga, estava mais forte, muito mais forte, sentiu que seu coração quase parou, seu ar fora quase todo tragado, respirou fundo, três vezes.
–Nessie, amor o que foi, o que está sentindo?
Sua voz ao responder saiu baixinha, mais fraca, nunca sentira uma dor tão forte assim em toda sua vida, agora estava começando a acreditar que poderia sim ser as contrações.
–Nada amor, é apenas uma pontada forte na barriga.
–Mas é a segunda vez que sente essa pontada, você está pálida amor, suando.
–Já vai passar, foi só o choque de tudo o que aconteceu.
Ela inspirava e expirava lentamente, olhou no relógio ao lado da cama, começaria a marcar se viesse a dor novamente tinha quase certeza de que eram as contrações.
Sarah entrou no quarto com Carmen e Esperanza.
–Como ela está Jake?
–Ela acordou, mas reclamou duas vezes de uma pontada forte na barriga, isso é normal doutora?
–Pode ser, devido a toda tensão pela qual passaram, mas eu vou examiná-la, pode deixar, só vou pedir pra que me deixem sozinha com ela, só a Sarah e a Esperanza podem ficar, ok?
–Prometem me chamar se ela não estiver bem? – Perguntou Jake.
–Claro, eu mando chama-lo sim. – Prometeu a doutora.
–Eu vou aproveitar pra tomar um banho rápido e trocar de roupa no meu antigo quarto.
–Tudo bem filho, pode ficar sossegado.
Esperanza olhou pra Nessie e já sabia que seus bisnetos nasceriam naquela noite ainda e que não seria tarefa nada fácil, não adiantariam leva-la para o hospital, por isso, resolveu sair do quarto, deu uma desculpa qualquer e desceu, indo para a cozinha pediu pra que Francesca colocasse muita água pra ferver, iriam precisar, pediu pra que fervesse também uma tesoura bem afiada e que deixasse fácil a caixinha de luvas que sempre mantinham em casa.
–Se prepare minha querida que teremos momentos tensos e muita emoção ainda nessa noite. – Revelou.
Francesca olhou para a patroa e pelo pedido que ela fizera, pôs-se a rezar, entendera muito bem o que doña Esperanza quisera dizer.
Esperanza pegou a caixa de luvas que Francesca lhe entregara e subiu novamente, encontrou Sue e Rachel no corredor dos quartos.
–Mama, o que está acontecendo? — Quis saber Sue.
–Jake matou o tal Nahuel no jardim, Nessie está entrando em trabalho de parto.
–Mas, mãe, ela não pode ter parto normal, temos que levá-la ao hospital, o Jake já sabe?
–Não, ele está tomando banho e vai ficar desesperado quando souber, eu desconfio que não dará tempo de levá-la para o hospital.
–Minha nossa! Como foi acontecer isso? — Inquiriu Rachel, mais pra si mesma.
–Rezem minhas filhas, rezem muito, nós iremos precisar que Deus nos ilumine e nos ajude, nada pode acontecer a nossa menina.
Esperanza tinha lágrimas nos olhos, as filhas entendiam a dimensão do que a mãe falara, Nessie corria o risco de morrer se fosse induzida a um parto normal, Carmen e o doutor Rodrigues foram unânimes ao dizer isso tantas vezes.
Fale com o autor