Topo do mundo

30 Uma perfeita desordem


Notas iniciais
Povos e povas. Leitores e leitoras, sejam bem-vindos novamente. Pelo visto minha sentença de morte foi revogada no último capitulo e eu terminei hoje de tampar o último buraco das minhas milhares de cova que vocês leitores cavaram nos últimos capítulos. Não minto, fiz por merecer, jus ao fato de quase ter matado todo undo. Eu sei, eu não estava em meu perfeito juízo, porém eles estão vivos. Então leitores vocês devem estar se perguntando:" OK BF6, pra quê esse rodeio todo criatura?" Aí está o cerne da questão, é ler pra saber. Então,Boa leitura.-- A ESCRITORA.

POV Narradora

O garoto deu um salto abraçando a menina na mesma hora. A garota retribui o abraço. Eles ficaram abraçados por um bom tempo. Como na vez na biblioteca, porém eles tinham escapado de coisa pior: Morte. Hiro abraçava ela como se fosse a última vez que faria isso, bom poderia ser mesmo a última vez. Mas, aí vocês matariam a escritora e não ia ter mais história, enfim. Rose também estava emocionada, era como um peso tivesse sido tirado de suas costas, ela não estava mais só, seu sacrifício (ou quase), tinha valido a pena. Uma onda de alívio invadiu a alma de ambos. Até que tiveram de se separar, pelo menos para respirar.

― Eu não acredito você tá aqui! Mas como? A pedra, você morreu?― O jovem disse incrédulo no que via, nesse caso sua amiga supostamente “morta”.

― Ah, você tá falando daquela pedra. E que pouco depois que eu sai, uma pedra deslisou de onde eu estava. Só isso, mas pelo visto você ficou bem preocupado né? Relaxa Hiro, de mim você não se livra fácil.― Rose disse no seu otimismo radiante. Para Hiro, era incrível como ela conseguia transformar uma situação de pura terror, para pua alegria. Era um dos seus dons.

― E você por que não está com os outros? Encontrei você chorando horrores no chão. E muito machucado por sinal. Olha pra isso na sua testa.― Ela falou olhando um hematoma na testa do mesmo, não era muito grande.

― E que houve outro deslisamento e eu fiquei pra salvar o Baymax, até que fui salvo por uma porta secreta. E consegui um rastreador de calor para achar o pessoal. ― Falou animado.

― Você, não toma jeito mesmo não é garoto. Que bom que está a salvo.― Disse respirando fundo.

― E que bom que tem esse rastreador, porque eu to perdida legal aqui.― Rô disse fazendo graça. O garoto riu da morena.

― Então vamos começar a procurar.― Hiro pronunciou.

°°°

― Direita.― Hiro falou para a amiga. Cujo os pés estavam doloridos de mais, fazia mais de meia hora que estavam atrás dos amigos e nada. O resto dos integrantes se mexiam muito por sinal. Hiro também estava com os pés doloridos, mas não desistiria tão fácil. O jovem apesar de rastrear os outros, não esquecia ainda o assunto que o Fred lhe encucará na cabeça. Tentava se concentrar na busca e até conseguia, porém, o assunto volta e meia, voltava a perturbá-lo. E por que estava com tanta dúvida?

Para evitar a pagar mico, tentou puxar assunto.

― Então, Rô. Como você consegui escapar? ― Indagou tento puxar assunto e se distrair.

― Eu acordei já dentro da cúpula. Eu cai de costas no meio da minha fuga e fiquei inconsciente, mas uma das flechas foi ativada com o impacto e criou a cúpula e me salvou. Depois que eu acordei, fiz um buraco e sai. Pouco tempo depois, uma pedra despencou e destruiu a cúpula. Eu tô viva, se é o que quer saber.― Disse rindo.

― E você? Depois que eu apaguei, o que aconteceu?― Perguntou desconfiada.

― Eu…fiquei mal. Afinal, pensei que você tinha morrido. Aí continuamos relutantes, houve uma armadilha. Eu e o Baymax ficamos presos. Como eu achei que não tinha nada a perder, decidi ficar e salvar Baymax, o cubo está com ele. ― Lógico que ele não contaria a ele o que o Fred indagou sobre a friedzone. Diria, se quisesse que a Rô entrasse na lista das garotas que nunca mais falaria com ele, que de acordo com os dados, e bem grandinha. Pelo menos, não falar de supetão.

― Hiro, Hiro!― Ela gritou.

― O quê? ― Ele perguntou assustado.

― Você tá me encarando. Tem alguma coisa que queira me contar?― Ela perguntou rindo.

O garoto mergulhou fundo nos olhos esmeralda da menina. O mesmo sentiu um arrepio subir pela espinha até a nuca. Por que toda vez que fazia isso se sentia assim? Olhava para olhos todos os dias de pessoas diferente, mas só acontecia isso quando olhava para os dela. Ele refletiu em tudo que ambos passaram, do vazio que ele sentiu quando pensou que tinha a perdido. Não sentia-se assim desde que perdeu o irmão. Ela era importante, mas qual o grau de importância? Ele refletiu, não negava que chegava a sentir certa atração, mas se convencia de não passar de pura admiração. Pensou mais, e chegou a uma conclusão, só admiração não faria sentir o que ele sentia, ela era como uma luz no fim do túnel, um ombro amigo pra chorar, uma alma igual que passou o que ele passou e não iria julgá-lo. Rose não era perfeita e tinha consciência disso, mas era de certa forma perfeita sim, pra ele, ela era sim perfeita. E o mais importante, ela era linda por dentro, e se não tivesse afim dela não teria tanta dúvida! Gostava dela além de amiga. Mas, não iria se precipitar. E se ela não gostasse dele? Mas, não queria estragar tudo por causa de uma dúvida. No entanto, a hora de falar seria agora, depois de tanto rodeio e dúvida que fizeram os leitores surtar de obvio que é.

Eles já estavam andando um tempão, quando Rô bate o pé.

― Já chega! Estamos andando faz um tempão. Vamos para pelo menos 5 minutos. ― Exclamou se apoiando na parede tirando o capacete para respirar.

― Rô, eu sei que não é, nem de longe, a melhor hora. Eu preciso de sua ajuda.― Falou me acanhado fazendo a morena levantar a sobrancelha.

― E que eu quero dizer umas verdades, e não sei como fazer isso.― Afirmou respirando fundo.

― Ahn. Claro, prossiga.― Falou enquanto ambos descansavam.

― Essa pessoa não tem lá muito juízo. Pensando melhor nenhum juízo. Mas, ela nunca diria não a um amigo que precisa de ajuda, e legal, inteligente, prestativa e curiosa. Bem curiosa. Um pouco esquentada, mas com o melhor coração de todos.― Hiro falou parando. Rô ficou atônita frente a frente ao garoto.

― Você me pegou legal. Eu não sei o que dizer, mas…― Ela parou no meio da frase.

Olhou para o jovem, ele estava… sorrindo?

Não sorrindo do tipo “eu tô feliz” ou “que dia agradável”, era de um jeito diferente, tipo “eu sou completamente maluco”.

Ela nunca tinha parado pra pensar como o sorriso dele era até bonitinho; e esse era grande o suficiente para deixar bem amostra o espaço entre os dentes que era uma graça. Esse sorriso era torto e meio bobo. Mas, longo e sincero. Era como se ele tinha que dizer tudo outra vez. Todavia, havia algo bem errado, errado não diferente. Estava mais perto?!

Uma das mãos de Hiro puxou a garota pela cintura pra mais perto dele, fazendo a garota escorregar um pouco no chão. A outra mão se localizou na nunca da garota subindo até seus fios castanhos, desencadeando um arrepio súbito pelo corpo da garota, a fazendo perder um puco do equilíbrio.

Por um longo milésimo de segundo, Rô pensou que poderia contar os fios dos cílios do rapaz. Podia ver com perfeita nitidez como os olhos cor de avelã dele caia bem com seu cabelo nego e rebelde, parte da sua descendência japonesa. Ela demorou a assimilar tudo por causa da falta de oxigênio, ou foi isso que a cientista mirim deduziu. Na realidade era o oposto, a aproximação era tanto que o ar era compartilhado. Eles começaram a sentir uma energia, uma energia que se apoderava deles. Uma força de atração como a de um ímã, um ímpeto inexplicável. Eles estavam centimilímetros perto um do outro. Os jovens estavam cada vez mais perto, quado Hiro tomou atitude, e puxou a cintura da garota de vez.

A mesma nem teve tempo para pensar naquela atitude “ousada”, pois no segundo seguinte ela sentiu um toque de lábios junto aos dela sem nenhuma pista que iriam se mover de lá. Rô ficou totalmente sem reação diante da situação. Era um beijo! Depois de 2 segundos de pura surpresa, ela fechou os olhos e correspondeu. E como em!

Hiro a puxou para mais perto, fazendo ambos se chocarem. Rose trançou os dedos nos cabelos negros rebeldes de Hiro, o trazendo para mais perto dela também. Os lábios de ambos estavam em perfeita sincronia e sitônia. Era um senhor beijo, os lábios daqueles dois estavam juntos e não iriam se separar tão cedo. Era calmo, mas intenso, como uma orquestra que vai aumentando sua música. Cheio de paixão, intenso e sentimentos novos. Foi uma mistura de choque elétrico, felicidade e loucura. As emoções dos dois estavam a mil, como o coração. Era um sentimento arrebatador, que fazia as respirações intensas como o beijo. Foi um pouco desengonçado já que era o primeiro beijo dos dois, mas acredite em mim, não impediu nada!

As mãos do garoto estavam na cintura da menina segurando a mesma como se fosse escapar dali. Não importavam a luz, o problema, Yokai, nada. Ela ali, era tudo o que mais Hiro queria. As mão do menino subia pra nuca, volta ao seu lugar de origem em seguida. Nesse ritmo, os dois estavam muito colados. Era um beijo inesquecível, o mundo poderia acabar que não estavam nem aí. Era digno de fazer alguém esquecer o próprio nome. Rose desceu as mãos do cabelo ao pescoço do jovem, entrelaçando os braços no mesmo, como os beijos de cinema. O beijo era tão perto que o nariz dos dois trombaram um pouco. Tudo aconteceu ali mesmo, em plena situação de vida ou morte. Machucados, arranhados, não importava. O amor provava que não era uma coisa de primeira vista, porque isso leitores não existe. Se constrói com o tempo conhecendo o defeito uns dos outros. Porque amar, não é fechar os olhos para as falhas dos outros, e saber delas e aceita mesmo assim. E era isso que eles dois sentiam, por mais jovens que fossem, já eram mais cientes que muita gente adulta, apesar de imaturos, e muito, tinham consciência do amor e suas consequências, era algo que foi criado para aumentar com o tempo. E… pôr as necessidades de alguém acima das suas. Isso que é amar. É um fato sem explicação, que não se diz, se sente.

Mas, tudo que é bom dura pouco, e eles são seres humanos e precisam do precioso oxigênio doador de vida, também mais conhecido como respirar.

Hiro delicadamente segurou a nuca de Rose, afastando delicadamente de seu rosto.

Ambos estavam cara a cara, não falaram nada. Não precisavam dizer nada, a situação que passaram tinha dito tudo. Os dois estavam mais vermelhos que um tomate. Porém, Hiro nem se deu ao trabalho de esconder o sorriso que ia de orelha a orelha. Não mentiria pra si mesmo. No fundo queria fazer aquilo desde que a encontrou novamente.

Hiro foi 5 metros no mínimo da garota, ele se conhecia. Porque sabia se encarasse aqueles olhos verdes tentadores novamente, a primeira coisa que faria é dar outro beijo naqueles lábios rosados que fazia sua racionalidade ir pro espaço! Poeticamente falando. Ouvia muito do Tadashi que o primeiro amo nunca se esquece e que zoaria ele pra caramba. Também ouvirá como a paixão influencia na vida, mas sentir n pele é outros 500. Ele achava que se conhecia, agora não tinha certeza de mais nada. Só uma, tinha que impedir o Callaghan, porém tinha que resolver essa questão. O garoto surtava mentalmente e se segurando pra não grita de alegria, medo, raiva, felicidade, essas coisas que se sente quando você está assim.

Já estava feito, não tinha volta. Rô estava o outro lado a 5 metros de distância, também sem reação.

Involutivamente, Hiro passou a ponta dos dedos encima dos lábios. Estavam quentes, por que será? (Momento ironia!).Mas sentia uma sensação boa, reconfortante, isso tem nome: Paixão. Ela era diferente, em todos os sentidos. Alguém que não deixaria nada nem ninguém tirar dele de novo. Ela era alguém que Hiro tinha satisfação em lutar. Tomou coragem, ou melhor, vergonha na cara e chegou perto da garota.

― H-Hi-Hiro, é…― A morena gaguejou.

Ele pegou na mão da garota, encostando a testa na da dela.

― Eu te prometo. Nada de mal vai te acontecer, custe o quê custar. Vamos sair bem dessa, eu prometo. Minha rosa.― Ele falou.

― Já tenho um novo apelido?― A jovem ironizou.

― Sinta-se honrada.― Ele embarcou na brincadeira.

Ia dar outro beijo se o Baymax não tivesse chagado bem na hora.

― BAYMAX!― Os dois levaram um susto. O pessoal estavam vindo, eles acharam seus amigos. Assim como as respostas a parte de suas dúvidas. Afinal, eles eras dois adolescentes, com uma missão. Eles ficariam juntos e a cumpririam. Até porque… é verdade que a fé move montanhas, a amizade a terra.

Mas o amor, o universo…

Notas finais
É ISSO MESMO POVOS E POVAS ELES SE BEIJARAM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Até que fim, porque eu sei que tem certas pessoas que estavam bem fim de esfregar a minha cara no asfalto. Ludimilla é hoje,pode festejar o fim da Friendzone, esse shiper Hirose, está o auge. Só comemoração, aeee!! Até as próximas.-A ESCRITORA.