Torpedos Para Você

16 Capítulo 16 Casa de Praia


Paramos em frente de uma linda casa, Seria tudo perfeito se não tivesse acontecido aquilo e se Justin estivesse comigo. Arlete abriu a porta e sai do carro, entramos na casa e Demetria nos levou para o quarto onde ficaríamos.

_Ane! Eu vou a cozinha pegar algo para comermos. – Ela me beijou na testa e quando ia saindo alguém bate a porta.

_Entra! — Eu falei antes que Arlete pudesse responder. Ela passou por Rudson e saiu, ele se aproximou da cama e sentou na mesma.

_Como você está? – ele estava sem jeito e eu não estava agüentando.

_Super bem, por que você esta perguntando? Eu nunca tive um dia melhor. – Ele retrucou.

_Não precisa se irônica, só queria saber seu estado de espírito. – Olhei para ele como se o fosse matar.

_Mais uma pergunta e eu acabo te matando. – Ele ficou me olhando. _Por que você esta me encarando?

_Você disse que ia me matar se eu te fizesse alguma pergunta, então vou só te olhar. – Balancei a cabeça, minha vontade era de chama ele de doido. Mais tinha forças para depois manter uma briga.

_Eu quero ficar sozinha, estou cansada. – Ele se aproximou e colocou a mão sobre minha perna. Olhei com cara de quem precisava de carinho, Suas mãos me puxaram para perto de seu corpo.

_Posso ficar aqui ate você pegar no sono? – Ele estava segurando- me entre seus braços, seu calor era tão confortante. Precisei de um tempo para pensar, e mais alguns minutos para dizer.

_Melhor você descer, tudo que não quero e ser mal interpretada. – Ele me olhou meio confuso, Seu olhos eram grande e pareciam dos poços sem fim. Que queriam fazer de mim refém, Mais eu lutaria para isso não acontecer.

_Não se preocupa, o único que tem más intenções aqui sou eu. – Ele deitou minha cabeça em seu peito e me enrolou com as cobertas. Fiquei não sei por quanto tempo assim, tive a sensação de me carregarem para algum lugar. Não tive forças para abrir os olhos e olhar em minha volta. Acordei horas depois, esfreguei os olhos e fui ao banheiro, mexi no cabelo e lavei o rosto.

_Estou horrível, olha essas olheiras! – Escovei os dentes, com ma escova que havia trazido entre minhas coisas.

_Bom dia! _ Assustei- me com a voz. Era grossa e não era de Justin, só podia ser de uma pessoa.

_Rudsom! O que você faz aqui? Que horas são? Cadê Arlete? – Não importava se eram muitas perguntas, eu queria respostas.

_Respondendo a primeira, eu vim te desejar um bom dia, e pela hora! Bom deve ser umas 9 horas da manhã. Já Arlete, ela saiu com minha mãe mais cedo, devem ter ido compra algo para tomarmos café. – Ele falava como se fosse tudo tão natural, talvez ate fosse para ele.

_Mais será que você podia me dar licença, eu preciso me vesti. – Ele sorriu saliente, eu sentei na cama e fiquei o olhando.

_Ontem à noite você dormiu lindamente em meus braços. Eu desviei os olhos, fingi procurar algo em minha bolsa. _Qualquer coisa estarei lá em baixo, meu pai chegou e eu tenho que conversa com ele. Não demore as mulheres chegam logo. – Ele se aproximou e me deu um selinho, eu queria morrer por não poder sentar um tapa a cara dele. Lá estava eu, vestindo- me para tomar café e par poder finalmente conhecer o esposo de Demetria.

_Bom dia! – Falei ao descer as escadas e chegar ha sala onde se encontrava todos reunidos, Demetria e Arlete estavam sentadas, Rudsom estava pegando uma xícara e seu pai conversando com as mulheres.

_Bom dia! – Todos responderam.

_Quer tomar café, ou preferi um suco de laranja? – Rudsom era tão cavalheiro, ele era tão... O que diabos eu estava falando, sentei- me e ele veio com o suco. _Quero te apresentar uma pessoa. Pai! Está é Anevilla, irmã de Arlete. – Ele se virou e então fica- mos nós olhando. Foi tão estranho, eu não sabia o que dizer, muito menos o que fazer.

_Prazer Anevilla! Meu nome é Magno. – Arlete ficou um pouco incomodada quando ele disse seu nome. Queria ir embora e falar com Justin, lhe contar tudo que aconteceu.

_Anevilla! Chego o jornal, e acho que você não vai gostar nadinha do que esta na primeira pagina. – Rudsom pegou o jornal em cima da mesinha, e estendeu a mim.

NAMORADA DE JUSTIN BIEBER É BRUTALMENTE AGREDIDA, SENDO ASSIM INCAPAZ DE GANHAR UMA PARTICA DE TÊNIS.

Muitas beliebers que estavam no ginásio onde seria o campeonato de tênis, desconcentravam e agrediram a tenista Anevilla Goldshimidt levou um tapa na entrada do ginásio, e as coisas não acabaram por ai. Dentro do ginásio tinha cerca de 10 mil bebiebers com faixas, cartazes xingando a própria, devido um acontecimento causado por beliebers o campeonato teve de ser adiado. Para Anevilla foi bom, ela perdia de 2 a 0, seu rendimento estava péssimo, como também seu namoro que nunca foi negado. Esperamos que ela mostre o verdadeiro rendimento. Todos torcemos para que Anevilla não e deixe abater, e que Justin de a ela todo o apoio necessário.

_Isso não pode esta acontecendo, primeira capa. – Meus olhos ficaram de imediatos vermelhos, Demetria foi comigo para o quarto, iríamos arrumar as malas para finalmente voltar.

ENQUANTO ISSO ARLETE INVESTIGA:

_Oi Arthu! – Resolvi conversa com ele na varanda, longe de tanto fuzuê. Magno ficou na sala com Rudsom eles pareciam entediados com aquela demora toda. Quando voltei para a sala Rudsom se retirou e foi em direção a cozinha. _Então! Vamos ser diretos, eu quero saber se o senhor conhece uma mulher chamada Artryde? – Ele ficou um tempo pensativo, olhou para cima em direção dos quartos e para a cozinha.

_Por que você quer saber? – Ele não sabia mais o que dizer. E eu também não, afinal, como eu ia falar de alguém que havia morrido. Eu estava ficando louca, só que ele tinha muito de Anevilla, os olhos azuis, a pele branca. E de mim o jeito ou talvez fosse só por que eu queria. Queria que meu pai estivesse vivo, que ele dissesse que amava a gente e que nos procuro por muito tempo.

_Desculpa! Eu nem sei por que fiz essa pergunta. – Levante- me fui para o quarto onde Anevilla e Demetria estavam. Ele veio atrás de mim, segurou em meu braço e eu olhei assustada para ele.

_Há muitos anos eu conheci uma mulher chamada Artryde, eu fui embora e a abandonei grávida de uma menina. Mais não pense que me orgulho disso, eu tive de fazer isso para ela não ter mais desgosto e sofrimento. Eu tinha uma outra filha com 6 anos de meu primeiro relacionamento. – Ele estava se abrindo comigo, eu queria abraça- lo e dizer papai, mais também queria cuspir em sua cara e mandar para ele todos os tipos de lugares.

_Sinto muito por elas, mais por que você esta cochichando? – Ele estava nervoso, mais sinceramente isso não me importou nem um pouco.

_Difícil contar para sua companheira algo assim, dizer que para não perde uma vida, eu fui capaz de abandonar minha família. E depois eu me casei e terminei de criar Rudsom com se fosse meu. Talvez para supri um pouco da culpa que sentia, tentei falar com Arlete depois, mais não consegui. – Ele estava escorado na parede, eu estava com os olhos cheios de lágrimas.

_Eu tenho que chamar Anevilla, temos que ir logo. – Ele juntou as sobrancelhas, mais não disse nada. Virou- se e saiu, minha vontade era de gritar, claro que era meu pai. E com certeza jornal ele não tinha lido, eu queria esfregar na cara dele o sobrenome.

_O que você faz parada aqui? – Demetria perguntou saindo do quarto, Anevilla estava logo atrás dela.

_Só ia chamar vocês, Arthu ligou e disse que Justin esta muito preocupado, ele quer desesperadamente falar com você. O que aconteceu com seu celular? – Estava- mos indo em direção do carro, onde Magno e Rudsom já se encontravam.

_Eu não queria falar com ninguém, então tirei o chip. E depois joguei no vaso e puxei a descarga. – Ane entrou no veiculo, depois foi eu e por último Demetria. Olhava sempre para o retrovisor, ele dava para os olhos de Magno, que estava muito atento a estrada. Estávamos todos em silencio, ninguém o quebraria, umas 5 horas de viajem. Era tudo que eu teria de agüentar, não poderia falar com ele sobre aquele assunto.

_Então! Finalmente chegamos. – Demetria saiu, Ane resolveu não me esperar sair e desceu pelo outro lado. Justin a esperava na frente do apartamento, talvez fosse por isso. Eu me despedi de todos e sai. Ane havia esquecido os bons modos e entrou no prédio, tive de levar quase tudo sozinha. Graças a Arthu, meu amor, vida e adorável noivo que me ajudou. Chegando ao apartamento Ane estava sentada no sofá, com Justin ao seu lado.

_Vamos ficar no quarto. – Arthu falou enquanto eu estava bebendo água, realmente, eu precisava dividir com alguém o que eu sabia.

_Fica bem minha linda. – Dei um beijo na testa de Ane. _Justin cuida dela e qualquer coisa, estou no quarto. – Peguei as malinhas e sai em direção do quarto com Arthu. Eu estava tão cansada e com tanto sono, que nem percebi quando dormi nos braços de Arthu.

ENQUANTO ISSO NA SALA:

_Foi horrível, se Rudsom não tivesse lá, eu nem quero pensar. – Ele afrouxou um pouco o abraço.

_Por que isso? – Eu juntei as sobrancelhas sem entender.

_ Do que você esta falando? – Ele ficou de frente para mim, mais não respondeu. Ficou só me olhando, depois de refletir respondeu.

_Desde que você conheceu esse garoto, sempre mete ele em nossas conversas. – Eu olhei indignada, e balancei a cabeça negado. Será que eu devia contar a ele do selinho que Rudsom me deu? Melhor não.

_Eu quase fui linchada, e ele me ajudou, mais pareci você nem estar preocupado com este fato em si. – Ele voltou a me abraçar, estava envergonhado.

_Desculpa, só que eu não vou com a cara dele, eu peço desculpa, não fica assim sempre estarei aqui. – Ele procurou meus lábios, levantei a cabeça e deixei que nossas bocas se encontrassem.

_Justin! Todos aqueles cartazes e faixas... — Ele colocou o dedo em meus lábios. Acariciou com a mão meu rosto lentamente.

_Não pensa mais nisso, estou muito triste com elas, você é quem eu escolhi. E elas tem que te aceitarem. – Ele me beijou e ficamos deitado no sofá cama, eu deveria sentir segura nos seus braços. Mais era como se faltasse algo, ou se como eu tivesse escondendo. _Tenho que ir lá em casa, vou buscar umas roupas e volto. – Eu sorri, já pensou o que Arlete vai falar? Ou pensar?

_Posso ir com você? – Ele me olhou sem respeito. Minha respiração estava descompassada.

_Sempre! Só não repara a movimentação. – Nos levantamos e saímos da minha casa indo para o elevador, ele ficava me abraçando e dando- me selinhos. Era bom, depois de tudo que eu passei. Chegamos e ao entra, me deparei com uma turma, eles trabalhavam em telefones, computadores entre outras coisas.

_Por que tanta gente? – Ele pegou minha mão e me levou para o quarto, estava no guarda roupa.

_O que lhe aconteceu, atingiu muito a minha imagem. Agora eles estão fazendo alguns contatos, querem reverte isso. – Ele veio ate onde eu estava, e me puxou para a cama. _Não se preocupa, vai ficar tudo bem gatinha. Agora trata de me deixar feliz, por que eu quero te ver sorrindo. – Ficamos nos beijando e rolando na cama.

_Os 2 podem comparecer na sala! – Scoot falou com uma voz muito seria, ele fechou a porta. Justin suspirou, sentou- se cama e olhou para mim.

_Ane! Não importa o que aconteça na sala, eu quero que você saiba de mim que eu sempre vou te amar. – Estava- mos de mãos dadas e era tão estranho. Como se tudo fosse acabar, eu não teria chance nem de lutar.

_Por que você esta falando assim! Esta me assustando. – Ele me abraçou e fomos para a sala.

_Então! Como vocês querem? Uma coletiva para declarar a todos que estão juntos, superando todas as dificuldades. Ou uma entrevista para declarar o fim do relacionamento. – Como ele tinha coragem de dizer aquilo, Justin e eu estamos firmes e fortes. Pelo menos é o que eu quero acreditar, Justin em nenhum momento se mostrou indiferente quantos aos meus sentimentos.

_Claro que vamos dar m coletiva, elas terão de aceitar minha decisão, Não deixarei que tomem por mim uma decisão desta. – Ele parecia decidido, mais como eu ia deixa ele bater de frente com suas paixões? Eu estava sendo egoísta? Ou mesquinha demais?

_Justin! Podemos conversa. – Ele me olhou sem entender o tom, Scoot também parecia preocupado. Fomos para cozinha, ele espera eu falar alguma coisa, suas mãos seguravam as minhas.