Together By Fate.
29 Capítulo 28 - Escondido e uma nova amiga.
Domingo, 03:30
Pov Sophia
Eu estava quase pegando no sono, achando muito estranho que Bernardo não tivesse aparecido. Cadê o espirito de rebeldia, de quebrar regras desse menino? Foi quando ouvi uma batida suave na porta do meu quarto. Me sentei na cama como se isso fosse me ajudar a escutar melhor. Outra batida, dessa vez um pouco mais alta. Me levantei, andei até a porta, destrancando-a em seguida. Abri a porta e Bernardo entrou no quarto, sem camisa pra variar
– O que você tem contra usar camisa? – eu disse enquanto trancava a porta. Ele riu e se sentou com as costas encostadas na cabeceira da cama
– Eu sinto calor. Muito calor. – ele disse rindo. Eu me sentei ao lado dele, na mesma posição
– Claro, você é muito quente. – eu disse com escárnio. Ele riu ainda mais
– Pensei que você já tivesse dormindo. – ele disse mudando de assunto
– E eu pensei que você não fosse vir. – eu disse mexendo no cabelo dele. Ele sorriu e acariciou meu rosto
– Eu sou um garoto rebelde. É lógico que eu iria vir. – ele disse com um ar convencido. Eu estreitei os olhos e encarei-o
– Então quer dizer que você só veio por causa da rebeldia? Só por que é proibido? – eu disse provocando-o
– Eu vim porque valia a pena. Tudo que é proibido é mais gostoso. – ele disse num tom sedutor enquanto aproximava a boca da minha. Bernardo me beijou com urgência e como sempre uma serie de emoções desconhecidas me tomaram. Ele me puxou pela cintura fazendo com que eu me sentasse no colo dele e eu enlacei o pescoço dele com meus braços. Bernardo me puxou ainda mais, colando nossos corpos e deixando o beijo ainda mais intenso. Ele desceu a boca pelo meu queixo até chegar ao meu pescoço, onde distribuiu beijos e mordidas enquanto deslizava as mãos por baixo da minha blusa.
– Bear... – eu sussurrei meio que num gemido enquanto entrelaçava minha mão no cabelo dele – Isso tem que parar...
– Isso o que? – ele sussurrou no meu ouvido com uma voz estranhamente rouca
– Essa coisa toda... Esse... Sei lá. – eu disse saindo do colo dele e respirando fundo
– Esse fogo? – ele disse rindo enquanto eu me deitava. Eu me limitei a apenas assentir com a cabeça – Eu sou quente, querida. – ele disse rindo muito. Eu revirei os olhos
– Vai dormir, Bernardo! – eu disse enquanto ele se levantava ainda rindo.
– Vou ao banheiro. Ser quente demais é ruim as vezes. – ele disse correndo pro banheiro.
Bernardo voltou e eu já estava dormindo, mas pude sentir ele deslizar a mão pela minha cintura e encaixando o corpo no meu. Eu sentia a respiração pesada dele na minha nuca, me provocando arrepios, e pude escutar ele sussurrar no meu ouvido um “Boa noite, linda.”
Quando eu acordei com minha mãe me chamando para tomar café da manhã, tateei as cega a cama e não encontrei Bernardo. Pelo menos ele saiu na hora certa. Me levantei e andei até o banheiro. Tomei um banho rápido, me vesti e sai do quarto. Olhei pelo corredor pra ver se minha mãe e Ares não estavam por lá e fui ate o quarto dele. A porta estava destrancada e ele estava dormindo pesado de bruços. Andei devagar até ele com medo de acordá-lo e dei um beijo nas costas dele, sussurrando no ouvido dele em seguida
– Bom dia, lindo.
Segunda, 09:30
Pov Bernardo
Eu estava saindo do vestiário da quadra depois de uma aula de educação física quando avistei uma figura loira e solitária sentada na arquibancada. Enrolei minha camisa na mão, joguei minha toalha no ombro e andei até ela. Pulei alguns degraus da arquibancada e sentei ao lado dela sem que ela me visse
– Procurando o Páris? – eu disse assustando ela.
– Não. Eu vi quando ele saiu. – Helena disse me olhando e dando um sorrisinho fraco
– Aconteceu alguma coisa? Você tá aqui, sozinha... Parece triste. – eu perguntei curioso. Ela respirou fundo e continuou com o mesmo sorriso
– Nada. Só gosto de ficar sozinha as vezes, ficar quieta, sabe? Dar uma pensada na vida. – ela disse com um ar cansado
– To atrapalhando seu momento de solidão? — eu disse e ela balançou a cabeça negativamente
– Não, Bear, você não atrapalha! – ela disse rindo de verdade. Ela parou de rir quando viu quem estava saindo do vestiário – Bear, esse cara não vale nada. – ela disse respirando fundo e se referindo a Felipe. Eu assenti com a cabeça
– Eu sei, Hele. – eu disse cruzando os braços. Ela me olhou
– Ele não presta e alguma coisa me diz que aquela Thaisa também não. – ela disse me encarando
– Você conhece ela? – eu perguntei surpreso. Ela negou com a cabeça
– Não. Mas digamos que eu não costumo me enganar com as pessoas. – ela disse franzindo as sobrancelhas – E também pra se dar bem com alguém como o Felipe, como ela aparenta se dar, não pode ser boa gente. – ela completou
– A Sophia se dava bem com ele... – eu perguntei confuso. Ela riu sem humor
– Ele iludiu a Sophia, Bernardo. E se ela não se ligar, ele vai continuar iludindo. – ela disse numa seriedade que eu nunca tinha visto ela falar
– Eu sei. – eu disse sincero. Ela assentiu com a cabeça
– E você? – ela perguntou se divertindo
– Eu o que? – eu perguntei fingindo inocência. Ela riu ainda mais
– Nenhuma menina? Nada? – ela disse curiosa. Eu ri
– Namorando fica meio difícil... – ela me interrompeu
– Vocês fazem questão de dizer que não namoram de verdade. – ela disse me encarando em tom de desafio
– Mesmo assim, Helena. É complicado. – eu disse sem encara-la. Ela deu uma risada alta
– Complicado porque alguém aqui está apaixonado por uma certa garota ruiva dos olhos azuis... Acertei? – ela disse rindo e bagunçando meu cabelo
– Tá tão na cara assim? – eu disse surpreso. Ela assentiu sorrindo
– Muito na cara! Tá praticamente escrito na sua testa, Bear! – ela disse passando o dedo na minha testa
– Só você percebeu? Como você descobriu? – eu perguntei finalmente encarando ela
– É, só eu sim. O Pietro desconfia de alguma coisa, mas não leva a sério. O Páris e a Tessy nem sonham. E é como eu disse: Não costumo me enganar com as pessoas. E se eu não estiver enganada, a única pessoa que vai conseguir ajudar a ruivinha a esquecer do babaca é você. – ela disse sorrindo com certeza. Antes que eu respondesse, o sinal tocou e Helena se levantou – Vamos lá, pequeno urso, vamos para a aula! – ela disse rindo. Eu me levantei sorrindo, vesti a camisa e pensei que talvez Helena pudesse ser uma grande amiga.
Quando chegamos na sala de aula, Pietro e Sophia conversavam animadamente sentados lado a lado, assim como Tessy e Páris. Pelo visto não era só eu que tinha encontrado uma nova melhor amiga.
Notas finais
ps: de ontem pra hoje ganhei 9 leitores *-* se apresentem, novinhos! apareçam!
Fale com o autor