Together By Fate.
28 Capítulo 27 - É proibido!
Sábado, 21:50
Pov Sophia
– Sabe, quer namorar o Bernardo, pode namorar. Ele é um garoto legal, não é que nem aquele outro que você namorav... – minha mãe ia dizendo enquanto me ajudava a lavar a louça do jantar
– Mãe, você é louca? Tem algum tipo de problema? – eu interrompi ela correndo pra fechar a porta da cozinha antes que alguém escutasse
– Relaxa menina. Ele tá no quarto dele com o pai. – ela disse indiferente a minha preocupação
– Mesmo assim, mãe... – ela me interrompeu
– Vocês já ficaram? – ela perguntou animada. Eu engoli seco.
– Mãe, dá um tempo. – eu disse sem olhar pra ela. Ela riu
– Sophia, eu te conheço! – ela disse rindo
– Por isso mesmo deveria saber que eu não sou de ficar falando essas cois... – ela me interrompeu de novo
– Então quer dizer que já? Ah Sophia, me conta como foi! – ela disse ignorando totalmente a minha vontade de não falar no assunto
– Mãe, para com isso...
– Sophia, vocês já transa... – ela começou a perguntar incrédula
– Mãe, chega! – eu interrompi ela exasperada – Cansei. Lava sozinha. – eu disse jogando um prato na pia e saindo da cozinha. Quando eu estava subindo as escadas, cruzei com Ares e ele parecia frustrado. Ele foi até a cozinha e não sei porque fiquei esperando para ver o que ele falaria com minha mãe. Do lugar onde eu estava não conseguia vê-los, mas conseguia ouvi-los.
– Acredita que ele não disse nada? – Ares falou baixo. Minha mãe bufou
– Ela muito menos. Maior mistério. – ela disse respirando fundo
– Eu conheço o Bear, Atena, meu filho tá muito estranho... Aí tem coisa e nós vamos descobrir. – eu não aguentei ouvir mais nada. Subi as escadas e corri até o quarto de Bernardo sem me incomodar de bater na porta antes de entrar. Quando eu entrei, Bernardo estava de costas, encostado na janela – aparentemente admirando a paisagem. Seria normal se não fosse por um detalhe: Ele usava apenas uma cueca box branca. Tentei desviar os olhos, mas foi impossível.
– Pra quê se vestir, né? – eu disse olhando pro chão enquanto fechava a porta e ele se virou rindo
– Isso te perturba? – ele disse se aproximando de mim. Eu me afastei e tentei ignorar a visão
– Eu to falando sério, Bernardo! É um complô contra nós! – eu disse me jogando na cama dele
– Contra ou a favor? – ele disse rindo ainda mais e se deitando ao meu lado
– A favor, eu sei! Mas mesmo assim... – ele me interrompeu com um beijo. Não foi um beijo longo, nem cinematográfico. Mas foi um beijo de Bernardo, o que já fazia toda a diferença
– Se você quiser, a gente conta pra eles e fica tudo certo. – ele disse bagunçando o cabelo – Não tenho problema nenhum em falar pro meu pai.
– Eu também não vejo problema nenhum em falar pra minha mãe. – eu disse acariciando o rosto dele – Além do fato de que eles vão encher muito nosso saco.
– Enchendo o saco eles já estão! – ele disse rindo. Eu ri também e ele se aproximou lentamente, me beijando em seguida. Quando me dei conta, Bernardo já tinha passado a perna por cima de mim e já prensava meu corpo contra a cama, alisando a minha cintura por baixo da blusa. Eu subi a mão pelas costas dele, arranhando-as e quando cheguei à nuca, puxei o cabelo dele fazendo com que ele se arrepiasse. Antes que ele ou eu pudéssemos fazer qualquer coisa a porta do quarto se abriu e minha mãe e o pai dele quase caíram no chão. Bernardo saiu de cima de mim assustado e eu fiquei em pé olhando incrédula pra minha mãe e Ares com os braços cruzados e sorrisos triunfantes nos rostos
– Mãe?! Ares?! – eu exclamei num misto de incredulidade, surpresa e raiva – Vocês estavam escutando atrás da porta?
– Eu sabia! Eu sabia! – minha mãe e Ares cantarolaram fazendo um tipo de dancinha tosca da vitória. Eu olhei pra Bernardo e ele soltou uma risadinha irônica pelo nariz
– Os filhos somos nós! Da pra vocês pararem com isso? – Bernardo disse firme. Eu encarei ele e fiz sinal de positivo com a mão. O pai dele pigarreou e minha mãe se recompôs
– Vocês tem razão. Se sentem, se sentem! – Ares disse apontando pra cama. Eu me sentei e Bernardo se sentou ao meu lado abraçado num travesseiro. Minha mãe respirou fundo
– Olha, se vocês querem namorar, tudo bem, nós aceitamos e damos a maior força. – ela disse dando ênfase no “maior” – Mas tudo tem limite e essa pegação não pode não. – ela disse fazendo sinal de não com o dedo
– E vocês querem que a gente namore sem beijo? – Bernardo perguntou franzindo as sobrancelhas confuso
– Claro que não. Vocês podem ficar juntos, vocês podem sair juntos, vocês podem se beijar o quanto quiserem, mas com moderação. – Ares disse
– Definam moderação. – eu disse encarando eles e fazendo Bernardo rir
– Moderação, Sophia! Tudo menos o jeito que vocês estavam há 5 minutos atrás. – minha mãe disse
– Quer dizer que nós não podemos dormir juntos? – Bernardo perguntou estudando atentamente nossos pais
– De jeito nenhum! – os dois disseram em uníssono
– Mas... Vocês podem e a gente não? – eu disse revoltada. Minha mãe revirou os olhos
– Sophia, nós somos casados, lembra? – ela disse gesticulando
– E nós namoramos... – Bernardo ia dizendo, mas o pai dele interrompeu
– Vocês são duas crianças! – Ares disse num tom de voz entediado
– Daqui a pouco nós fazemos 18 anos, Ares! – eu disse encarando ele e me levantando
– Daqui a pouco ano que vem, Sophia! – ele respondeu tranquilamente
– Mesmo assim, nós não somos crianças! – Bernardo disse se revoltando também. Y soy rebelde – Se nós não ficarmos aqui, vamos ficar em algum lugar e se eu fosse vocês preferia que fosse aqui. – Ares e minha mãe se entreolharam
– Nada feito. Vocês não vão dormir juntos. – minha mãe disse
– Mãe! – eu disse indignada e quase gritando
– Sophia! – ela disse imitando meu tom de voz – Uma vez na vida você vai me obedecer, garota!
– Então vai ser assim, vocês simplesmente vão nós proibir? – Bernardo perguntou se levantando e cruzando os braços
– Se vocês preferem colocar dessa forma... – Ares começou a dizer
– Sim, vamos proibir. – minha mãe completou firme. Eu ia começar a protestar, mas minha mãe não deixou – Você vai pro seu quarto, Sophia. Da boa noite pro Bernardo e cama. – ela disse apontando pra a porta. Eu revirei os olhos, andei ate Bernardo, dei um selinho nele, murmurei um “Boa noite.” e saí do quarto pisando forte.
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