Torpedos Para Você
10 Capítulo 10 De volta para casa
Chegando ao hotel percebi que havia muitos fotógrafos e fã gritando meu nome, era de se admirar persistência delas. Eu ate as atenderia, mais tinha os fotógrafos. Não queria ter que conversa com eles, só conseguia pensar em Anevilla naquele hospital. Como ela estava branca e sua respiração era tão pesada, suas mãos frias e quase sem vida. Scoot entrou na garagem do hotel, desce- mos do carro e eu subi para o quarto.
_Filho! Que história é essa de você ficar em um local aberto sem segurança? O Kenny podia ter ficado com você. – Mamãe não parava de brigar comigo, precisa respirar.
Estava enterrado com uma almofada no rosto, tentei prender a respiração. Mais depois de um tempo precisei respirar. Estava esparramado na cama, mamãe havia desistido de brigar comigo, tanta falação não daria em nada. Ela resolveu que voltaria- mos ainda hoje, agradeci tanto. As lembranças daquele lugar não me animavam em nada. Em pensar que teria de voltar semana que vem para trabalhar no CD.
_Então! Feliz? – Havia muita ironia na voz de Karolayne, estava- mos no aeroporto. Prontos para pegar o avião.
_Eu não tenho que te dar satisfação. – Peguei um acento no fim do avião, como as coisas mudam e a gente não consegue controlar.
_Não precisa ir sozinho brother, vou falar com Kaka e já venho para a gente conversa. – Chaz era um amigão, mais eu não estava para papo. Coloquei o fone de ouvido e fechei os olhos, talvez quando acordasse tudo não teria passado de um terrível pesadelo.
_Então! O que esta planejando? – Continuei surdo, senti quando um vento frio passou por mim.
_Droga! Você de novo? – A pequena garotinha cruzou os braços e fez bico.
_Não posso ir sem te deixar menos complicado, mais se preferir mesmo. Eu vou embora, mais seus problemas ficam. – Ela riu diabolicamente, aquilo foi muito assustador.
_Faz o que você quiser garotinha, só me deixa em paz. Sabe! Eu não acredito muito que logo eu posso falar com minha consciência. — Fechei os olhos e voltei a me concentra na música que ouvia.
_Justin! – Minha mãe me cutucava. Havia- mos chegado, tinha conseguido dormi. E a chatinha tinha ido embora. Desembarca- mos e tinha muitas fãs me esperando, os paparazzi também estavam lá.
_Agora você não vai escapar. – Scoot falou em meu ouvido, olhei para as saídas, procurei uma de emergência.
_Enfrenta logo, o que eles podem fazer? Só as perguntas que você mesmo esta se fazendo. – Ela estava perto de minha mãe, no meio de toda aquela bagunça.
_Justin! Nós já vamos, Kaka não esta se sentindo bem, Foi alguma coisa que ela comeu. – Chaz e eu fizemos um toque duplo de cruzada e ele saiu, Karolayne veio se despedir, e agradeceu por eu te- lá convidado e saiu do Chaz com a mão na barriga.
_Seus amigos sempre escapam pelas bordas, e você terá de enfrentar os paparazzi sozinho. – Ela se afastou acenando.
Tinha tanta gente comigo, como ela podia dizer que eu estaria sozinho? Não posso esquecer que ela é só uma criança, todos foram para uma limusine preta. Estilo Range rover, só Scoot e Kenny ficaram, mamãe foi para o carro. Respirei fundo e fui em direção dos devoradores de artistas, Quando me aproximei todos falavam de uma vez.
_ Justin, por que você estava tão disperso?
_Selena voltou com você?
_E que confusão foi aquela perto do hotel?
_Por acaso é motivo para as Beliebers se preocuparem?
_Justin! Fale- nos tudo e não esconda nada. – Um último curioso perguntou, cara estava parecendo uma carnificina.
_Não falo de minha vida pessoal, mais tudo que tenho para dizer é que estou tendo alguns problemas de adolescente. Sinto muito mesmo por minhas fãs de Los Angeles, Vamos fazer algo para recompensa- lãs. – Agradeci e fui para o carro, Scoot estava orgulhoso de mim.
_Você foi muito bem, agora se quiser falar a verdade para a gente! – Ele foi olhar uns papeis, recostei minha cabeça na poltrona. Atlanta não era enorme, mais tudo de uma grande cidade, minha casa ficava longe do aeroporto.
Ela já devia ter vindo, e estaria tão perto de mim, se eu não tivesse feito aquilo com certeza ela teria vindo com a gente. Eu teria de vela na escola, e fingir que nada aconteceu, eu estava mesmo pensando em me matricular nas aulas de tênis. Ficaria um pouco perto dela e arranjaria alguma forma de me desculpa.
_Justin! Que morar no carro? Desce logo. – Scoot estava com a porta do carro aberta para mim. Havia- mos chegado e todo mundo tinha desembarcado.
_Quero fazer tênis! – Falei ao descer, todos olharam parar mim, como se tivesse falado alguma sandice.
_Sua agenda é cheia e apertada, como você acha que vou arrumar tempo para encaixar isso? – Scoot esfregava mão em minha cabeça.
_A scoot, se ele quer dá uma espremida na agenda dele. – Mamãe falou me abraçando de lado, estava- mo subindo para o apartamento quando nos corredores encontramos Anevilla e Arlete.
_Bom dia! — Todos nós cumprimenta- mos, Ane estava olhando para o chão. Mamãe olhava muito para ela.
_Como você esta querida? – Ela não respondeu, Arlete interveio.
_Muito bem, brigado. Ela só esta com um problema na língua, vão subir? – O elevador não daria para todos, então alguns teriam de ficar.
_Sim! Mais primeiro deixaremos as damas irem. – Scoot falou e Kenny riu. Quando o elevador se abriu, Mamãe, Arlete e Anevilla entraram. O elevador ia fechando e Ane olhou para mim. Em seus olhos tinha uma mistura de dor, com decepção. Eu queria ter ido junto, falar com ela. Mais como Scoot havia dito que 1º iria às damas eu fiquei quieto.
_Justin! O que A garota tem? Ela não falou em olhou para a gente. – Kenny ficou intrigado, qual quer um ficaria.
_Não sei, ela deve mesmo esta com um problema na língua. Vamos de escada? – Propus. _Nem pensar, vou suar. Depois de ter elevador vou mesmo me matar em escada. – Kenny estava evitando fazer coisas desnecessárias. Peguei meu celular e escrevi uma mensagem.
“Estava sentindo uma grande dor, percebi que era a distancia entre você e eu que me fazia isso. Estou com saudade”
Salvei em rascunhos e não enviei. O elevador chegou e fomos então para cima descansa. Entrei em casa e encontrei Arlete, ela estava sentada no sofá. Mamãe prepara um chá ou algo do tipo.
_Oi! — Falei passando a mão na cabeça.
_Será que você podia me contar o que aconteceu entre você e Ane? – Ela se levantou, seu corpo era lindo. Mais eu tinha medo de que ela usasse de violência.
_Nem sei por onde começar! — Eu não sabia mesmo, mamãe nos ofereceu Nescau quente. Ela aceitou, não queria fazer feio e peguei uma xícara também.
_Então! Estou esperando. Ela não fala nada de nada, desde que vocês saíram do hospital ela se calou. – Ane estava mesmo com problema, mais não era na língua. E eu era o responsável.
_Se ela não quer falar, não serei eu a quebrar este silencio. – Sai para o quarto, mais pude ouvir minha mãe pedir desculpas e ir atrás de mim.
_Filho! Abre esta porta, vamos conversa. – Nada, fiz voto de silencio. Ficar calado era a melhor coisa a se fazer.
Peguei meu celular e liguei para Chaz, esperava que ele estivesse em casa. Mais talvez estivesse com Kaka. Desliguei no segundo toque, colocou o celular na cama e foi no banheiro. O celular tocou, me enrolei na toalha e foi atender.
_Oi Justin! Eu ia te ligar, mais Kaka pediu que eu ficasse um pouco com ela. Sabe como é? Depois da primeira vez tudo fica mais difícil. – Ele parecia uma metralhadora falando.
_Cara fica frio, eu liguei por que queria conversa. A irmã da Ane esteve aqui em casa... – Ele me interrompeu.
_Ane! Já estava assim. – Ele riu, eu não pude deixar de rir um pouco também, falando serio. Chegava a ser engraçado, uma hora super unidos, outra hora nem olhava- mos na cara um do outro.
_Cara é serio, a menina esta muito mal. Não fala nada desde ha viajem. – Ele deu uma esboçada.
_Vai ver é só frescura, ou ela quer chamar a atenção, e pelo visto está conseguindo. Você esta todo preocupadinho com ela. – Ele fazia barulho, estava mexendo em algo.
_Eu estou te atrapalhando? – falei deitado na cama.
_Não, só estou comendo. Acabei de chegar da casa da Kaka. – Ele falou com alguém.
_Então tá cara, vou desligar. – Desligamos e fui para o banheiro. Tirei a toalha e deixei a água fria escorrer por meu corpo nu, pensei no que Ane podia esta sentindo. Foi muita canalhice o que fiz, pior ate do que ter terminado por telefone. Tinha uma esponja, lavei todas as partes intimas de um homem. Quando sai ouvi minha mãe me chamando, hora de encher barriga.
_Já vou mãe, só vou me vesti. – Uma cueca supra, e um short. Não iria sair depois, resolvi volta e pegar uma camisa branca de gola.
_Filho! Andei pensando e acho que você devia falar com a Anevilla. – Sentei na cadeira e fiquei olhando para o prato.
_Justin! Eu concordo com a sua mãe. – Scoot estava se sentando, ele sempre dava razão para ela. _Não custa nada, afinal ela mora aqui em baixo.
_Esta bem, eu vou lá. – Deixa- mos este assunto de lado e ocupamos nossa boca com comigo, espaguete, arroz bolonesa, picadinho e farofa. Com sobremesa sorvete de chocolate com pequenos grãos de chocolate branco.
Nem tive tempo de repetir, minha mãe falou de novo no assunto. Retirei- me da mesa e fui pegar um casaco em meu quarto. Quando voltei para a sala, mamãe estava sentada no sofá e com uma taça de vinho. Scoot a acompanhava, eles pareciam muito à vontade. Não iriam comigo ate lá.
_Então é isso! Eu vou ter que ir sozinho? – Ela olhou para mim e balançou a cabeça afirmando.
_Filho! Muita gente vai atrapalhar. Vai lá ficaremos aqui. – Ela sorriu e começou a falar com scoot. Sai de lá é comecei a treinar muitas maneiras falar com ela.
Bati na porta e esperei que alguém viesse atender, bati de novo e Arlete abriu. Ela ficou me olhando, a porta estava meio aberta.
_Eu poderia falar com Ane? – Não seria grande surpresa se ela batesse a porta na minha cara.
_Entra, vou ao quarto chamar ela. – Fiquei surpreso, mais ainda faltava ane vir falar comigo. Entrei e sentei no sofá, Demorou uns 15 minutos ate ela vir, e olha que o apartamento nem era grande.
_O que você esta fazendo aqui? Veio zumba mais ainda de mim? Tripudia em cima da minha desgraça. – Ela estava muito alterada, eu nem tinha tempo para abrir a boca.
_Eu queria te pedir desculpa, e dizer que nada do que eu fiz ou falei saíram de mim. Quer dizer, eu não u assim, nunca trataria alguém do jeito que te tratei. Eu não consegui fazer o show por que pensei muito em você. – Levantei- me e fui ate ela, ela estava tremula e suava muito.
_Eu não sou um brinquedo em suas mãos. – Ela também se aproximou de mim, suas mãos vieram para meu peito.
_Você nunca será, eu te quero muito bem. E tenho certeza que você sabe disso. – Ficamos nós olhando, tinha certeza que ela olhava para minha boca. E como eu queria a dela, seu corpo estava perto do meu, o que iria me custa?
_Você não podia ter dito aquelas coisas para mim! Eu queria mesmo aquele beijo. – Quando ela falou aquilo, lembrei que o beijo tinha sido mesmo muito bom.
_Posso te beijar agora? – Ela ficou confusa. _Queria que você me desculpa- se.
– Tudo bem, esquece. Mais é melhor você ir em borá. – Ela me empurrava para fora de sua casa.
_Mais e enquanto o beijo? – Foi meio estúpido pergunta isso, esta bem completamente estúpido, mais homem é assim mesmo.
_Sai daqui. — Ela me acompanhou ate a porta, sorri e ela me deu um beijo no rosto. Quando a porta se fechou eu fiquei uns 10 ou 15 minutos parado. Era como se ela tivesse lançado algo sobre mim, pensei em bater novamente e lhe dar um beijo. Mais então ela me mataria desta vez.
Fui para casa e não encontrei ninguém, caminhei para meu quarto e deitei na cama. Tirei o casaco e me cobri com as cobertas. Nem percebi quando cai no sono, geralmente entro no twitter e falo com minhas namoradas. Eu adorava muito todas as mensagens que recebia, elas eram muito safadinhas. E minha “Misteriosa” Ficaria um tempo em jejum.
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