Torpedos Para Você
7 Capítulo 7 Pedido não para mim
Notas iniciais
Amo muito vocês e obrigado por tudo.
Quando atravessei a porta Arlete estava no sofá, parecia me esperar. Teria um tiroteio de perguntas, mais tudo bem, respondia só o necessário mesmo.
_O que você faz a essa hora em casa? – Ela comia um pote de sorvete, o que indicava que ela não tinha ido trabalhar como de costume.
_O professor foi só avisar que estava- mos dispensados, quinta e sexta não vai haver aula. E você, o que faz em casa? – Passava para o quarto, não tinha tempo a perde.
_Liberei- me, não estava sentindo- me bem. – Essa era sempre a desculpa que ela usava para falta ao trabalho.
_Aproveita- se que o patrão e caidinho por você. – Jogava algumas mudas de roupa em cima da cama.
_Vai viajar? – Arlete dizia o obvio, de novo para variar.
_Vou para a casa da mamãe, quero passar uns dias com ela. – Joguei o que precisaria e fechei a mala roxa. _Se eu não for, vou ter um presente. E não quero, nem sei o que estou falando. – Sai para a sala e ela me acompanhou.
_Você podia ir só sábado, que tal irmos ao parque fazer um piquenique. Sei lá , qualquer coisa. – Ela deixou o pote de sorvete na bancada da cozinha.
_Prefiro ir hoje, você tem dinheiro para me dar, estou desprevenida. – Arlete me olhou duvidosa, ela sabia que eu não gostava de gasta meu dinheiro.
_Vou pegar e aproveito para tomar um banho. – Ela saiu em direção de seu quarto. Foi quando a campainha tocou, O porteiro não havia ligado, ou era um morador do prédio ou gente conhecida.
_Ane! Atende logo, estou super ocupada aqui. – Se Arlete soubesse do medo que estou sentindo em abrir esta porta.
A campainha tocou mais uma vez, estava em frete a mesma quando Arlete apareceu na sala e eu abri a porta, Deixando assim, Arthu vela só de toalha no meio da sala.
_Oi Arthu. – Falei meio sem graça, ainda não tinha visto Arlete com estatua de jardim ali no meio da sala.
_Oi Arlete! – Em primeiro instante fiquei confusa, mais depois segui o olhar de Arthu. E vi Arlete, ela não conseguia se mexer com uma pessoa normal.
_Vou deixar vocês 2 à-vontade. Arlete Saia sem jeito e desingonsadamente, quando Arthu adentro a casa e pediu para falar com ela.
_Arthu ela tem que se vesti, viu os trajes que ela usa? – Ela foi para o quarto se vesti e eu pedi para Arthu sentar. Já que ele se encontrava dentro de casa.
_Vai viajar? – Ele não tava vendo a mala em frete de sua cara, ele sabia que era minha. Quantas milhões de vezes fui acampar com aquela mala cheia de roupa.
_Vou sim, ficarei com minha mãe quarta, quinta, sexta, sábado e domingo. – Ela precisa de alguém que a de controle, sabe como é. Sou o exemplo da família. – Rimos, era o que eu tanto precisava. Arlete entrou e rapidamente engoli em seco.
_Então Arthu! O que tem para mim? – Arlete se sentou no sofá e Arthu olhou para mim. Seria agora, eu seria forte. Mesmo que isso custasse minha amizade, eu iria aceitar e tudo ficaria bem.
_Ane! Você podia nós deixar a sós? – Isso não era bom, mais por um lado era mais fácil chegar só para o sim.
_Então tá! Vou ao parque da uma volta. – Sai de lá com relutância, deixar 2 a sós era como se mamãe estive ali. O chão devia se abrir queria ser um mosquinha para ouvir.
Peguei o elevador e fui para o térreo, queria respirar. Ser eu mesma de novo para variar, pois depois tudo ia mudar. O que Kaka falou não saia de minha cabeça. [Violet]“Vai perde o BV com o melhor amigo? Fala serio amiga”[/Violet] por um lado ela estava certa, nunca dei um beijo de verdade em alguém. Justin estava sentado, percebi pós o vento que batia nele trazia seu perfume para mim.
_Oi! O que você faz aqui? – Estava sentando ao seu lado, Ele não respondeu. Só ficou olhando para o horizonte. _Não vai encontrar nada ai. – Estava rindo, ele continuo serio.
_Então! Aceito o pedido? – Ele me encarou. Foi minha vez de não dizer nada, olhei para o horizonte, procurando uma resposta talvez.
_Sabe, o céu parece tão limpo aqui. – Tentei desconversa, achei que daria certo.
_Se não quer falar diz, mais não pensa em me fazer de bobo. – Olhei em seus olhos e procurei minha vida neles.
_Você esta se achando. Por que eu esconderia? E não tenho por que ficar te dando explicações. – Ele ficou em pé, deu alguns passos para a porta. _Ele esta conversando com Arlete.
_Deve ser serio, acho que ele quer mesmo namora você. – Justin parecia chateado e triste.
_Não sei, e eu nem quero pensar nisso. Já pensou que a vida podia ser bem melhor, se nós a controlássemos. – Ele voltou e se sentou ao meu lado.
_Seria tudo mais fácil mesmo, podia- mos namora com quem a gente quiser. Sem a interferência de terceiros. – Ele olhava para o chão.
_Foi o que aconteceu com você e a Selena? – Toquei em um assunto restrito, mais eu não tinha conhecimento disso.
_Vai ver que sim, mais não falaremos disso. Ainda doe e não é bom abri ferida que nem cicatrizaram. — Seus olhos se encheram de água, mais eu não as permiti que caíssem.
_Você gostava muito dela, percebe- se ao ver como você fala dela. — Eu levantei- me, queria saber em que pé a conversa estava.
_Nem sempre se chora de saudade, já vai? – Olhei para ele com uma enorme vontade de lhe dar uma resposta, mais ele já estava bastante amuado, então deixei essa passar.
_Sim, afinal o grande final é meu. – Ele riu de canto e concordou, veio andando ate mim e me abraçou. Aquilo não foi estranho e sim constrangedor, o que ele estava esperando? Retribuir o abraço sem entender e sai.
No elevador pude refletir sobre aceitar ou não, se eu aceita- se tudo seria diferente. Isso não teria como evitar, mais por outro lado. Se não aceita- se. Ele ficaria com raiva ou ate pior, iria para outra escola. Trocaria de telefone e ate cortaria nossos laços. Eu morreria com um acontecimento drástico desse, se nossa amizade valia um namoro constrangedor e com possibilidade de um futuro fim, eu teria que correr esse risco. O elevador abriu e Justin estava em frente à porta, estava respirando fundo e não conseguia falar. Só fazia sinal para eu esperar. Ele entrou no elevador e tirou à mão, a porta fechou e fica- mos os 2 dentro.
_Você não pode aceitar. Você tem que ficar comigo, eu sei que faz pouco tempo que a gente se conhece. Mais sinto que temos uma ligação. – ele caminhou em minha direção, minhas pernas pareciam bambu. Minha respiração irregular me denunciava, ele sorriu de lado e aproximou nossos lábios.
Suas mãos lentamente envolviam meu corpo ao seu, sua boca tinha uma mistura de pasta de dente com cereja. Eu gostei do que aconteceu, fui empurrada para junto da parede do elevador. Ele me pressionava, nossas línguas dançavam ao som do beijo, segurava seu cabelo e continuava a beija- lo. Estava- mos ficando sem oxigênio, então para- mos.
_Explica? – Estava confusa e ainda tinha que namorar meu melhor amigo. Ele só complicou mais minha vida.
_Eu não quero que você namore ele, você tem que ser minha garota. Eu quero sempre te dar o último beijo, antes de você entrar em casa, quero segurar em sua mão e sentir seus lábios em meu rosto. – Tudo que ele dizia era lindo demais, não podiam vir do Bieber que eu achava conhecer.
_Agora falta você falar que me ama, tenho que ir. Vou cuidar do meu futuro. – Ele colocou uma das mãos na passagem, e com a outra passou a mesma em meu rosto.
_O seu futuro sou eu. Posso te dar o mundo, ou ser seu mundo. Faço seus problemas vivarem grãos de areia. — Ele fava ao de meu ouvido, arrepiei- me e suspirei fundo com a declaração.
_Obrigado! Mais tenho muitos desafios e problemas. Você não gostaria de resolver, e vou ter que resolver 1 deles agora mesmo. – Ele tirou a mão e finalmente pude me afasta dele. Esperei a porta se abri e sai, antes de fechar me virei para ele. _Foi muito bom, pena que foi tarde. – A porta se fechou e eu fui para o apartamento.
Quando entrei, me deparei com uma das cenas mais grotesca que se pode imaginar. Arthu se esfregava em Arete, eles se encontravam em cima do sofá, ela passava a mão por entre suas pernas. Enquanto ele apertava seus seios.
_Temos que ter muito cuidado com Ane. Não quere- mos machuca- lá. – Arlete falava enquanto ele beijava seu pescoço.
_Vamos falar com calma, mais não pode levar muito tempo. Não sei por quanto tempo ainda posso esperar. – E voltaram a se beijar, fiquei parada no começo da sala. Aquilo podia ser uma grande ilusão de minha cabeça, ou ate mais, a solução de meu problema. Mais assim? Sem anestesia ou uma preparação psicológica.
_Alguém pode me explicar o que esta acontecendo? – Arlete se deslocava do sofá e ajeitava o vestido, Arthu ficou do seu lado e pegou uma almofada, colocou em frente ao seu membro masculino, que estava bem diferente, ou melhor, bem excitado para andar nas partes intimas de Arlete.
_Ane! Pode- mos explicar... – Que tipo de explicação ele esperavam que eu acredita- se? A da carochinha, mais sinceramente isso não importava. Havia me livrado de um problema e dos grandes, mais como seria daqui para frente?
_Não podem não, Arlete não sou idiota. Se vocês 2 estão felizes parabéns, Só que não venham me abraçar agora. – Falei rindo, engraçado, por dentro algo doía. Claro, o orgulho de ser traída.
_Vou deixa vocês 2 a sós, Arlete me liga depois Cara era pra ele dizer isso para mim. – Ela sorriu e deu um beijo nele. _Ane ate segunda na escola. – Arlete o acompanhou ate a porta, a única coisa que eu queria realmente saber era. Desde quando? Eu estava sendo apunhalada, traída e feita de idiota.
_Ane! Eu queria te falar, mais não desse jeito. – Acho que ela estava sendo sincera, mais o que me importava. Cara eu fui traída do mesmo jeito.
_Vamos então fazer o seguinte, vou para a casa da mamãe, e finjo que não sei de nada. Ai quando eu voltar você me conta. –Nossa como eu era ineligente. Ela concordou rápido demais, sem nem ao menos dar uma contestada. Fui em meu quarto para pegar o celular, quando votei, Arlete estava com uma sacola de guloseimas no colo e em frente a tv.
Não fala- mos nada uma para a outra, peguei o molho de chaves e sai com minha mala. Meu celular vibrou, Só podia ser Arthu, querendo dar milhões de justificativas. Olhei no visor e era uma mensagem do “Misterioso”, o que ele queria uma hora dessas. Não era a hora em si, mais a ocasião.
“ Mesmo não te conhecendo, me senti um canalha hoje. Beijei uma menina e não foi na inocência. Desculpa, quero ser 100 % honesto com você”
Estava dentro do elevador, ótimo lugar para se perde o controle. Como assim ?caramba. Batia e chutava as mesmas paredes que uma hora me empresaram, gritei, fiz tudo que tinha direito. Já estava me recuperando quando outra onda de fúria chegava. Então resolvi mandar uma mensagem para ele.
“Espero que tenha sido bom, Me faz um favor? Não me mandar mais nenhum recado.”
Enviei e torci para não ter nenhuma resposta. Coragem ele tinha de sobra, como pode falar de uma fulana. Que descarado, era um tipo desses que eu devia esta lhe dando. Pena que foi fraca minha prece, ele enviou alguma coisa.
“ Nâo quero te perde, desculpa só quis ser sincero. Prometo não fazer mais isso, não quis dizer isso mais. EU TE AMO e amo ela.”
Era o fim da picada, como ele falava isso? Com os dedos, abestada. Não respondi para não prolonga aquela conversa. Dei mais uns gritos histéricos. E esperei a porta se abri. Sai do prédio e peguei um taxi, Estava indo para o aeroporto internacional. Estava a caminho quando meu celular vibrou.
“ Eu quero poder confiar em você, Sem ter medo de te contar nada. Já me senti culpado ao beijar ela, não me faz sentir um estúpido por ter te contado.”
Sentia tanta sinceridade, mais se ele achava que podia fazer isso e depois me contar e tudo bem. Estava muito enganado. Apesar de eu também ter feito isso, mais não saia contando.
“ Se seu sentimento fosse verdadeiro, não estaria se martirizando tanto, estou indo para a casa da minha mãe. Não nós falare- mos este fim de semana. Ate segunda-feira.”
Enviei e desliguei o celular por completo. Não queria ter mais incômodos daquele tipo. Entrei no aeroporto e fui ao balcão comprar minha passagem. A atendente era muito atenciosa, a última que me atendeu era uma bruta. Mais logo foi despedida por mal acessória. Depois de comprar fui me sentar em uma das varias cadeiras disponíveis.
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