Too Late

9 Capitulo 09


Catherine se remexeu na cama sentindo um vazio onde ele deveria estar. Ela então abriu os olhos para confirmar sua falta, o cheiro dele fez seu peito se apertar. Ela puxou o lençol para cima e se sentou na cama, imaginando onde ele poderia estar, não tinha muitos lugares que ele pudesse ir. Ela olhou para a porta notando sua presença. Ele estava vestido apenas com sua calça com uma caneca na mão. Com passos lentos ele se aproximou da cama e se sentou ao lado dela, lhe entregando a caneca. Seu café cheirava muito bem e ela agradeceu com um sorriso carinhoso.

Ele olhou para ela beber seu café, seu cabelo ainda estavam bagunçados e seus olhos sonolentos. Ela engoliu seu café com dificuldade quando notou o olhar quente em seus olhos, ele provavelmente estava relembrando os momentos da noite e isso lhe causou a envergonhar-se. Sua mão foi parar em seu joelho dobrado ao lado dele, ele se aproximou mais dela deixando seus rostos a poucos centímetros.

– você é linda enquanto dorme. – ele sussurra carinhosamente. O pensamento dele a assistindo dormir faz um frio percorrer sua espinha, ela acredita que só um homem apaixonado faz isso, mas ela não pode se enganar. Nick é diferente. Ela se assusta quando ele tira a caneca de sua mão e a descansa sobre o criado-mudo. Seus dedos acariciam seus cabelos da nuca enquanto seu olhar se fixa calorosamente ao dela. E o ar escorrega de seus pulmões quando a mão em seu joelho desliza um pouco mais para baixo. Ele sabe que ela não tem nada alem desse fino lençol cobrindo seu corpo, e essa ideia faz suas veias queimarem. Ele resvala seus lábios no dela suavemente e depois de novo até que ele a beija e sua mão dá mais uma escorregada sorrateira no meio das suas pernas. Ela geme em sua boca e Nick aperta sua coxa. Ele a quer de novo, ele não pode controlar seu desejo por ela e ele não sabe de onde vem esse sentimento, mas ele sabe que vem com força demais para ser impedido.

Ele está com a perna dobrada na cama, seu corpo inclinado sobre o dela, sua mão chegando cada vez mais perto de onde ele quer tocá-la e fazê-la perder todos os sentidos. Uma corrente de adrenalina se espalha por seu corpo e ela coloca a mão em sua nuca, apreciando os lábios molhados e macios dele. Seu telefone toca e ela para de beijá-lo, seu olhar é de decepção.

– eu preciso atender. – ela diz com culpa, sabendo que a historia se repetia.

– é o preço de ter uma mulher tão disputada. – ele diz sorrindo e levantando as mãos para cima fora dela. Ela sorri e pega seu telefone no criado-mudo.

Depois de desligar o telefonema de Davi, ela tinha que voltar ao trabalho e eles tinham que parar com a brincadeira. Agitação total fez o dia simplesmente voar, e quando ela olhou para cima de seus relatórios o céu já estava azul escuro, anunciando a chegada da noite. Nick entrou em sua sala silenciosamente, ela olhou para ele com um sorriso quente nos lábios e ela largou os arquivos de suas mãos.

– terminou? – ela perguntou, se levantando dando a volta na mesa para ficar de frente para ele.

– sim, está cansada demais para sairmos? – ele sugeriu, pegando a mão dela.

– acho uma ótima ideia. – ela diz sentindo seu aperto em sua mão, seu olhar ainda é quente sobre ela quando ele leva sua mão aos seus lábios e beija o nó dos seus dedos.

– vamos. – ela diz puxando a mão dele.

Com uma toalha branca nas mãos ela desapareceu no banheiro, assim que eles chegaram na casa dela. Nick foi até a cozinha abrindo a geladeira e tirando uma cerveja de dentro, surpreendentemente, estava uma noite amena. Ele abriu a garrafa jogando a tampinha de longe na lata de lixo, fazendo uma sexta. Ele foi para o quarto dela, possivelmente atraído por seu aroma levemente adocicado.

O cheiro não vinha dela, já que ela continuava no banho. Ele sabia que vinham de suas coisas, do lençol onde eles haviam feito amor na noite passado e mais provável de sua camisola jogada em cima da cama. Ele pegou o material macio e escorregadio em seus dedos se lembrando de deslizar o tecido para fora do seu corpo. Ele levantou a peça mais perto do seu nariz, fechando os olhos ao sentir o cheiro do seu perfume. E como o cheiro é um desencadeador de memórias, ele não podia se ajudar quando as imagens dela penetraram sua mente, quando seus gemidos acariciavam seus ouvidos e até mesmo a sensação dos espasmos de prazer dela em seus braços.

– te deixei sozinho tempo demais? – ela perguntou encostada ao batente da porta. Ele sorriu sem graça e voltou sua camisola sobre a cama. Ela sorriu provocadoramente, contente que esteja virando sua cabeça.

– sempre. – ele disse se sentando a cama, seu olhar sedutor caindo sobre seu corpo. Ela se aproximou pegando a cerveja da mão dele e tomando um gole e o beijando com lábios gelados logo depois. Ele pegou a garrafa de volta e ela caminhou até o grande espelho preso a parede. Ele tomou um gole do liquido refrescante e olhou para ela deslizar o roupão fora de seu corpo. Ela vestia apenas um conjunto de lingerie vermelho quente e ele precisou apertar a garrafa em sua mão para se conter.

– você é linda demais. – ele disse e ela o olhou por cima do ombro com um olhar provocante, que foi o suficiente para leva-lo a loucura. Deixando a cerveja de lado ele se levantou. Seus olhares se encontraram no espelho, ele estava atrás dela sem encostar seu corpo. Os dedos frios que seguravam a garrafa em sua cintura a fizeram suspirar. Ela jogou a cabeça para trás quando seus dentes deslizaram sobre a pele sensível do seu pescoço. Seus dedos puxam a alça de seu sutiã para baixo de seu ombro onde ele morde e logo beija docemente. Catherine geme.

– Nick... Se ainda quer sai. Precisa parar.

– ok... Eu vou tomar um banho gelado. – ele diz e sai do quarto a deixando com um sorriso bobo nos lábios.

Notas finais
sei que demorei, mas espero que tenham gostado.