Torpedos Para Você
9 Capítulo 9 Assistindo ao show
Ele estava sentado em uma cadeira perto da mesa posta, Fui ate lá e ele estava tão lindo. Aquela cena me lembrou um filme, mais não conseguia lembrar qual. A mulher ia ate a mesa no grande jardim, onde seu amado estava tomando seu café calmamente. Só que tinha uma diferença, ele não era meu amado e nunca seria.
_Então! Quando terminar o café eu terei que ir, mais preciso te falar que a noite foi maravilhosa. – Não conseguia olhar em seus olhos, ele falou como se algo tivesse acontecido.
_Tudo bem, será você sabe onde está minha mãe? – A casa parecia mal assombrada, tão calma e vazia.
_Ela pediu para eu lhe entregar este bilhete, e disse que vai voltar amanhã. Então é isso! Eu tenho que ir. – Ele me olhou nós olhos, não deixei de deseja um último beijo.
_Eu te levo ate a porta, se possível você poderia me fazer um favor? – continua- mos andando. _Não diz pra ninguém que você passou a noite aqui. Sabe como é! as pessoas tem a mente muito poluída. – Ele riu e concordou em manter segredo. Estava- mos em frente de casa quando Karolayne chegou.
_Justin! O que você faz aqui? – Estava- mos encrencados, não que Kaka saísse por ai falando, mais eu não estava preparada para falar.
_Precisava falar com ela, então resolvi vim aqui. – Ate pareci que ela vai acreditar.
_Ok! – Como assim ela acreditou? Esse menino deve ter algum tipo de telepatia.
_É você! O que faz aqui? – Eu perguntei fingindo naturalidade.
_Vim te visitar, está muito chato no hotel. — Justin se despediu e pegou o taxi que Kaka havia vindo. Eu respirava aliviada, ainda havia o bilhete de Artryde. Com certeza era me falando onde se escondia a comida, já que só voltava amanha.
_Então! Como vai o namoro? – Puxei papo, nossa que estranho. Não era para eu esta assim.
_Ótimo, ontem agente transou. – Cuspi o suco que estava tomando, me engasguei com o pouco que ficou em minha garganta. _Calma! Fica tranqüila que usamos camisinha.
_Sua mãe começou a confiar em você agora, acha certo fazer isso? – Ele me olhou torto.
_Dá um tempo, eu não mais nenhuma criança. E você acha que eu cairia nessa história do Justin, conta tudo e não me escondi nada. – Ela colocou as mãos embaixo do queixo, seus olhos vidrados em mim.
_Para tá! Eu não tenho nada para contar, AI QUE ODIO DE VOCÊ. Como é que fica nosso juramento? Antes de tomar uma decisão dessas, falaria- mos uma com a outra. – Apesar de ontem, eu também ter quase cometido esse erro.
_Tudo bem, eu vou embora. Mais depois não vem pedir desculpas, você tá sendo tão infantil. – Ela se levantou e saiu, eu estava sozinha. Podia pensar em como eu agiria diante da idéia de ter Arlete e Arthu namorando. Nos contras e nos vantagens que eu teria, em como minha vida seria drasticamente mudada. Meu celular na mesa do café vibrou, era uma mensagem do “Misterioso”.
“Ontem percebi que não posso me iludir, Que ela não será minha garota. Vou tentar entender se você não quiser mais falar comigo. Mais ontem quase transei com ela, só que não teve clima. Então percebi que ela NUNCA será minha, a pessoa que espero é você”
Por que justamente agora? Quer dizer eu não estava com raiva, mais agora quem não queria era eu. E não queria engana- lo ou machuca- lo, sabia que estava sendo difícil para ele. Respondi a mensagem com muito cuidado, não queria que ele pensasse que estava com raiva.
“Não se preocupe, não estou com raiva. Eu só preciso de um tempo para colocar minha cabeça no lugar, minha vida está se transformando em um verdadeiro caos. Tem um menino que mexeu muito com meus sentimentos, e me confundiu tanto. Acho que estou gostando dele. Não quero ser uma má pessoa, por isso não quero te iludir. Vou tentar namorar ele."
Enviei e senti esta cometendo o pior erro de minha vida, talvez ele não me respondesse. Mais erra o que eu sentia, não podia simplesmente da às costas. Ele retornou, ufa podia respirar mais aliviada.
“Vou te espera, sei que ele não vai valorizar tudo que você é. Só agora vejo que TE AMO, e que sempre vou lutar para te ter comigo. Vou te dar este tempo, mais não prometo ficar longe.”
Uma lágrima caiu, eu estava certa de que um dia daria valor a ele, mais agora eu não tinha como não querer Justin. Pensar em como seria minha vida ao lado de um pop star, Cara vai se muito foda. Respirei fundo e resolvi me arrumar para ir ao show dele.
Fui procurar uma roupa marcante, queria todos olhassem para mim. Será que ele vai me quere esta noite? Eu estava mesmo pensando aquilo, o que realmente importava era se eu ia gosta de esta com ele.
Meu celular tocou, era mamãe. Deixei dar mais uns 5 toques antes de atender, Egoísta, vai viajar e me deixa aqui sozinha.
_Alo. Como esta ai? Se divertindo muito. Por que eu estou curtindo muito, vou ate para uma festa hoje ha noite. – Mamãe devia esta contente por saber que eu estou saindo.
_Filha não fique com raiva, olha foi de última hora, mais lhe deixei em ótima companhia. Leu meu recado? – Ela estava tentando se justificar? Cara aquela situação era injustificável.
_Ainda não, mais o que era tão importante para lhe tirar do meu lado? – Alguém riu no telefone, mais não pareceu ser ela. Claro tinha que ter homem no meio. _Esquece, não responde! Vou desligar e sair. Beijos. – Desliguei na cara dela, se tinha alguém que eu não estava respeitando, era ela.
Joguei o celular em cima da cama e fui para o closet, minha escolha era de um vestido roxo com folhas tomara que caia, O sapato era do mesmo tom que o vestido, acompanhado por uma bolsa roxa. Só um pequeno colar com um diamante fazia um contraste com as cores.
Desci as escadas e fui para a sala, ainda era sedo para me arrumar. Resolvi ler o bilhete que mamãe havia deixado. Joguei- me no sofá e liguei a tv, fui ate o interruptor e ascendi às luzes.
” Filha!
Eu não fazia idéia que você estaria aqui hoje, minha programação foi feita muito antes disso e eu não adiar.
Tem bastante comida na dispensa, volto amanha à tarde. Não derruba a casa e se for fazer festa. Cuidado com os visinhos, Não fica acorda ate tarde. Mande um beijo para seu namorado, tenho que disse você esta muito bem amparada.
Como ela era amorosa, mais uma coisa que ela fazia questão era de mostra as aparências. Tinha que concorda, ele era uma ótima companhia.
Só que agora eu estava sem ninguém, ate minha amiga tinha me deixado. E nem podia pedir desculpa, irei deixar que o tempo cure a ferida. Isso que é bom na verdadeira amizade, as brigas e reconciliações.
Desliguei a tv e subi para o quarto, meu celular vibro. Olhei no visor e era uma mensagem de Kaka, amizade verdadeira é foda. O recado não era o que eu esperava mais tudo bem.
“Justin pediu para eu te chamar para a apresentação que ele fará, na houseand adventuretoys. Manda uma resposta, e não pense que te perdoei.”
Como assim ela ainda estava com raiva? Pelo visto ia demorar, mais a desculpas ia rolar. Teria que vir de mim a iniciativa, hoje à noite eu conversaria com ela. Mandei uma resposta de confirmação para ela.
“ Diz a ele que estarei lá, e nós 2 temos que conversa.”
Enviei e fui para o banheiro, Tinha que lavar o cabelo e depois teria que fazer a maquiagem, quem sempre fazia era Arlete. Teria então que improvisar, já que não era boa com essas coisas. Estava em baixo do chuveiro Nando escutei algo sendo quebrado, desliguei o chuveiro e peguei a toalha. Estava ofegante, me tremia de medo e não sabia muito bem o que fazer. Como gostaria que Arlete estivesse aqui.
O barulho só aumentava, a cortinha de cristal pendurada no início da escada sinalizou que ele ou ela, estava subindo. Tinha alguns minutos, fui ao banheiro e peguei o rodo que havia. Segurava com firmeza em minhas mãos. Só teria uma chance, não iria desperdiça- lá, seria um golpe certeiro. De 2, 1, ou o pau quebrava ao meio ou a cabeça dele rachava.
_Fica calma Ane. – Eu tentava me tranqüilizar. _Pelo menos é só 1. – Eu queria acreditar nisso, então me propus a dar uma olha pela brecha da porta. Só consegui ver um vulto, meu sangue sumiu ao mesmo instante que a pessoa parecia está de frente ao meu quarto. A porta estava aberta e eu atrás dela. Talvez a pessoa pensasse que não tem ninguém e vá embora. Minhas preces deixaram de se preces quando o individuo entrou no quarto, a única solução seria eu tacar o rodo nele.
_Ane! Você esta ai? – Uma voz fácil de reconhecer, mais o que ela fazia aqui? Descobriria agora.
_Sabia que quase eu te matava? Nunca mais entra quebrando as coisas assim. – Arlete parecia um pouco preocupada, ela estava com grandes orelhas. Abatida e um pouca desanimada, ela me abraçou. Estava pronta para lhe pergunta por que aquilo.
_Eu não pude aceitar o pedido de Arthu, não sabendo que você ia ficar com raiva. Minha única preocupação é você. – Esta em seus braços, era como se eu estivesse sendo a pessoa mais gananciosa do mundo. Querendo algo só para mim, mais ela tinha que ser feliz também. E como eu ia sair com ela aqui? E como explicar a ausência de mamãe? Perguntas e mais perguntas surgiam. _Você não vai falar nada?
_Desculpa! – Foi a única coisa que falei antes de cair em prantos. – Chora por culpa, por destruir a vida de minha irmã, a única que se preocupa de verdade comigo.
_Não fica assim, eu não gostava dele mesmo. – Sua voz dizia outra coisa, engoli tudo como concreto.
_É sim, como posso esta sendo tão egoísta. Não queria que você tomasse essa decisão, Vocês se amam. Dá para perceber. – Ela me abraçou e ficou calada, depois de um tempo veio ha pergunta.
_Onde esta ela? – Fiquei calada, não sabia com contar que ela havia viajado e me deixou sozinha.
_Saiu logo cedo, eu estava me preparando para uma festinha que ai ter. Mais vou ficar aqui com você agora. Diz para eu ir. Eu queria tanto ir.
_Imagina! Vai se diverti. Vou aproveitar e me refazer da viajem, sabe onde ela coloca os banhos de sais? – Ela andava para o banheiro.
_No meu tem pode usar, fica a vontade. — Fiquei tão contente por ela não ter me empatado de ir. Vesti minha roupa e fui para a sala. Como explicar a ela que mamãe só chegaria amanha?
Uma mensagem do “Misterioso” chegou, pensei que ele havia entendido. Mais aquela mensagem queria dizer que não.
“Pensou em mim? Eu sei que sim, tive que ter muita coragem para lhe dizer isso. Quero te ter hoje em meus braços e sentir seu amor passando entre meus dedos.“
Eu precisava explicar a ele que não podia ser assim, que minha vida estava destinada. Que só podia agora amar uma pessoa, mais que eu o queria bem.
“Desculpa não poder corresponder a suas expectativas, eu queria poder sentir o que você senti. Mais tenta me entender, Eu quero tentar, e ele pareci tão afim.”
Enviei com grande aperto no peito, uma desolação só. Se ele não tiver cabeça o suficiente para entender, nunca mais vai falar comigo. Mais talvez fosse o preço a pagar, por gosta de um cantor e desprezar um garoto tão romântico como o “Misterioso”. Ele havia cancelado as mensagens, pelo menos eu não havia mais recebido.
_Ane! Quando a velha chega? – Bom pergunta, Seria mais fácil me fingir de surda e sair de casa. Foi exatamente o que fiz, liguei para um número de táxi da redondeza.
Falei a ele o endereço do hotel onde estava a galera, iria- mos sair todos de lá. Chegamos e eu não havia pegado a porcaria do dinheiro, será que ele pegaria depois em casa. Já que era um morador trabalhador do condomínio.
_Anevilla? – Um homem perguntou chegando mais perto. Sem contar que o homem esperava seu pagamento.
_Sim! – Ele veio mais rápido. Fiquei um pouco nervosa, não é todo dia que se tem um desconhecido te chamando. Ele deu um dinheiro ao homem e o dispensou, ok aquilo era muito estranho. Um total desconhecido te chama, paga o táxi e te leva para dentro de um hotel. Claro, era o hotel em que Justin estava hospedado.
_Ai tio! Obrigado, eu estava sem grana. – Ele me olhou assustado, nem eu estava me reconhecendo. Ótima hora para começar a falar malandres.
_Tudo bem, o Justin vai descer daqui a pouco. Meu nome é Scoot, Scoot brawn. – Ele estendeu sua longa mão.
_Prazer, meu nome é Anevilla. Mais você já sabe. – Nós cumprimentamos e ele saiu. Precisava desfazer a má impressão que ele teve de mim. Fiquei na sala de espera, era como eu chamava.
_Oi! — Justin vinha com um largo sorriso, eu me levantei da cadeira e o abracei. Eu lhe dei aquele beijo, foi algo mais forte que eu. Olhar para ele e não beija- lo seria perda de tempo.
_Desculpa! Eu precisa sabe ... – Ele selou nossos lábios, pois sua língua dançava com a minha. Depois de um tempo, nós 2 nos afastamos para respira.
_Ane! Eu posso esta sendo um canalha, mais eu precisava saber o que estava realmente sentindo por você. Depois desse beijo eu vejo que não poso me iludir, eu não te amo. – Fiquei branca, meio tonta. Meu sangue parou de circular por meu corpo. Ele falava com uma frieza, meus olhos já estavam cheios de água. Eu iria chorar na frente dele, demonstra o quanto era fraca e sensível.
Nossos amigos estavam entrando, com isso eu me virei, para enxugar as lágrimas em meu rosto.
_Atrapalha- mos? – Chaz perguntou, Kaka estava com ele percebeu que eu não estava me sentindo bem, só não sabia o motivo. Ryan estava com Caitlin, eu não conseguiria olhar no rosto de ninguém, me senti diminuída a última pessoa da terra.
_Gente, vão na frente. Eu e Anevilla vamos depois. – Como ele achava que eu iria ao show depois do que ele esfregou em minha cara.
_Não Justin! Eu tenho que ir pra casa, só queria te desejar boa sorte. – Estava com o orgulho entalado na garganta, fazia esforço para na mostra que estava acabada. Sai correndo e nem olhei para frente, esbarrei com uma mulher muito elegante._ Desculpe- me, eu não... – O choro foi muito mais forte que meu orgulho. Estava no chão, derramando minhas lágrimas amargas.
_Tudo bem querida, não precisa ficar assim. – Ela me levantava, eu não abria os olhos. Não conseguia parar de tremer, as palavras de Justin foram cruciais para meu estado de espírito piorar. Nada se encaixava tudo estava de ponta cabeça. Este não podia ser o mesmo garoto de ontem à noite. _Você está bem?
_Mãe ela está com a gente! – Justin se aproximava como se nada tivesse acontecido, definitivamente, aquele não podia ser o mesmo garoto.
_De você eu quero distancia, você é arrogante, NUNCA devia ter me aproximado. – Estava voltando a mim, tudo que eu era, tudo que um dia eu fui. Agora estava quase para se perde, e Por que? Um garoto repugnante me fez pensar que ele podia me amar, mais não.
_Calma mocinha, não sei o que aconteceu. Mais acho melhor você se acalma. – Ela segurava uma de minhas mãos.
_Não, o que eu realmente preciso é ir para casa. Quero esquecer este dia, desculpa mais uma vez. – Aprumei- me para sair, ele não fez questão de me impedir. Peguei meu celular e liguei para Arlete, não iria contar para ela a história. Mais sim que precisa de uma carona por falta de grana.
_Vamos chamar um táxi para ela, Justin, não deixa ela sozinha. – A mãe dele pedia o contrario do que ele queria.
_Mãe! Ela sabe o que faz, tenho que ir. – Ele se direcionava para a porta dos fundos.
_Justin Você vai agora leva- lá a casa dela. Você não vê que Ela esta mal? Será que você ficou muito orgulhoso para ser o Justin que eu eduquei? – Ele olhou para ela é sorriu.
_Mãe! Muito obrigado, não sei o que faria sem a senhora. – Ele veio me procurar na frente do hotel, mais havia muitas fãs. Ele estava andando com dificuldade, os seguranças tinham trabalho para controlar a multidão.
_Justin! Por ali. – Alguém apontou para a esquerda. Então ele foi na direção em que havia saído. Estava desolada, esperaria minha irmã no próximo ponto.
_Ane! Espera, precisa- mos conversa. – A voz dele me causava náuseas, procurei andar mais rápido. E evitei olhar para trás. _Anevilla, me desculpa. Fui um estúpido, eu não queria ter feito aquilo. Bom talvez sim, quer dizer. O fato de eu ter lhe beijado não iria alterar em nada o que sinto. – Ele me segurava pelo braço, sua mão veio então para meu rosto. Eu olhava para o chão, para mim as palavras dele não faziam o mínimo sentido.
_Não importa! – Eu olhava para seu rosto, não conseguia encarar seus olhos. _Agora eu descobri da pior forma, que você é um astro patético, e que ontem só queria transar por capricho. – Ele balançava a cabeça negativamente.
_Não fala assim, vamos voltar e conversa. – Ele me levava para o hotel, estava- mos no meio da rua.
_Falta você me dizer que esta com tesão, Justin por favor me deixa em paz. – Ele segurava minha mão, eu não mostrava resistência. Criei coragem não sei de onde e falei umas verdades. _POR QUE, A GENTE NÃO FICA AQUI É FALA- MOS TUDO UM PARA O OUTRO. OU VOCÊ NÃO QUER QUE SUAS FÃS ADORADAS SAIBAM. – Eu gritava, ele ficou desconcertado e nervoso. _VAI PRO SEU SHOW IDIOTA, E DANÇA PARA AS SUAS FÃS IDIOTAS. – Eu já não sabia o que falava. Minha irmã chegou bem a tempo de impedir um linchamento. Pois as fãs dele estavam se aproximando, eu não ligava mais ele abriu a porta do carro, e me colocou dentro.
_Vão logo, Ane de novo desculpa. – Arlete acelerou com o carro e nos saímos. Arlete estava calada e assim permaneceu, estava sendo fácil para mim este momento, ela ajudava estando calada.
_Pronto chegamos, vo ... — Sai do carro e a deixei falando sozinha, eu só queria morrer. _Ane! Espera, temos que conversa. – Ela entrou logo em seguida atrás de mim, fui para o quarto e tranquei a porta.
_Vai embora, eu não preciso de você. – Minha garganta estava se fechando, ela nem ousou insisti. Fui ao banheiro e liguei a banheira, joguei todo tipo de sabonete liquido. Tirei minha roupa e entrei, arrepiei- me com o contato da água gelada em minha pele quente.
_Ane! Tem gente querendo falar com você. – A porta do banheiro estava fechada, eu estava me senti uma idiota. Mais logo resolveria isso, de uma vez por todas, ninguém me faria de idiota.
_ARLETE EU TE AMO MUITO. – Gritei para ela de dentro do banheiro, joguei em boca 5 comprimidos de calmantes. Eles fariam o que eu não tinha coragem, tirar minha vida. Só consegui ouvir a porta sendo derrubada, Arlete apareceu à porta do banheiro junto com a mãe de Justin. Eu sabia que ia cair no chão, minha ultima palavra foi. _Desculpa.
Acordei em um hospital, Arlete estava andando de um lado para outro. Minha vista só podia esta meio perturbada, eu tenho certeza vê via Justin sentado em uma cadeira junto com sua mãe.
_O que aconteceu? – Estava tonta e confusa. Vieram todos de uma vez, eles queriam evitar que Arlete consegui- se me matar.
_Você enfiou um monte de comprimido na goela, dá próxima vez que quiser se matar me fala que eu te dou um soco. – Ela saiu do quarto.
_Você estava jogada no chão do banheiro, e tinha um vidro de comprimidos em sua mão. Sua irmã arrebentou a porta do quarto e entrou, fiquei muito assustada querida. – A mãe do Justin falava os últimos acontecimentos.
_Você esta aqui a 24 horas. – Agora era o estúpido do justin que falava, eu não sabia exatamente o que ele tinha haver com meu estado de saúde. Mais descobri que ele se sentia culpado.
_O que você faz aqui? Já não estragou minha vida o suficiente? – A mãe dele não sabia para quem olhar. _Vai embora, sai daqui.
_Será que eu posso saber o que aconteceu? – Arlete entrou no quarto com um médico, ficamos então calados. Minha vontade era de levantar da cama é beijar muito aquele garoto, acho que bati a cabeça no chão ao desmaiar.
_Ela esta bem, mais por garantia ficara mais umas 2 horas aqui em observação. – Arlete, Pattie e Justin respiraram aliviados.
_Serio Anevilla, da próxima vez que você fizer qualquer idiotice dessa e não morrer, eu te mato. – Arlete me abraçou.
Justin se aproximava para um abraço, quando virei ha cara. Ele entendeu o recado, sua mãe me abraçou e saiu com o filho lerdo.
_Então, vai contar o que aconteceu entre você e o garoto? – Será que ele vai contar para a mãe dele? Arlete merecia saber, mais eu não conseguia falar. Muitas pessoas podem achar uma coisa tão pequena, mais ser desprezada daquele jeito não dava.
ENQUANTO ISSO NO LADO DE JUSTIN
_Filho o que aconteceu? Ela parece muito irritada. – Ela me olhava enquanto andava- mos para o carro.
_Mãe eu nem sei como explicar, achei esta gostando dela. Mais tem outra pessoa que meche comigo, que me faz senti coisas que nenhuma outra garota fez. – Dava para ela entender pós essas coisas mamãe compreendia como ninguém.
_Que tal agente conversa sobre isso depois no hotel? Eu tenho que resolve umas coisas e você descansa. – Ela me deu um beijo no rosto e entro em um carro preto, eu entrei em outro e fui para o hotel.
Quando estava passando de carro pelo lugar em que eu e Ane brigamos, senti um grande remorso. O que fazer para me redimir? Como amenizar minha culpa? Ela não me perdoaria, eu podia ter sido mais cavalheiro e menos estúpido.
_Justin! O que vamos falar na coletiva de hoje? Seu péssimo empenho no palco ontem a noite teve repercussão. – Scoot me tirava de pensamentos, me trazendo para uma realidade tão caótica quanto a que eu tentava reverte. _Cara, errar as próprias músicas. Ficar aéreo no meio das músicas, não foram coisas muito inteligentes a se fazer. – Bufei e fiquei a observa a vida fora do carro, aonde as coisas pareciam fáceis.
_Kenny! Quero ir ao parque mais próximo. – Kenny não era o motorista mais estava dirigindo. Ele era um grande amigo, más tinha certas coisas que eu precisava pensar, queria ficar só e não com um monte de gente
_Justin seria melhor irmos direto para o hotel. – Kenny falou e Scoot concordou.
_Não estou pedindo sua sugestão, preciso ficar sozinho. Dá para você me deixar no parque mais próximo? — Ele não falou mais nada, Scoot suspirou fundo e ficou como Kenny, calado.
_Que tal este? – Não tinha muita gente. Só umas crianças brincando, e um casal de namorado. Nem dariam atenção para um cantor ou até uma nave espacial. Desci do carro e já estava começando a andar.
_Daqui a meia hora Kenny vem lhe busca, não saia daqui. – Scoot estava muito preocupado em me deixar em um lugar público e descampado. Fiz sinal para eles irem logo e voltei a andar.
Tudo parecia em seu devido lugar menos minha vida, a garota que eu gostava não me correspondia, e quem eu queria só como amiga me odiava e estava no hospital. Eu tinha que fazer algo para que elas mudassem drasticamente para comigo.
_Ola! – Uma menina por volta de seus 12 ou 13 anos falou.
_Oi. — Estava sentado na grama, a beira de um lago.
_Observei que você estava pensativo, algum problema? – Ate pareci que uma menina tão pequena saberia resolver meus problemas tão grandes.
_Não é querendo ofender, mais você é tão pequena para meus problemas. – Ela me olhou de canto de olho, não foi a coisa mais inteligente a se falar. Ultimamente eu só fazia as coisas erradas, mais ela sorriu. O que eu perdi? Droga esta assim também, sempre desatento.
_Não quero resolve- los, mais quem sabe amenizar. Você é uma boa pessoa e tem um bom coração. Só precisa saber lhe dar com as novidades que vem surgindo em sua vida. – Aquela menina falava com tanta sabedoria, sua aparência dizia que ela não passava dos 12 anos, mais sua cabeça era de uma sabedoria sobrenatural.
_Eu adoraria que você os resolve- se, eu estou tão chateado com tudo que aconteceu. Acho que conheci uma tiete de verdade, foi assustador. Ela tentou se matar por minha causa. – A menininha balançou a cabeça e riu, como alguém fala para outro ágüem, que uma terceira pessoa tentou se matar e ela ri.
_Ela não tentou se matar por causa de você Justin, mais pela situação que você a colocou. Ou você acha que todo mundo tem que te venerar? – Ela se levantou limpando o bumbum, virei- me para a lagoa e depois olhei para ela novamente. Mais a pequena garotinha havia sumido, como em um passe de mágicas.
Aquilo foi muito estranho, peguei meu celular e liguei para Scoot. Pedi para ele vir me busca daqui a 2:00 horas. Liguei para um taxista, ele ficava longe, mais era o único que tinha registrado no celular.
_Então! Para onde iremos? – Falei o nome de uma joalheria, talvez uma safira ou um rubi a fizesse mudar seu gênio. Ou um colar coberto de diamantes. _Chegamos. — Desci e pedi que ele espera- se, ainda iria- mos em outro lugar.
Fui atendido por uma vendedora, ela foi muito simpática e não deu gritos estéticos. Fiquei em duvida sobre o anel com um diamante negro ou um colar coberto por diamante rosa. A vendedora me deixou a sós para escolher.
_Será que uma jóia vai fazer ela te perdoar? – A mesma menininha apareceu lá. Será que ela estava me seguindo?
_De onde você veio? E o que faz atrás de mim? – Ela sorriu e balançou a cabeça, repetindo o gesto varias vezes.
_Eu sou sua consciência, mais é bem difícil ensinar alguém como você. Como é que você pretende entregar isso a ela? – Como ela sabia o que eu ia fazer? E que negocio é esse de consciência?
_Garotinha o nosso papo foi legal, mais já deu. É melhor ir atrás de sua mãe. – Peguei- a pelo braço, mais era como se pegasse o vento. _Está bem, o que você vai querer? – Ela cruzou os braços e ficou me olhando.
_Agora acredita em mim? Vou te dar um conselho, não de esse tipo de presente a ela. Selena ia amar, mais ela não vai. Vai achar que você quer compra a simpatia dela. Por falar nela, você me apronta cada uma, como vai gasta quase 1 milhão de dólares com ela. — Bufei e me virei de costas para ela, que garotinha pertinente.
_Então o que eu faço? Minha moral com ela esta baixa. — Não queria acreditar que estava pedindo conselhos a uma miniatura.
_Não faz nada agora, ela esta muito alterada. Espera que quando a gente voltar para Atlanta a gente resolve. – Ela deu meia volta e saiu pela porta, mai a própria estava fechada.
Deixei o colar e agradeci a vendedora, o táxi ainda me esperava. Pedi a ele que volta- se ao parque. Depois de algum tempo chegamos, lhe dei o dinheiro e fiquei esperando por Scoot. Um pipoqueiro passou e eu comprei uma pipoca doce, estava ficando com fome.
_Justin vem logo! — Scoot falava olhando para os lados. Eu ri e fui em direção do veiculo, dentro estavam Caitlin, Ryan e Chaz.
_O que vocês estão fazendo aqui? – perguntei ao entra. Eles não responderam, estavam afastando para eu sentar.
_Eles só estavam preocupados, cara você está ferrado. – Scoot falava enquanto eu colocava o cinto, meus amigos estavam chateados talvez, menos Chaz.
_Não estou nem ai, quero logo ir para casa. – Caitlin pegou em meu braço, e me olhou.
_Estamos aqui, pode confiar. – Ryan Chaz sorriram, respirei fundo e sorri amarelo.
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