Topo do mundo
36 Contra o tempo --- Parte 2
Notas iniciais
POV Narradora.
Olá povos e povas. Estamos, infelizmente no penúltimo capítulo, ou seja, vou ficar sem emprego! Não! Com a crise de hoje, serei uma narradora desempregada! Ninguém merece! Alguém tem uma vaguinha aí pra mim? Mas, ainda não estou totalmente condenada a esse destino, eu vou narrar esse e o próximo. Que vai ter… ação! E eu espero que realmente gostem.
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Yokai não foi nem besta de perder tempo e contra-atacou com um tentáculo e os nossos mocinhos desviaram pros lados. Eles se entreolharam e foram seguir o plano, Rô iria com Hiro, tanto pra ele levá-la a luz como explicar tudo a mesma que ficou presa durante todo o planejamento. Ela não estava assustada, pelo contrário, estava amando a aventura, o sangue fervia nas veias e o cérebro trabalhava como nunca. Ela suava assim como o Hiro, não de nervosismo, mas por adrenalina. Baymax também estava com eles, afinal e sempre bom ter um robô desses por perto, né? Eles corriam desviando dos ataques, Callanghan não mostrava piedade ou sanidade. Todos desviavam, porém, não daria para fazer isso para sempre. Tinha que agir, e levar Rose para desativar de vez a luz do infindo. O que definitivamente não iria ser nada fácil. Vendo que estavam ocupados, Yokai lançou microbôs que descongelaram a máquina, conseguindo, isso acarretou em uma ventania descomunal, parecia um tornado. Mas, sem matar ninguém. A máquina começava a emergir para fora do esconderijo, entrando em contato com a cidade, o teto do local foi abaixo.
— Ok, vocês me resgataram muito legal. Mas, como vamos parar isso?— Rô falou articulando em direção a máquina que começava a deixar São Fransokyo com o clima estranho e tempestoso. Hiro tentou manter a calma. Olhou pra cima e, em seguida, pra garota com preocupação.
— Eu preciso te levar lá pra cima. Te leva pra ela. Você tem que ir até a máquina.— Afirmou subindo em Baymax enquanto Rô ficou atônita.
— Uou! Espera aí! Como assim me levar lá pra cima? Hiro me explica direito isso, eu não estava com vocês no planejamento. Por que eu tenho que ir até lá?— Ela falou parada onde estava. O garoto respirou fundo.
— Você precisa ir lá pra cima. Só você pode desativar tudo sem se machucar ou machucar alguém, nós vamos distrair o Callaghan para que você possa fazer isso sem distrações. Nós confiamos em você, eu confio em você. Certo?—Ele perguntou olhando fixamente a mesma.
— Sabe que eu não consigo dizer não quado você fala desse jeito.— Afirmou brincando com um sorriso pequeno. Hiro correspondeu o sorriso, subiu no Baymax e ajudou Rose a subir. Com um impulso, ela montou em Baymax e segurou na cintura do rapaz já que o medo de altura digamos… ainda atrapalha um pouco.
— Baymax vai!— Hiro falou ao amigo que levantou voo em alta velocidade. Enquanto isso a equipe lutava bravamente contra Yokai em terra para distraí-lo.
Honey fazia a substância grudenta e parou um dos tentáculos no ar quando veio outro e a mesma fez uma bolha de materiais químicos.
— Que deva vú em?— Pensou sozinha. Em outro local, Fred e Gogo foram pegos em paredes que ficavam cade vez menores e Wasabi em uma esfera de microbôs. Hiro, Rose e Baymax via tudo de cima. No entanto, diferente da última vez, não tinha vozes gritando desesperadas por não saberem o que fazer, mas sim, em sintonia com o conselho que seu líder, apesar de sem-noção, deu aos mesmos.
— Vocês lembram não é?— Honey começou fazendo 2 bolas grudentas para sair. Um sorriso botou no canto da boca de Hiro. Em seguida, Honey saiu majestosamente da sua bolha como um golfinho.
— Claro. Temos que usar essas cabeças de coxinha…— Fred afirmou junto a Gogo, quando Gogo ia rápido e ele esquentava as paredes, para sair. Realizando o ato de sair em seguida.
— Pra sair dessa furada!— Wasabi terminou cortando o chão para escapar.
— Olhar por um novo ângulo!— Todos exclamaram em uníssono fazendo Hiro ficar cheio de orgulho. Tanto ele como seus amigos aprenderam afinal o fato de olhar por um novo ângulo. Tadashi ficaria todo orgulhoso também, mas isso é uma batalha, e então, não há tempo para distrações. E já que isso foi uma distração né, Yokai percebeu onde eles estavam indo e deu um dos ataques. Não acertaram eles por pouco, foi de raspão, mas o suficiente para Rose perder o equilíbrio e cair. Não ela não cair do Baymax, por pouco também. Mas ela ficou pendurada no Baymax. Hiro se estava calmo, entrou em pânico completo. Rose, que por sinal sabia que isso aconteceria, gritou:
— Não saia daí!— Afirmou pendurada como uma roupa em um varal no robô.
— Como não quer que eu saia, estamos mais de 540 metros do chão subindo ainda mais e você está pendurada! Faço como você, ainda quer que eu fique calmo.— Falou sem calma.
— Não lembra, você está conduzindo o Baymax, se sair, ele ficará desorientado.— Ela disse sentindo os dedos escorregarem do metal liso — Você disse que confiava em mim. Prove isso agora.— Afirmou. Ele não reagiu, Rô tinha razão. E por sinal, bastante equilíbrio e agilidade. Como uma ginasta, deu um pulo e ficou no ar, programou uma flecha para atacar, e a marrou em um cipó em um tentáculo parado por Honey, deu um mortal e caiu, por pura sorte ou até mesmo por equilíbrio, de pé. Em seguida, pegou uma flecha e atirou em frente a um tentáculo a frente, que como a outra flecha tinha ácido sulfúrico, os transformou em pó. Hiro estava boquiaberto.
— Eu disse que fiz ginástica na infância?— Afirmou irônica se sentando.
— Por que não estou surpreso.— Disse sarcástico. Ambos avançavam em direção dá máquina em um cenário digno de fim do mundo.
— Aquela coisa é coisa é monstruosa.— Hiro afirmou. De fato, essa era a palavra, monstruosa. De botar medo mesmo. Era uma visão mais pavorosa do que do portal anterior e não era só naquele casarão que as coisas estavam loucas.
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Abigail estava arrumando a papelada em uma mesa, o expediente tinha acabado, nenhum acidente ocorreu graças a ela e a equipe e poderia voltar pra casa em paz. Ou era o que ela pensava. A mesma começou a ouvir uma gritaria grande do lado de fora, não pensou duas vezes, pegou a bolsa e saiu correndo do prédio para o lado de fora. Ela via a cidade com um clima catastrófico e o foco da tempestade não ficava muito longe dali. Ela conseguiu ver a máquina que causava essa confusão.
— Essa não.— Pensou sozinha. Começou a correr em disparada ao edifício desviando da ventania. Conseguiu chegar ao jardim inteira, mas com alguns arranhões. Ela viu Rose e Hiro e a ficha caiu. Ela percebeu tudo, e ela também sabia do acidente que tinha acontecido a Rose, o seu pai lhe contou o que aconteceu, mas não como terminou, por essa razão, ficou surpresa quando viu a menina uns tempos atrás.
— Eu tenho que ir até lá.— Pensou. Porém, um pedaço da casa caiu sobre ela. Não a feriu, mas a deixou presa como em uma gaiola só tendo uma janela para observar, era parte do telhado, era muito pesado para levantar.
— Droga!— Esbravejou. Agora, mais do que nunca, precisava de ajuda.
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— Certo, Hiro, meu caro, como você exatamente quer que eu pare, isso?!— Rose afirmou histérica gesticulando a máquina do tempo com o campo quase recuperado do congelamento. Ele olhou bem pra máquina.
— Temos que desativar a fonte de energia.— Afirmou.
— Significa que eu…— A morena começou.
— Vai ter que ir até lá e parar manualmente.— Hiro completou receoso. Rose engoliu a seco. Aquilo provocava arrepios na garota. Mas, ela tinha que faze isso.
— É muito arriscado. Você não precisa afazer isso podemos achar outro jeito… — Hiro iniciou a falar.
— Não dá tempo.— Rose firmou em um tom meio pesaroso — Aquela coisa não vai parar a menos que eu a desative. Eu preciso fazer isso.— Disse com uma convicção anormal. Hiro estava nervoso. Ele tinha medo, medo de perdê-la também, a última vez que fez isso, quase perde Baymax. E não queria a perder, de novo não.
— Rose, por favor não faça isso.— Disse com a voz trêmula segurando a mão da garota. Rô sentiu que ele estava gelado. A garota olhou para o mesmo de um jeito terno, aquilo despertava compaixão na mesma, tinha ideia que era importante pra ele, assim como ele era pra ela. Respirou fundo e começou:
— Hiro eu sei que não quer que eu vá e sei o porque de não querer que eu vá, mas eu vou ficar bem. Agora me leva até aquela coisa. Eu vou ficar bem.— Terminou, o garoto obedeceu. Baymax fiou em pé e pousou delicadamente, os dois jovens desceram e correram até a máquina. Ela era realmente monstruosa. E não era só isso que animava os ânimos.
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— Vamos gente não podemos desistir.— Honey falou evitando o ataque como os outros.
— Honey, o Hiro e a Rose estão fazendo a parte deles, tá na hora da gente vazar.— Fred afirmou queimando alguns microbôs.
— Não acredito nessas palavras, mas ele está certo, vamos morrer aqui se continuarmos.— Gogo afirmou pelo comunicador.
— Certo, vamos dar o fora daqui.— Honey concordou. Todos correram para fora desviando de alguns pedaços da casa que caiam com a ventania. Eles chegaram a lado de fora quase intactos.
— Certo, e agora? Qual é o plano?— Wasabi indagou.
— Isso é uma excelente pergunta.— Fred ironizou a situação.
— Hiro, Hiro. Tá escutando, responde cara!— Gogo chamou nervosa pelo garoto. Só se ouvia um chiado no outro lado.
— Não responde. O campo magnético do portal deve está dando interferência.— Falou.
— Tem alguém aí?— Todos ouviram uma voz chamando da parte norte do terreno. Os mesmos foram até lá. Poderia ser alguém precisando de ajuda. E de certa forma estavam certos.
— Abigail?— Disseram todos em um uníssono perfeito. A mesma olhou para eles.
— Gente, me ajudem a sair daqui!— Ela pediu, quase implorou, diria. Honey fez uma bola de congelar e Gogo jogou um dos seus discos que quebrou a “prisão” de Abigail. Ela saiu pelo buraco feito.
— O que você está fazendo aqui?— Honey perguntou.
— Vim ajudar a parar esse desastre. Vim colocar juízo na cabeça do meu pai.— Afirmou.
— Você não pode ir pra lá. Está o caos.— Gogo avisou a moça.
— Toda cidade está, tem grito, correria, pessoas apavoradas. Se não me ajudarem, vou só. Vocês decidem.— Disse confiante. Não tiveram outra opção.
— Vamos.— Wasabi falou.
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— Certo vamos fazer isso direito, Hiro me passa o cubo antes que eu mude de ideia de fazer essa loucura.— Rô firmou afobada. Estavam no alto, em uma plataforma onde a máquina do tempo estava. A luz do infindo estava ao centro do portal do tempo. Ela pegou o cubo e começou a chegar perto. A ventania havia piorado e o cabelo ondulado da garota rodava furiosamente pelo ar. O garoto ficava em uma distância segura, tanto para ajudá-la a se concentrar, como evitar um ataque surpresa.
— Rose, cuidado!— O garoto berrou a jovem. Um ataque de microbôs atingiu a garota que caiu, mas não se machucou. Pôs-se de pé novamente, estava bem. Hiro foi pra frente da garota de um jeito protetor.
— Que bonitinho. Vocês formam um belo casal, pena que se não saírem da frente, nenhum vai sobreviver para contar a história.— Ameaçou, no entanto, nenhum dos dois mostrou medo.
— Rose agora!— Hiro exclamou pulando para o lado saindo da plataforma e Baymax foi a seu encontro. Ela abriu o cubo e a luz começou a escorrer para dentro dele, enquanto ela tentava conter a energia para não sair do lugar dela. Isso gastava forças, e estava sentido seu corpo todo doendo. A sua pele começava arder. Porém, não fraquejaria de maneira nenhuma, apesar da dor gritante estampada em seu rosto. Yokai iria se aproveitar do fato para atacar quando foi parado.
— Pai não faça isso!— Uma voz soou. Todos pararam, exceto Rose que pegava a energia para o cubo, coisa que ainda lhe causava bastante dor.
— Abigail?— Callaghan indagou com voz baixa indo em sua direção. A jovem adulta saiu do meio dos escombros meio machucada e com a roupa um pouco rasgada. Ficaram frente a frente, ele com ela, olhando fundo nos seus olhos azuis.
— Pai, por favor não faça isso.— Callaghan ficou em choque. Fazia meses que Abigail não o chamava de “pai”— Eu sei o que está tentando fazer e eu quero que saiba que eu sinto muito. Você só está tentando acertar as coisas entre nós, mas assim? Destruindo a cidade e tudo que eu amo, que você ama? Você é a minha única família e eu sempre vou te amar. Porém, eu serei também bem enérgica, eu estou tentando a todo custo te dar o meu perdão e esquecer o passado, no entanto você está jogando ele na minha cara. Escute bem Robert, eu juro pela minha vida, que se insistir com isso, não darei o trabalho de você ter nem o meu nojo, que nem disso você vai ser digno de ter. E bem enérgica continuo, quero enfiar juízo nessa sua cabeça, não vou impedi-lo, mas se continuar, nem me chame mais de filha, porque pra mim você não será meu pai. E infelizmente vou confirmar que perdi meu tempo tenta me reconciliar com você.— Ela disse tudo isso entre soluços e lágrimas nos olhos— Por favor me prove que estou errada. Como fazia na época das robô-lutas.— Callaghan estava chorando a essa altura e com a mão direita no rosto da filha de um jeito paterno.
— Dá sermão igual a mãe.— Afirmou arrancando um sorriso triste de Abigail que abraçou forte em seguida.
— Me perdoa?— Perguntou cheio de remorso de tudo que fez. Todos estavam sem reação.
— Claro, só não tente mais destruir a cidade por minha causa, ok?— Ela brincou. Nesse momento Rose fechou o cubo que liberou um onde de energia derrubando tudo pela frente, incluindo ela da plataforma.
— Rose!— Hiro exclamou, ela estava caindo ao ar livre, e mesmo que subisse no Baymax, não conseguiria pegá-la a tempo, a queda era muito rápida, a jovem gritava desesperada e todos fecharam os olhos esperando pelo pior. Pior, será que depois de tanta luta e quase uma vitória, acabaria assim?
Com uma a menos?
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