Totalmente Seu...
10 Capítulo 10
Londres:
Carlisle chegou ao hospital onde seu irmão estava internado e foi direto para o quarto que ele ocupava, na recepção todos o conheciam, afinal, estava praticamente todos os dias ali nesses dezoito anos, ainda não acreditava que finalmente Charlie acordara.
–Bom dia doutor Carlisle.
Victória o cumprimentou ao passar em frente ao posto de enfermagem.
–Bom dia Victória, então, como ele está?
–Aparentemente muito bem, ele agora está fazendo uma tomografia, já fez uma ressonância e os resultados foram muito bons.
–Graças a Deus, mas não houve nenhum tipo de dano neurológico?
–Não, foram feitos alguns exames, mas somente após a tomografia para ter realmente certeza, ele acordou bastante confuso e perguntando sobre a família e sobre uma moça chamada Renné.
–Ela era namorada dele, mas infelizmente eu não consegui encontrá-la para dar a notícia do acidente, coitada, ela deve ter achado que ele simplesmente a abandonou.
–Ele está angustiado com isso.
Nesse momento, Charlie voltou da sala de exames, ao ver o irmão, se emocionou imensamente, assim como Carlisle também. As enfermeiras ali presentes também se emocionaram, todas conheciam a história dele. Carlisle se aproximou abraçando o irmão.
–Meu irmão, que falta você fez, nem acredito que finalmente você acordou.
–Obrigado meu irmão, obrigado por não ter perdido a fé e por não ter permitido que os aparelhos não fossem desligados.
–Algo me impedia de deixar e também eu prometi a mamãe que não permitiria, até que realmente não houvesse mais esperanças.
–Quantos anos fazem que eles morreram?
–A mamãe faz dez anos que morreu e o papai oito anos.
–Eles não ficariam mesmo separados muito tempo não é?
–Não, ele sofreu muito quando ela se foi.
–E Renné? Você não teve notícias dela?
–Eu até a procurei na época, mas não consegui encontrá-la, sinto muito.
–Eu preciso encontrá-la meu irmão, sei que ela pode estar até casada, mas eu preciso achá-la, não sei, algo me induz a ir atrás dela, eu não te contei na época, mas no dia do meu acidente eu iria pedi-la em casamento, um dia antes havíamos descoberto que ela estava grávida.
–Isso quer dizer que você pode ter um filho?
–Sim, por isso eu tenho que encontrá-la.
–Tudo bem, vamos dar um jeito de encontrá-la então, vou contratar um detetive. Sua fortuna foi triplicada nesses anos, eu cuidei de tudo e fiz ótimos investimentos.
–Bom saber disso, mais uma vez obrigado meu irmão.
–Imagine, eu é que tenho que agradecê-lo, por voltar.
Os irmãos conversaram bastante, mas era muito assunto para se colocar em dia em pouco tempo, precisavam de muitos dias para que Charlie se atualizasse.
Cornualha:
Esme chegou em casa apressada, conseguira a licença na escola em que trabalhava após explicar toda a história para a diretora, dona Cecília era uma senhora muito romântica e ficara encantada com a história de sua irmã.
–Renné, cheguei.
Ela gritou da sala. Renné saiu do quarto já toda arrumada.
–Conseguiu?
–Sim, também comprei as passagens, iremos ainda hoje, daqui exatamente três horas o avião sai.
–Ai meu Deus! Finalmente, nem acredito.
–Eu vou arrumar minhas coisas rapidamente e logo saímos.
–Não, não precisa, eu já arrumei pra você.
–Nossa! Obrigada, então, só vou tomar um banho e colocar uma roupa confortável pra viagem.
–Esme, obrigada irmã, você não imagina como foi importante pra mim ter você ao meu lado esses anos todos, teve momento que eu quase sucumbi e desisti, eu só voltei ao “normal”, após um sonho que tive, um sonho com minha filha.
–Você chegou a dar um nome pra ela?
–Sim, eu a chamei de Renesmee Carlie.
–Renesmee?
–Sim, eu juntei nossos nomes.
–Poxa, obrigada irmã.
–Agora vai se arrumar logo, vou preparar algo pra você comer antes de sairmos.
–Valeu.
Madri;
Jacob dirigia atento aos movimentos da garota ao seu lado, ela olhava para fora, mas as vezes cruzava as pernas e se movimentava pra ver algo que chamava sua atenção, cada vez que ela cruzava as belas pernas, ele tinha um pequeno vislumbre de suas coxas grossas e bem feitas, estava ficando em uma situação complicada.
–Jacob, meu filho, você tem ainda aquele cd do Júlio Iglesias?
–Sí abuela.
–Então coloque-o para mim, por favor.
–Sim, agora mesmo.
Jacob pegou o cd e colocou para tocar, sua avó sempre gostara de Júlio Iglesias.
Essa Mulher – Júlio Iglesias.
Essa mulher
que nasceu para mim,
eu nem sei como é;
sei que vai ser amiga.
Essa mulher
que me ensine a perder,
que me ensine a querer,
que me siga na vida,...
Essa mulher,
a que quero querer,
que me irá devolver
o sentido da vida,...
Essa mulher
vai levar-me de vez
a uma infância perdida.
Ela vai ser
alegria e o abrigo da alma
no meu dia e na madrugada,
acordada me ajuda a dormir.
Ela vai ser
a que espero com toda esperança
e verei no seu corpo criança...
Essa mulher!
Essa mulher
que me vai ensinar
a amar com prazer
mais feliz cada dia.
Essa mulher
que me saiba aceitar
não ira perguntar
quem passou em minha vida.
Essa mulher
não precisa explicar
que podendo ganhar
perderá porque ama.
Essa mulher
que virá pra ficar
seguirá em minha vida.
Ela vai ser
alegria e o abrigo da alma
no meu dia e na madrugada,
acordada me ajuda a dormir.
Ela vai ser
a que espero com toda esperança
e verei no seu corpo criança...
Essa mulher!
Ouvindo as belas canções românticas de Júlio Iglesias, chegaram ao seu destino, os portões do orfanato se abriram para a passagem do carro, com certeza irmã Suplícios já deveria estar sabendo da visita.
Quando o carro parou em frente a entrada principal, Renesmee desceu olhando ao redor, as crianças que brincavam ali perto ao verem que era ela, vieram correndo para abraçá-la.
–Renesmee, você voltou?
Perguntou uma menorzinha abraçando-a pelas pernas. Renesmee se abaixou ficando da altura da pequena e a abraçou com carinho.
–Não minha linda, infelizmente eu já passei da idade de morar aqui, por isso, agora moro com essa senhora que me acompanha.
–Ah, mas eu sinto saudades de você.
–Eu sei e eu também sinto saudades, mas sempre virei visitá-las está bem?
–Tudo bem.
A garotinha respondeu fazendo bico e quase chorando deitou a cabecinha no ombro da mais velha.
–Olha, dona Esperanza trouxe alguns presentes, vamos entrar para vê-los?
Imediatamente a garotinha se alegrou. Jacob olhou-a com interesse, sabia que ela era diferente das garotas das quais estava acostumado, nenhuma delas chegaria perto de uma criança com o rostinho sujo de brincar. Sem saber o motivo sentiu-se emocionado ao constatar que com certeza ela seria uma mãe maravilhosa.
Entraram e se encaminharam para a sala da Madre Superiora, encontraram irmã Amparo no caminho e ela pegou a garotinha dos braços de Renesmee.
–Meu Deus! Que sujeira, você vai sujar toda a roupa da Renesmee, minha porquinha.
–Não tem problema irmã, a senhora sabe que não ligo pra isso.
–Sim, eu sei.
–Dona Esperanza, eu vou acompanhar a irmã Amparo, quero ver as outras crianças.
–Tudo bem minha querida, pode ir.
Com isso, Renesmee poderia conversar com irmã e explicar a pequena mentira. Enquanto andavam pelos corredores ela colocou a irmã a par da ideia de Seth.
–Você está com sorte meu anjo, Alec está vindo me visitar na próxima semana.
–A senhora conversaria com ele? Vou deixar o número do telefone de lá da mansão e a senhora me avisa quando ele chegar, vou pedir ao Seth para me trazer pra encontrá-lo.
–Eu a aviso sim, ele vai ficar feliz em vê-la.
Com tudo acertado, Renesmee voltou para a sala da Madre.
–Olá Renesmee, minha querida, como você está?
Indo ao encontro da Madre, Renesmee abraçou-a.
–Eu estou bem Madre, obrigada.
–Está feliz?
–Sim, estou muito feliz.
–Que bom, você está ainda mais linda meu anjo.
–Obrigada irmã, a senhora é muito gentil.
–Não, só digo a verdade. Essa menina é um tesouro doña Esperanza.
–Eu sei disso Madre, reconheço um tesouro assim que vejo um. Me apeguei muito a ela, em apenas esses dias.
–Eu imagino que sim.
Jacob prestava atenção a conversa e mais uma vez se dava conta de que aquela garota tão pequena era querida por todos. Ele não estava acostumado com isso e não sabia como agir, todas as mulheres que estava acostumado, eram sempre tão fúteis e interesseiras que o irritavam em dois tempos.
Mas Renesmee conseguia com apenas um olhar fazer ele esquecer que outras existiam.
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