Together By Fate.
30 Capítulo 29 - Socos.
Notas iniciais
Terça, 10:35
Pov Sophia
Eu tinha acabado de fazer prova e estava andando pelo colégio quando pensei em ir até a biblioteca pra passar o tempo. Eu estava quase lá, tinha acabado de descer uma escada quando senti alguém me puxar e me empurrar na parede.
— Bom dia, coisa linda! – Felipe disse com um sorriso no rosto
— Só se for pra você. – eu disse friamente – Sai fora, Felipe. – eu completei tentando sair do aperto das mãos dele
— Você acha mesmo que eu nadei até aqui pra morrer na praia, corujinha? Eu quero você. – ele disse como se fosse a coisa mais normal do mundo
— Eu to achando é que você perdeu a noção! – eu disse ironizando
— Perdi mesmo e faz tempo. Mas quem liga? – ele disse cínico. Eu bufei e tentei sair de novo. Ele me empurrou outra vez na parede, dessa vez com mais força
— Me larga, Felipe! Eu tenho namorado! – eu disse enquanto ele se aproximava
— Acorda, Sophia! Você não tem nada haver com esse cara! Ou você acha mesmo que nasceu pra ficar com aquele marginalzinho?
— Você acha mesmo que eu vou me dar o trabalho de te responder? – eu disse quase gritando. Ele respirou fundo e apertou as mãos no meu braço
— Deixa de onda, Sophia! A gente já se deu bem uma vez... – eu interrompi ele
— Exatamente, quando eu achava que você era um ser humano! – eu disse cuspindo as palavras
— E eu deixei de ser? – ele disse ofendido
— Felipe, você é um ego enorme que fica perambulando e atormentando os outros por ai... – ele me interrompeu
— Eu gosto de mim. – ele disse sorrindo convencido
— Que bom, porque só você gosta. – eu disse sincera. Ele deu uma risadinha
— Você gosta. – ele disse colando o corpo no meu, ainda mais convencido – Sophia, eu quero você. E quero agora.
— Me larga senão eu grito. – eu disse me debatendo.
— Grita, eu quero ver! Grita pro namoradinho super herói vir te salvar! Você é minha, Sophia. – ele disse colocando a mão na minha boca. Eu tentei gritar e tudo que eu consegui emitir foram ruídos abafados. Felipe riu com escárnio e foi se aproximando lentamente de mim. Quando ele estava perto o suficiente para tirar a mão, ele foi empurrado com violência e bateu na parede mais próxima. Antes que eu pudesse processar o que tinha acontecido, Pietro segurava ele pela camisa com o punho erguido
— Tá na hora de brincar com alguém do seu tamanho, palhaço! – ele disse sacudindo Felipe com violência, fazendo com que ele batesse as costas repetidas vezes na parede
— Se você encostar em mim... – Felipe foi interrompido pelo punho de Pietro no nariz dele
— Vai acontecer o que? – Pietro perguntou gritando e dando outro soco. Eu estava perplexa demais pra me meter. Páris, que estava observando se manifestou me fazendo perceber a presença dele
— Se foi pra bater nesse babaca eu também quero. – ele disse avançando até Felipe. Eu me meti na frente dele ao mesmo tempo em que tentava fazer Pietro desagarrar de Felipe
— Não vale a pena! – eu disse exasperada. Pietro soltou uma risada irônica pelo nariz
— Não vale a pena pra quem? – ele disse encarando Felipe, que tentava se soltar, sem me olhar
— Pra você! Acredita em mim! – eu disse empurrando Páris no peito para que ele não se envolvesse – Não vale a pena se queimar por causa dele! – Páris respirou fundo e cruzou os braços
— Ela tem razão, Pietro. Não vale a pena o sacrifício. – ele disse se metendo entre mim e os outros dois. Pietro soltou Felipe, que essa altura já estava com o nariz sangrando
— Sorte sua que eu confio muito nos meus amigos. – Pietro disse num tom ameaçador. Felipe tentou enxugar o sangue com a palma da mão e encarou Pietro
— O que é seu tá guardado, moleque. Aliás, de vocês dois. – ele disse provocando enquanto apontava para Pietro e Páris
— Ah, to morrendo de medo! – Páris ironizou ao mesmo tempo em que esqueceu de que não valia a pena e avançou para Felipe. Se não fosse Pietro para segurar ele, Felipe teria apanhado mais
— Vamos embora daqui. – Pietro disse finalizando a “conversa” enquanto puxava a mim e a Páris para longe do louco e ensanguentado Felipe.
- Mais uma vez o dia foi salvo graças aos meninos super poderosos! – eu disse rindo enquanto me sentava na arquibancada da quadra. Pietro e Páris riram
— Fica ai rindo, mas tava se pelando de medo! – Pietro disse rindo. Eu respirei fundo
— Verdade! Brigada, de verdade. Aos dois. – eu disse olhando eles – Se não fosse por vocês eu estaria... Um pouco ferrada. – eu disse e eles riram.
— Quem tinha que agradecer era ele que fomos nós e não o Bernardo a ver aquilo. – Páris disse
— Se fosse o Bernardo, do jeito que ele é, o Felipe sairia sem dentes e sem meios de ter filhos. – Pietro disse fazendo Páris rir.
— Se fosse o Bernardo, porque? O que aconteceu? – Helena disse se aproximando de nós e se sentando com Tessy ao meu lado. Eu encarei elas assustada
— Desde quando vocês tão ai escutando? – eu perguntei e elas reviraram os olhos
— Relaxa que chegamos agora. – Tessy disse – Conta logo. – eu respirei fundo e comecei a contar a elas o que tinha acontecido, sendo interrompida algumas vezes por Pietro e Páris. Quando eu acabei de falar, Helena abriu a boca de surpresa
— Realmente, se o Bernardo sabe disso... – ela foi interrompida
— Se eu sei do que? – eu engoli seco ao ver Bernardo se sentar perto de Pietro. Páris pigarreou alto e Pietro ficou tenso – Será que dá pra alguém falar alguma coisa? – Bernardo perguntou incomodado. Eu respirei fundo, mas quem falou foi Helena
— O Felipe tentou agarrar a Sophi... – Bernardo me encarou incrédulo
— Como é que é? – ele perguntou irritado.
— Não aconteceu nada, o Pietro e o Páris chegaram na hora. Tá tudo bem.- eu disse sem olhar pra ele — Será que da pra vocês saírem? – eu disse falando com os outros 4
— Nós? – Páris perguntou se fazendo de desentendido. Eu revirei os olhos impaciente
— É. Vão precisar que eu desenhe? – eu disse me levantando e apontando para a saída da quadra
— Sempre delicada, né Sophia?! – Tessy ironizou
— Como uma rosa. – eu devolvi no mesmo tom. Ela riu
— Cheia de espinhos. – ela disse pegando a bolsa e saindo com Pietro
— De preferencia. – eu disse fazendo com que eles rissem enquanto saiam seguidos de Páris e Helena. “Vem cá, vocês ensaiam essas respostas?” eu escutei Pietro perguntar enquanto eles saiam
— Fala agora. – Bernardo disse se levantando e me encarando
— Fica calmo. – eu disse e ele apenas levantou as sobrancelhas. Eu tentei contar tudo da melhor forma possível, mas não adiantou
— Porque você não me contou? – ele disse andando de um lado pro outro
— Porque eu sabia que você iria ficar assim. – eu disse pegando na mão dele e fazendo-o parar de andar – Tá tudo bem, Bernardo, sério. O Pietro e o Páris chegaram e não deixaram acontecer nada.
— Você não faz ideia do quanto eu to me segurando pra não ir atrás dele. – ele disse me olhando
— Esquece isso. Ele deve ter visto que eu realmente não quero e não gosto mais dele... – Bernardo me interrompeu
— Não gosta? – ele disse me olhando surpreso. Eu sorri e me aproximei dele
— Não, não gosto e você sabe disso. – eu disse encarando os olhos vermelhos. Bernardo me puxou pela cintura e colou nossos corpos
— Da próxima vez... – eu interrompi ele
— Não vai ter próxima vez. E se tiver, pode deixar que eu te chamo, super herói. – eu disse fazendo ele sorrir e me beijar rapidamente.
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