Despediram-se da Madre superiora após terem entregado os presentes para as crianças, Renesmee ficou encantada por ver a alegria delas e se sentou no chão para brincar um pouco quando alguns vieram e a puxaram pela mão fazendo-a rir, um riso claro e límpido.

Dona Esperanza reparou no interesse de seu neto ao olhar para a jovem ela sabia que uma moça como Renesmee poderia sim fazer com que seu neto mulherengo se apaixonasse e tomasse jeito, mas antes ela precisava dar um puxão de orelhas nele.

A velha senhora sabia que quando seu querido neto se apaixonasse, seria pra valer, ele era o tipo de homem que quando amava, amava intensa e apaixonadamente.

–Jacob, não faça isso que você está pensando em fazer.

–Como assim abuela? Não estou pensando em nada, eu hein!

–Você não me engana menino, te conheço desde que nasceu.

–O que a senhora acha que eu vou fazer?

–Vai tentar conquistá-la, mas eu não vou deixar, só faça isso se realmente for sincero, essa menina é muito carente de amor, não merece sofrer por causa de um mulherengo como você.

–Poxa vovó, muito obrigado viu. É isso que pensa de mim? Do seu neto mais velho? Sangue do seu sangue?

–Não me venha com essa. Olha só pra ela brincando com as crianças sem malícia nenhuma, tão pura e inocente. Não faça nada pra macular essa pureza dela, por favor, Jacob, prometa-me, a não ser é claro, que você realmente se apaixone por ela, aí sim, eu serei a primeira a apoiá-lo.

Sua avó deveria estar brincando não é? Como ele iria se apaixonar? Ele nunca se amarraria desse jeito, as vezes pensava que o amor não era feito para ele, claro, sabia que sentia uma coisa diferente por essa garota, mas, era só por que ainda não conseguira nada dela, ela era um mistério pra ele e queria desvendar esse mistério.

–Jacob, não ouvi sua promessa.

Como iria prometer algo assim? Sabia que sua avó ficaria em cima se não prometesse, mas sabia que não conseguiria cumprir, na primeira oportunidade que tivesse iria sim experimentar daqueles lábios tentadores, iria se deliciar naquele corpo que o deixava tonto e que o fizera ter sonhos calientes na noite passada, droga, só sonhara daquele jeito com uma mulher no começo da adolescência quando ainda era um moleque virgem.

Não sabia o que ela tinha que o punha desse jeito, mas pensava que após conquistar seu intento o desejo se extinguiria, fazer o que se ela ficasse triste? Ele era assim mesmo, nunca levava adiante uma transa, era uma vez apenas e nada mais.

–Jacob Rámon Black, me prometa que não irá se aproximar de Renesmee.

–Tá bom abuela, tá bom eu prometo.

Ele prometeu cruzando os dedos por trás das costas.

–E não adianta cruzar os dedos hein?

Merda, ela o conhecia mesmo.

Renesmee se despediu das crianças sendo abraçada e beijada por todas. Levantou-se e se aproximou com o rosto radiante de felicidade. Ao se despedir de irmã Amparo, ela disse alto o bastante para que Jacob escutasse.

–Minha querida, Alec mandou dizer que chegará na próxima semana, eu a avisarei assim que ele chegar.

–Obrigada irmã, me avise sim, eu estou morrendo de saudades dele.

Ela respondeu piscando.

–Ele também está com saudades pequena, não é assim que ele te chama?

Realmente Alec sempre a chamara de pequena, ela ficava louca da vida com ele e saia correndo atrás para pegá-lo, os dois então se enrolavam em uma luta de brincadeira onde ambos ficavam sem fôlego de tanto rir.

–É ele me chama assim por eu ser baixinha, eu ficava louca da vida.

Ela respondeu rindo.

Jacob prestava atenção ao papo das duas, sem saber o motivo fechara a cara emburrado, o que aquela garota recém saída das fraldas fazia com ele? Ele só conseguia pensar em experimentar daquela boca que parecia ser tão doce quanto o perfume que se desprendia de sua pele, não era o perfume caro que ela usava, era um aroma natural dela, tinha que beijá-la ou então ficaria louco.

Passando as mãos nervoso pelos cabelos saiu em direção ao carro, pra completar ainda tinha que ver aquelas coxas perfeitas a cada virada que o carro dava, merda! Sabia que não seria fácil se aproximar dela, mas, iria fazer de tudo, não interessava se ela tinha namorado ou não, ele a teria nos braços e então tiraria a dúvida que corroera sua mente durante toda a noite, sua pele seria tão macia e perfumada como prometia?

–Não iremos pra casa ainda.

Anunciou Esperanza.

–Onde quer ir abuela?

–Vamos a Maison Angeline, quero ver se encontro o vestido perfeito para Renesmee usar amanhã na minha festa.

–Dona Esperanza, não precisa se preocupar, eu e Claire compramos diversos vestidos lindíssimos.

–Não minha querida, eu quero escolher o vestido perfeito para você, quero vê-la arrasar.

Jacob suspirou pesaroso, se vestida casualmente ela já o enlouquecia, imagine em um vestido de alta costura, marcando aquelas curvas maravilhosas. Esperanza iria fazer de tudo pra que Renesmee deixasse mesmo seu neto louco e ele percebesse que ela era perfeita para ele.

Ela sabia que sua pupila não tinha namorado nenhum, mas quem teve essa ideia fora feliz, quando o tal rapaz chegasse iria mandar Renesmee convidá-lo a sua casa, com certeza era um amigo do orfanato. Percebera Jacob tenso ao ouvir irmã Amparo falar sobre ele.

Não imaginava que seu neto era tão tapado assim, será que ele não percebia que já estava apaixonado? Mas ela daria um jeito para que ele abrisse os olhos antes que fosse tarde demais. Percebia o que a jovem fazia, ela só queria preservar seu coração para que não saísse magoada e quem poderia julgá-la por isso?

–Tudo bem, vamos lá então.

Ele disse pesaroso, olhando de lado para Renesmee viu quando ela mordeu o lábio inferior nervosa. Uh, cacete! Ele praguejou em pensamento, se falasse alto com certeza sua avó o recriminaria.

Mais uma viagem tensa em que ele mal conseguia desviar os olhos das cruzadas de pernas daquela diabinha, se ela não fosse tão inocente, poderia jurar que fazia de propósito para atormentá-lo, mas ela olhava para fora do carro, admirando a vista.

Ah, se Jacob soubesse que realmente ela fazia de propósito, Renesmee, apesar de inocente, não era burra e percebera na ida que ele não tirava os olhos de suas pernas e resolvera provocá-lo apenas um pouquinho, afinal, que mal iria fazer?

Ele não gostava de provocar as mulheres? Então, iria provocá-lo apenas um pouco. Mal ela sabia que estava brincando com fogo e que poderia sim sair chamuscada, muito chamuscada, porque Jacob ainda não tinha dimensões dos seus sentimentos, nem sabia que era capaz de amar e amar intensamente, a única coisa que ele sabia era que sentia uma pontada no peito cada vez que a via, sentia as mãos suadas, tremia por dentro em expectativa de apenas ouvir a voz de anjo dela.

Já Renesmee sabia que se apaixonara, mesmo tendo evitado ao máximo se aproximar daquele mulherengo sem vergonha, não conseguira evitar, não parava de pensar naquele moreno, sonhava que estava sendo beijada e acariciada por ele, sentia um calor e uma umidade entre as pernas apenas em ouvir aquela voz rouca e máscula.

Só que nunca daria o braço a torcer, de jeito nenhum, nunca ninguém saberia, a não ser é claro, seu amigo querido Seth, ele sim poderia ajudá-la a encontrar a melhor solução para esse problema, ela não se deixaria levar pelo sedutor e lindo moreno.