Together By Fate.
20 Capítulo 19 - Atuando.
Notas iniciais
Segundo eu gostaria de agradecer a mpneves1 pela recomendação maravilhosa que ela fez da fic! Eu amei, de verdade! Muuuuuito obrigada! s2
Pov Sophia
O filme era uma daquelas comédias bem sem graça, e por consequência, rápida. Thalassa e Pietro não esperaram nem os trailers acabarem e já estavam se pegando. Helena e Páris não demoraram muito e seguiram o mesmo caminho dos outros. Bernardo e eu não nos encarávamos e eu estava tão tensa quanto ele. Ficamos metade do filme encarando a tela, fingindo que assistíamos algo e comendo pipoca. De vez em quando minha mão esbarrava na dele dentro do saco de pipoca e ele tirava rapidamente a mão. Definitivamente esse negocio de namoro estava deixando as coisas ainda mais tensas. Quando a pipoca acabou, o filme já estava quase no final e Bernardo resolveu quebrar o gelo
— Você tem certeza que quer continuar com isso? – ele disse quase sussurrando enquanto me encarava, eu também encarei ele
— Você quer continuar? – ele olhou nos meus olhos.
— Se for te ajudar de alguma forma... – respirou fundo – Quero sim, Sophia. – eu assenti com a cabeça
— Vai ajudar, eu acho. – eu disse e ele sorriu
— Então por que essa tensão toda? Somos namorados não somos? – ele disse sorrindo e colocou o braço atrás da minha cabeça, eu apenas ri.
Quando o filme acabou, Pietro e Páris foram levar Thalassa e Helena e eu acabei ficando sozinha com Bernardo.
— Prefere comer aqui ou ir pra casa e comermos por lá? – ele disse enquanto nós andávamos de mãos dadas pelo shopping. A sensação era muito estranha.
— Prefiro ir pra casa. O mais rápido possível. – eu disse apertando a mão dele mais forte.
— Pensando por esse lado é melhor mesmo irmos. – ele disse rindo. Era só o que me faltava: Bernardo se divertindo com a situação. Nós andamos em direção à saída, olhando e rindo de algumas vitrines. Parecíamos realmente um casal de namorados.
Quando chegamos na porta de casa, Bernardo descobriu que havia esquecido a chave dele. Eu comecei a revirar feito uma louca na minha bolsa atrás da minha chave. Enquanto eu procurava a chave, ele aproveitou pra zoar comigo
— Sabe, Sophia, você até que foi uma boa atriz hoje. – ele disse rindo.
— Sem tempo pra gracinha, Bernardo! – eu disse parando de procurar para encará-lo – E sim, eu sou uma ótima atriz. – eu disse rindo. Ele deu uma gargalhada
— Duvido que seja. Mas convencida você é sim!
— Ha ha ha. Muito engraçadinho. – eu disse irônica, mas Bernardo não estava mais me olhando. Ele olhava para algum lugar atrás de mim.
— Bom Sophia, é hora de você me provar que é uma boa atriz. – ele disse rápido e baixo. Eu não tive tempo de ter nenhuma reação porque Bernardo me puxou pela cintura e me beijou. A primeira coisa que eu tive tempo de pensar foi que a boca dele era muito quente. Não foi um beijo romântico nem nada parecido. Foi bem teatral. Era só a boca dele colada na minha.
— Sophia? – uma voz conhecida soou nos meus ouvidos. Eu senti os braços de Bernardo me girarem e quando ele me abraçou por trás, dei de cara com Felipe. Ele me encarava num misto de incredulidade e raiva – O que você ta fazendo com esse cara?
— Ela é minha namorada. – Bernardo respondeu de um jeito que eu quase acreditei que era realmente namorada dele – E se eu fosse você, eu seria esperto o suficiente pra ficar bem longe da Sophia. – Felipe encarou Bernardo e depois voltou a me encarar. Eu também estava muito incrédula. Bernardo falava de um jeito tão convincente, com tanta certeza, que eu estava ficando realmente convencida que nós éramos namorados. Pelo visto, não surtiu efeito só em mim. Felipe também estava bem convencido disso.
— Isso ainda não acabou, corujinha. – Felipe disse dando meia volta e saindo. Quando ele estava longe o suficiente, eu me virei para Bernardo
— Como você conseguiu convencer ele? – eu disse gesticulando
— Sou um bom ator. – ele disse dando de ombros e enfiando a mão na minha bolsa e pegando a chave de primeira. Eu encarei pra ele incrédula
— Como você ach... – ele me interrompeu
— Assuma, Soph querida: Eu sou foda.
Pov Bernardo
- Você ainda gosta muito dele, né? – eu disse enquanto eu e Sophia comíamos pizza sentados no chão da sala. Ela respirou fundo e eu soube que tinha dito a coisa errada na hora errada.
— Gosto. – ela disse sem me encarar – Mas não queria gostar.
— E por que não queria?
— Porque ele me traiu, Bernardo! – ela disse impaciente – E eu não to fazendo certo em ficar me escondendo. Eu deveria dizer a ele que não quero, encarar e parar de fazer esse teatrinho, sabe? Mas quando ele chega perto... ARGH! – ela disse com raiva e ainda sem me encarar. Eu não sei da onde saiu tanta raiva, mas eu explodi
— Caraca, Sophia! Esquece esse cara! Ele não presta! Não vale nada! Puta que pariu! – ela me encarou indignada
— E você presta? Ele pode ser o que for, mas marginal feito você ele não é! – ela disse se levantando e andando até a escada. Eu me levantei e puxei ela pelo braço, fazendo com que ela me encarasse
— Posso ser marginal, mas minhas namoradas nunca ficaram por aí chorando por mim, porque ao contrário desse cara, eu tenho caráter, eu sei como tratar uma mulher. E eu pensei que você fosse inteligente o suficiente para não defende-lo. Me enganei, não é, Sophia? – ela me encarou com raiva, soltou o braço dela da minha mão e subiu as escadas pisando forte.
Naquela noite, eu demorei a dormir. O fato das mulheres sempre darem valor para o cara errado não saia da minha cabeça. Pensei nisso por horas. Quando finalmente adormeci, um certo par de olhos azuis invadiram meus sonhos e permaneceram por lá.
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