Torneio meio-bruxo: jogo ou profecia?-interativa

7 As coincidências e ironias do universo bruxo


Notas iniciais
Olás semi-bruxos Aqui está mais um capítulo, dessa vez com quatro POVs Ainda vou precisar de mais dois ou três capítulos de apresentação (dois para semideuses e mais um para bruxos) Obrigada pelos coments :D

POV Savannah Hayles

Lá estava eu, na biblioteca de Hogwarts lendo um livro sobre poções feitas com partes de bicórnios junto com meus amigos Luke Foster e Kristal Andrade, ambos da Corvinal. Todos nós não tínhamos aula agora, então, nada melhor que estudar um pouco antes. Queria aproveitar ao máximo para ler alguns livros antes de voltar para casa, já que meus queridos irmãos adotivos sempre me desconcentravam quando começava a ler um.

– O que você achou de ontem anoite Savvy? – Pergunta Luke que acabara de ler sobre a poção polissuco.

– Está falando daquela voz misteriosa parecendo um velhinho com ataque cardíaco? – Retruco fazendo ele e Kristal rirem.

– E não se esqueça também da invocação do Cálice, se aquilo foi uma espécie de feitiço, era bem poderoso, devo dizer. – Fala a menina de um modo intelectual.

– Concordo com você. Aliás, será que ainda vai ter o Torneio Tribruxo? – Pergunta Luke curioso.

Antes que eu pudesse responder, entra pela grande porta da biblioteca Merida Dunbroch, era impossível não reconhecer aqueles cabelos ruivos rebeldes, ela assim como eu, era da Grifinória. Aquilo era no mínimo estranho, naquele horário, ela deveria estar na aula de Feitiços, o que importa era que estava se aproximando de nós.

– O professor Túlio pediu para eu chamar vocês. Parece que vai ter alguma coisa no Salão Comunal. – Avisa ela, aparentemente curiosa e apressada.

– Já estamos indo – Respondo enquanto ela já caminhava em direção ao salão.

Agora me encontrava na mesa da Grifinória enquanto Luke e Kristal estavam na da Corvinal, meus dois colegas “grifinos” que normalmente se sentavam ao meu lado na mesa haviam ido para casa hoje de manhã, após seus pais acharem que Hogwarts não era mais um lugar seguro. Sendo assim, só olhava para frente esperando o pronunciamento de Dumbledore. Quando o mesmo começou a falar não podia acreditar, não que ainda haveria um Torneio “Tribruxo”, mas sim a parte dos semideuses. Eu sabia o que eram, sabia o que faziam e sabia até onde moravam. Como eu tinha amplo conhecimento sobre isso? Digamos que eu não sou totalmente bruxa, nem mestiça de trouxa.

Eu sou uma bruxa semideusa.

Por isso, ao ouvir tal palavra, eu quase entrei em pânico, escondia esse “pequeno detalhe” sobre mim desde quando entrara em Hogwarts, tinha medo das consequências que poderiam acontecer se contasse, ainda mais que no mundo bruxo, pouquíssimo se falava sobre semideuses e quando se falava, muitas vezes era algo sigiloso, não faço ideia por que. Neste exato momento Luke e Kris havia percebido minha expressão de preocupação, o que era raro já que tinha fama de ser corajosa e foram discretamente até minha mesa.

– Surpresa e tanto, não é? Para ser sincero nem eu sei exatamente o que são semideuses. Só sei que se levar ao pé da letra o significado, são meio filhos de um certo deus. Mas devo dizer que o que eu ainda não entendi foi a sua cara Savvy, você é uma das pessoas mais corajosas que eu conheço, não ficaria assim só por causa disso, o que aconteceu? – Diz Luke tentando me reconfortar mesmo estando um pouco preocupado. Respiro fundo e demoro um tempo para responder, pensando no que deveria fazer.

– Por que você diz que não sabe o que é uma semideusa se agora mesmo está olhando para uma? – Digo por fim, bem baixinho para ninguém mais ouvir, não iria mais conseguir esconder isso.

– Wow.

É a única coisa que escuto deles antes da Kris me abraçar e do menino apertar minha mão ambos tentando me reconfortar e me dar força, ainda pareciam confusos, mas acho que não iriam querer me encher de perguntas agora, normalmente não gostava de contato físico, assim como os dois, mas acho que agora eu precisava. De repente me lembro que Dumbledore estava falando, seria melhor não ter ouvido, trinta bruxos e bruxas seriam selecionados pelo Cálice.

Meu coração quase saia pela boca, ainda bem que não saiu, porque isso seria nojento. A cada papelzinho que voava até o respeitável diretor, era um minuto de tortura e nervosismo. Felizmente já haviam sorteado três nomes e nenhum era o meu. Comecei a ficar mais calma e relaxada, voltava ao meu estado normal e comentei com os dois alunos da Corvinal que ainda estavam lá.

– Até que não seria o fim do mundo se o meu nome saísse em uma daquelas notinhas voadoras.

– Essa é a Savvy que eu conheço. – Diz Kristal mais calma por me ver novamente ao meu estado natural.

– É isso ai! – Fala Luke com um sorriso de orgulho.

Quando dizemos uma coisa, não quer dizer que queremos que aconteça, mas como o universo é uma força que provavelmente deveria ser chamado de ironia ele acha que tudo que falamos sem a intenção de nos meter, tem que acontecer. E comigo não seria diferente, “valeu universo”

– Savannah Hayles. – Fala Dumbledore lendo o papelzinho em alto e bom tom.

Neste momento deu uma pequena vontade de correr léguas, porém ao em vez disso, crio fortes ondas sem querer toda a água do copo que Luke estava na mão, este olhou para o copo e me falou tentado me dar força “boa sorte” e com um olhar de “o que que é isso?”. Em milésimos de segundos consigo me controlar para não causar um dilúvio em Hogwarts. Ando lentamente até a bancada onde se encontravam os outros três jogadores e recebo as formalidades dos que lá estavam.

– Acho que não vai mais precisar esconder quem você é Savannah Hayles – Cochicha para mim Dumbledore.

POV Luke Foster

Pois é, a vida é uma ironia que vale a pena ser vivida, eu acho, ou pelo menos disse isso só para reconfortar a mim mesmo.

Estava no Salão Comunal ajudando a minha amiga Savvy a quase não surtar e fazer sei lá o que com a Escola, já que não sabia bem quais eram os poderes dela, só sabia que estava aflita. O que era muito incomum, para uma pessoa que enfrentou três dementadores no Expresso Hogwarts. Kristal, minha amiga também da Corvinal estava lá.

Só me lembro de ter escutado o nome de Savvy pronunciado pelo diretor, logo a vejo na bancada recebendo os parabéns de todos. Mas não foi esta a maior surpresa do dia.

– Luke Foster. – Ouço o Alvo dizer olhando para a mesa da Corvinal tentando me achar, o que seria impossível, já que estava na mesa da Grifinória.

Me levanto e vou caminhando lentamente até o palco onde estavam Savvy, Dumbledore, Minerva Mcgonagall, William Wallace, Flora Dawlish e Katryna Smith. Sinceramente era muita coincidência estar no Torneio junto com minha amiga, que acabei de descobrir que era uma semideusa.

– Bem vindo ao Torneio senhor Foster, seus pais ficariam orgulhosos. – Diz Dumbledore com um sorriso, que me deixa um pouco sem graça, mas muito feliz.

POV Kristal Andrade Vagne

Este não foi um dia normal, mas posso dizer cheio de coincidências: a Savvy ser uma semideusa e meus dois únicos amigos serem selecionados para o Torneio... Não podia acreditar, imediatamente tive uma mistura de sentimentos, porém ainda transparecia a mesma expressão indiferente de costume. Por um lado queria entrar, jogar com os meus amigos e ajudar nas provas que exigissem preparo mental, por outro isso seria loucura entrar em um Torneio nunca antes travado.

Agora, nem minhas notas exemplares e minha inteligência ajudariam. Tudo dependia do maior inimigo da ciência, a sorte. Três nomes foram sorteados

Nenhum era o meu.

Depois de mais um papelzinho tirado, levo um susto.

– Kristal Andrade Vagne – Fala Dumbledore olhando para mim.

Não sei se isto significava ou não que a sorte estava ao meu favor, mas, mesmo assim fui em direção à bancada com um pequeno sorriso.

POV Merida Dunbroch

Feitiços, minha aula preferida depois de Defesa Contra as Artes das Trevas. Ter vindo para Hogwarts foi definitivamente uma das melhores coisas que já me aconteceram, me salvou de ter me casado ainda jovem com uma pessoa que eu mal conhecia, digamos que meus pais eram bem tradicionais quando se diz respeito a casamentos arranjados. Mas o que importava agora era, estava aprendendo sobre um dos feitiços que tenho mais habilidade: incendio, um dos meninos que estavam na sala quase queimara a mesa do professor Túlio. A aula estava sendo produtiva até que Minerva Mcgonagall abre a porta chamando a atenção de todos.

– Professor Túlio, quero que reúna todos os alunos no Salão Comunal e chame os bruxos que estiverem na biblioteca. – Minerva mal diz isso e já sai, antes mesmo de ouvir o “claro” do feiticeiro, provavelmente estava apressada para comunicar as outras turmas.

– Bem, ouviram a professora, vamos ao Salão Comunal. A propósito, senhorita Dunbroch, poderia chamar os alunos que estiverem na biblioteca? – Túlio pergunta, mas não era exatamente uma pergunta, parecia mais uma ordem.

Não sou de obedecer ordens, mas como vi como era importante a possível reunião, não fiz nenhum comentário ou “mas” e fui chamar os leitores. Logo depois já estava sentada na mesa da Grifinória ouvindo o discurso surpreendente do Alvo Dumbledore. Já ouvi falar desses tais semideuses em um livro que peguei escondido na sessão privada da biblioteca. Agora estava esperando calmamente os nomes sorteados pelo Cálice.

Medo? Sinceramente é algo que não tenho nem estava naquele momento, acredito que seria bem divertido entrar nesse Torneio. Cinco nomes já haviam sido sorteados , coincidentemente de duas das três pessoas que chamei na biblioteca.

– Merida Dunbroch. – É o que ouço de Dumbledore que lia o sexto papelzinho.

Fiquei muito animada, quantos desafios cheios de aventura e perigo me aguardavam? Fica imaginando em minha mente enquanto ando rapidamente para o palco onde recebo muitos parabéns e um elogio de Dumbledore:

– O Torneio que lhe aguarde, tenho certeza que será muito corajosa nele.

Notas finais
O próximo capítulo será sobre os semideuses Espero que tenham gostado :D Algo precisa ser melhorado?