Torpedos Para Você

17 Capítulo 17 Uma noite tensa


Notas iniciais
Oi gente, quero agradecer ao apoio e dedicaçao das leitoras. Estou sentindo a falta de algumas.
Mais aqui vai mais um poste.

_Justin! Se a gente confirma e elas não aceitarem? Se acontecer com você, o que aconteceu comigo? – Eu estava inconformada com o fato de ele parecer nem se preocupar.

_Terá de ser como tem que ser! Não se preocupe, tudo se resolvera. – Ele me beijou e depois de um abraço apertado e cheio de carinho. Eu estava mais ciente do que fazer, apesar de ser algo que depois me fizesse sofrer.

_Justin! Não quero te machucar, nem sofrer. Teremos tanto que lutar, você quer isso? – Ele olhou sem entender.

_Você estando comigo, eu enfrento tudo. – Ele me beijou mais uma vez, a preocupação e medo não saiam de mim, não queria que nada acontece se a Justin.

_Vamos então! – Ele pegou em minha mão e saímos para a sala, onde se encontrava Scoot.

_Prepara tudo Scoot, vamos assumir. – Ele pegou suas coisas e saímos para minha casa, não conseguia para de lembrar quando levei o tapa. Não agüentaria se fosse com Justin.

_Vou ver se tem alguém em casa. – Ele segurou minha mão e me puxou para perto de seu corpo. Olhou atentamente para meus olhos meio lagrimejados.

_O que você tem? Por que esta chorando?- Ele segurou meu rosto e depois passou o polegar em meus olhos.

_Enquanto elas mexerem comigo, tudo bem. Mais eu não sei se vou suporta, se elas fizerem algo a você. – Seus braços se estreitaram ao redor de meu corpo, seus lábios vieram de encontro ao meu.

_Tem um computador ai? – Sorri desorientada.

_Claro, na sala. Vou ao quarto da Arlete e já venho. – Trocamos mais um beijo e sai, ele ficou para mexer no PC. A campainha tocou, Justin disse que ia atender, Arlete e eu saí- mos abraçadas.

_Rudsom! O que você faz aqui? — Justin não estava nem um pouco contente, ele estava segurando a porta. Ele veio em minha direção e me abraçou, como se pedisse ajuda, Justin veio em nossa direção e o tirou de perto de mim.

_Que peroba? – Eu bati na barriga de Justin. _Que cara de pau. – Olhei intrigada para Rudsom.

_O que foi? – Abaixei- me na sua frente. _No que posso te ajudar? – Arlete foi a cozinha e pegou água para o garoto.

_Meus pai tiveram uma discussão, mamãe expulsou o pai de casa. – Ele estava branco, Justin balançou a cabeça.

_Só isso! Olha cara, sempre tem alguém se separando. – O olhei sem entender, por que ele estava falando daquele jeito.

_Olha fedelho! Eu estou muito mal pela história que ele contou. – Justin fechou as mãos em um soco, tive de ficar do seu lado e segurando sua mão.

_Rudsom! É melhor você esfriar a cabeça, tentar descansar, sei lá. – Arlete estava um pouco assustada.

_Que tal ele dormi aqui em casa? – Justin me olhou com reprovação.

_É bom! Rudsom, você tem problema em dormi na sala? – Justin me soltou e não estava acreditando.

_Dorme lá em casa? – Justin não queria me deixar passar a noite com Rudsom.

_Justin! Não posso deixar minha irmã aqui, vou dormi com ela. – Justin me deu um beijo e saiu.

_Vai atrás dele Ane. – Arlete falou me empurrando para a porta. Essa tese de que o amor supera tudo, é papo furado. Lá ia eu na casa dele, Justin estava muito manhoso. Era tudo sempre como ele queria, aquilo já estava me enchendo.

Bati a campainha, 1, 2 e depois mais uma vez. Ninguém me atendia, resolvi entrar mesmo assim, não havia ninguém na sala, nem na cozinha. Não conseguia entender onde poderia esta aquele povo todo.

_Justin! – Chamava por ele, enquanto ia rumo ao seu quarto. Ninguém respondeu, o que era muito estranho. Sempre teve alguém na casa de justin, eu fiquei desolada, melhor definindo decepcionada.

_Oi! O que faz aqui? – Scoot perguntou vindo de fora.

_Estava procurando o Justin, onde ele está? – Scoot Foi para o quarto de Justin e pegou umas pastas.

_Ele esta na rádio, foi um chamado de última hora. – Ele chegou na sala onde eu estava, balancei a cabeça e sai com ele da casa. Fomos pelo elevador, eu iria ficar no próximo andar.

_Boa noite Scoot. – Ele acenou e fui para a casa, quando estava de frente a porta. Ouvi Rudsom e Arlete conversando.

_Eu já sei de tudo, o motivo da discussão. Sinto muito por você, mais seu pai adotivo!

_Como você sabe que ele é adotivo? – Eu também fiquei curiosa, ela parecia confiante entre as palavras que falava.

_Ele me contou, eu não sinto pena dele. Coitadas das crianças que ele deixo, que tipo de pai abandona as crias para o seu melhor. – Ela falava com tanto rancor, Eu também senti isso. Ao lembrar de meu pai, de sua covardia.

_Mais eu não sei o que pensar, não acho certo o que ele fez. Mais como teria sido com ele, elas teriam sido feliz? Já pensou que pode ter sido bem melhor ele fazer isso. – Ela ficou calada, eu ate podia concorda com ele, mais eu não vivi essa experiência.

_O Justin não esta em casa. – Falei como se nada tivesse acontecido, talvez nada tivesse acontecido. Coisas da minha cabeça, onde eu sempre imagino coisas maquiavélicas.

_Vamos fazer assim, Ane dormi comigo. Você dorme no quarto dela, ou eu e ela dormimos no quarto dela e você no meu. – Fiquei sem saber o que falar, Rudsom teve mais reação que eu.

_Eu posso dormi aqui na sala, não vou incomodar vocês, seria muito constrangedor para mim. Então eu durmo aqui na sala e vocês nos seus quartos. – Arlete concordou, eu estava paralisada. Tipo! Como Arlete iria deixar um garoto dormi em casa, sem que ela tivesse comigo. Talvez ela pensasse que ele era nosso irmão ou algo parecido.

_Então! Querem comer alguma coisa? – Arlete caminhava para a cozinha, Rudsom se aproximou de mim, e confesso que aquilo me deixou com calafrios.

_Eu vou para o meu quarto. – Falei olhando para Rudsom, ele deu meio sorriso e um beijo na bochecha. Suas mãos me pressionaram contra seu corpo, depois de um tempo um pude voltar a mim e me afastei dele. _O que você quer? Esqueceu que eu tenho namorado. – Eu esta cochichando dentro da minha própria casa.

_Não estou vendo ele aqui, se te amasse de verdade, estaria aqui com você. – Ele ficou me encarando.

_Ele teve um compromisso de última hora, nem sei por que estou aqui me justificando para você. – Rudsom se sentou no sofá, pouco a vontade.

_Vou ter que ir as compras, tudo bem deixar os dois sozinhos? – Arlete tinha que falar algo para me embaraça.

_Tudo bem, vou ver algo na tv enquanto o rango chega. – Arlete riu e fingi que compartilhava da péssima piada.

Arlete saiu e eu liguei a tv para o garoto. Ele me olhava atento, e digo com toda a certeza que fiquei incomodada.

_Ficou com raiva? Olha eu não queria dizer aquilo, mais não agüento ver como o Justin te trata. – Sentei- me em uma das duas poltronas.

_E como você acha que o Justin me trata? Olha o que vai responder. – Ameacei antes de ele dizer alguma futilidade.

_Como um premio, como mais uma de muitas que ele pode ter. Ele não te dá o devido valor, nem no torneio ele apareceu. Que tipo de namorado é esse, se eu estivesse no lugar dele, deixaria qualquer outra coisa para esta junto de você. – Eu fiquei um pouco constrangida, ter uma outra pessoa avaliando seu namoro. Principalmente quando fala coisas negativas.

_Não vai falar de como ele me beija, ou como ele me olha. Seus lábios tocando minha boca sedenta pelo toque de seus lábios. É muito fácil falar quando se esta fora, me faz um favor. Não julga, não sem saber das coisas, e deixa eu te falar mais uma coisa. Ele não pode ir ao torneio por causa de um show beneficente, se é que você sabe o que é isso. – Levantei- me da poltrona e sai para meu quarto.

_Anevilla, desculpa poxa. Eu só falei o que parece, ou pelo menos o que vejo. – sai do quarto de roupão.

_Não me importa o que você pensa ou acha. Só não fala mais do Justin, ele é um ótimo namorado, tem muitas qualidades. Mais pode muito bem se defender sozinho quando necessário. – Ele olhava para meu corpo. _Fala alguma coisa.

_Serio que precisa!- Rudsom se aproximou lentamente e me pegou pela nuca com uma das mãos, a outra veio para minha cintura e me aproximou de seu corpo, lentamente ele mordia meu lábio inferior. Seu beijo ficou mais intenso, eu havia perdido o controle, mais não me afastei dele e nem retribuía. Ate que uma hora eu estava trocando saliva com Rudsom. Soltei- me dele e lhe dei um tapa, me senti suja e desonrada.

_Vai embora, SAI DA MINHA CASA! – Ele pediu desculpa, e veio com um papo de que a culpa não era só dele, que eu também tinha o retribuído. _Vai embora, dormi debaixo da ponte. Mais desapareci da minha casa. – Ele fez uma ceninha patética mais saiu. Meu estomago embrulhou, minha vista escureceu, meu mundo rodo e meu fui para o chão.

ENQUANTO ISSO NA RÁDIO:

_Então Justin! O que você e sua namorada decidirão fazer depois dos últimos ocorridos? – O radialista pausou, eu nem pisquei ao responder.

_Minhas fãs me decepcionaram, se elas acharam que com aquilo eu me afastaria de Ane. Fizeram tudo errado, eu amo Ane e machucando ela, estão machucando a mim. Eu nunca pensei que elas tivessem coragem, eu quero deixar bem claro. Eu amo a Ane e eu sempre que puder estarei com ela, sem fingimentos ou briguinhas. Mentiras que venham com conseqüências, que atinjam o nosso amor. – O radialista estava muito atento as minhas palavras.

_Ainda estamos falando de Ane? Ou tem uma outra pessoa nessa história? – Tinha uma resposta na ponta da língua.

_Sim! Mais você parece querer saber de outra coisa. – Alfinetei o radialista.

_Bom! Já que você perguntou, eu e muita gente gostaria de saber o verdadeiro motivo pelo qual você terminou com a Selena. – Eu sabia que ai ter esta pergunta, mais este assunto só cabia a mim e Selena. Quer dizer nossa família e nossos empresários.

_Não seria ético de minha parte, falar deste assunto, principalmente que ela não esta aqui. – Minha resposta foi digna de um premio, eu poderia muito bem ter falado a verdade, com certeza isso acabaria com a carrera dela.

_Tudo bem, mais você não pode nem nós falar como vocês estão, claro! A respeito da amizade? – Eu já estava com vontade d vomitar, era patético eu dizer que temos um bom convívio. Quando eu a via, sentia vontade de a mata- lá, como ela fez no passado.

_Não como definir, a respeito e isso que importa. – O radialista agradeceu e finalizamos minha participação.

_Achei que você fosse contar, sabe só para se vingar. – Scoot falou enquanto íamos pegar o carro.

_Problema agora é dela, eu agora tenho outras preocupações. – Kenny acenou com a mão, o caminho estava livre, fomos então para o carro. Estava morto de cansado, mais ainda queria falar com Ane, saber como iria ser à noite com Rudsom na casa dela.

_Ane estava em sua casa quando fui pegar uma pasta, Avisei que você tinha ido a uma entrevista na rádio de última hora. Então ela saiu e foi para casa. – Scoot estava tão cansado quanto eu, Kenny não abriu a boca, achei meio estranho mais não disse nada.

_Cadê a minha mãe? – Perguntei a Scoot ao lembrar que ela tinha saído comigo.

_Não sei Justin, ela é bem gradinha para precisar de um vigia. – Kenny riu finalmente um sinal de vida.

_O pivete ai, precisa. – Scoot também riu, eu só dei risadas irônicas. Ao chegar o prédio, vi Rudsom na frente, ele parecia esperar por alguém. Talvez fosse sua mãe, ele finalmente ia para casa, apesar de ser 1: 00 hora da manhã.

_Espera ai, eu preciso falar com esse garoto. – Scoot não pareceu gosta muito da idéia, mais ele não tinha escolha. Kenny parou e eu fui lá falar com o peste, estava muito feliz por velo ali, tanta felicidade não cabia em mim.

_O que esta fazendo aqui? – Eu quase que falava outra coisa.

_Vou para casa, fiz uma bobagem com a sua namorada. — Perdi o chão depois daquelas palavras ditas. Fui para cima dele e comecei a soca- lo, Kenny e Scoot correram para ajudar ao garoto, que estava embaixo de mim tentando se defender.

_Para Justin! Você esta louco. – Kenny me segurava, eu estava fora de mim. Tentava me soltar dele, queria acabar com a miserável vida daquele infeliz.

_Ele fez alguma coisa com a Anevilla, por isso esta aqui. Você me paga idiota. – O carro que esperava por Rudsom chegou, seu olho estava ficando meio roxo, o canto de sua boca sangrava. Ele entrou e o carro saiu. _Vai covarde! – Falei por fim, virei- me e fui para o prédio. Queria ver e falar com Ane, tela em meus braços. Um lugar onde ela sempre estaria protegida, resolvi não esperar pelo elevador fui pelas escadas. Ao encarar a porta de entrada da casa dela, vi que sua irmã Arlete. Estava sentada no sofá e Ane estava deitada, bebendo um copo de água.

_Ane! Agora fala o que aconteceu? – Arlete perguntava com urgência, como se a vida dela depende- se daquela resposta.

_Eu não sei Arlete, só quero dormi. – Ninguém tinha me visto parado na porta.

Notas finais
É! O QUE SERÁ DESTE CASAL, A VIDA ESTA SEGUINDO. E ELA NÃO ESPERA POR UM MOMENTO CERTO.
SEGUE SEU CAMINHO PELOS MAIS DIVERSOS SENTIDOS.