Together By Fate.
11 Capítulo 10 - Uma sexta feira muito louca.
Notas iniciais
Sexta, 18:30
Pov Sophia
Eu estava sozinha com Bernardo a menos de 1 semana e já estava enlouquecendo. Todos os dias, Pietro e Páris apareciam e eles passavam tardes – e até mesmo noites – inteiras jogando vídeo game. O lado bom disso? Eu não precisava mais dar aulas a Bernardo e Thalassa e Helena podiam dormir aqui sempre que quisessem. Eu não tinha ideia do que Bernardo faria no final de semana estando sozinho em casa e parando para pensar, as opções não eram nada boas. Enquanto eu pensava nisso sentada na mesa da cozinha, eu conseguia escutar os gritos deles 3 assistindo futebol e a conversa sobre quanto de chocolate colocar no brigadeiro de Tessy e Hele. Quando os gritos pararam, os 3 entraram na cozinha me tirando dos meus pensamentos.
– Tão fazendo brigadeiro? Eu quero também! – Páris disse
– Vai ficar querendo, ow marginal. – Helena disse rindo. Ao contrário de eu e Bernardo, Helena e Páris e Thalassa e Pietro se dão super bem.
– Bom, nós vamos sair, ok?– Pietro perguntou impaciente
— Hoje é sexta! Nós queremos ir! – Tessy disse empolgadinha – Pra onde?
– Pra um lugar, na zona norte. Fazer um servicinho pra um amigo meu. – Bernardo disse. Eu encarei ele
– “zona norte” “servicinho pra um amigo seu”... Não vou nem morta. – eu disse tirando o brigadeiro do fogo
– Nós vamos! – Helena disse com firmeza. Eu fuzilei ela com os olhos. – Hey, Soph, não adianta me olhar assim! Vai preferir ficar sozinha em casa? – eu respirei fundo e guardei o brigadeiro.
– Ok, vocês venceram. Mas se isso der merda, não me digam que não avisei.
Uma hora depois estávamos todos prontos*. Bernardo disse que o “amigo” dele mandaria alguém vir nos pegar.
– Cara, isso não vai dar certo! Depois não digam que eu não avisei! – eu disse quando via um carro de luxo todo preto parar na porta da minha casa.
– Para de reclamar, Sophia! – Bernardo disse indo até o motorista. Eles trocaram algumas palavras e logo depois Bernardo abriu a porta de trás para nós. Antes que eu pudesse entrar, ele me puxou pelo braço e sussurrou no meu ouvido
– Cuidado com o que você diz ai dento, ok? Isso não é brincadeira. – eu olhei pra ele assustada. – Vai logo, não discute. – eu entrei no carro e logo depois, os outros entraram. Bernardo entrou na frente ao lado do motorista. Ao contrário do que eu pensei, o carro era bem grande e todos ficamos bem confortáveis. O motorista falou algo muito baixo para Bernardo e eu não consegui entender o que era, mas me pareceu algo como “O chefe vai gostar das visitantes.” Bernardo apenas assentiu tenso.
Dirigimos pelo que pareceu uma eternidade, todos em silencio absoluto, entrando cada vez mais em ruelas e becos escuros, até que chegamos no que parecia um galpão abandonado. Música muito alta tocava e luzes piscavam como em uma boate, muitos seguranças estavam na porta. Nós descemos do carro e Bernardo, Pietro e Páris andaram até os seguranças falando algo com eles e as vezes apontando para nós. Alguns minutos depois, eles vieram até nós e Pietro falou baixo
– Se comportem, ok? Vamos fazer isso o mais rápido possível.
– Isso o que? – Thalassa perguntou – Tem treta aí né? – Bernardo me encarou e pelo olhar que ele me dirigiu eu soube: Tem muita treta aí.
Nós subíamos as escadas da boate improvisada cercados de seguranças. Enquanto subíamos, eu notei pessoas dançando, outras bebendo, outras se drogando e algumas até fazendo coisas piores na pista. Assim que vi aquelas cenas, cutuquei Bernardo que estava na minha frente e falei o mais baixo que pude no ouvido dele.
– Eu mato você!
Nós chegamos numa sala escura e a única janela que tinha era tampada por duas placas de madeira que se cruzavam. Não servia como passagem, mas dava pra ver a rua. Os seguranças nos largaram lá e minutos depois um homem com barba por fazer, alto, moreno e muito bem vestido entrou na sala. Seria bonito se não tivesse uma cicatriz que descia da testa até quase o pescoço. Ele examinou atentamente a mim, Thalassa e Helena e disse se dirigindo aos meninos.
– Vejo que trouxeram brinquedinhos novos. – eu olhei para Bernardo incrédula e ele me olhou como quem diz “Vou tirar você dessa.” Enquanto Páris tirava algo do bolso e entregava ao sujeito.
– Na verdade, elas estão só nós acompanhando... – ele não deixou Pietro terminar de falar
– Vocês acham que isso aqui é brincadeira, não é, seus pivetes? Então vamos brincar do meu jeito! – ele disse ameaçadoramente. Felizmente antes que ele tivesse tempo de fazer qualquer coisa, seu celular tocou. Ele atendeu e o que quer a pessoa do outro lado da linha tenha dito, o fez ficar muito tenso – Eu tenho algo mais importante para resolver. Serei rápido e quando voltar, cuido de vocês! – ele disse saindo pela porta. Assim que ele saiu, a porta foi trancada pelo lado de fora e eu andei ate Bernardo, falando com ele num tom que só nos dois ouvíssemos.
– O que tá acontecendo, Bernardo? Me explica agora!
– Depois, Sophia, agora não! Continua quietinha que assim você tá linda!
– Você é um babaca, Bernard... – eu fui interrompida por um barulho que parecia... Tiros?
– Bernardo, o que é isso? – eu perguntei enquanto ele, Pietro e Páris corriam para a janela. Barulhos de carro de polícia ecoavam
– Alguém chamou a polícia – Páris disse – Foi alguma de vocês?
– Nossos celulares tão sem sinal. – Tessy respondeu
– Polícia? Ai meu deus, minha mãe vai me matar! Bernardo é tudo culpa sua! – eu disse desesperada. Não sei se Bernardo escutou porque nesse momento ele estava mais ocupado em arrombar a porta. Assim que ele arrombou a porta, ele disse
– Eu vou na frente... – eu interrompi ele
– Ótima hora para heroísmo.
– Cala a boca e fica abaixada! – ele disse me puxando pelo braço e saindo comigo do quarto. Ok, era legal saber que tinha alguém me abraçado protetoramente num momento tão surreal como aquele, mas não era nada legal saber que esse alguém era Bernardo. Nada legal também correr de salto alto. Olhei para trás e vi Tessy e Pietro e Hele e Páris na mesma posição. Ok, que legal, agora eu e Bernardo somos o terceiro casalzinho. Nós chegamos às escadas e vimos que o caos era geral. O cara que nós ameaçou momentos antes, estava baleado com no mínimo 3 tiros na cabeça, bem como o motorista que nos pegou em casa. No lugar onde antes as pessoas dançavam agora policiais trocavam tiros com os bandidos, ou o que eles fossem. Antes de descermos as escadas, Páris disse
– Ok, vocês três, assim que nós chegarmos na porta, tirem os saltos e corram o mais rápido possível atrás de nós, ok?
Nós descemos as escadas feito seis loucos. E conseguimos chegar na porta sem sermos atingidos por nenhum tiro. Felizmente ninguém pareceu nos notar. Pietro disse pegando a mão de Tessy. Páris repetiu o gesto com Helena e infelizmente, ou felizmente (nada mais fazia sentido naquele momento) Bernardo pegou na minha.
– Hora de tirarem os saltos, meninas. Vamos correr um pouco. – nós tiramos os saltos e corremos. Corremos muito, como se nossas vidas dependesse disso – e realmente dependiam. Entramos em ruas, becos, vielas cada vez mais escuras e sujas. Minha mente não registrava mais nada. Eu so tinha certeza das mãos de Bernardo me guiando. Corremos pelo que pareceu uma eternidade até chegarmos numa avenida um pouco mais movimentada, que eu reconhecia. Por incrível que pareça, aquele lugar horrível, ficava perto da praia.
*Roupas: Sophia: www.polyvore.com/together_fate_sophia_chasemberg_capitulo/set?id=51931685
Thalassa: http://www.polyvore.com/together_fate_thalassa_shore_capitulo/set?id=51931615
Helena: http://www.polyvore.com/together_fate_helena_solace_capitulo/set?id=51931668
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