Notas iniciais
Hey semi-bruxos Não nós não fomos abduzidas por aliens, ou sugadas para o submundo ou achamos um portal para um mundo mágico dos livros (até porque se fosse esse acho que era bem difícil a gente voltar... brincadeira... não abandonaríamos vocês) Agora vocês devem estar tipo "nossa elas enfim postara o capítulo" e fazendo uma dancinha da vitória (Luna: assim como todo mundo eu também tenho uma, e vou fazê-la assim que postar o capítulo,~informação desnecessária~) ou alguma coisa assim, pois é, eu também ficaria assim, sorry. Desculpa mesmo pela demora. Tem um aviso nas notas finais Esse capítulo ficou bem grandinho... Espero que gostem :D

POV Peter Calmon

Não me lembrava de nada, nem como fui parar naquela enfermaria, nem de onde eu surgi e muito menos quem eu era. Minha cabeça doía bastante com tantas perguntas básicas sem resposta. Dentre elas porque enfermeiras usavam uma espécie de graveto, varinha... e também porque eu podia controlar a água.

Estava comendo panquecas, sentado na cama buscando ao menos algum flash do que poderia ter acontecido, quando surge uma garota:

– Peter? – Pergunta a garota de olhos verde mar e cabelos castanhos.

– Quem é você? Quem é Peter?

– Eu? Eu sou a sua subconsciência – Diz ela em tom de ironia. -Boboca, sou eu, a Malu. E Peter, pelo que eu saiba, só tem você aqui. Sinceramente você parece mais lerdo que antes. – Responde ela se sentando na cama.

– Ei! Olha o respeito, sou desprovido de raciocínio rápido. Mas, realmente eu não conheço você Malu, ou subconsciência, ou sei lá o que... – Após dizer isso, faço uma pausa e como mais um pedaço de panquecas. – Na verdade, não me lembro de nada.

– Peter, se essa for mais uma das suas brincadeirinhas, pode ter certeza que esse prato não terá mais panquecas assim como você não terá mais rosto. – Ameaça ela.

– Então... o fato é, eu REALMENTE não estou brincando, e agradeceria muito se deixasse eu ficar com meu rosto, sabe, eu preciso dele. Mas principalmente as panquecas, porque, cara, é uma refeição dos deuses.

A suposta Malu não diz nada, só pega uma panqueca e vai andando em direção a porta, com uma afeição preocupada e chateada, além

de reprovação, talvez pela minha habilidade de ser incrivelmente brincalhão em momentos assim. Mas agora que eu não estava entendendo realmente nada.

Algum tempo depois que a Malu saiu pela porta, aparece uma enfermeira que me libera e me leva até uma Torre antiga. No caminho ela fala algumas informações importantes:

– Peter, você perdeu a memória em um acidente. Parece que injetaram uma espécie de veneno do esquecimento em você. Minha função é esclarecer algumas informações sobre a sua pessoa.

– Tudo bem então...

– Você é Peter Calmon, um filho de um deus grego, Poseidon, deus dos mares, com uma mortal; é um semideus. Você foi selecionado junto com outros semideuses para um Torneio com bruxos. Aquela pessoa que veio te visitar era a sua irmã. Sugiro que peça mais esclarecimentos para ela. Entendeu?

– Na verdad...

– Ótimo! – Diz ela me empurrando para uma espécie de portal, ou vórtice ou buraco negro estranho, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Aquilo não me esclareceu muita coisa. Mas pelo menos já sabia o que eu era e o que estava fazendo aqui. Ao menos agora sabia porque tinha poderes “aquáticos” e também sabia quem era aquela garota que apareceu na enfermaria. O fato é, num momento estava sendo observado por várias pessoas. A minha suposta irmã Malu vem ao meu encontro e esclarece o que estava acontecendo. Como se nada tivesse acontecido. Era estranho ficar ali com ela. Me sentia culpado por não lembrar dela, ou de quem havia feito isso comigo. Mas quem quer que fosse, iria pagar.

POV Cristal Campbell

Estávamos no meio de uma discussão. Estava tentando convencer uma garota de que o sol era realmente puxado por Apolo quando fomos interrompidos. Dumbledore e Louis entraram na sala, aparentemente surpresos por estarmos discutindo, e todos se calaram imediatamente.

– Bem — disse Dumbledore — vejo que estão se conhecendo.

– O que eu disse sobre brigas? — Louis parecia desapontado.

– Não estávamos brigando... — comecei — só tínhamos algumas perguntas uns para os outros. Foi o Nicolas que começou.

– Eu não poderia esperar menos. Até eu fiquei curioso sobre algumas questões. Podem continuar conversando mais tarde, temos um anúncio para fazer agora. -Disse Dumbledore. Ele Não parecia bravo, o que para mim foi um certo alívio. Não queria causar má impressão no primeiro dia.

– Viemos anunciar os grupos. – Disse Louis.

Olhei ao meu redor, apreensiva. Eu poderia cair em um grupo só de bruxos, ou com semideuses que eu não gostasse. Não queria ter que trabalhar com pessoas... difíceis. Queria me sair bem no torneio. Levantei a mão.

– Sim, Cristal? — Louis perguntou.

– Quais foram os critérios para a formação dos grupos? — pergunto.

– Nenhum. Ainda não formamos os grupos. O Chapéu Seletor que vai decidir. — explica Louis.

Dumbledore faz um aceno com sua varinha e um chapéu velho e remendado flutuou até sua mão, se não me engano, ele estava lá naquela sala com outros artefatos importantes do Mundo Bruxo. Ele se posicionou ao lado de uma poltrona. Não conseguia ver nada de épico naquele chapéu para merecer um nome tão marcante.

– São três grupos. Três deusas concordaram em guiar vocês no torneio, dando diferentes dicas, enigmas, apoio.. enfim, ajudar vocês a estarem preparados para as provas. – Explica Louis.

– O Chapéu Seletor ouviu as exigências das deusas, ele vai ser colocado na cabeça de cada um e os avaliará. Agora sem mais delongas, vamos começar, quero uma fila, por favor. – Diz o professor Dumbledore.

Um rasgo se abriu na lateral do chapéu e pude ver alguns semideuses franzirem a testa, e um ou outro se assustou; era uma boca. Logo, o chapéu começou a falar.

– Ora, ora, o que temos aqui; bruxos e semideuses, juntos, enfim. Segundo as deusas irei os avaliar, e os escolhidos irei revelar.

Okay, então ele ia falar em rimas. Tudo bem. Estava me perguntando quem eram as deusas, e, se Atena fosse uma delas, se iria me escolher. O chapéu ficou em silêncio por algum tempo, tempo o suficiente para que Nicolas e Malu voltassem e olhassem para todos nós com cara de "o que diabos está acontecendo".

– Ele vai anunciar os grupos. – Murmurei para eles que logo assentiram e se sentaram.

A primeira pessoa a usar o Chapéu Seletor foi Akisha Assfly, este mal chegou a ser colocado nela e disse:

– Ártemis.

Realmente era bem provável que se houvesse um grupo de Ártemis, Akisha seria escolhida. Esta andou contente até a mesa. A próxima pessoa a usar o chapéu de aparência desgastada foi Luke Foster. Neste, o Chapéu demorou mais tempo, mas por fim disse:

– Hécate.

Ele andou até a mesa um pouco sem entender quem era aquela deusa, mas estava um pouco animado. Agora quem usaria o chapéu era eu, meu coração estava a mil por hora.

– Hum... deixe-me ver... você tem muitas qualidades, devo dizer, poderia ir em qualquer grupo certamente, mas acho que simplesmente colocarei você com... Atena. – Diz o Chapéu confiante.

Suspirei aliviada, fiquei feliz que a minha mãe me escolheu, agora estava curiosa para saber com quem eu iria ficar. Quando todos os bruxos e semideuses foram selecionados o professor Dumbledore concluiu:

– Então no grupo de Atena ficaram: Saphira Deveraux, Kristal Andrade, William Wallace, Alfred Tames, Flora Dawlish, Halle O'Riley, Samuel Winchester, Cristal Campbell e Stephen Valentine.

Meu grupo possuía mais bruxos do que semideuses, e não eram os semideuses que eu normalmente conversava, mas não era ruim, podia dizer que eu estava satisfeita. Gostaria que Akisha, Liz ou Dylan estivessem no meu grupo, mas não haveria mudanças, então tive que me contentar. Ao menos ainda poderíamos conversar na Torre.

– No grupo de Hécate ficaram: Dylan Growing, Malu Calmon, Nicolas di Marquês, Peter Calmon, Elizabeth Miller, Dean Winchester, Luke Foster e Savannah Hayles.

Só podiam estar brincando comigo. Pobres bruxos. O que deu no Chapéu Seletor e em Hécate para colocar esses cinco semideuses juntos? E por que Liz não foi para o grupo de Atena? Talvez tivessem combinado os grupos entre si antes, talvez tenham visto alguma razão para juntar essas pessoas, não só desse grupo. Talvez no torneio inteiro.

– E por fim, no grupo de Ártemis ficaram: Amélia Brave, Akisha Assfly, Merida Dunbroch, Hiccup Hanndok, Liam White, Katryna Space e Clarissa Pond. – Completa Louis.

– Bem, essa é a ordem dos grupos. O de Atena fica no andar mais baixo, o de Ártemis no do meio, e o de Hécate no mais alto. Os dormitórios estão liberados agora. Sugiro que vão dormir. Mas, antes que eu me esqueça: a primeira prova será realizada dentro de um mês. Sugiro que usem esse tempo para se conhecerem melhor. – Diz Dumbledore, com um sorriso incentivador saindo da Torre dessa vez pelo portal, juntamente com Louis.

Algumas pessoas não pareciam felizes com seus grupos, aparentemente queriam discutir. E eu realmente sabia que elas queriam — podia sentir as vibrações, parte dos meus poderes de semideusa permitia "ler" a mente das pessoas. Mas só parcialmente, como elas estavam se sentindo, por exemplo. Mas ninguém disse nada. Aos poucos se levantaram para ir dormir, e eu fui junto. Estava exausta, devia admitir. Mal notei como era o dormitório antes de cair na cama e dormir.

POV Flora Dawlish

Desde que o Chapéu Seletor havia nos dividido em grupos, eu comecei a passar mais tempo com as pessoas do meu grupo, observando suas habilidades para poder usar isso nas provas futuramente. Não sabia quanto aos outros, mas eu queria dar o meu melhor nesse torneio; queria que meu grupo fosse o melhor de todos.

O local onde eu estava passando a maior parte do meu tempo agora era, com certeza, a arena. Era um lugar incrível. Havia um tipo de manequim no qual os bruxos podiam treinar seus feitiços, e até uma ala para poções, num lugar mais afastado. Mas parece que os semideuses usavam armas que requeriam mais espaço. Havia uma série de alvos para os arqueiros, um pequeno tablado para lutas corpo a corpo e outros manequins para treinarem. Havia uma série de armas també — não de verdade, claro. — expostas: espadas, adagas, lanças, arcos... eu passava horas ali apenas observando os outros lutarem.

E, fazendo isso, notei que os melhores lutadores, sem duvida, eram Nicolas, Hiccup e Stephen. Quando eles treinavam entre si, todos paravam o que estavam fazendo apenas para assistir. O bom é que cada um estava em um grupo, então ninguém estava em uma desvantagem. Stephen estava no meu grupo. Nesse dia, ele estava treinando com sua espada, com um dos manequins. Me aproximei, devagar.

– Você luta bem. — digo, parando ao seu lado. — Espero que esteja em forma durante a primeira prova.

Ele para por um momento e se apoia no cabo da escada, o suor brilhando em sua testa. Ele era bem mais alto do que eu, mas não me deixei intimidar, e o olhei direto nos olhos, como se o desafiasse.

– Obrigado, mas só para você saber, eu estou sempre em forma. — ele responde.

– Só estou querendo dizer que eu realmente gostaria que nosso grupo se destacasse — começo — e tenho certeza que com você aqui não teremos problema. Apenas dê o seu melhor, okay?

– Ambiciosa, hein? — ele diz, olhando para o chão por um momento. — Gostei disso. Mas posso saber desde quando se tornou a líder do grupo?

– Não sou líder de nada. Até agora. Só acho que podia tomar algumas providências. Quem sabe isso me faça a líder mais tarde.

Ele dá um meio sorriso e, com um movimento rápido, coloca a espada de volta na bainha. Depois estende a mão.

– Espero que, quando virar a líder, possamos fazer uma parceria. Temos um acordo?

Aperto a mão dele, rapidamente.

– Temos um acordo.

Nesse momento, um dos garotos semideuses colocou a cabeça para dentro da arena e anunciou que Dumbledore estava na sala de estar, e que queria falar com todos nós. Ao chegarmos lá, a maioria dos selecionados já estavam sentados, aguardando o pronunciamento do diretor, que estava no centro. Esperamos mais alguns minutos até ele começar a falar.

– Gostaria de fazer um anúncio rápido. É de costume no Torneio Tribruxo a realização de um baile de inverno. Dessa vez não será diferente. É essencial que todos vocês tenham pares, pois os selecionados fazem a dança de abertura. Os pares não precisam necessariamente serem formados entre vocês, se quiserem convidar pessoas que não foram selecionadas, por exemplo. O Baile ocorrerá após a primeira prova, que, se não me engano, será em duas semanas. Boa sorte a todos, isso é tudo.

Stephen, que estava do outro lado da sala, olhou para mim e ergueu e desceu as sobrancelhas rapidamente. Entendi aquilo como um convite. Dei um pequeno sorriso e imitei o gesto. Já tinha um par. Essa foi rápida. De qualquer jeito, estava mais ansiosa para a primeira prova do que com o baile. Tinha certeza de que não seria só o Stephen que teria que dar o melhor de si para que pudéssemos pelo menos sair sem ferimentos muito graves.

POV Savannah Hayles

Duas semanas depois da formação dos grupos, eu tinha basicamente me mudado para aquela biblioteca. Haviam livros falando sobre tudo: criaturas, plantas, feitiços, deuses, histórias, enigmas, tudo. Nesse dia em particular, eu e Luke estávamos sentados numa mesa juntamente com Dylan e Elizabeth. Tínhamos decidido começar a conversar depois de cair no mesmo grupo, embora o filho de Hades ainda nos assustasse um pouco. De certa maneira, ele me lembrava a morte.

Tínhamos feito várias perguntas uns para os outros, tanto para nos conhecermos quanto por curiosidade. Juntos, tínhamos chegado a conclusão de que com certeza haveriam diversas criaturas nas provas, então contamos para eles sobre as criaturas do mundo bruxo e eles nos contaram sobre as criaturas gregas. Fala sério, que tipo de criatura tem duas caudas de cobras no lugar das pernas? Ou cem braços em um corpo só? Eu quase tive pesadelos com aquilo, mas tenho certeza que Elizabeth teve pesadelos com as acromântulas, pois lembro de ter ouvido ela acordando assustada a noite. Pelo menos possuíamos uma coisa em comum: nós duas detestamos aranhas. Falar sobre como são nojentas e assustadoras se tornou um de nossos hobbies.

– Então... parece que vocês semideuses herdam poderes de seus pais. Quais seriam os de vocês? – Pergunto tentando puxar assunto.

– Bem... os meus se resumem basicamente em inteligência. O que é um campo muito vasto, por isso acho bom não fazerem nada de que possam se arrepender. – Responde Liz deixando o Luke um pouco assustado.

– Acho que se é assim nem me atrevo a perguntar os do Dylan. Mesmo assim, ainda estou curioso. – Comenta Luke olhando para o filho de Hades.

– Se querem mesmo saber, posso controlar as sombras, além de criar chamas. – Responde ele mexendo na sombra de um livro.

– Sem mencionar a necromancia e a viagem nas sombras. — Liz acrescenta. — Fala sério, você nunca conta os mais legais.

– Acontece que só você acha ressuscitar os mortos uma coisa legal. — ele diz, sério. — Valeu por estragar minhas chances de parecer um semideus um pouco mais normal.

– Você é um semideus, não dá para ser normal, okay? Aceite esse fato. — ela retruca, enrubescendo. Depois continuou a ler o livro.

Realmente, não me parecia uma coisa boa; ressuscitar os mortos. Isso só me fez ficar um pouco mais apreensiva. Dylan vira para o lado e começa a conversar com Luke. Ficamos em silêncio por algum tempo e eu sou forçada a voltar a ler o livro sobre as acromântulas.

– Cara, esse parece realmente assustador. — a garota diz, de repente.

– Qual? — pergunto, deixando de lado o livro que estava lendo. Tinha chegado em uma parte que falava sobre acromântulas e me senti aliviada por não ter que continuar.

– Não tem nenhuma imagem. Eles são chamados Anjos Lamentadores. — ela responde, me passando o livro. — Aí diz que eles se alimentam de energia temporal, e para isso, ao capturar suas vítimas, enviam ela para o passado. A pessoa vive toda sua vida antes de ter nascido. Mas eles não são vistos a muito tempo. Na verdade, não há imagens pois dizem que qualquer imagem de um Anjo se torna um Anjo de verdade. Então ninguém sabe se eles existem de verdade.

– E por que esse nome? — pergunto. Realmente, não havia nenhuma imagem deles, e o livro era sobre lendas, então decidi não acreditar.

– Os relatos contam que eles são esculturas de anjos em pedra, e ficam sempre com as mãos sobre o rosto, como se estivessem chorando. A verdade é que, quando há algum ser vivo olhando para eles, eles se tornam pedra de verdade, e só voltam a se mover quando não há ninguém olhando. Por isso cobrem o rosto. Não podem olhar uns para os outros, ou ficariam presos para sempre.

– E você acredita que eles existam?

– Acho que não. Ou pelo menos espero. Se eles não colocaram nenhuma imagem com o risco de se tornar um anjo de verdade, ele não deve ser nada bom. Já não bastam as Fúrias e aranhas me assombrando.

Assinto com a cabeça. Ela estava certa. Estava prestes a dizer alguma coisa quando Dylan e Luke param de falar sobre o piano e voltam sua atenção para nós.

– Então — Dylan começa — me fale sobre esse tal de "quadribol".

Começamos a conversar até que nos mandam subir para o aviso de Dumbledore. Fiquei um pouco nervosa. Eu era a mais nova ali, estava apenas no terceiro ano. Mas pelo menos eu não teria problema com o par, eu espero. Realmente queria ir com Luke. Mas preferi focar na primeira prova que estava mais próxima. Logo, tudo ia começar definitivamente — e eu estava com medo de imaginar como seria.

POV Elizabeth Miller

Depois daquele comunicado do Alvo, sobre o Baile de Inverno, nem eu, nem Dylan, nem Savvy e muito menos o Luke, tocamos no assunto. Todos estávamos sem sono então decidimos ficar na sala de estar conversando mais. Akisha também se juntou a nós. Luke começa a andar de um lado para o outro, enquanto conversávamos sobre a primeira prova. De repente, ouvimos um baque e todos nos viramos para ver as pernas de Luke para cima.

– Mas que diabos... — ele começa, mas todos já estamos rindo. — Eu escorreguei em alguma coisa.

As luzes estavam quase todas apagadas, porque estávamos estudando as estrelas, tornando difícil. Savvy pega a sua varinha e murmura alguma coisa como "Lumus" e vemos que Luke havia escorregado em uma lona preta, que cobria um objeto. Dylan se aproxima e puxa a lona, revelando um grande instrumento preto e lustroso.

– Um piano? – Surpreendo-me

– Você sabe tocar? – Pergunta Dylan, admirado com o piano.

– Sei de várias coisas, como de onde vem os semideuses, do que a salsicha é feita, dos enigmas de Alice no País das Maravilhas... mas infelizmente ainda não aprendi a tocar esse instrumento. – Respondo com um suspiro. — Sempre tive vontade de aprender. Mas e você? — pergunto, acendendo as luzes.

Ele não me fala nada, só começa tocar as teclas do piano fazendo um ritmo que me lembrava Bethoven.

– Era uma das poucas coisas que podia fazer na casa da minha mãe. – Explica.

– Hum... sabe tocar Turkish March? – Pergunta Luke curioso.

– Mas é claro, é um clássico. — ele diz, e começa a tocar. Nós três ouvimos a melodia suave por alguns minutos, até ele terminar e olhar para nós, esperando uma reação.

– Muito bom — disse Savvy, realmente impressionada. — Eu adoraria ficar aqui para ouvir mais, mas estou caindo de sono, e amanhã temos muito o que fazer. Já vou dormir. — ela murmura um "boa noite" para nós enquanto sobe as escadas.

– Também vou. Você toca bem, cara. — diz Luke, seguindo Savvy pelas escadas.

– Pode ir dormir se quiser, Liz. Vou ficar aqui mais um pouco. – Disse Dylan olhando para mim.

– Não, não, Bethoven Júnior, você vai dormir. Lembra que vamos nos encontrar com Hécate amanhã?

– Tudo bem, só mais uma então. – Diz ele parecendo uma criança com um brinquedo novo.

Solto um suspiro, mas não faço nada, apenas fico apoiada no piano, esperando. Eu havia apoiado minha cabeça na mão e estava quase dormindo em pé. Akisha, nesse momento, estava escutando num sofá perto de nós, mas parecia mais entretida com as estrelas. Havia pegado um mapa astronômico e estava comparando constelações. Eu tinha começado a olhar para o céu também. Estava tão azul. Um tempo tão bom para dormir...

– Você disse que queria aprender a tocar. Eu posso te ensinar. Pelo menos uma música mais fácil. — ele diz, fazendo com que eu acorde assustada.

– Hã? — digo, bocejando. — Ah, não. Sabe você dirigindo? Eu sou mais ou menos assim em qualquer instrumento.

– Você não pode ser tão ruim. — ele diz, chegando para o lado no banco.

Sento-me ao seu lado e ele começa a me ensinar a tocar Fur Elise. Eu estava meio (muito) péssima. Não tenho a mínima coordenação motora para tocar piano. Ou para algumas coisas.

– Isso, você está ótima.

– Você só pode estar brincando. — digo, levantando-me. — Olha, eu estou realmente com sono. Acho que não nasci para essa coisa de piano.

– Ah. Okay. — ele parece chateado. De repente, me sinto péssima.

– Mas podemos tentar de novo amanhã. Talvez você consiga realizar esse milagre no fim. — digo. — Depois que voltarmos da reunião com Hécate.

– Sim, claro. — ele diz, sorrindo. Eu já tinha dito boa noite e já estava na metade da escada quando ele me chama de novo. Viro-me e ele ainda está sentado no piano, parecendo nervoso. — É... então, eu estava pensando se você não gostaria de ir ao baile comigo?

Eu não soube como reagir. Nunca tinha ido num baile antes. Eu quase nunca tive amigos antes. Fiquei parada por um tempo, sem saber o que dizer, olhando para o chão.

– Tudo bem se você não quiser, sério. — ele diz.

– Não! Não. Quer dizer, sim. Quer dizer... sim, eu gostaria de ir ao baile com você. — digo. Ele abre um sorriso, que eu retribuo. — Boa noite, então. — e depois, continuo subindo a escada até chegar ao dormitório feminino, onde mergulho num sonho que, felizmente, não possuía nenhuma aranha.

POV Luke Foster

Hoje iriamos encontrar com a nossa tutora, Hécate, a deusa da magia e bruxaria, segundo o que a Liz disse. Realmente estava curioso, nunca tinha visto um deus na minha vida. O desafio no momento era eu conseguir levantar. Fala sério, aquelas camas eram enfeitiçadas para serem tão macias.

– Luke, acorda. – Savvy disse me chamando.

– Só mais dois minutos... – Digo me virando e colocando o travesseiro em cima da cabeça.

– Eu mereço... Luke temos menos de uma hora até a Hécate chegar aqui. – Avisa ela me sacudindo.

– Eu sei, eu quero conhece-la, mas essa cama aqui não deixa. Aliás, como você conseguiu levantar, minha jovem? – Pergunto puxando as cobertas.

– Com muita força de vontade. Agora levanta logo.

– Daqui a pouco...

Antes que eu pudesse voltar ao meu sono naquela cama dos deuses, a minha grande, carinhosa e delicada amiga Savvy joga um copo de água literalmente na minha cara. Eu levanto mais que depressa.

– Precisava fazer isso? – Pergunto me enxugando com as cobertas.

– Quer mesmo que eu responda? – Responde ela perguntando me olhando com uma cara séria.

Neste mesmo momento aparece Nicolas, o filho de Hermes.

– Cara, um clássico! Mereceu meu respeito Savvy. – Diz ele rindo.

– Obrigada eu acho. Agora vamos, Hécate já deve estar chegando.

Após me secar totalmente daquele banho nem um pouco prazeroso, porém, tenho que admitir, um pouco engraçado, desci as escadas com Nicolas e Savvy até a sala de reuniões, onde já estavam todos do nosso grupo, esperando somente nós três.

– Por um momento pensei que não viriam mais e teria que subir aquelas escadas todas novamente. Sério, deveria ter um elevador aqui. – Comenta Dean brincando, ele era bem divertido.

– Esse dorminhoco aqui que não queria sair da cama. – Explica minha querida amiga (percebeu a ironia?) apontando para mim.

– Foi uma pegadinha clássica. – Completa Nicolas se sentando e pegando um sanduíche de pasta de amendoim e geleia.

Conversamos um pouco até aparecer Dumbledore comunicando a chegada das três deusas, que haviam acabado de passar pelo portal.

– Elas irão conversar um pouco com vocês e os prepararem um pouco para as possíveis provas que aconteçam, além de darem algumas dicas. Sem mais delongas, aqui estão Atena, Ártemis e Hécate. Deixarei vocês a vontade. – Explica ele desaparecendo em uma fumaça que este mesmo fez.

A deusa veio andando calmamente até nós, ela tinha uma aparência bem humana, era uma jovem que usava um vestido escuro sem mangas, tinha cabelos dourados, pálida e olhos absolutamente negros.

– É um prazer vê-los pessoalmente. Sou Hécate, deusa da magia, da lua, da luz e necromancia. Mas acredito que já sabem disso, por isso vamos ao que interessa: as provas. Sei exatamente quem são vocês e quais são suas habilidades. Hoje quero praticá-las com vocês, poderão ser bastante úteis. – Diz ela abrindo um portal com seu cajado que leva diretamente para a Arena da Torre. Nenhum de nós até agora havíamos dirigido a palavra a ela.

– Observem esta pedra. – Pede ela mostrando uma simples e pequena pedra. – Todos vocês juntos tentarão tirá-la de mim Tudo esta valendo. – Explica ela indo ao centro da arena. – Alguma pergunta?

– Não vai nos treinar primeiro? – Pergunto preocupado.

– As habilidades vocês já tem e também acredito que só se aprende fazendo.

– Quer dizer que tudo, tudo mesmo, está valendo? – Pergunta Malu curiosa.

– Exato, minha cara Malu, TUDO. Agora que comece o desafio. – Anuncia Hécate.

Nicolas tenta correr o mais rápido possível até Hécate e roubar-lhe a pedra, mas atira um raio lunar que empurra o garoto para o canto da Arena. A deusa faz um aceno com a mão e algumas armas que vem diretamente em nossa direção.

– PROTEGO – Diz Dean invocando uma espécie de campo de proteção. Enquanto isso Hécate vai subindo em uma espécie de escada que apareceu de repente do chão e a leva automaticamente para o topo da arena

– Não dá, assim nunca pegaremos aquela pedra, precisamos de um plano. – Sugere Malu olhando para a filha de Atena que dá um sorriso.

– Dean consegue manter esse escudo par mais um tempo? – Pergunta Liz.

– Vou tentar. – Responde o bruxo da Lufa-Lufa,. Rapidamente Savvy aparece para ajuda-lo.

– Tudo bem, vamos jogar então. Nicolas e Peter vocês vão tentar distraí-la, tentar mantê-la ocupada tentando impedir que vocês peguem a pedra.

– Certo. – Afirmam eles indo em direção a deusa que estava invocando mais algumas armas.

Peter joga um jato de água muito potente em Hécate, que faz Nicolas conseguir chegar perto dela e tentar pegar a pedra, o que não aconteceu, já que a deusa fez um pequeno vaso de plantas crescer e agarrar Nicolas. Este consegue sair e ainda continua tentando pegar a pedra com Peter, que já havia jogado uma esfera de água na deusa que defendeu com um simples movimento de suas mãos.

– Parece que ela está distraída. Malu e Luke, conseguem chegar lá bem rápido e sem chamar atenção? – Pergunta a filha de Atena olhando para mim e a filha de Poseidon.

– Acho que sim. – Responde Malu. Assim eu e ela subimos bem silenciosamente a escada e tentamos pegar a pedra, ela nos afasta com um outro raio lunar. Estava difícil para ela lutar com tantas pessoas ao mesmo tempo, presumo.

Agora a jovem deusa faz seus olhos brilharem e todos paramos e ficamos pasmos observando. Ela não tinha feito isso, era o que esperava, mas foi exatamente o que fez. Invocou os mortos. Vários zumbis meio esqueléticos com armaduras e armas estavam nos perseguindo. Nicolas e Peter agora não podiam distrair a deusa, estavam ocupado afastando os morto-vivos juntamente comigo e Malu.

Dean e Savvy pareciam não conseguir mais segurar a esfera de proteção. Liz tinha que pensar rápido. Felizmente ela se lembrou de um detalhe muito importante e esquecido.

– Dylan, invoque os mortos. – Pede ela olhando para o garoto que até agora estava matando alguns zumbis com chamas que saiam das mãos.

– Mas... – Ele tenta negar.

– Dylan, faça-me o favor, sei que você não gosta, mas precisamos pegar aquela pedra.

Ao observar todos do grupo sendo atacados pelos servos de Hécate ele assente com a cabeça. Antes respira fundo e seus olhos começam a expor um brilho negro e de uma rachadura no chão saem mais mortos vivos armados combatendo os zumbis de Hécate.

Enquanto isso Liz, Dean, Savvy e eu lutávamos com o restante dos zumbis com algumas armas caídas no chão. Era meio difícil identificar quais estavam ao nosso favor e os que estavam com a deusa, por isso, fizemos a melhor decisão possível, ir matando todo zumbi que aparecia. Dylan estava muito focado na necromancia, e com uma aparência muito cansada, não sei por quanto tempo ele iria aguentar.

Quanto a Malu e Peter, ambos uniram suas forças e fizeram uma espécie de redemoinho de água no caminho da deusa da magia que até o momento estava observando tudo com a pedra na mão. Nicolas estava subindo novamente as escadas e tentando distrair a deusa ou pegar a pedra.

Hécate havia conseguido fugir do redemoinho, mas este pegou sua perna fazendo ela se desequilibrar e cair da escada. Porém, ela desacelerou no ar e conseguiu parar intacta. Agora não tinha jeito, estava cercada por todos nós e os nossos mortos vivos estavam vencendo os dela. Aparentemente, pensei, não tinha jeito dela fugir. Eu estava enganado.

A deusa faz uma grande esfera negra e joga no chão. De repente tudo estava escuro.

– Lumus. – Digo juntamente com Dean e Savvy. Os semideuses estavam bem ao nosso lado.

Hécate estava correndo com a pedra na mão subindo as escadas. Felizmente, Malu atira uma faca em sua direção, fazendo-a parar tempo o suficiente para todos alcançarmos ela, menos Dylan que ainda estava concentrado com os mortos vivos que ainda lutavam.

– Boa mira, Malu. Agora enfim pegarei aquela pedra. – Agradece Nicolas, o que realmente foi estranho.

Eu rapidamente miro minha varinha na direção da deusa que estava voltando a subir as escadas e pronuncio:

– Impedimenta. – Isso a deixaria paralisada por algum tempo, não muito mas o suficiente para cerca-la.

Peter e Malu fazem dois chicotes de água e seguram os braços da deusa, Savvy e Liz miram suas armas na deusa a deixando imóvel, Dean invoca mais um escudo de proteção contra os poucos zumbis que vinham em nossa direção e Nicolas teve o grande prazer de andar calmamente até Hécate e arrancar a pedra que estava em sua mão.

Após isso, tudo some, zumbis, escadas e armas desaparecem com uma fumaça.

– Devo dar-lhes os parabéns, sabia que eram bons, mas não acreditava que me venceriam. Estou orgulhosa, parabéns a todos. Suas habilidades são excepcionais. – Elogia a deusa agora solta. — Dean poderia levar o Dylan até a enfermaria? Não é fácil invocar tantos zumbis assim.

Assim o bruxo leva o semideus, muito fraco e quase inconsciente até o portal que dava passagem a enfermaria. Quanto ao restante de nós, sentamos em uma mesa que havia no local com a deusa no centro.

– Como fizeram por merecer, darei minha dica para a primeira prova.

“Peguem

Tudo aquilo que tiverem

Corram dos céus ao mar

E cuidado para não acabar por morar

Numa cova

Onde não haverá volta

Será mais que um jogo

Por isso aconselho terminarem logo”

Após dizer isso a deusa desaparece num passe de mágica. Estávamos agora sozinhos e exaustos, aquele treinamento realmente foi pior que educação física no dia de queimada, mas principalmente pensativos com a dica de Hécate.

POV Dylan Growing

Lembrete: Nunca mais invocar os mortos. Realmente aquilo esgotou todas as minhas energias. Chamar mais de trezentos soldados e gladiadores mortos não era fácil. Fiquei um dia inteiro na enfermaria. Felizmente o “jantar” foi macarrão com salsicha.

– E ai, já está melhor? – Pergunta Liz que acabara de chegar com Malu e Peter.

– Felizmente sim, não precisavam se preocupar, já vou sair amanhã. – Digo pegando um livro que tinha em cima do criado mudo ao meu lado. – Acho que seria melhor vocês irem descansar também, vi o esforço que fizeram, provavelmente devem estar exaustos.

– Se pudesse casava com meu travesseiro. – Comenta o filho de Poseidon. Infelizmente imaginei essa cena, e não foi nada normal, afinal, o que era normal agora?

– Bem, o que aconteceu depois que eu sai? O que Hécate falou? – Pergunto antes deles saírem.

– Deu uma charada misteriosa lá. – Resume Malu, já não conseguindo esconder o sono.

– Algumas partes já fazem um pouco de sentido, mas preciso ter certeza... – Comenta a filha de Atena. – Mas agora, acho melhor irmos. Sinceramente estou sonhando com minha cama num momento. — Assim que todos saem eu também vou dormir.

Após mais alguns dias treinando com a deusa da magia, todos aprimoramos nossas habilidades e resistência, mas acredito que principalmente o dom de cair (N/A Malu: Só para constar eu não fui a única, dessa vez levei todo mundo junto... muahahaha).

Agora todos estávamos esperando dentro de uma espécie de sala cúbica com armas, armaduras e algumas cadeiras esperando abrir o portal para irmos enfim, e talvez infelizmente à primeira prova...

POV Kristal Andrade

Finalmente, duas semanas depois, estávamos nos dirigindo para o local da primeira prova. Os bruxos de Hogwarts já haviam escolhido seus times. Ao sairmos da torre, para entrar em um navio que nos levaria até o local da prova, os bruxos se amontoaram para nos ver. Vários estavam com os rostos pintados de acordo com as cores dos times para os quais torciam: azul para Atena, prateado para Ártemis e verde para Hécate. Eu acenei para alguns, tentando parecer simpática.

Todos, pelo que tinha visto, tinham recebido a mesma dica, e todos não faziam a menor ideia do que significava. Os times estavam juntos em uma mesma sala cúbica. Poucas pessoas conversavam, e a maioria eram pessoas do mesmo grupo, tentando pensar no que estava nos aguardando. Os bruxos empunhavam suas varinhas enquanto os semideuses pegavam todo e qualquer tipo de arma que tivesse ali, de arcos à lanças enormes. Esperamos por um momento, sem saber o que fazer, até que Dumbledore aparece.

– Espero que as instruções que as deusas lhe deram alguns dias atrás tenham ajudado em alguma coisa, pois as coisas não serão fáceis. — ele diz, sério. — Não posso dizer nada além dos objetivos. Essa prova é dividida em três partes, cada uma em homenagem a um deus. A primeira parte é de Zeus, onde terão que capturar o pomo de ouro. A segunda parte é de Poseidon, onde terão que capturar uma bandeira e fincá-la em uma pedra específica. A terceira parte é de Hades, onde terão que achar o deus, se quiserem sair vivos. O portal se abrirá dentro de um minuto.

Depois disso, ele sai, seguido por Louis. Prendo a respiração. Acho que nunca tinha estado tão nervosa em toda a minha vida. Ártemis tinha nos dado um treinamento intensivo e, agora, esse aviso nada amigável. Decidi me sentar junto com Will, mas não falamos nada por um tempo. Ele decide quebrar o silêncio.

– Até que as duas primeiras não parecem tão difíceis.

– É — concordo. — mas com certeza deve haver alguma coisa que eles não nos contaram.

Ele assente, e continuamos conversando até que, de repente, um portal se abre na parede oposta a onde estávamos. Ninguém pareceu tomar a iniciativa de se levantar e atravessar primeiro. Enfim, Akisha se levanta, coloca a aljava nos ombros, pega o arco e olha para nós. Depois, atravessa o portal. Aos poucos, fomos nos levantando também e logo todos tinham atravessado. Havíamos chegado em um lugar muito bonito. Parecia uma grande cadeia de montanhas, com neblina em todo lugar. Estávamos em uma montanha com uma superfície mais plana, onde os alunos de Hogwarts já se encontravam em arquibancadas. Assim que todos descemos da carruagem, vemos que Dumbledore e Louis já estão nos aguardando, o primeiro segurando um pequeno objeto dourado em sua mão. O pomo de ouro. Ele esperou todos nós descermos da carruagem. Não disse nada no início, apenas nos observou. Foi o tempo que precisamos para notar outros cavalos alados, de diversas cores, parados próximo dali. Eram como os que haviam puxado a carruagem, só que do tamanho de cavalos normais. Dumbledore percebeu que já tínhamos notado os cavalos e, para a surpresa de todos, abriu a mão, deixando o pomo de ouro escapar.

– E então — ele diz, sorrindo. — O que vocês estão esperando?

Notas finais
Gostaram? Algo precisa ser melhorado? RECADINHO: Bem... a Lady e eu tivemos uma ideia de pedir a vocês alguma música que represente seu personagem, em alguma hora ela pode ser bem útil, podem mandar por comentário ou mensagem, fica a seu critério, é opcional :D Então... Bye o/