Torneio meio-bruxo: jogo ou profecia?-interativa

10 São as nossas escolhas que revelam o que realmente somos


Notas iniciais
Hey semi-bruxos, a Lady e eu conversamos decidimos postar o capítulo mais cedo ^^ Antes gostaria e agradecer pelos lindo e maravilhosos comentários, thanks ^^ RECADINHO DA LADY: Primeiramente, me desculpe se esse capítulo não teve tantas partes engraçadas como os outros, eu tive que fazer umas tretas. (Luna: Eu achei bem engraçado ^^) Ah, e me desculpem pelas respostas aos comentários, eu tava respondendo pelo celular então é claro que saiu tudo bugado (sorry).


O céu de Manhattan estava nublado aquela tarde. Eu estava parado em um carrinho de cachorros quentes esperando meu pedido ficar pronto quando Andrew, um sátiro que havia me encontrado logo depois de ter saído do Mundo Inferior, aparece e me lança um olhar impaciente.
– Dá pra agilizar aí? Não temos o dia inteiro. — ele diz, olhando para os lados, como se procurasse por monstros.
– É só um cachorro quente — digo na defensiva — Não é como se um monstro qualquer fosse me atacar agora.
– Acontece que é exatamente isso que pode acontecer, Peter, e eu realmente preciso que você chegue ainda hoje no Acampamento. Caso você não tenha notado, já são cinco horas, e temos que estar lá antes das seis. Você não pode atrasar toda a missão e arriscar as nossas vidas por causa de um cachorro quente.
– Ah é? — digo, revirando os olhos — Apenas observe, meu caro jovem.
Ele vê que aquela discussão não iria levar a lugar nenhum e decide apenas observar a rua. O homem do carrinho me entrega o cachorro quente, que começo a comer quase instantaneamente. Estava faminto.
– Por que é tão importante me levar ao Acampamento antes das seis? — pergunto, curioso.
Ele hesita por um momento antes de responder, como se procurasse uma palavra ou uma explicação melhor.
– Os monstros estão em todo lugar por aqui, você que não sabe onde eles estão. E além do mais, achei que você fosse querer encontrar Malu o quanto antes, pelo que me contou.
Malu. Havia se passado muito tempo desde que a vi pela última vez. Eu nem sabia se ela havia sobrevivido ao ataque do minotauro, ou se estava no Acampamento, mas era meu último palpite.
– Sim, você está certo. — digo, jogando fora o papel engordurado do meu lanche — Tenho que achar a Malu.

POV Samuel Winchester

Meu dia havia começado de uma maneira muito ruim. Acordar sozinho todo dia com aquela estátua demoníaca de Zeus hippie que havia no meio do meu chalé já não era lá essas coisas, mas logo soube do torneio e que trabalharíamos com bruxos. Eu já sabia que eles existiam. Eu sabia tudo sobre Hogwarts. Meu meio irmão era bruxo. Achei que fosse o único no Acampamento inteiro que soubesse sobre Hogwarts. Aparentemente, eu estava errado.
Passei a manhã inteira treinando com minha espada até que uma garota, se não me engano Halle O'Riley, me avisou da reunião no refeitório. Foi quando descobri sobre o Torneio e os bruxos.
Sentei sozinho na mesa de Zeus e aguardei cada nome ser falado. Observei enquanto Poseidon tirava cada papelzinho, e quando houve aquela discussão entre o filho de Hefesto e o de Hades. Eles chamam um tal de Peter Calmon. A única Calmon que eu conhecia no Acampamento era Malu, e, que eu soubesse, ela não tinha nenhum irmão. Poseidon parecia aturdido. Teve uma conversa rápida com Louis, que logo continuou com o sorteio, como se nada tivesse acontecido.
Enquanto isso, pensei se Dean seria sorteado em Hogwarts. Seria muita coincidência se acabássemos os dois no torneio. Estava pensando que isso seria bastante improvável quando ouvi:
– Samuel Winchester.
Enquanto todos os olhos do refeitório se voltam para mim, tento me manter inexpressivo. Ando até onde os escolhidos, os deuses e Louis estão para receber os cumprimentos de todos. Não sei como eles conseguiam estar tão animados. Os deuses e Louis pareciam empolgados em mandar seus campistas para uma missão provavelmente suicida. Bastava olhar para o rosto dos outros semideuses pra saber que estavam apavorados. Porém decido guardar esses pensamentos para mim mesmo quando me posiciono ao lado do último que havia sido chamado. Eles chamam um tal de Peter Calmon. A única Calmon que eu conhecia no Acampamento era Malu, e, que eu soubesse, ela não tinha nenhum irmão. Poseidon parecia aturdido. Teve uma conversa rápida com Louis, que logo continuou com o sorteio, como se nada tivesse acontecido.
– Bem — diz Louis, após alguns outros nomes chamados — acho que esse foi o nosso último nome tirado do cálice. Uma salva de palmas para os nossos competidores!
Ele espera até que as palmas terminem para continuar.
– Gostaria apenas de fazer uns anúncios. Vocês já sabem, mas devo reforçar: não podem desistir do Torneio, é de extrema importância que participem. Receberão mais informações sobre as provas e as regras amanhã, em particular. Continuarão com suas respectivas atividades pelo resto do dia, exceto pelos sorteados, que terão o dia de folga para se prepararem, e haverá uma partida de capture a bandeira mais tarde.
Dou um pequeno sorriso ao saber que ainda haveria a partida hoje, imaginando se poderia ficar no time das Caçadoras. Elas com certeza eram melhores do que nós quando se tratava de Capture a Bandeira.
Os campistas já estavam se dispersando quando saí do refeitório pensando em quais provas existiriam nessa edição do torneio. Normalmente, de acordo com o que Dean havia me falado, elas eram perigosas e, muitas vezes, letais.

POV Dylan Growing

Peter Calmon? Não havia ninguém com esse nome, não que eu conhecesse, em todo o Acampamento. Olhei para Malu, que tinha sido sorteada alguns nomes depois de Samuel. Ela estava pálida, como se tivesse visto um fantasma. Movi a boca em uma pergunta: "Você o conhece?", mas ela não me respondeu, apenas tentou chamar a atenção de Louis, sem sucesso.
Quando Louis mencionou Capture a Bandeira, não pude deixar de fazer uma careta. Ser um dos chalés em minoria significava se juntar com outros chalés menores, que, na maioria das vezes, eram esmagados pelo time adversário sem dó nem piedade. Muitas vezes nem conseguíamos chegar do lado deles para roubar a bandeira. Digamos que não era minha atividade favorita no Acampamento.
Liz e Cristal, por outro lado, pareciam um pouco melhores. Claro que estávamos todos assustados com a ideia de participar do torneio, mas elas eram do chalé de Atena, um dos mais fortes, e quase sempre venciam. Passamos o resto do dia juntos, e de vez em quando elas lançavam olhares solidários para mim pelo que havia acontecido mais cedo. Não gostava que sentissem pena de mim, mas ainda estava chateado e com raiva. Não que isso não fosse comum, é claro; as pessoas geralmente me olhavam torto quando descobriam que eu era filho de Hades, mas mesmo assim...
Depois que Cristal saiu, eu e Liz ficamos sentados na beira do lago, sem dizer nada, só observando as pequenas vibrações na superfície da água por um tempo. Logo, ela perguntou:
– Então... você está bem?
– Sim — respondo, mesmo isso não sendo totalmente verdade. — Já me acostumei com isso.
– Isso não torna as coisas mais fáceis.
– Sei que não. Mas estou bem, não se preocupe — digo, esboçando um sorriso para ela. Ela parecia estar analisando a situação, sem saber se eu estava dizendo a verdade ou não.
– Ótimo. Porque vamos destruir vocês hoje à noite. — ela diz, me fazendo rir.
– Não duvido disso — respondo, sorrindo.
De repente, como se lembrasse de alguma coisa importante, seu sorriso se desfaz e ela olha em direção ao Chalé 3, subitamente preocupada.
– Havia quase me esquecido — ela diz, se levantando. — Tenho que ir falar com a Malu. Sobre o que aconteceu hoje cedo.
– Ah, sim. Posso ir também? — pergunto, repentinamente curioso. Tinha me esquecido de como ela parecia ter sido pega de surpresa no refeitório.
– Acho... acho melhor não. — Liz responde, já se afastando. — Nem sei se ela vai querer falar sobre isso, talvez me ponha para fora à pontapés, e eu não me surpreenderia se amanhã acabasse todo meu estoque de Nutella depois disso.
– Okay — digo, um pouco decepcionado com o fato de não poder saber o que estava acontecendo. Observo Liz se afastar e decido ficar o resto do dia, até a hora do capture a bandeira, fazendo um monte de nada.
Ao chegarmos no bosque no final do dia, definiram os times. Os chalés de Atena, Hermes, Dionisio, Apolo e Deméter contra o restante dos chalés e as Caçadoras de Ártemis. Dessa vez tínhamos o chalé de Ares e o de Hefesto, o que significava que poderíamos vencer, mas ainda estávamos em grande desvantagem numérica, e alguns filhos de Afrodite não são exatamente o que chamaríamos de melhor opção (a maioria). Estávamos quase sendo derrotados quando ouvimos um grito.

POV Peter Calmon

Havíamos chegado com exatos vinte minutos para as seis horas. Andrew disse que tinha combinado com o diretor do Acampamento, Louis, para nos encontrar no bosque, que estávamos atravessando quando perguntei:
– Por que não podemos entrar pela colina, como os outros?
– Achei que seria mais seguro pegar um caminho menos utilizado — responde Andrew, olhando o relógio pela décima vez.
– Claro — digo — é muito mais seguro adentrar numa floresta em um acampamento grego possivelmente habitado por monstros do que atravessar a barreira e chegar à segurança mais rapidamente. Além do mais, estou cansado, com fome e com sede, mas NÃO, temos que andar mais.
– Com fome? Como você pode estar com fome? Você comeu um cachorro quente a 40 minutos atrás, caramba! — ele diz, parecendo indignado.
– Isso não muda nada — respondo, desviando os olhos.
Chegamos em um local onde as árvores se abriam e formavam uma grande clareira. De longe, eu conseguia enxergar as luzes que emanavam dos chalés e do refeitório, localizados exatamente onde Andrew havia me contado. Mas ainda estávamos muito longe.
– Não era para o tal de Louis estar aqui? — pergunto, virando-me, mas Andrew havia desaparecido.
Olhei ao meu redor. Não havia sinal do sátiro ou de qualquer outro ser vivo, até que ouço um barulho, como se algo estivesse... sibilando?
Imediatamente, enfio a mão no bolso da minha jaqueta, procurando minha arma: um tridente, que deveria estar em sua forma de chave no momento.
– Procurando isso aqui? — pergunta alguém em algum lugar atrás de mim. Viro-me novamente para encontrar um garoto magro e musculoso de cabelos loiros me encarando com um olhar de zombaria, segurando a chave de bronze que deveria estar no meu bolso. Ao seu lado, havia uma mulher vestindo uma armadura grega completa, ou o máximo que podia usar: haviam duas caudas de serpente no lugar de suas pernas, e ela possuía um olhar mortífero. Estava segurando uma longa espada da qual pingava um líquido verde de aspecto venenoso. Onde as gotas caíam, a grama se tornava marrom e seca. Mesmo tendo estado no Mundo Inferior, não havia visto aquele tipo de monstro ainda. E havia ainda mais uma pessoa ao seu outro lado: Andrew.
– Andrew? Quem é esse? É o Louis? — pergunto, mesmo sabendo a resposta para a última pergunta.
– Louis? Eu? – o garoto ri com desprezo e a mulher-cobra emite uma série de sibilos esquisitos, o que eu suponho que também tinha sido uma risada. — Não, não. Meu nome é Stephen. Stephen Alexander Valentine. Estou aqui para lhe fazer uma proposta.
– Andrew, isso não foi o que combinamos — digo, ignorando o tal Stephen e olhando diretamente para o sátiro, que por sua vez, olhou para os próprios cascos.
– Esqueça o bode — disse Stephen, e dessa vez olhei para ele — Nunca foi o objetivo dele levar você ao Acampamento. O trato dele era comigo; ele está do meu lado. E essa é a proposta que vim lhe fazer.
Mantenho meu olhar fixo nele, esperando uma explicação melhor. Mas ele não parece estar com muita pressa.
– Veja bem — Stephen começou, de um modo descontraído. — Já vi muitos semideuses sendo rejeitados pelos pais. Até mesmo pessoas comuns sofrem nas mãos dos deuses. Afrodite formando e desfazendo casais a esmo, para se divertir, e acho que todos concordamos que Hera é realmente a vaca do Olimpo. Eu trabalho para algumas pessoas que planejam botar o Olimpo abaixo. Destruir toda essa coisa de Doze Olimpianos; fazer um mundo melhor. E acho que um filho de Poseidon poderia ser muito útil para nós. Por favor, aceite. Foi difícil conseguir convencê-los a chamar você para o plano.
Pensei um pouco. Lembrei de como passei um tempo no Mundo Inferior e meu pai não moveu um dedo para me ajudar. Pensei em como eu e Malu havíamos sido separados, e foi como me decidi. Se eu escolhesse ajudá-lo, talvez nunca encontrasse Malu novamente. Sabia que, se tivesse sobrevivido, estava a poucos metros de mim naquele instante. Esperei um momento antes de dizer minha resposta.
– Obrigado pela sua oferta, mas não. Tenho que achar minha irmã.
Stephen solta um suspiro e balança a cabeça um tom de desapontamento. A mulher-cobra ao lado dele sorriu, mostrando as presas.
– Que pena — ele diz — Você teria sido de grande ajuda. Não acho que semideuses com poderes tão grandes devessem morrer, mas não tenho muita escolha. Você — ele aponta para a mulher-cobra — pode fazer as honras.
Ele joga a minha chave entre alguns arbustos, e é tudo que vejo antes que a mulher avance em minha direção com a espada acima da cabeça enquanto eu grito.

POV Malu Calmon

Estava pensando no que aconteceu hoje mais cedo. Por que diabos eles tinham chamado o Peter? Era impossível. Ele tinha morrido. Eu vi. Mas não conseguia afastar a esperança de que ele estivesse vivo, mesmo sabendo a verdade. Dois anos haviam se passado desde o ataque, e se ele não tinha vindo me procurar até hoje, então não viria mais. Lembrei de minha conversa com Liz mais cedo, e como ela havia tentado me convencer de que talvez ele estivesse vivo. "Não." eu tinha dito. "Isso é impossível; eu vi ele morrer. E acho melhor você sair daqui a não ser que queira que seus livros amanheçam com páginas a menos amanhã."
– Mas que droga — murmuro, enquanto Dylan e eu nos dirigimos para nosso posto de defensores da bandeira. A Lua brilhava e iluminava tudo ao nosso redor, facilitando nossa visão. Não que isso fosse nos ajudar a ganhar.
– O que foi? — ele pergunta, curioso como sempre.
– Hã? Ah, estava falando sozinha. É que toda vez que jogamos Liz, Cristal e Nick ficam no outro time. E eles sempre ganham, o que significa dois dias de "Nós somos incríveis e vocês não". Seria bom variarmos um pouco. — digo, disfarçando. Além de Liz, e Louis, imagino, ninguém mais no Acampamento sabia sobre Peter, e eu não queria falar sobre isso agora.
– Sei como é. — diz Dylan, olhando enquanto a líder das caçadoras, Akisha Assfly, anda em nossa direção, graciosamente. Seus pés mal pareciam tocar o chão.
– Okay, pessoal — ela começa. Seus cabelos loiros brilhavam à luz da Lua fazendo com que tudo ao redor dela parecesse mais claro, como se o brilho viesse dela. — Se quisermos ganhar isso, precisamos trabalhar em equipe. Se alguém chegar até aqui, façam de tudo para que esse alguém não pegue a bandeira. Deixem o resto conosco.
– Acho que deveriam deixar mais pessoas aqui. Só nós dois não deve adiantar. — Dylan diz, fazendo Akisha franzir as sobrancelhas.
– Vocês dois são filhos de dois dos Três Grandes. Preciso de Samuel na linha de frente, senão ele estaria aqui. Mas tenho certeza que vocês vão conseguir. Além disso, algumas caçadoras estão nas árvores, e os filhos de Hefesto montaram armadilhas aqui. Ninguém vai conseguir chegar muito perto da bandeira. — ela diz, sorrindo. — Acho que vamos ganhar.
Depois de dizer isso, ela vai conversar com um pequeno grupo de Caçadoras que estava aguardando ali perto e já as conduz em direção ao território inimigo.
E foram vinte minutos de muita paz e sossego. Eu estava quase cochilando apoiada em minha espada de bronze celestial e Dylan brincava com as sombras de alguma coisa. Foi quando vi algo se movendo entre as árvores.
– Dylan... — comecei a dizer, e imediatamente um grupo de filhos de Hermes, liderados por Nick, saiu correndo em nossa direção, saindo de seus esconderijos nas árvores. As Caçadoras lançaram uma saraivada de flechas, derrubando alguns deles, mas Nick conseguiu chegar onde a bandeira estava. Eu já havia preparado a minha espada quando ouvimos um grito vindo do outro lado da floresta.
Era comum ouvirmos gritos durante o Capture a Bandeira, de pessoas surpreendendo umas às outras, mas nada como aquilo; parecia desesperado, um verdadeiro pedido de ajuda. A voz me parecia familiar, mas não conseguia me lembrar de nada. Olhei para Nick e soubemos que, quem quer que fosse, estava em perigo. Começamos a correr em direção ao som e acabamos em uma clareira. Havia um vulto deixando o local naquela hora, algo que me lembrou uma cobra, e no centro da clareira, com um corte feio na lateral do abdômen estava Peter.
Fiquei paralisada; aquilo foi um golpe e tanto. Eu não sabia o que fazer. Nick tentou me tirar do transe, sem sucesso. Algumas pessoas já tinham começado a chegar, e os filhos de Apolo já iniciaram os cuidados médicos, enquanto algumas Caçadoras seguiam a criatura que havia adentrado mais o bosque. Louis se aproximou de nós.
– Levem-no para a enfermaria. Deem um pouco de néctar. Os sorteados venham comigo, por favor. — ele diz, rapidamente, e vai em direção à Casa Grande.
Aos poucos, todos os sorteados começam a segui-lo, mas eu não. Eu queria ficar e perguntar para Peter por onde ele esteve, o que tinha acontecido, qualquer coisa. Ele estava inconsciente agora, e tento me aproximar, mas sinto uma mão no meu ombro e viro-me.
– Temos que ir. Ele vai explicar sobre o torneio. — diz Nick, apreensivo, como se estivesse com medo de que eu desmaiasse a qualquer momento. Imagino como estaria a minha expressão. Eu devia estar parecendo enjoada ou qualquer coisa. — Você está bem?
Aceno com a cabeça enquanto ele sinaliza para que eu o siga. Ao chegarmos na sala de reuniões (basicamente uma mesa de ping pong onde colocamos muitos nachos), os outros participantes do torneio já estão acomodados, esperando Louis começar.
– Bem — ele diz — Vou falar rapidamente sobre o Torneio. Ficaremos hospedados em Hogwarts. Eles nos cederão uma torre. Não quero saber de brigas, nem entre semideuses, nem entre os bruxos e muito menos entre os dois. Teremos que trabalhar em equipe. As provas testarão vocês. Vão nos mostrar os que têm força, coragem, inteligência e determinação suficiente. Vocês serão divididos em três grupos quando chegarmos lá, e esses serão seus grupos durante todas as provas. Não terá troca de grupos. Alguma pergunta?
Eu levanto a mão e pergunto:
– O que vai acontecer com meu irmão?
Faz-se um silêncio repentino na sala. Todos pareciam confusos. O primeiro que falou foi Nick.
– Irmão? — ele perguntou — Que irmão? Era ele lá na clareira?

– Sim — respondo. — Eu achei que ele estivesse morto... não sei o que aconteceu, nem como ele chegou aqui.
– É uma longa história. Tenho certeza que Malu explica depois. Ele vai ficar bem. — Louis diz, mudando de assunto rapidamente. — Os filhos de Apolo já devem ter cuidado dele. Quero que peguem seus pertences o mais rápido possível. Assim que Peter melhorar, iremos para Hogwarts.

Notas finais
E ai gostaram? Algo precisa ser melhorado? Eu gostaria de dar o meus parabéns pelo primeiro capítulo inteiramente da Time Lady *aplausos* Bye o/