Too Late
10 Capitulo 10
Notas iniciais
Seus dedos estavam entrelaçados aos dela enquanto ele a guiava entre as pessoas na pista de dança. Eles se sentaram ao balcão e pediram suas respectivas bebidas.
– esta cidade definitivamente não tem entretenimento. — Nick comentou ao notar o baixo movimento no bar.
– não, não como Vegas. – ela observou, mas ela gostava do bar em que estavam. A musica era boa e as pessoas estavam ali somente para se divertir e não arrumar confusão. Las Vegas podia ser bastante louca às vezes.
– você gosta mesmo daqui, não é? – ele perguntou olhando em seus olhos destacados pelo contorno do lápis preto que complementava sua leve maquiagem.
– eu gosto – ela respondeu humildemente. Eles ficaram em um silencio confortável, Nick a olhou, ela estava distraída, observando o gelo tilintar enquanto ela circulava o canudo no copo. Essa mulher sentada ao seu lado era a mulher mais fascinante que ele já havia conhecido e amado. Ela já tinha sido machucada de diversas maneiras, fisicamente ou emocionalmente e ela nunca. Nunca. Deixou de ser fascinante. Ela sempre fez as coisas da sua própria maneira que no fim sempre foi a maneira certa.
– você sempre foi tão linda. – ele quebrou o silencio e quando ela se virou, seu olhar foi o bastante para deixá-la desesperada. Catherine já havia tido muitos relacionamentos em sua vida, ela sabia distinguir olhares de apenas luxuria de puro amor e o que ela viu no olhar dele foi uma deliciosa combinação das duas coisas.
Delicadamente ele colocou seu cabelo para trás do ombro o descobrindo. Ela fechou os olhos para apreciar o doce arrepio em sua nuca quando as pontas de seus dedos acariciaram seus ombros indo para a parte superior do seu vestido, onde as duas alças se encontravam em um nó. Ele se aproximou do seu ouvido, seu cheiro era embriagador.
– gosto disso. – ele sussurrou, seu halito quente em sua orelha. Apertando a beirada da mesa ela se focou em não gemer quando seu dedo se moveu para baixo em sua espinha pela abertura do seu vestido.
– Nick. – ela ofegou e apertou sua coxa para que ele parasse. Ele a olhou, tirando sua mão dela. – estamos em um local publico, e não sei se posso manter minha sanidade assim. – ela disse em um tom baixo e ele a beijou sorrindo contra sua boca.
– mantenha minhas mãos fora do seu corpo. – ele disse entrelaçando seus dedos. Ela sorriu. Seus olhos brilhavam mais do que uma estrela em um céu escuro. Nick sabia que podia ficar ali olhando seu brilho até o fim dos tempos. Então ele a beijou, tão docemente que ela podia sentir gosto de mel em sua boca, talvez fosse o gosto adocicado de sua bebida passando de seus lábios para os dela.
– parece loucura beijar você depois de tantos anos. – disse ele olhando para seus dedos unidos.
– sem arrependimentos Nick! – ela logo repreendeu, não querendo revirar o passado.
– eu sei... Mas se eu tivesse mantido o olhar por um pouco mais de tempo ou deixasse meu toque durar um pouco mais, talvez... Talvez você percebesse. – ele olhou timidamente para ela, mas abaixou o olhar antes que ela desvendasse seus arrependimentos.
– Nick. – ela o chamou e seus olhos se encontraram. Ela sorriu carinhosa. — Eu percebi... Desde a primeira vez que você colocou os olhos em mim. E eu me senti da mesma maneira. – ouvindo sua essa confissão de sua boca, Nick queria se bater pelo tamanho da sua estupidez, por que agora ele não podia parar de pensar em como seria se ele fizesse algo diferente. Ele estava agora com quarenta anos e a única mulher que ele realmente amou foi Catherine, ele deveria ter percebido.
– então por que deixamos passar? – essa pergunta jamais deixaria sua mente.
– eu realmente não tenho uma boa resposta para isso. Provavelmente por que somos dois idiotas. – ela diz e ele sorri triste.
– provavelmente por que nos amamos. Por que quando se ama se tem medo de estragar tudo, se tem medo de magoar e de sofrer.
– nós estragamos tudo.
– não! Nós só acabamos de concertar. – ele disse deixando a melancolia daquela conversa e com um sorriso satisfeito no rosto ele a guiou para a pista de dança.
Tocava um ritmo quente que obrigava a remexer os quadris a um estilo latino envolvente e sexy. Puxando-a pela mão Nick colou seus corpos, nariz com nariz, olho no olho. Ele deu o primeiro passo para frente e logo eles estavam acompanhando a batida da musica. Ele a girou, deixando sua mão deslizar em sua cintura e a puxando de volta.
O movimento de seu quadril estava deixando Nick desorientado e ele não podia deixar de imaginá-la dançando enquanto tira a roupa para ele. Essa mulher definitivamente sabe como se mexer. Seus cabelos dançam junto a seu corpo e ele pode notar o suor se formar em sua nuca enquanto ela se move. Ela sorri quando nota o brilho elétrico em seus olhos que ela conhece muito bem.
Desesperado, ele a puxa contra forte contra seu corpo. Ela fecha os olhos quando se sente envolvida por seus braços e é envolvida pelo calor que emana dele. Ela relaxa, se deixando guiar pelos movimentos dele que ela não precisa se esforçar para acompanhar, ela sabia dançar e não era só em cima de uma mesa.
– preciso de você. Já. – ele diz tirando-a abruptamente de seus braços e a puxando para Deus sabe onde.
Suas costas foram pressionadas contra a parede de sua casa e ela se lembrava de fazer o percurso em tempos recordes, nem se preocupando causar um acidente. Ela não conseguia pensar em nada que não fosse o percurso de exploração que a língua de Nick fazia em sua boca. O peso de sua mão sobre seus quadris a empurrando contra a parede era o suficiente para deixar seus neurônios em colapso.
De repente ela foi obrigada a envolver suas pernas em volta de sua cintura, quando ele a puxou do chão e suas costas bateram novamente contra a parede fria. Ele prendeu suas mãos acima de sua cabeça e a olhou intimamente perto. Seus olhos transbordavam luxuria no azul mais escuro que ele se lembrava de ver. O aperto em seus pulsos se afrouxou e ele começou a tecer um caminho por seus braços, passando por seus seios e escorregando pelos lados de sua cintura.
Ele a desencostou da parede segurando em suas coxas até a um cômodo próximo a televisão onde ele a colocou sentada, empurrando tudo que havia sobre o móvel, decorando-o. O barulho agudo de vidro se quebrando deixou o casal imóvel. Nick a olhou querendo saber qual sua reação.
– foi um presente do Davi. – ela não precisava olhar para saber o que era e Nick também não, pois ele tinha odiado aquela miniatura de vidro da casa branca.
– agora eu sei por que eu sempre odiei essa merda, só podia ser esse babaca para te dar isso. – ele disse e ela sorriu, ela sabia que ele não tinha gostado de Davi.
– ciúmes? – ela provocou.
– cala a boca. – ele rebateu sorrindo e voltando a beijá-la calorosamente. Ele desceu as alças de seu vestido beijando o caminho até seus seios e a provocando o quanto podia. Ela chutou seus sapatos e tirou sua camisa o mais rápido quanto suas mãos trêmulas deixavam. Ele a suspendeu e a levou para o quarto onde terminou sua doce provocação e eles se afundaram na corrente de êxtase que percorriam seus corpos e ocupavam suas mentes.
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