Topo do mundo

29 A esperança é a última que morre.


Notas iniciais
Oi gente * desviando de facas, armas de fogo, armas brancas, feitiços, pragas e outros tipo de mortes.* Eu sei, eu sei. Vocês me odeiam. E não culpo vocês por isso.É um ódio bem merecido. Enfim, posso dizer que o sofrimento pode amenizar um pouco. Não dou spoleirs. E euzinha, digo que fiz uma pequena homenagem a uma das minhas leitoras que sempre está aqui e, atualmente, está cavando minha cova. Enjoy! -A ESCRITORA

Pov Narradora/ Personagens

Minha cabeça está mergulhada em escuridão. Minha armadura está arranhada, e algumas partes da minha roupa, em rasgos. Meu capacete era a única razão de ainda está, pelo menos, ciente de alguns sentidos. Tudo aconteceu tão rápido, tudo que eu via era escombros, todos caindo em cima de mim. Por que? Porque eu sou um herói, e eu sei que essa responsabilidade é muito mais do que usar um simples capa. Foi isso que eu fiz, decidi me sacrificar por quem eu amava, meio clichê não? E isso teve um preço: Minha vida. Ou era pra ser. Não sei bem. Só sei que nada menos que a mais pura sorte, ou até mesmo pensamentos rápidos, me livraram daquilo que eu jurava ser o meu único destino e sem nenhum retrocesso: A morte.

Os dois pensaram, ambos viveram…

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Escuridão. A palavra que definia o estado de ambos. Ambos separados, ambos perdidos. Mas, para o alívio de vocês leitores de quem vos fala, narradora, vivos. Ele e ela, Hiro e Rose, ambos sem caminhos, no entanto, mais guiados do que nunca, pelas profundezas do poço escuro de suas almas e pensamentos. Venham comigo, vamos com eles, venham ver que segredos essas paredes de metal têm para esconder. E que verdades têm para serem desvendadas. Pois para chegar no topo, tem que começar de baixo.

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Minha flecha tinha acertado em cheio, bem no alvo, minha mira é excelente. E é essa mira que quase me condena. Quase. Estou bem viva, incrivelmente viva. Eu acordava lentamente, eu estava sob proteção de uma cúpula. Uma cúpula de cipós. Minha flecha deve ter se ativado quando cai de costas enquanto corria para me proteger, na minha corrida, cai de costas e bati a cabeça ficando inconsciente. E foi ativada, possivelmente a ponta deve ter saído. Foi isso que me salvou, ainda bem que me salvou. Eu despertava do impacto da queda que levei, meus olhos se abriam lentamente. O primeiro objeto em minha vista foi a parte de cima da cúpula. Com as mãos, eu levantei e fiquei sentada no centro do espaço que me encontrava. Tirei meu capacete e coloquei minha mão na têmpora esquerda, minha cabeça estava latejando um pouco. Minha armadura estava um pouco deplorável, mas boa para batalha. No reflexo do vidro do capacete, vi meu rosto, um pouco surrado, incluindo alguns cortes pequenos, porém, normal em geral. Eu comecei… a rir. Isso mesmo, rir. Estava viva, era o que importava, tinha que achar os outros. Achar a luz, salvar a cidade e resolve essa minha “morte”.

Mas, sabe, prioridades né? Tinha que tipo, sair dali. Coloquei meu capacete novamente e, com uma ponta de uma flecha, fiz um buraco nos cipós, levou um tempinho. Com um chute forte, abri de vez o buraco. Engatinhei pela saída, até está totalmente no lado de fora. Me limpei e pus-me de pé. Tinha escombro pra tudo que era lado. E o chão estava acidentado.


Isso vai ser bem complicado Eu pensei.

Deixei minha intuição me guiar. Até chegar em uma parede, e que ótimo, sem saída! Bom, foi o quê eu pensei até esbarar em uma espécie de botão e ver que não era uma parede qualquer, era uma passagem secreta! Cara… isso é muito legal. A porta abriu revelando um caminho escuro, mas eu não tenho lá muita escolha, e adentrei. As laterais eram escuras de metal, eu acho. Ela ficava iluminada aos poucos, com uma luz no fim do túnel. Literalmente. Eu estava frente a frente com uma sala de filmagens.

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Foi tudo tão rápido. Os pedaços da construção caiam, eu ia cair junto. Foi por muito pouco. Parece que parede atrás de mim, era meio que… secreta, e ela fez um giro. Quando a mesma virou, eu fui levado para uma outra sala. Eu cai com tudo. Parecia uma peteca arremessada ao chão. Porém, vivo. Tinha que sair dali. Achar os outros, e fazer… um monte de coisa!

— Pessoal, estão na escuta?Disse chamando eles, mas a conexão estava ruim. Tinha que ir mais adiante, pelo menos para achar sinal. A sala que eu me encontrava era outra. Ela era média, com as paredes de metal. Isso é o que devia está impedindo o sinal.

— Parece que a luz do infindo foi desenvolvida aqui.Disse pegando um pedaço de aço do chão meio queimado. Meu capacete mostrava um índice, não letal, de radiação.

E de fato, leitores, foi ali mesmo. A narradora que fala. Ele continuou a andar pela sala, a cada 5 minutos procurando sinal e nada. Hiro prosseguia a procurar do mesmo, ou uma saída, não conseguia pensar em coisa nenhuma, até topar com um dos pensamentos que Fred disse antes do desmoronamento. Era impossível. É claro que tudo que sentia era só amizade, ou não? Ele parou repentinamente. Tinha passado por tanta coisa, que tinha perdido toda e qualquer convicção que possuía. Pelo menos, nesse assunto. O que ele sentia? Essa pergunta era sem resposta, mesmo sendo um prodígio, ele não consegui responder. Se encontrar nessa situação era um tanto frustrante a ele. Tal estado de dúvida era mais estranho ainda, se não gosta mesmo dela, qual o porquê da dúvida?

Chocalhou a cabeça e prosseguiu. Mas será que gostava mesma dela? Muito mais do que só amiga? Será que ele era mesmo afim da melhor amiga?

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Rose estava frente a frente de uma sala de câmeras. Era lá que ocorreram as gravações de tudo que tinha acontecido. A menina ainda estava com a sensação que tudo era estranhamente familiar. A sala era grande, a mobília era resumida em materiais químicos, como tubos de ensaio, pipetas, gota a gotas etc.

— Se a Honey estivesse aqui…A morena pensou lembrando da amiga que é vidrada em química.

— Se o Hiro estivesse aqui… ele saberia o que fazer. Aquele sem-noção sempre sabe.Lembrou do mesmo. Essa lembrança a fez sorrir, mas tinha que ter foco.

Andou pelo recinto, seu arco estava rente ao corpo, o que, se precisasse, já podia atirar. Ela achava aquilo muito familiar. Começou a ter a sensação que estava mais perto de onde não queria estar, mas não simplesmente não estar por proteção ou incomodo, mas é como não quisesse está lá de novo, de tal forma que não queria passar por lá de novo. Os seus olhos verdes percorriam o espaço em busca de uma saída e… nada. De novo.

— Talvez as gravações tenham alguma coisa que possa me ajudar. E por onde eu começo? Indagou-se diante do teclado cheio de botões. Realmente era naquela hora como o Hiro fazia falta. Essa é a pate chata de ser só de biológicas, você não sabe hackear um computador!

— Essa é a parte ruim de ficar sozinha! Cadê os prodígios de robótica quando se precisa em? Reclamou sozinha, tinha certeza que não estava sendo vigiada. Apertou o primeiro botão que viu, um laranja todo iluminado da mesma cor. Isso se deu para um monte de abas que a mesma não fazia a mínima ideia por onde começar. Ela ficou paralisada em meio de tantas opções.

—Bom quem sabe, aqui?Tentou pressionando outro botão, sendo esse vermelho. O mesmo deu origem há uma espécie de “mouse” controlado pela mão.

— Hum, Gravações completa? O quê você colocou aqui, que não podíamos ver lá, Alister? Disse com um pouco de desdém movendo os sistemas até abrirem as gravações. De fato leitores, os segredos que aquelas paredes de aço e metal guardavam, começavam a desmoronar…

°°°

Tudo bem, está tudo bem. Tá, quem eu quero enganar, tá tudo uma catástrofe, uma catástrofe! Eu não sei o que fazer, estou tão perdido quanto o Fred em uma convenção da razão. Eu ainda estava na sala de desenvolvimento da luz. Apesar de fazer 10 anos que ela foi desenvolvida, havia registros de radiação. Algo tão forte assim não pode parar nas mãos do Callaghan nem em sonho.

Soltei aquele pedaço de metal, e rondei a sala. Não tinha nada que realmente importasse.

Continuei andando. Não acredito no fato de que a Rose morreu. Aquela maluca era uma pessoa tão cheia de vida, com tanto coisa boa no futuro. Tava até pensando em colocá-la oficialmente no nosso grupo. Mas, agora… não dá mais. Ela se foi, salvando uma das cosias mais preciosas do mundo: Uma vida. No entanto, a custo da dela. Porquê? Por que a vida me odeia tanto assim? Por que parece que ela que tirar tudo de mim?

— Ai…Gritei ao bater em um grande computador no meio dos devaneios. Ele parecia ser o computador central! Era isso, eu poderia achar a localização dos meus amigos por ele, baixar o mapa, e converter para um rastreador de calor! Eu sei muita coisa para assimilar, mas eu tinha que tentar.

Comecei a hackear os sistemas, pulando os códigos de segurança, e procurando a localização das salas, e suas câmeras de sensores de movimento, calor e som. Em seguida, passei tudo para o meu capacete por meio de um cabo, e deu certo! Já ia ir embora, quando eu resolvi checar as câmeras e sensores e calor da sla do primeiro desmoronamento. Fui até as gravações e o que eu vi me chocou. A sala do desmoronamento onde a Rose estava tinha uma cúpula de cipós o que me deu uma esperança que ela estivesse viva ainda. Mas, quando dei o zoom, nunca me arrependi tanto de fazer algo. Tinha sim a cúpula, mas… em pedaços! Ela tinha sido esmagada! Não tinha nem chance de escapado! Ela…tinha morrido mesmo!

Não tive estômago para aquilo. Era demais, não tinha psicológico para aguentar aquilo. Uma das minhas melhores amigas, não estava mais aqui. Pior. Por minha causa! Foi minha culpa! Não aguentava mais, sai correndo da frente daquela tela, que, infelizmente, concluiu o que eu já sabia. Mas, não aceitava. Corri o mais rápido que eu podia. Não interessa-se pra onde fosse, só queria fugir daquela agonia que eu sentia dentro do meu peito. Era uma sensação muito ruim, que eu não sentia desde a … partida do Tadashi. Não importava se eu caísse em uma armadilha, se achase o Yokai, tudo havia sido tirado de mim.

Em um momento acabei caindo no chão por tropeçar. Derrubei o meu capacete no chão. Peguei de volta. Eu via meu reflexo nele, meu rosto tinha alguns corte e algumas partes da minha roupa estava rasgada. Um pouco de gás se misturava a minhas lágimas que jorravam meu rosto, as mesmas formavam pequenas poças na frente de proteção, eu soluçava forte, como se toda esperança fosse sido tirada de mim, até eu ouvi uma voz conhecida.

Hiro?— Era a moça-consciência! Ela estava aqui, mas como?! Ela tinha ficado abstrata.

— Moça, é você?Indaguei me recompondo da surpresa, pensei que nunca mais ia vê-la.

Sim, sou eu Hiro. Pode me chamar de Ally, fica mais fácil a comunicação. Mas, isso não importa. Por que você está assim? Estou preocupada.Ela disse em sua doce voz materna.

— Ally, eu perdi tudo. Minha família, meus amigos, o Baymax, a Rose. Tudo! A vida consegui tirar tudo de mais importante de mim!Disse em meios soluços. Eu começava a chorar, isso tudo enquanto via meu reflexo Por quê? O que eu fiz de tão ruim? Eu sempre quis ajudar os outros. Tudo que eu sempre quis, mesmo não admitindo a mim mesmo, era olhar no espelho e ver alguém que valesse a pena. Esse foi o meu mal. Eu não vejo nada. E ainda perdi alguém quem valia. Ela não merecia isso! Ally ela não vai voltar nunca mais! Eu nunca vou poder olhar, viver ou conversar com ela de novo.

Eu soube Hiro. Eu, que cuido dos seus orbs de memória, vi o que aconteceu. E algo bem incomum também. Uma esfera cinza azulada. Eu não via uma dessas desde que seu irmão se foi. Pelo jeito essa garota era muito importante para você não? Indagou a mim. Todo mundo tirou hoje pra me perguntar isso.

— O que isso importa Ally. Ela não está mais aqui. Ela não é como o Baymax que pode ser reconstruída. E como será que ele está? E a galera? São tantos problemas Ally.Desabafei ainda com os olhos marejados. Tinha que falar com alguém.

—Mas, como consegue falar comigo? Não voltou a ser abstrata?Perguntei eixando uma lágrima deslizar pela minha bochecha.

Possivelmente o gás que foi lançada teve o mesmo efeito do que ocorreu na biblioteca. Porém, com um grau menor. Que só me permitiu falar, não você vir até aqui. O que foi muito bom por sinal. Esclareceu.

— Você não pode dar um jeito de eu esquecer tudo?Falei em desespero.

Não posso. Tenho que zelar por suas memórias, por mais ruins que sejam, ela constroem seu caráter. Não são como arquivos de computador que podem ser apagados. Eu sinto muito. Mas, acho que tem alguém que realmente gostaria de falar com você…Ela disse em um tom misterioso/brincalhão na parte final. Eu começava a ouvir uma voz. Uma voz familiar. E também passos, cada vez mais perto. A voz cantava uma música:


On top of the world, on top of it all, trying to feel invincible, eeee oh!

Até eu ver um outro reflexo no capacete, eu conheceria esses olhos verdes em qualquer lugar. Eu não estava acreditando no que via. A voz estava atrás de mim, e quase podia senti uma respiração na minha nuca.

But I'm dying on top of the world

A voz sussurrou perto de mim, até eu me virar e ver a portadora de olhos verdes sorrindo. Era ela, e viva! O sorriso era grande e estava sem capacete, o que me permitia contempla mais de perto seu olhos verdes que pareciam duas esmeraldas. A mesma estava com seus olhos marejados.

Quando você vai aprender que nunca vai se livrar de mim. Não é Hiro? Ela me falou com seu soroso de anjo.

Rose…

Notas finais
Aleluia! E pra gritar de pé gente! Eles se encontram! E minha morte foi revogada! Estão contentes? Sim, não, Comentem. Até a próxima.-A ESCRITORA